A Proposta

9 Capítulo 8 – Os Cullen's [Segunda Parte]


Notas iniciais
Oiiie gente!! Olha, acordei essa hora só pra atualizar a fic... Por favor, por favor! Não me matem... hehe eu sei que demorei, mas foi por que não vinha nada criativo na minha cabeça, e essa é a menos pior que surgiu, bem, esse capitulo eu me inspirei em um filme "a proposta" coencidencia? Não, inicialmente eu iria fazer a fic baseado no filme, mas desistir e resolver pegar algumas cenas "emprestadas"... AH! NÃO IA ME ESQUECER DAS MINHAS LEITORAS QUE ME AMA (ME ACHEI AQUI U.U) E ME MANDAM REVIEWS SEMPRE QUE POSSIVEL, É PARA VOCES QUEE EU POSTO... QUANDO UMA ESCRITORA DIZ QUE É O COMBUSTIVEL PARA ESCREVER (AS REVIEWS) NÃO É MENTIRA, LEIO TODOS OS COMENTARIOS, E A CADA ELOGIOU CRESCE A VONTADE DE ESCREVER. DESCULPA MESMO A DEMORA, BEIJOS E VAMOS QUE VAMOS PRO CAPITULO!

A Proposta — Capitulo 8 : Os Cullen's [Segunda Parte] Escrito por Sunshine.

"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.— Clarice Lispector"


Olhando para todos aqueles pares de olhos, minha garganta secou e minhas mãos começaram a suar, apertei-as mexendo elas descontroladamente. Comecei a rever minhas opções.

Fingir de morta?

Péssima opção, Rosalie é médica e saberá que é mentira, pode descartar – suspirou Bellinha. (NO)

Confessar e dizer que tudo é uma mentira e que Edward esta me chantageando?

Sim, gênio, e ser demitida e perder a bolada que vai ganhar sem contar que você ira se casar com Edward Tesão Cullen, pode ir descartando essa ai! – gritou Bellinha. (NO)

Então a única opção restante era mentir descaradamente para essas pessoas, que foram tão legas comigo?

Aleluia! Pensou direitinho! – Falou Bellinha animada. (YES)

Vi quando Edward entrou na sala, e juro, que se dos meus olhos saíssem chamas, Edward estaria torradinho agora mesmo. Todos me olhavam com ansiedade, e eu não conseguia abrir minha boca.

— Ah! – exclamou Esme com os olhos ainda molhados. — Não acredito que meu filho vai se casar! – acrescentou ela, indo abraçar Edward que parece bem com a situação, sério! Por que Deus não me fez como aqueles mutantes daqueles filmes? Seria de bom uso agora.

— Vocês estão juntos há muito tempo? – perguntou Alice, que já não parecia estar com raiva de toda a atenção direcionada ao meu noivado, parece que o fato de Edward Cullen se casar era um milagre.

Quando fiz menção de abrir a boca para responder a pergunta, a campainha tocou, a melodia da campainha era muito parecida com a que vemos em filmes nas casas dos ricos, dei graças a Deus por isso! É muita sorte mesmo.

Esme abriu um sorriso lindo e se levantou, interrompendo a empregada que já fazia menção de se levantar – sim, todos os empregados estavam sentados esperando a minha historia. – para atender a porta.

— Temos uma surpresa para vocês. – disse Carlisle misteriosamente.

— Ah! Eu odeio supressa. – resmungou Alice, sentando no colo de seu marido Jasper, que começou a fazer cafuné em seus curtos cabelos.

— Vocês iram gostar. – insistiu Carlisle, sorrindo. Rosalie estava sentada em uma das varias poltronas da sala com Joseph dormindo em seus braços e Emmett acariciando a pequena face da criança, era uma cena tão linda, que fiquei com vontade de chorar, percebi que Edward se aproximava de mim, e meu sangue gelou, o que ele ia fazer? Tomara que coisas sem escrúpulos, por favor. – disse Bellinha suspirando, resolvi ignorar esse comentário.

— Como está? – sussurrou Edward no meu ouvido, e juro por Deus, que eu tentei não me arrepiar nem tremer com o hálito gelado batendo na minha nuca, a sensação era boa. Maravilhosa é melhor! – corrigiu Bellinha se abanando.

