A Relíquia De Urano
10 Um aviso importante.
Notas iniciais
Boa leitura ;)
Depois do ataque, Quíron mandou os campistas cuidarem de quem estava muito ferido e falou que assim que todos os gravemente feridos estivessem na enfermaria, os outros deveriam ir para o anfiteatro. Como só estava com alguns arranhões e baba de cão infernal, ajudei a levar os campistas que estava gravemente feridos pata a enfermaria e até cheguei a cuidar de alguns. Era um grande entra e sai da enfermaria, mas aos poucos isso foi parando e logo o local estava calmo novamente. Estava cuidando de Nico, o filho de Poseidon, o garoto havia quebrado a perna esquerda e o braço direito, e não me pergunte como ele conseguiu isso, quando de repente vários campistas entraram na enfermaria carregando alguém. Well, o filho de Hefesto e Pedro, o filho de Ares, botarem a pessoa que eles estavam carregando na cama, então vi quem era. Era Alex, filho de Hefesto. O garoto estava com um grande buraco em seu peito, como se uma espada ou uma flecha bem rombuda o tivesse atravessado. Sua camisa estava empapada de sangue e ele parecia estar perdendo mais.
- Deuses o que aconteceu? Temos que estancar esse sangue o mais rápido possível ! — falei pegando algumas gases limpas e tentando estancar o sangramento.
- Não adianta Malu. Ele já perdeu muito sangue. Acho que nem mesmo você sendo uma deusa vai conseguir recuperar ele. Seus batimentos cardíacos estão diminuindo muito rápido — falou Pedro com pesar.
- Olhe eu tenho que tentar pelo menos. — falei decidida e eles se afastaram.
Sabia que tinha os poderes de cura de Apolo, mas nunca havia tentado lhes usar. Parecia que agora teria que tentar usá-los. Botei minhas mãos em cima do ferimento no peiro de Alex e comecei a cantar uma prece a Apolo em grego antigo, que eu não fazia a menor ideia de como sabia. Enquanto cantava, minhas mãos começaram a brilhar minimamente, porém isso não pareceu surtir muito efeito. Alex respirava com muita dificuldade, até que por fim o movimento de seu peito parou. Ele havia parado de respirar, e sua pulsação também havia parado. O filho de Hefesto estava morto.
- Droga! Eu sou uma inútil mesmo! — exclamei me afastando do corpo de Alex, sentindo raiva de mim mesma, e com minhas mãos sujas de sangue.
- Não doi culpa sua Malu. Você fez o que pode, tentou usar seus poderes nele, mas o garoto já estava mais para lá do que pra cá. — disse Pedro.
- Isso não é desculpa. Eu sou uma deusa, devia ter conseguido fazê-lo ficar vivo — falei exasperada.
- Você pode ser uma deusa, mas quando as Parcas decidem cortar o fio da vida de alguém, nem mesmo os deuses podem interferir. — falou Well com a voz meio embargada, provavelmente porque havia acabado de perder o irmão.
- Viu Malu? A culpa não foi sua, a hora dele já tinha chegado. Agora vá para o anfiteatro, nós vamos limpar o corpo dele para poder queimá-lo com sua mortalha. — falou Pedro e eu concordei de má vontade.
- Está bem, vejo vocês depois então. — falei, lavando minhas mãos na pia, então saí da enfermaria e fui em direção ao anfiteatro.
*
Quando cheguei ao anfiteatro vi que a marioria dos campistas já estavam ali, meus amigos também estavam ali, mas com seus irmãos. Vi que os filhos de Atena estava todos juntos, só não vi o Jeff, aliás nenhum Conselheiro estava ali. Senteiem uma das bancadas do anfiteatro, sozinha, pensando no meu fracasso na enfermaria. Tinha que passar a treinar mais meu poder de cura para eventuais ocasiões como a que acontecera na enfermaria.
- Por que você ou sempre está sozinha, ou só com seus amigos hein? — escutei alguém perguntar e vi que era Shankar, o filho de Ares.
