A Resistência
34 33- Alex: Conseguimos
—Bones._ Chamou Renne, calmamente.
Olhei ao redor. O círculo de fogo estava se desfazendo. Afastei as lágrimas e me levantei.
—Eu vou vencer essa guerra por vocês._ Falei. _Nicolas, pai, Lívia, Nora. Não vou falhar.
E foi então que senti a ira correndo por mim. Os Exodus haviam matado meu irmão. Eu ia destruir todos. A começar pelos 30 Exodus que restavam ali.
E então corri para fora do círculo de fogo, enquanto meus amigos gritavam meu nome. Eu não liguei. Queria justiça, queria vingança, e eu ia consegui-la.
Ataquei sem pensar duas vezes. Não sabia o que estava acontecendo, só sabia que estava reduzindo a pó todos os Exodus que estavam no meu caminho. Os meus instintos me dominaram, e tudo era um borrão. Minha espada e minha pistola eram continuações do meu corpo. Era uma sensação assustadora. Mas era necessário senti-la. Sem ela, jamais conseguiria vencer essa guerra. Apenas com ela eu poderia fazer tudo o que eu precisava, trazer um futuro melhor para todos. Lembrei de cada momento que passei, desde a minha infância. Não tinha arrependimentos. Não podia ter.
Cinco, dez. A primeira vez que eu e meus irmãos entramos na Resistência. Quinze, vinte. Nosso aniversário de 16 anos. O dia mais feliz da minha vida. Vinte e cinco. O dia da revolução. Trinta. O presente momento. O momento onde eu precisava defender tudo e todos quem eu amava. Nada mais importava.
Quando o último Exodus caiu, eu desmaiei. Lembro de ter pensado uma última coisa antes. “Conseguimos”. Era a voz de Nicolas na minha mente.
Fale com o autor