— Com vontade de matar. – grunhi também sussurrando e olhando todos que agora fizeram questão de nos espionar – a maioria eram as mulheres. Arg.

— Vovó chegou! – ouvi uma voz muito calma e doce vindo do corredor. Alice se levantou rapidamente do colo de Jasper e correu até o corredor, Emmett fez a mesma coisa, só que com cuidado para não acordar Joseph, Rosalie e Jasper apenas sorriram grandemente, mas não se levantaram. Senti Edward enrijecer ao meu lado.

— Droga! – praguejou ele, contornando minha cintura e me puxando para seu encontro, seu corpo estava quente e suas mãos eram muito macias. Oh glória! Me pega, me joga na parede e me chama de lagartixa. – suspirou pesadamente Bellinha.

— O que foi? – perguntei, já me apavorando, ouvia os gritos animados de Alice e as faladeiras altas de Emmett e mais duas vozes que não consegui identificar.

Antes que ele pudesse responder, entrou na sala Alice abraçada uma senhora da mesma altura dela, era uma senhora muito linda, seu rosto era arredondando e branquinho que nem neve – fiquei até envergonhada, minha pele era muito branca, quase translucida. – havia rugas pelo canto de seus olhos incrivelmente azuis. – azuis idênticos ao de Carlisle. – vestia um vestido branco com pequenos detalhes verdes, seus cabelos estavam soltos eram longos e caiam como uma cascata por todo dorso, eram de um branco prateado, e sorria lindamente para nós, quando eu envelhecesse com certeza queria ficar igual a ela. Emmett veio logo atrás conversando com um senhor muito alto e elegante, me lembrava de muito Carlisle também, e um pouco de Edward, seus cabelos eram da mesma cor dos de Carlisle — loiros claros, só que estavam mais claros e poucos brancos. – a estrutura dele era elegante e forte para um senhor mais velho, seus olhos eram de um castanho escuro, quase preto, vestia um terno preto, era obviamente o homem mais lindo que eu já havia visto fora Edward, é claro.

— Meu filho! – o ouvi falar, sua voz grosa e musical.

— Pai. – disse Carlisle, indo em direção a ele, e abraçando-o. Como eu disse nessa família à beleza esta na genética.

— Meu bebê. – ouvi a senhora dizer, o abraçando apertado, Carlisle teve que se abaixar, pois ela era tão pequena quanto Alice.

— Oi, mamãe. – falou ele, com a voz envergonhada. Sério, pessoal, foi a coisa mais linda de se ouvir, um homem como Carlisle falando “mamãe”. Quando Carlisle a soltou, seus lindos e redondos olhos azuis se direcionaram a mim, quer dizer, a Edward.

— Edward, meu filho, como você está lindo! – exclamou ela. Jura? Ninguém nunca percebeu isso! – disse Bellinha ironicamente. — Ora, venha cá e de um abraço em sua vó. – ralhou ela sorrindo, ouvi a risada belíssima de Edward – já disse que é o som mais bonito? — que se saltou de mim e foi em direção a ela, abraçando e levantando ela no ar, sorri com a cena, era uma parte de Edward que eu nunca vi.

— Olá, vó. – disse ele.

— Elizabeth e Edward– disse Esme olhando a cena com os olhos marejados, sério que ela se emociona com tudo? — Temos duas ótimas notícias. – acrescentou ela sorrindo e se sentando junto com Elizabeth, que deduzi ser a linda senhora, no sofá.

— Ora, Esme, diga-nos então. – pediu o Sr.Edward. Serio que o vô do Edward é também Edward? Assim complica.

— Estou grávida, e Edward irá se casar! – exclamou Alice, que agora estava sentada novamente no colo de Jasper e pulava animadamente no colo dele, que só ria.

— Ora, minha linda, eu não disse que funcionaria. – falou ela misteriosamente, fiquei até com medo de saber o que funcionaria.

— É mesmo, vovó, obrigada. – disse ela sorrindo.

— E você, meu filho, já estava na hora pensei que só Alice e seu primo Emmett se casariam, e você ficaria pra titia. – falou ela se direcionando a Edward que estava no canto ao lado de Carlisle, pensei em sair de fininho, mas meus planos foram por água a baixo por causa de Rosalie que eu não havia percebido que tinha saído e voltara sem Joseph.

