A Queda Do Sequestrador Divino

12 Um Auxílio... Diferente - Parte II


–Por que você não contou tudo o que sabe para Zeus? — perguntei.

–Ora, ele não iria ouvir-me. O sujeito de quem desconfio é amigo do senhor dos deuses. Zeus confia nele.

–É um dos deuses olimpianos? – perguntou Léo atordoado.

–Não seja tola, criança. – Ela falava como se tivesse mil anos a mais que nós – Os deuses se odeiam, sim. Mas não a ponto de dar sumiço em outro deus. Além disso, por que um olimpiano sequestraria outro?

–E você é o que? Acho que uma deusa está fora de cogitação, porque você parace apenas uma crian... – Léo não chegou a terminar a frase.

–Criança? Eu gosto desta forma. – ela sorriu.

–Você é uma olimpiana? – Isabela tinha os olhos arregalados.

–Seria, mas cedi meu lugar.

–Para Dionísio – completei – Você é Héstia.

Ela sorriu:

–Vejo que você está há muito tempo no Acampamento. Eu não te vi na Batalha de Manhattan?

–Não. Fiquei com os filhos de Ares, infelizmente. Até tentei fugir quando Silena fingiu ser Clarisse, mas ela me viu e repreendeu-me. — respondi.

–Que pena. Foi uma batalha e tanto. Ainda bem que podemos contar com os semideuses. – Héstia fazia uma cara de aprovação.

–Hum, enfim. – Isabel interferiu – Você disse suspeitar de alguém...

–Ah, sim. Éolo – ela falou tranquilamente, e isso me deixou ainda mais atordoada.

–O cara do vento? – Isabela perguntou.

–O deus dos ventos. – corrigiu a deusa.

Rafael estivera tão quieto que me assustei quando ouvi sua voz:

–Isso explicaria porque havia ventis no sonho da Daiane. – um arrepio percorreu minha nuca quando ouvi Rafael falar meu nome. Eu me odiei naquele momento. Que perfeita idiota você, Daiane Marafon.

A pergunta de Isabel me trouxe para a realidade:

–Ei, cabeção. Você é quem manda. O que vamos fazer agora?

–Hãm, acho que Héstia nos poupou horas. – me virei para a deusa – Mas onde podemos encontrá-lo?

–As caçadoras. Você as conhece melhor que eu. Converse com Thalia, ela sabe onde procurar. – dito isso, a deusa sumiu, deixando um cheiro de queimado no local.

...

–Como assim “Você as conhece melhor que eu”? – Isabel havia me puxado para um canto do elevador, enquanto descíamos do prédio, e agora fazia um interrogatório minucioso, enquanto Isabela e Rafael explicavam a Léo o que eram as caçadoras.

–Bom, Thalia era uma boa amiga. Quando as caçadoras vinham para o Acampamento, nós conversávamos sobre tudo, enquanto treinávamos arco-e-flecha. Além de ela me elogiar por ser uma boa arqueira, também contava como era o mundo lá fora, onde ela havia ido, o que havia visto. Essas coisas, sabe? Na última vez que a vi, Thalia me convidara a ser uma caçadora.

-E? – Isabel estava com cara de quem queria saber o final de uma história de terror.

-Bom, eu aceitei. Não via propósito em continuar no Acampamento. Eu queria explorar, viajar, conhecer o mundo todo. – o elevador havia parado e nós agora saímos do edifício.

-Mas você não é uma caçadora. – Isabel disse naquele momento onde filhos de Poseidon dizem o óbvio.

-Não, não sou.