A Quinta Estação
3 Diretriz Número 1
Notas iniciais
Um robô, ou algo parecido com um, ele senta em uma cadeira de metal em algo que se parece com um grande armazém tecnológico, com luzes verdes e amarelas piscando e rodando, não muito longe dali um outro grupo de seres do mesmo tipo mexem e manipulam os botões, estão s preparando para fazer a atualização, a mente do robô em questão na cadeira estava prestes a ser ampliada pela máquina acima dele, que contém partes ou reproduções extremamente fiéis as maiores mentes que sua raça já teve.
Para que tal dispositivo servirá? Como uma raça conquistadora, eles tem planos e estratagemas de guerra, e o deles é convenientemente mais diferente, porque assim como são uma raça conquistadora, são uma raça lógica, eles costumam verificar todas as probabilidades de sucesso antes mesmo de tomar o primeiro passo de traçar o curso para o planeta em questão ou até mesmo de mexer um centímetro de sua nave. E aquele dispositivo é o mais recente em avanço do desenvolvimento e predição de planos e estratagemas, a ideia é que o planejador mestre tenha seu cérebro, ou seja lá o que eles tem em sua cabeça acéfala, com sua capacidade altamente ampliada, e assim ele podem tomar o caminho que mais os favorecem futuramente para a derrocada do planeta em questão apenas pelo planejamento da mente equipada e evoluída momentaneamente do planejador.
Agora o planeta em questão, em nome dos seus catálogos, CXW 2086, ou como os habitantes do planeta o chamam: Terra. Mandaram uma sonda recentemente para a superfície do planeta para angariar todos os tipos de dados possíveis para o planejamento e estatísticas da tomada do pequeno azul. Tais informações estarão disponíveis na mente do planejador um vez que ele se conectar na máquina. Agora ele se prepara para a imersão, quando ele a usa, passa por um tipo de epifania, um sonho do cenário mais provável e tem armazenado em sua mente todos os outros cenários menos possíveis.
A máquina se acopla em sua cabeça, os outros em seus postos iniciam seus comandos, protocolos, botões e alavancas. O Planejador Mestre imerge dentro do cenário mais provável dentro de sua mente. Nele, ele provavelmente sairia de sua cadeira e ordenaria aos mais próximos dele para traçar o curso para a Terra:
— E façam rápido — Diria o planejador
E então ele iria ao deck central, de lá, veria a superfície do planeta azul se materializando a sua frente, e com um olhar conquistador, ordenaria:
— Despachar módulos de invasão, grupos 3 e 7.
E assim seria. Logo depois ordenaria que os grupos de 1 a 5 restantes tomassem conta do aparato tecnológico que orbita o planeta e seus super-seres de dentro, lembraria de planetas que também tinham super-seres em sua linha de frente. Então, se dirigiria aos maiores blocos de poder do planeta, mandaria unidades tomarem as capitais do mundo, Washington D.C., Londres, Brasília, Moscou, Pyongyang, Tóquio, Themyscira... E se dirigiria com a nave principal a cidade de Metropolis, onde os líderes do planeta estariam envolvidos em uma reunião de paz em sua organização protetora e desenvolvedora do planeta, algo como ONU, uma sigla provavelmente.
Enquanto forças de sua raça emergiriam do espaço e atacam fronteiras de guerras que se alastravam pelo mundo, aniquilando todas as forças que travam batalhas entre si, então começariam uma limpa em massa da população desnutrida, da população totalmente desavantajada sócio-economicamente e vivendo da pobreza alta para baixo, esses tipos de pessoas não teriam uso no futuro tramado para a raça humana, e assim que adentrassem na reunião da ONU, ele proclamaria, em sua linguá alienígena de dialetos estranhos, mas com um som soando:
— Mesfltx k-priotarique — Diria rudemente
Os líderes globais ficariam aflitos, alguns se desesperariam, outros se rebelariam e começariam a entrar numa onda de fúria logo cedo, mesmo não tendo entendido o que ele falara. Então ele colocaria seu dispositivo de comunicação alienígena ao redor de seu pescoço e os plugs em seu ouvido, e diria claramente desta vez, para o povo da Terra, encarnado em seus representantes daquela sala, ouvir:
— O Planeta é nosso... — Diria com o tom soturno desta vez
Um homem se enlouqueceria, pisaria a sua frete e gritaria suas palavras de dialeto humano alternativo, o então representante russo conhecido como Putin, e suas palavras se derramariam de sua boca como um verdadeiro homem em fúria, o planejador então daria apenas um disparo de sua arma desintegradora para reduzir Putin a uma pilha de ossos em segundos, apesar de admirar a destreza do representante em defender o planeta.
