Notas iniciais
Bem, ela é baseada na Reyna, mas não tem nenhum parentesco com a garota. Bem, ai está mais um capítulo! Espero que gostem!!

Catherine acordou com uma imensa dor de cabeça.

Quando abriu os olhos, uma luz intensa a fez fechá-los novamente. Depois de alguns segundos, seus olhos finalmente se ajustaram a luminosidade do lugar. era um quarto claro, com cortinas no lugar das paredes. O teto era de gesso braco, deixando o lugar bem requintado, exceto pelo fato de colocarem doentes ali. Ela se sentou na maca, gemendo baixo.

– Quem. É. Você? — Uma familiar voz feminina disse, num tom rude.

Catherine abriu os olhos e se deu com dois garotos armados com lanças, apontadas para seu pescoço, armaduras completas por baixo de uma camiseta roxa. O da direita tinha cabelos escuros e olhos negros, ligeiramente moreno. Já seu companheiro era caucasiano, com os cabelos castanhos-claro e os olhos esverdeados. Pareciam ser boa gente, mas não naquela ocasião. Ela só pode engolir em seco e tentar não se mexer. No meio dos guerreiros, uma garota de cabelos claros, olhos azuis e aparência esbelta estava observando Catherine, de um modo que fazia-a pensar que ela estava escolhendo um jeito de torturá-la.

Cath não respondeu até o momento que os guardas forçaram mais a lança em seu pescoço.

– Sou Catherine Forbes! — Ela respondeu em um murmurio agudo e estrangulado.

– Como? — A garota perguntou, franzindo a testa, com sua expressão passando de desconfiada para uma confusa-irritadiça.

– Catarina Farves? — O guarda moreno disse, afrouxando um pouco a lança, e tendo uma expressão de confusão.

– Catherine Forbes. — Cath corrigiu, com uma voz melhor, mas ainda rouca.

– Ah, claro. — O guarda respondeu, e colocou a lança novamente no pescoço de Cath. Ela achou que já começariam a machucá-la de verdade.

A garota de olhos claros analisou Catherine, decidindo se iria ajudá-la ou dar um ponta-pé em seu traseiro e mandar os cães de volta em sua perseguição.

– De onde você vem?

Isso atingiu Cath como uma bola de canhão. O que poderia dizer para ela? Eles iriam liquidá-la. Ela podia sentir os batimentos do coração se acelerando, e sua respiração ficando agoniada.

– De Kennewick, interior de Washington. Eu fugi de casa — ela mentiu.

Os olhos claros da garota faiscaram. Seu cabelo estava preso em um leve coque, usava uma armadura por baixo do lençol, que tinha um broxe em forma de águia. No seu braço havia uma tatuagem negra, que Cath não conseguiu identificar.

– Tudo bem — ela finalmente disse. — Espero que você possa fazer algo. Quando melhorar, vá visitar o Octavian. Butch, fique com ela.

Então, saiu caminhando, e sumiu atrás dos lençóis brancos. O guarda moreno a seguiu, enquanto o outro, que deveria ser Butch, ficou lá. Ele retirou a lança e a segurou na vertical, ao lado do corpo. Ele andou até onde os outros saíram e se certificou que não estavam mais lá. Então se virou para Catherine. Seu rosto assumiu uma expressão de preocupação, até mesmo um pouco de desespero.

– Você está bem?

– Ahn... Sim — Catherine respondeu, se levantando da cama.

Havia um espelho de corpo inteiro apoiado em uma parede sólida, que ela não havia reparado. Ela se aproximou e analisou a imagem. Catherine era uma garota alta, com pele cor de canela. Seus cabelos estavam em uma trança, que descia pelo ombro esquerdo, e sua franja cobria parte de sua testa. Seus olhos eram de um tom diferente, que ela mesma nunca conseguiu identificar. Era uma mistura de ouro e castanho claro e escuro. Um nariz pequeno, que, quando estava em uma situação normal, ficava arrebitado, juntamente com o queixo.

Ela era uma líder nata. Lábios pequenos e carnudos faziam-na parecer uma modelo. Seu tronco inteiro estava enrolado com gaze, inclusive seus ombros. O ferimento foi pior do que ela conseguia imaginar. Ela vestia um vestido estilo romano roxo, com leves mangas, que ia até os pés. Pode ver um par de sandálias ao lado da cama, e as vestiu. Elas eram douradas, e pareciam com as sandálias de guerra que ela usava.

Ela pensou que iria chorar com a lembrança. Deu um suspiro longo, e se forçou a continuar firme. Ela não iria chorar. Chorar era para garotas fracas. E ela não podia se dar o luxo de ser fraca. Se virou, e iria perguntar ao Butch onde estava, mas se esqueceu quando viu sua expressão.

Ele olhava para ela, como se fosse uma estátua de ouro, ou como se tivesse três olhos. Mas logo se recompôs. Catherine quase riu com a sua expressão.

– Bem — ele disse, tentando parecer mais durão — , vamos visitar Octavian.

– Quem? — Catherine perguntou. Pelo modo que Butch disse seu nome, parecia de que Octavian era uma meia grande, velha e fedorenta.

– O cara que vai decidir se você vive ou não. Agora, me siga.