A Queda Do Sequestrador Divino

11 Um Auxílio... Diferente - Parte I


–Dois dias? Como assim? Quem consegue restaurar a paz no Olimpo em um período tão curto como esse? – Léo estava atordoado. Ele, realmente, tinha visto o lado ruim de ser semideus.

Dei de ombros:

–Percy conseguiu – Estávamos abrindo passagem até o palácio dos olimpianos. Os deuses conversavam entre si e nós murmurávamos uns para os outros, tentando encaixar os acontecimentos.

–Lá vem você, com Percy Jackson de novo. – Reclamou Isabel. – Já entendi que você é fã dele.

–Você deveria ficar orgulhosa e agradecida, porque se não fosse ele, nós não estaríamos vivendo no Acampamento. – disse meio irritada.

Subimos os degraus do “palácio”.

–Ei, garotas. – Isabela falou — Vamos parar com isso, ok? A gente não pode discutir agora, certo?

–Nós não estamos discutindo! – Isabel e eu falamos ao mesmo tempo.

Eu dei uma risadinha e minha meia irmã também.

–Fala sério. Olha para nós. Nem conseguimos discutir. – Isabel admitiu e nós caímos na gargalhada.

Passei o braço por cima de seu ombro:

–Nós nunca vamos discutir. – disse, fazendo uma careta e tentando parecer séria.

–Você é mesmo um cabeção, ein. – ela retrucou.

–Ei – dei mais risadas por um momento e então me calei. Poseidon estava parado ao lado de Dionísio, na minha frente.

Fui até eles, e abracei D com força e por um longo tempo. Afastei-me e fiquei em silêncio. Aquilo pareceu machucar o coração divino de meu pai.

Saí correndo, logo atrás dos meus companheiros de missão. Entramos em uma sala realmente... divina.

Tudo resplandecia. Na sala, havia somente os tronos gigantes dos deuses e uma claridade anormal. Adentrei o local e me instalei em um canto, onde apareceram cadeiras, ambrósia, néctar e muita comida. Só naquele momento me lembrei de que não havia tomado café da manhã, e minha barriga roncava. Ataquei a mesa, afinal não se pode recusar um banquete dos deuses.

Depois de satisfeita, Zeus pigarreou e todos os deuses tomaram seus lugares e se calaram:

–Vamos logo ao assunto principal: Quem é o Sequestrador e onde é o seu refúgio?

Ninguém respondeu. Avancei alguns passos:

–Nós não sabemos, ainda. Mas podemos conversar com as ninfas e os deuses menores, talvez eles saibam de algo.

–Bom... Boa sorte com isso. – Zeus fungou baixinho e minha raiva começou a dominar. – Pois não irei dar poderes a ele. Sabe se lá o que irá fazer quando tiver o que quer.

–Ótimo, mas nós realmente precisamos ir. Como você disse, eu tenho um prazo.

–Cuidado como fala comigo, semideusa.

Funguei e me dirigi a porta, mas no meio do caminho me virei novamente:

–Sabe, senhor. Sua filha – Zeus empalideceu – me disse que todos devem ter calma, e que precisam ficar unidos. Então, por favor, siga o conselho da sabedoria e fique aqui. Ela não quer que você faça uma loucura.

Sai do local com meus amigos e reclamei:

–Parece que temos um Olimpo para interrogar.

–Não será necessário. – uma garota, de vestido marrom e cabelos da cor do fogo, estava a nossa frente estampando um sorriso gracioso. – Eu sei quem é o Sequestrador Divino. – Ela deu de ombros — Ou pelo menos suspeito.