— Mas alguém ousa protestar? — Diria o planejador, satisfeito
Todos manteriam mais calma momentaneamente, assim como ele passaria por entre os diversos Seres Humanos:
— Tomamos o seu planeta pois nos será útil... Seus recursos, principalmente o elemento H2O é uma fonte em abundancia que decidimos usar a nosso favor...
Então, assim como as luzes iluminariam sua jugular e queixo de metal, que se opõem a outra metade de sua cabeça, um roxo enjoado, enquanto caminhava em direção a bancada principal onde cada representante teria sua vez, seria a vez do Planejador Mestre de falar, ficar em destaque para representar a tomada da raça Hôftmetlos. Ele pisaria adiante, a sua boca perto do microfone, e quando falaria por cima de sua capa de um preto metalizado, sua nave sofreria um dano alto, que ele avaliaria ao ver a mesma explodindo metade de seu inteiro, e de lá saindo ele... O outro dos poucos aliens que aqui vivem, e interessantemente... O último macho restante nessa dimensão do universo, O Kriptoniano. Então, aquele a quem chamam de "Super-Homem" daria passos a frente enquanto sua guarda faria posição, levantando suas armas, que parecem algo como rifles misturados com lanças e escudos, de uma maneira bem medieval, e ao passo disso, Super-Homem avançaria.
Ao som dos estalos das armas de sua guarda, Super-Homem recuaria, o planejador então avançaria em direção ao que sobrou da nave e se conectaria no computador central dela, baixaria as melhorias de combate, assim como uma arma materializaria em suas mãos e outra em suas costas, sendo construídas gradativamente por micro-robôs que infestam sua nave. Então, ele ouviria o som da sua guarda sendo ou morta, ou neutralizada pelo Homem de Aço, ao passo que ele se aproximaria rapidamente, então o planejador abriria sua boca, onipotente da situação:
— Kriptoniano...
— Eu conheço-os — Diria Super-Homem — Tenho um banco de dados extenso de vocês, parem já com isso! É uma ordem!
— Não aceito ordens de um ser tão superior que escolheu ser um semelhante... — Ele apontaria com desgosto para fora — Daquelas coisas.
Super-Homem então avançaria, flutuando rapidamente com um efetivo soco em direção ao planejador, que iria segurar seu punho enquanto ele ainda estaria no ar, devolvendo ao bater a coronha de sua arma em sua face, o fazendo recuar.
— Nós somos muito mais superiores...
Super-Homem o agarraria rapidamente e perfuraria o teto da nave dele, revelando a vista dos dois, diversas naves de invasão destruindo, caçando e eliminando a paisagem e cidadãos selecionados de Metropolis. A medida que eles subiriam mais e mais, o planejador então começaria a enforcar o homem de aço, dizendo:
— Temos o poder suficiente para até derrotar o antigo império de Marte... Se ele ainda existisse.
O Planejador, então, uniria suas mãos e as fecharia, dando um golpe nas costas do Kriptoniano, e os dois desceriam ao topo de um prédio, Super-Homem caindo de cara e O Planejador fazendo um pouso uniforme. nessa altura, 20% da população mundial já teria sido exterminada, e ao receber essa informação em seu Omnicon preso em seu pulso, pulsaria de prazer, até logo após ser atingido forte por outra coisa... Quando recobrasse os sentidos, veria que seria Kara Zor-El, a outra Kriptoniana. Ele não ouviria um pio dela, ela simplesmente cairia dentro da luta, agressivamente lhe direcionando todo tipo de golpes, que ele defenderia com certa dificuldade, mas com maestria, até ela abrir uma área vulnerável em sua posição de ataque, e com um gancho de esquerda, ele a mandaria para o outro lado do campo de luta, ainda sem abrir um buraco no chão.
Saberia que ainda haveria humanos desesperados e patéticos correndo por suas vidas, esvaziando o prédio, decidiu incitar um pouco dos dois alienígenas patéticos, usando sua arma e a atirando para baixo. Teria certeza de ter acertado pelo menos uma centena de humanos que nunca sairiam vivos daquele complexo, Super-Homem então gritaria:
— NÃO!