Porque eu me sinto melhor assim, e gosto de ficar sozinha para poder pensar. — respondi dando de ombros.
- Bom não vai ser hoje que você vai poder pensar Corujinha — falou ele, e a princípio não entendi, então vi Pedro vindo se sentar ao nosso lado.
- Aah qual é? — falei com uma careta. — Ei Pedro, cade o Well?
- Está junto com os outros conselheiros. Quíron tinha mandando chamar você também, mas o Jeff e o Victor não deixaram. — falou Pedro e eu ergui uma sobrancelha. Acho que depois iria ter uma conversinha bem séria com esses dois.
- Sério Pedro acho que eu ainda esgana seu irmão. Ele é mais superprotetor do que o Bruno — falei fazendo uma careta.
Fiquei conversando mais um pouco com Shankar e Pedro, até que por fim os Conselheiros chegaram todos juntos e Jeff, Victor, Gi e Well sentaram-se perto de mim, Pedro e Shankar que apenas nos entreolhamos, mas não falamos uma só palavra. Não muito tempo depois chegaram Quíron e o sr. D que ficaram bem no centro do Anfiteatro para que todos pudessem vê-los e ouvi-los.
- Campistas ! Vocês sabem do recente ataque que teve, muitos ficaram feridos e tivemos uma baixa. Mas também algo foi roubado — falou Quíron solenemente enquanto o sr. D revirava os olhos.
- O que foi roubado? — perguntou Douglas, um dos filhos de Hermes.
- O Coração de Urano — disse Quíron e ao ver que alguns campistas não faziam a menor ideia do que se tratava, continuou. — O Coração de Urano é uma das Relíquias mais antigas existentes. Vocês sabem que Cronos picou seu Pai Uranos em vários pedaços depois de castrá-lo e jogar seus testículos no mar, originando então Afrodite. Mas apenas uma parte de Urano se manteve intacta e esta foi seu Coração. E uma vez ministrado os ritos certos com ele, Urano voltará a vida.
- Resumindo a coisa toda. Trazer Urano de volta a vida não é bom — disse Izzy.
-É exatamente isso. Por isso nós temos que pegá-lo de volta — falou Quíron — Mas não podemos deixar o acampamento desprotegido por causa dos ataques, mas o sr. D teve uma ideia quanto a isso.
- Bom isso certamente é uma guerra agora, e minha ideia é simples, os campistas que quiserem ir para a ilha ajudar a recuperar o Coração de Urano, deixem seu nome aqui — disse Dionísio acenando para o lado aonde apareceu uma mesa com papéis em branco e uma caneta. — Bem podem vir escrever seus nomes aqui.
Os campistas continuaram em seus lugares tentando processar as informações, parecia que os cérebros deles ainda estava no Loading, ou seja, carregando as informações. Uma guerra? Isso não era nada bom, olhei para trás, para cada um de meus amigos, então respirei fundo e me levantei, e fui até o centro do anfiteatro aonde deixei meu nome para poder ir para a Ilha, quando me virei vi que uma fila se formava, e perto do final dela estavam meus amigos. Fui até eles, e percebi que Leandro e Renato já estavam escrevendo seus nomes também.
- Vocês vão mesmo fazer isso? — perguntei mordendo o interior de minha bochecha.
- É claro, nós vamos ajudar o acampamento também. — disse Rafael.
- Se é assim, então parece que vamos todos para a guerra juntos não? — falei erguendo uma sobrancelha.
Assim que meus amigos deixaram seus nomes, fomos para a praia discutindo como nós deveríamos chegar na ilha. O sr. D apareceu para falar que todos os campistas que se voluntariaram teriam de ser dividos em dois batalhões, mas eu e os meus amigos apenas concordamos, não importava para qual batalhão fóssemos mandados, o que importava era que todos iríamos ficar juntos. Mal sabia que eu estava muito enganada.
Fale com o autor