A Queda

1 I'm a reckless mistake


Notas iniciais
Hey people.
Primeiramente um grande obrigado á Layout Capas por fazer essa capa linda pra mim.

1: Só uns avisos pra quem vai começar a ler a fic, temos pensamentos e argumentos suicidas nessa fic, se você se acha facilmente influenciado ou é sensível a tais assuntos, leia com preocupação.
2: Psicólogos tem que fazer terapia enquanto eles estão cursando a faculdade para não se auto-diagnosticarem (Mesmo a representação podendo ser meio ruim), não se diagnostiquem pelos personagens ou por qualquer lugar, se você se relaciona ou acha que tem alguma doença mental vá a um terapeuta.

De resto aproveitem a história, até as notas finais.

— Eu tenho um mau pressentimento sobre isso. — Kurt fala enquanto encara o templo à distância

— Olha, um abrigo é um abrigo. — Respondo. — Além disso, quem está contando com a sua opinião?

Todos parecem chocados com o que eu disse, sim claro, Kurt parece durão e forte, mas eu conheço pessoas desse tipo, que usam o tamanho para te intimidarem, mas quando você se irrita entram na defensiva. Nunca gostei desse tipo de gente.

Desde quando você gosta de qualquer pessoa Will?

— Will, cara, assim. — Sebastian começa a falar, colocando até mais confiança na sua voz do que o normal. — Desde quando você ganhou tanta intimidade com a gente desse jeito pra começo de conversa? É claro que a opinião dele conta, tanto quanto a de qualquer um aqui, honestamente é a sua que ninguém daqui liga.

Estou um tanto surpreso com a atitude do Sebas, ele normalmente fica na defensiva, deixando todos falando o que quiserem, acho que todo o fato de estarmos vagando está deixando ele tenso.

— De qualquer maneira, eu vou entrar, se vocês quiserem nos sigam, se não, bem, eu cumpri a minha parte. — Falo enquanto começo a entrar, o lugar todo parece antigo, mas ao mesmo tempo novo, como se ele estivesse deixado de existir por um tempo.

As paredes são feita exclusivamente feitas de pedras monocromáticas, com musgo crescendo em algumas, fazendo o local cheirar a umidade e mofo. Pequenas aberturas para cima deixando a luz passar e iluminando o local. Ele não parece sofrer com nenhum dos males do tempo, todas as estruturas estão conservadas e nenhum dos locais parece ter desmoronado.

Sinto que estamos sendo observados, mas a sensação dura por pouco segundos e acabo me esquecendo dela.

Chegamos a uma sala que parece ser a câmara central de tudo, dois grandes arcos cobrem o meio da sala fazendo um X quando se cruzam e um pequeno altar se localiza embaixo, pequenos fios pratas e dourados decoram as paredes e chão do cômodo, eles não parecem ter padrão algum e cobrem somente as partes mais fundas ou rachaduras do local. Quanto mais ao centro da sala, mais um cheiro de enxofre misturado com vapor começa a substituir o de mofo, e no altar um tipo de lâmina está... De novo essa sensação de algo me observando, dura mais do que a outra vez, tento observar e ver se alguém está atrás de nós, ninguém. Continuo a ver a sala, a lâmina fincada na mesa de pedra pura, os rios de prata e ouro parecem sair pela rachadura que ela causou. O que será que pode ter causado algo desse tipo? E o que são esses fios metálicos?

Lucy parece reciosa, apertando forte minha mão, deve ter ouvido alguma coisa, então me tiro de minhas duvidas e paro para ouvir um pouco, nada. Tento acalmá-la, sem sucesso, mas o receio dela junto com as minhas sensações me deixam em alerta, procuro loucamente por qualquer coisa e então vejo. Um animal de pelugem cinza, quase negra, andando com receio ao redor da sala, ele percebe que estou encarando-o e rosna, é um lobo então.

Droga! Eu e Lucy nunca fomos bons em lutar contra cachorros, eles são muito rápidos e imprevisíveis, se você errar qualquer passo, está morto e nós não somos o exemplo de estabilidade.

Me aproximo com cuidado, afinal ficar parado me dá o único resultado que não quero, nada. Seu rosnado fica mais e mais alto conforme me aproximo, isso! Me ataque!

Acabe com isso logo!

Pelo menos vai ser contra algo!

O lobo se vira e pula em minha direção, quase o deixo, mas então Lucy demonstra. “Sério Will? Um lobo.”

Me abaixo no último segundo e vejo ele cair no chão, só para se recuperar e tenta outra investida então o chuto, o que só serviu para irrita-lo, ele volta sua atenção à Lucy, ela tenta golpear o lobo, falhadamente. Sozinhos não conseguiremos vencer, estamos muito cansados depois de uma noite em claro. Recorro-me à única outra coisa nessa sala que poderia me ajudar nesta sala, a lâmina no altar.

Corro ao centro enquanto o animal continua atrás de mim, Ela tenta afasta-lo de novo, mas ele estava mais perto do que esperava e acaba errando. Finalmente chego ao centro, com Lucy quase em minhas costas, e estico minha mão para pegar a lâmina, fecho minha mão com um pouco de dificuldade na parte que parecia mais cega, ela é bastante leve e equilibrada, me pergunto como ela era antes de ser destruída.

Me viro para encarar o animal e acabar com toda essa briga de uma vez por todas, mas ele foge no momento em que me vê, acho que ela é mais ameaçadora do que parece.

Caio no chão, minha cabeça dói como se fosse explodir, minha visão começa a ficar turva até se escurecer por completo, que erro imprudente, eu sou um erro imprudente, agora eu estou aqui, desmaiando no chão de um templo que nem deveria existir.

Notas finais
Olá de novo, só avisando que eu vou tentar postar um cap por semana, mas eu já tenho mais dois escritos, que eu ainda vou postar hoje, só vou dar uma revisada primeiro