Notas iniciais
Oii! Segunda fic! Bem, espero que gostem ;D

Catherine realmente estava cansada de correr daqueles cães.

Ela estava correndo deles havia mais ou menos uma semana. Ela os despistava, os explodia em pó e pelo negro, mas eles continuavam correndo atrás dela. E ela estava cansando. Catherine até gostava de cães, mas aqueles não. Eram enormes cães negros, com garras de dentes que poderiam triturar qualquer coisa.

Ela só tinha sobrevivido por causa do treinamento que ganhara com Lupa e sua matilha. Eles, aliás, tentaram mata-la, mas ela conseguiu sobreviver. Após isso, começou a ter aulas com uma loba gigante, de pelos avermelhados. Antes disso, porém... Ela sacudiu a cabeça para se esquecer. Não iria se lembrar de seu passado. Não mesmo. Preferia ser comida por aqueles cachorros monstros.

E olhou para trás, e se fez esquecer esse pensamento também. Isso era um dos talentos de Catherine. Ela conseguia esquecer as coisas com uma facilidade imensa.

Continuou a correr por aquela floresta, com os galhos das árvores raspando seu rosto. Ao longo do caminho, começou a notar alguns vestígios de explosões. Ela quase caiu em uma delas, mas seus sentidos tomaram a dianteira e fizeram-na pular aquilo. Mesmo assim, seus sapatos ficaram sujos de cinzas.

Ela podia escutar os latidos dos cães se aproximando. Aliás, poderia notá-los a três quilômetros de distância. Aquilo era tão alto que fazia seus tímpanos chocalharem. Ela se desviou de sua rota, e tentou subir em uma árvore. Um erro fatal.

Os cães pararam, e começaram a se amontoar e a chacoalhar a árvore. Catherine se agarrava feito uma louca em um tronco, mas deu para perceber que não iria adiantar muita coisa. A árvore já começava a tombar e ela sabia muito bem de que eles só estavam brincando com ela.

Foi então, que ao longe, ela viu algumas torres. Haviam pessoas no alto delas, e algumas bestas por perto. Mas, quem iria colocar bestas no topo de uma torre, Catherine não sabia. Mas tentou gritar.

Ela gritou o mais alto que podia, e continuou. Sua garganta logo começou a doer. Ela continuou tentando achar um lugar mais alto para conseguir a visão dos guardas e escapar dos cães. Mas a árvore já começava a cair.

Ela deixou novamente que seus instintos pegassem a dianteira. Ela era intelectual, pensava bastante, e seu cérebro nunca a enganava. Mas, seus instintos eram tão fiéis como a agulha de uma bússola. Pulou da árvore, para bem longe, se impulsionando com o impacto de tal. Ela correu, mais do que jamais conseguiu. Faltava pouco!

Então, um rio surge no caminho.

Os guardas tinham percebido sua aproximação, e ela ficou aliviada. Somente por alguns segundos, pois começavam a apontar as armas para ela.

- Eu não! — Ela berrou, levantando os braços. — Os cães!

Os guardas tinham uma cara de confusão estampada no rosto. Até o momento que cerca de dez cães negros e do tamanho de carros apareceram. Eles logo prepararam as armas e os transformaram em pó. Mas não antes de um, ligeiramente maior do que os outros pular em cima de Catherine.

Suas garras atingiram-na com uma força imensa, e seu peso a derrubou no chão, fazendo ela cair no rio. Ela realmente odiava água. O cão a atacou, rasgando suas costas, mas não durou cinco segundos. Ele virou pó e pelo negro com um uivo horrível.

Catherine não podia ver nada daquilo, mas pode sentir que os restos do cachorro não fizeram nada bem as suas costas machucadas. Ela também escutou gritaria e correria. Escutou passos na água, e em meio minuto a pegaram pelos braços, e foram levando-a ao outro lado do rio. Catherine estava parcialmente consciente, ela via alguns vultos, mas pontos negros dançavam sobre seus olhos.

- Quem é você? — Uma voz feminina perguntou.

Antes que pudesse responder, Catherine desmaiou.