— É mesmo, vó, a noiva é Bella. – disse ela sorrindo e me empurrando para o meio da sala, onde todos – incluindo os empregados que não saíram de jeito nenhum do lugar. – me olhavam, corei do dedinho do pé até o último fio de cabelo. Edward se aproximou de mim e ficou ao meu lado. Elizabeth olhou para mim e sorriu lindamente, o que obviamente me fez corar mais.

— Olá Bella, me chamou Elizabeth Masen Cullen, e este é meu marido, Edward Cullen. – disse ela gentilmente apontando para o senhor que conversava com Edward e Carlisle. — Mas pode nos chamar de vovó e vovô. – acrescentou ela, e apenas assentir.

Sabe aquele momento que você senti que a coisa não vai prestar? É, eu estava sentindo isso.

— Então nos conte a história. – disse Alice sorrindo para nós.

— Que história? – disse eu e Edward ao mesmo tempo, olhei pra ele e abaixei a cabeça, ouvi ainda as risadinhas.

— Awn. Que lindo eles falam até juntos. – suspirou Alice. Minha vontade era de sumir!

— Que historia? – perguntou Edward novamente, agora a sem minha interrupção.

— De como você fez o pedido. – disse Rosalie como se fosse óbvio. Pronto, agora ferrou tudo, senti o Cullen tenso ao meu lado, e com certeza eu não estava diferente.

— Ah! – exclamou Elizabeth ao lado de Esme. — O pedido de um homem diz muito sobre o seu caráter. – falou ela.

— Éh! – disse eu, Edward e Alice juntos, tá certo, agora a coisa ta ficando estranha.

— Eu adoraria ouvir a história. – falou Esme sorrindo e segurando as mãos de Elizabeth.

— Sabe o quê? – disse o Cullen sorrindo maliciosamente. — Na verdade Bella adora contar essa historia, por isso vou deixa-la contar, e nós vamos nos sentar para ouvir! – acrescentou ele se direcionando ao lado do sofá onde as duas senhoras, mãe e vó, estavam, sorriu maldosamente pra mim que estava com a boca escancarada, todos me olhavam com expectativa e inveja.

O QUE FOI QUE ELE DISSE? Ele tá colocando toda a responsabilidade pra cima de mim! Endoidou de vez, Ah! Mas eu vou me vingar, ah, se vou. Agora como? Lembra o que a vovó disse? – perguntou Bellinha revirando os olhos, fiquei pasma com a intimidade. — “O pedido de um homem diz muito sobre seu caráter.“– citou ela o que a vovó disse. Tá, agora EU, estava com intimidade. Caráter é? Entendi.

Pigarrei e engoli em seco, vamos lá.

— Uau. Hum... O.K. – disse um pouco incerta e sem ideia alguma, então me lembrei de um filme que eu assistir, e a minha brilhante ideia veio. — Por onde começo a historia? – perguntei retoricamente, e vi como o maldito Cullen ria da minha situação, quem ri por ultimo ri melhor. — Então... Ah! Ed e eu estávamos para comemorar nosso primeiro mês juntos, ele andava tão envergonhado e apavorado, e eu sabia que ele estava louco para me pedir em casamento, mas estava cheio de medo, que nem um passarinho preso. – disse com a voz manhosa, vi como o Cullen e os outros me olharam assustados e chocados, ri internamente, mas não sai do personagem. — Então comecei a dar pistas, aqui e ali, para ele me pedir, porque eu sabia que ele não teria coragem de fazer o pedido, mas eu...

— Não foi... Bem assim que aconteceu. – interrompeu o Cullen, e percebi, pela sua fisionomia, que ele estava ficando furioso.

— Não foi? – perguntei inocentemente, e ele me fuzilou com os olhos, me segurei para não gargalhar.

— Quer dizer... – se corrigiu. — Eu percebi todas as dicas, esta mulher é sutil como uma bazuca. – falou ele cheio de si, fazendo todos rirem. Droga ele estava conseguindo distorcer tudo, pensa, Bella. — Na verdade, estava preocupado que ela encontrasse a caixinha... – bingo! Sorri maliciosamente.