E ambos Super-Homem e Super-Moça se levantariam, O Planejador daria uma risada mais que maquiavélica. Ao passo que ele daria um soco na Super-Moça, que voou rapidamente na tentativa de uma ofensiva, ele usaria sua arma, com munição radioativa, pois sabia que isso afetaria mais o Kriptoniano, e atiraria contra ele, e a medida que Kara voltasse, ele daria um chute circular, acertando ela e o homem de aço que se aproximaria. Com ambos ainda debilitados, ele se aproximaria da fêmea e a agarraria pelo pescoço, olhando para Kal-El com um sorriso de satisfação:
— Ela... É sua parente. Qual seria o peso da perda dela para você?
— Por Favor... Não...
Sua raça são ciborgues altamente desenvolvidos, com diretrizes específicas para a tomada e derrocada de forças opositoras do domínio, na lista de diretrizes, haveria regras de como montar planos, não atacar semelhantes, identificar armas e estudos da anatomia de seu inimigo, mas a primeira delas é... Sem piedade na luta contra os dominados. Ele esmagaria o cranio da fêmea com apenas uma mão e jogaria seu corpo espaço abaixo no abismo a frente do prédio. Super-Homem ficaria devastado, e o chão começaria a tremer enquanto ele preparava seu poder, o planejador ficaria em posição de combate, isso iria ser um luta das grandes, dificilmente enfrentou alguém com essa magnitude de poder que o homem do amanhã tem. Ao passo que ele agarraria o planejador, o planejador devolveria amarrando seus braços firmes aos dele. Eles sairiam voando em alta velocidade dali novamente.
— Você não tem COMPAIXÃO? PIEDADE? — Suplicaria Super-Homem, em fúria
— Tais coisas são irrelevantes, fraquezas inúteis! — Bradaria O Planejador — Você que não tem visão!
O Planejador usaria seus braços e o jogaria para dentro de outro dos grandes construtos da Terra conhecidos como prédios, e penetrariam em um grande corredor, largo e alto, um espaço limpo de luta para eles.
— Eu represento a força de um povo guerreiro e conquistador. Navegamos pela imensidão desse universo clamando o que pode ser nosso por conquista! Todos em Melphos contam comigo, famílias... Um poder como o seu é desperdiçado com mentes e corpos fracos, o domínio superior é a regra da vida no planeta assim como no universo!
O Planejador começaria uma série de golpes devastadores em direção ao homem de aço, um gancho de direita, um tiro em sua face, vários ponta-pés e chutes totalmente agressivos em direção ao seu peito e suas pernas, a medida que avançavam mais adentro do corredor extenso daquele construto. Até um momento, Super-Homem incrivelmente, agarraria seu pé em trajetória ao peito dele em uma fração de segundo:
— Não importa nada se você não tem compaixão em seu coração... — Ele quase sussurraria de tão baixo que estaria o tom de sua voz
— Que coração? — Diria ironicamente O Planejador.
Super-Homem o lançaria todo o trajeto de volta ao corredor, e se movimentando em uma outra fração de segundo, direcionaria um soco, depois um chute, e uma série de socos ao planejador. A armadura do Planejador se danificaria mais do que já estaria, e medida que o Kriptoniano lhe dava uma ofensiva poderosa, estaria começando a perder os sentidos:
— VOCÊ ESTÁ ACABANDO COM A POPULAÇÃO DO PLANETA!
— Vocês não podem nos impedir! — Responderia O Planejador — Nem os Lanternas Verdes originados daqui e/ou desse setor resistiram ao nosso domínio!
— VOCÊS ESTÃO ACABANDO COM FAMÍLIAS! COM NAÇÕES!
— Meros insetos! — Ele receberia mais outro soco na cara
— MAS VOCÊS SABE PORQUE ISSO VAI ACABAR COMIGO VENCENDO?! SABE QUAL O VERDADEIRO PODER DO VALOR HUMANO?
— QUERO VER VOCÊ ME MOSTRAR KRIPTONIANO!
