A Reviravolta -Amity Chicago Virtual
10 A Revelação
Notas iniciais
OBS: Este capítulo é contado através do ponto de vista de Thalyta
Hoje de manhã, antes de o Robert acordar, levantei e vim para nosso quarto, antes que alguém desconfiasse. Deixei um bilhete para ele. Posso sentir o seu sorriso ao ler. Estou no corredor indo ao refeitório quando a Pâmela, minha melhor amiga, me abordou ao passar.
–Tha... Thalyta! –Ela fala com seus olhos lacrimejando. -Você tem que me ajudar!
–Ok. –Olhei para ela. –Vamos para o quarto não há ninguém lá.
Abri a porta e entrei, fechando-a atrás de mim.
–Pâmela! O que aconteceu? Alguém fez alguma coisa para você? –Falei ao me aproximar.
–Não... Quero dizer, ainda não. Mas vão fazer! –Ela fala para mim ao meio de soluços.
– Como assim Pâ? Explica-me isso direito! –Perguntei aflita.
–Primeiro você tem que jurar que não vai contar para ninguém! –Ela fala inquieta.
–Ok!
–PROMETA! –Ela grita.
–Eu prometo! –Olho para ela- Eu nunca contaria nada para ninguém, o que quer que seja que você esteja com medo.
–Tudo bem. –Ela limpa as lágrimas com as costas das mãos. Levanta e se dirige para a porta trancando-a.
–Tem... -Ela diminui o tom de voz. –Tem uma pessoa que quer me matar. Digo, quer matar todos que sejam assim como eu. Sai da erudição por isso, era arriscado demais ficar lá.
Era palavra de mais para eu digerir. Alguém quer matar a Pâmela. A minha amiga. Eu não vou deixar isso acontecer.
–Quem Pamela? –Falo isso olhando fixamente para ela. –De quem você estava fugindo?
– Eu estou confiando em você! –Ela diz procurando os meus olhos- Jeanine Matthews, ela quer matar os divergentes.
Agora tudo faz sentido. Pâmela é divergente. É por isso que ela se transferiu para a amizade. Ela queria fugir da Jeanine, ela queria um lugar onde Jeanine não desconfiasse que houvesse divergentes. Ela escolheu amizade como refugio.
–Eu sou divergente. –Pâmela fala confiante para mim.
Eu não sei bem o que é em si divergente. Mas sei que é uma coisa perigosa. Ouvi falar meus pais, que são amigos na Johanna, comentarem do grande número de divergentes em Chicago. Eles falavam com medo de alguma coisa.
–O que é divergente? –Pergunto, não por que eu não saiba, mas por curiosidade de ouvir o que ela acha.
–Simulações não funcionam comigo, fico acordada em uma. Não me encaixo em apenas uma facção. –Ela faz uma breve pausa para ver se eu estou entendendo. –Eles não querem alguém que não se encaixa em seu sistema estupido de facções! –Ela fala essa ultima frase com ódio.
–Ok! Então... Você veio se refugiar aqui na amizade? –Perguntei, mas pareceu mais uma afirmação.
–É... Mais ou menos, meu teste deu Amizade e Erudição.
Ela não podia permanecer na erudição.
–Fiquei sabendo que a Jeanine vai vim aqui na amizade a procura de divergentes. –Pâmela diz.
+ + +
Johanna nos chamou após o almoço para nós irmos á estufa, ela tem um anúncio a fazer. Entrei na sala onde estão todos da amizade. Avisto a Pâmela perto da saída. Robert está perto de Johanna.
–Boa tarde! –Johanna inicia- Hoje, Jeanine Matthews veio fazer uma pesquisa em nome da erudição. Ela vai fazer um pequeno teste, algo parecido com seu teste de aptidão. –Eles estão caçando divergentes. Meus olhos logo encontram Pâmela, que está saindo de fininho da sala.
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