— Oh! – interrompi sorrindo docilmente, e Edward me fuzilou com os olhos. — A caixinha que ele fez cortando e forrando com pequenas fotos nossas por toda a caixinha, era a coisa mais linda! – disse fingindo estar emocionada. Podia ver os homens olhando estranho para o Cullen, e algumas mulheres um pouco decepcionadas e outras encantadas, e as senhoras Cullen, mãe e vó estavam confusas com a “atitude” de Edward, e eu tive que respirar muito fundo, para não colocar tudo a perder. Edward só faltava pular em meu pescoço e me matar ali mesmo, e sinceramente eu estava impressionada com a minha coragem. Voltei a respirar fundo. — Quando abri aquela caixinha, pequenos corações de papel cortados a mão pularam, e depois que todos eles voaram, eu vi, era a coisa mais linda e...

— Não era nada. – interrompeu Edward olhando mortalmente, e depois olhou com a típica cara “eu sou o cara” para os homens, revirei os olhos. — Sem anel. – acrescentou ele, e vi a confusão no rosto das mulheres e a aceitação nas dos homens.

— Sem anel? – ouvi as mulheres sussurrarem.

— Como? – ouvi os sussurros e as mulheres pasmas, tentei falar, mas ele foi mais rápido.

— Mas dentro daquela caixinha, por debaixo de toda palhaçada. – disse isso com os dentes trincados e olhando mortalmente para mim, fiz cara de paisagem, assentindo vagarosamente, juro que estava com muita vontade de ri, mas me segurei. — Tinha um bilhete escrito à mão, com endereço de um hotel, data e hora, bem estilo Humphrey Bogart. – disse ele com um olhar significativo para Emmett. — Coisa de macho! – grunhiu ele, e Emmett mostrou os músculos por debaixo da camisa preta Polo, levantando os punhos fechados e rosnando. Ui, que mêda! – disse Bellinha rindo. — Naturalmente Bella achou... – Ah! Mas ele não ia sair ganhando não.

— Eu pensei que ele tinha outra mulher. – disse fingindo decepção, e todos olhavam chocados. — É, foi um momento terrível para mim, mas eu fui ao hotel assim mesmo. – disse manhosa. Serio! A tevê esta perdendo um talento aqui, tô ate pensando em ser atriz, tipo, igual à Kristen Stewart. O.K sonhei demais. — Eu fui ate lá, bati na porta, mas ela já estava destrancada, e assim que abri a porta, lá estava ele... – disse fazendo suspense era como se todos nem respirassem, Deus sabe como eu queria ri naquela hora, mas o idiota do Cullen aproveitou.

— Parado... – disse ele, tentando concertar o estrago, sorri maliciosamente para ele.

— De joelhos. – corrigi inocentemente, ouvi ele trincar os dentes.

— Como um homem. – adicionou entredentes.

— De smoking, cercado de pétalas brancas. – fiz cara de emocionada. — Seu filho! Seu filho! – adicionei dramaticamente, olhando para Esme – que agora estava com a boca aberta — sorri internamente, mas o show não acabou. — Ele estava soluçando, bem baixinho. – disse com a voz fininha, sério, de onde arranquei tanta dramatização? Edward estava para explodir, seu rosto – que era de um branco macio. – estava vermelho, aposto que de raiva e principalmente de vergonha, afinal ele é o mulherengo, e fazendo essas coisas tão... Sensível? Deus! Ele vai me matar — E quando ele conseguiu prender as lágrimas e respirou, ele disse... – quando ia terminar minha cena – que modesta parte, digna de Oscar. — Edward me interrompeu mais uma vez.

— “Quer se casar comigo?” e ela disse: Quero. Fim. – disse ele apressadamente, provavelmente com medo do que eu poderia dizer, assenti rindo disfarçadamente. — Alguém está com sede? – perguntou ele, tentando mudar de assunto, mas acredito que pela cara chocada dos homens, ele não iria se safar dessa. Ponto pra Bella aqui! Ei, eu que te ajudei! – resmungou Bellinha. Revirei os olhos internamente.

Varias pessoas começaram a sussurrar, e posso apostar que seriamos o assunto entre eles por muito tempo. Elizabeth olhava para Edward com o misto de sentimento, entre chocada, admirada e confusa. Edward tinha um olhar mortal para mim, e dei graças a Deus por estar rodeada de gente, ele não me mataria com testemunhas, né?