Ele pararia com a sequencia de golpes, apenas ficaria segurando o planejador pelo pescoço, suspenso no ar:
— Vamos, me mate! Eu provarei meu valor como guerreiro, e isso me tornará um mártir! Prove o seu valor como guerreiro também, me mostre como o todo poderoso homem de aço da Terra, que viveu em condições deploráveis para um ser de sua magnitude, que diz ter um valor moral inestimável, se diz que sua moral o torna tão superior! Faça!
— Esse é o ponto Planejador... — Ele diria com peso evidente em sua voz — Nós ganhamos valores para seguir, não diretrizes, e diferente do que vocês fazem, o que conquistamos é com mais honra e valor do que vocês jamais conquistariam, e minha humildade me torna muitas mais vezes superior a sua raça, e você sabe porque?
Ele deu uma pausa um tanto longa e desconcertante:
— Eu digo isso em nome de todos os trabalhadores humildes que vivem nesse planeta e sobrevivem em seu campo hostil! Nossa humildade nos torna superiores pois vemos tudo mais claramente! Avaliamos corretamente o coração de cada um e deixamos uma ordem maior que guia o universo julgar o correto por nós!
— Religiosidade, Kriptoniano? — O Planejador Riria
— Vamos logo acabar com isso, vou lhe mostrar quem é superior por aqui!
O Planejador o encarava profundamente enquanto esperaria por seu evidente fim, até... O Super-Homem o jogar ao chão, com uma face de amargura:
— Porque...?! — Diria o Planejador confuso
— Compaixão, Planejador — Ele responderia em tom baixo — Uma coisa que você não entendem... Mas eu sim, e vejo que sua morte traria dor demais ao seu povo... Seria uma perda insuperável!
— Mas como você ainda pensa no bem estar daqueles que planejam e estão executando seu próprio povo?! Isso é ILÓGICO.
— Não, não é, é nobre... Algo que vocês nunca entenderam, ver o melhor nas pessoas é o certo a se fazer. — Ele olharia para o Planejador com mais compaixão nos olhos do que lhe caberia...
O Planejador então perceberia, ele não ama a morte, como faz sua raça, ele ama a vida, e fica arrasado com tal situação, mas...
— Porque você nunca perdeu a esperança? Qual o uso da sua compaixão? Ela apenas te faz dormir melhor a noite?
— Não, me faz maior, meus atos em vida não terão sido em vãos...
O Planejador sentiria algo que nunca sentiu na sua vida... Ele sentia algo que não sabia o nome, mas na Terra, chamaria "comoção", ele se sentia comovido.
— É ilógico... — Ele diria
— É instintivo, é o poder da empatia... — Diria o Super-Homem — E esse poder é imbatível, não importa o tamanho e o poder do obstáculo, ele é apenas lento, assim como a humanidade se desenvolve... Lentamente, mas direto a um futuro brilhante, como estavam tentando fazer aqueles representantes do mundo onde estava... Até mesmo o que você matou.
O Planejador se levantaria lentamente do chão, e olharia profundamente nos olhos do Kriptoniano, que sorriria. Ele estava prestes a até mesmo abraça-lo quando uma fileira de guardas arrombaria pelo corredor, haveriam rastreado seu Omnicon até lá, e avançariam com o aparato que se parece com uma lança em direção ao peito do Super-Homem, o planejador só teria tempo de gritar:
— Não!
Assim como O Super-Homem teria seu peito perfurado pela lança. Assim, eles teriam tomado todo o planeta, a assimilação da Terra seria um sucesso, e assim acaba seu sonho lúcido, ele acorda daquela cadeira enquanto o maquina é desplugada de sua cabeça. Um soldado se aproxima dele, ele ainda está sentado na sua cadeira, refletindo:
— Quais as ordens, senhor? — Diz o soldado
Após uma longa pausa, O Planejador diz:
— Mandar sonda para o planeta CXW 2087... Inviável dominação do planeta conhecido como Terra.
O Soldado vai sair até ser interrompido pelo Planejador, que diz:
— E trace o curso dessa nave para Melphos, tenho que falar com o conselho pessoalmente.
O soldado parece confuso, mas segue suas ordens.
Mais tarde O Planejador-Mestre se conecta ao terminal pessoal e analisa suas diretrizes, estava em conflito, sua parte orgânica dizia algo, mas no meio tempo, ele sabe qual a única diretriz que ele realmente tem que apagar nesse instante, e ele a apaga, a Diretriz número 1.
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