— É, essa sim é uma história e tanto. – disse Esme com a voz carregada de surpresa e choque.

— Maravilhosa! – eu disse ironicamente, olhando para Edward. E mais uma vez agradeço por todas essas pessoas aqui, Obrigada!

— Ah, Ed! – suspirou Elizabeth sorridente, segurando as mãos do Cullen. — Você é tão sensível! – falou emocionada. Deus, aquela veia ali no pescoço do Cullen não vai estourar não? O.K, se antes eu ainda achava que sobreviveria, agora eu tenho certeza que não, chamar um homem de sensível já é ruim, agora chamar um homem, como Edward Cullen – mulherengo e viril – de sensível, em uma sala cheia de homens – que devo acrescentar, da família dele. – é pedir pra morrer, e eu tenho certeza que ele não iria matar a sua vó, e vai sobrar pra quem? Parabéns, você acertou se pensou em mim. Dramática! – cantarolou Bellinha.

— Corações cortados à mão? – ouvi Esme sussurra para ela mesma, descrente.

— Lindo! – ouvi Alice e Rosalie falar.

— É, ele ganhou meu coração! – eu disse dramaticamente, com as duas mãos sobre o coração, fazendo bico.

Edward então se levantou.

— Preciso de álcool. – grunhiu ele, indo e direção ao maravilhoso minibar ao canto da sala, mas foi interrompido pela estridente voz de Emmett.

— Oh! Cadê o beijo dos pombinhos. – gritou ele.

Meu coração foi pro cérebro e volto, meu sangue gelou. E-Eu teria que beijar ele? OMG! Melhor noite do mundo! – gritou Bellinha pulando, olhei para o Cullen, que não sabia o que fazer.

— É mesmo! – gritou Alice, pulando novamente no colo do Jasper que apenas concordava com o copo de uísque na mão.

— Beija! Beija! Beija! – animou Rosalie.

— Vai lá. – disse Esme encorajando.

— A gente... – disse envergonhada.

— Vai lá, beija logo ela. – gritou novamente Emmett.

— É, um beijinho. – disse Elizabeth sorrindo e animada. Edward chegou perto de mim e segurou em minha mão, tentei ignorar a corrente estranha que passou dele para mim.

— Vocês querem um beijo? – perguntou ele balançando minha mão. E eu estava pasma, pensando se ele mesmo me beijaria. Todos – com exceção as mulheres que não faziam parte da família. – gritaram um “Sim”. — Preparados? – falou ele, e levou seus lábios a minha testa, o simples toque da minha pele com seus lábios macios e gelados, me fez arrepiar.

— O que é isso? – gritou Emmett que parecia indignado. — Beije-a com vontade. – falou ele. — E na boca! – acrescentou sorrindo largamente. Qual é? Essa família por acaso gosta de ver os outros se beijando.

— Beija! Beija! – ouvia o povo animar.

Edward olhou para mim, e suspirou pesadamente, ele foi se aproximando e meu coração acelerou. Ele ia mesmo me beijar? Se estiver sonhando, não quero acordar! – gritou Bellinha, passando um batom vermelho nos lábios.

Diferente do que pensei, ele apenas encostou os lábios nos meus, um simples selinho, mas que fez meu coração acelerar. Separamo-nos e olhei para todos que pareciam chateados.

— Ah não! – disse Elizabeth chateada. — Quero um beijo de verdade, e com vontade! – disse com a voz firme. — De preferencia com a língua! – acrescentou olhando para nós com cara maliciosa. Deus? Isso é lá coisa que uma senhora dessa idade diga? Obviamente que eu corei.

— Mas vovó... – Edward tentou persuadir.

— Vamos lá, beije-a. – disse ela batendo o pé, e rapidamente lembrei-me de Alice.

Varias pessoas estavam gritando “Beija” enquanto outras – sim, as empregadas ainda estavam lá e gritavam baixinho “não”, mordi minha língua pra não me juntar a elas, mas pegaria mal, né? Então o Cullen fez algo que eu nunca fiz. Não, não foi sexo, infelizmente. – disse Bellinha com muxoxo.

Edward então enlaçou minha cintura e me puxou fortemente ao seu encontro. Arfei de surpresa e prazer. Ele então colocou uma de suas mãos em minha nuca e lá fez um carinho muito bom, mordi o lábio inferior novamente, para conter o gemido que eu sabia que viria com a outra mão, ele apertou minha cintura e moldou meu corpo ao seu, sentia todos os seus músculos – que era bem definido. – sentir também um fogo subir do meu baixo ventre até toda a extensão do meu corpo, mas não quis pensar no que obviamente eu sabia o que era ele, então roçou sua barba – mal feita – em minha bochecha direita, senti sua respiração pesada em meu ouvido, e me freei para não fechar os olhos, ele foi roçando sua barba até ficar novamente cara-a-cara comigo, seus olhos estava mais verdes e seus lábios estavam mais molhados, entreabrir meus lábios, e tudo, ficou em câmera lenta, ele se aproximava de mim tão elegantemente e sexy que me repreendi novamente para não gemer de antecipação, quando finalmente aconteceu. Seus lábios moldaram com os meus perfeitamente, no começo não nos movimentamos, simplesmente sentíamos um a textura dos lábios do outro, até ele tomar a iniciativa, os movimentos eram lentos e excitantes, ele beijava divinamente, seu gosto era uma mistura única de menta e tabaco, quando sua língua pediu passagem, não neguei e abrir mais um pouco meus lábios, sua língua explorava todos os cantos da minha boca, ele estava em todos os lugares, e a minha fazia a mesma coisa, nossas línguas travavam uma batalha interminável, em que ninguém seria o vencedor, naquele momento esqueci que varias pessoas me olhavam e esqueci também da Bellinha, que estranhamente não fazia nenhum comentaria na minha cabeça, era somente eu, Edward e seus lábios mágicos, nosso beijo começou a esquentar e o ar a faltar, e quando o oxigênio se fez necessário paramos o beijo, por meios de selinhos leves, ainda de olhos fechados respirei fundo.

E então a razão voltou, eu havia sim, beijado o homem que eu mais odeio, mas merda, eu amei o beijo, com certeza foi o melhor beijo do mundo, o melhor que eu já havia beijado – a lista é curta – mas aquele foi o melhor dos melhores, o Cullen é um ótimo beijador. Imagine no que mais ele é ótimo. – disse Bellinha reaparecendo. Nunca mais isso irá acontecer, me reprendi mentalmente, e com o pouco de coragem que tinha abri os olhos, e encontrei um par de esmeraldas me fitando confuso, me afastei discretamente dele e fiquei calada.

Todos nos olhavam emocionados e tristes. – essa ultima, com certeza eram as empregadas que saiam de fininho e decepcionadas.

— Uau! – exclamou Esme. — Isso sim é um beijo de verdade. – corei muito com esse comentário.

Depois do acontecimento todos começaram a conversar, engatei em uma conversa com Alice e Rosalie sobre gravidez, elas duas eram incríveis, mas mesmo tentando pensar em outra coisa, sempre voltava a pensar e sentir o beijo. Depois de horas de conversa, pedi a Edward que me levasse pra casa, ainda estava envergonhada.

— Ta certo! – disse ele, bebendo o restante da sua bebida. — Estamos indo. – anunciou ele.

— Espere um pouquinho. – disse Elizabeth se levantando. — Eu queria fazer um pedido a vocês meus queridos. – disse.

— Diga logo vovó. – pediu Emmett entusiasmado, serio, ele não se cansa nunca.

— Calma Emm. – ouvi Rosalie dizer, ela sim se cansava.

— Queria pedir à para que vocês, meus netinhos lindos, passassem algumas semanas comigo lá em casa. – pediu ela manhosa.

—Ah! Vovó eu adoraria! – disse Alice animada, outra que não se cansava.

— Com certeza eu vou! – disse Emmett.

— Vó, a senhora sabe que eu trabalho. – falou Edward cansado, Elizabeth fez uma carinha triste. — Quanto tempo? – perguntou dando por vencido.

— Eu pensei, em dois meses. – disse ela calmamente, o Cullen arregalou os olhos e eu fiquei feliz de ficar dois meses sem ver ele.

— Não... – disse ele apertando as têmporas com seus longos dedos.

— E se for meu ultimo aniversario Edward?- falou ela dramática e zangada. — E se eu morro? Você conseguiria viver com essa culpa? – perguntou ela chateada. A vovó é má. – disse Bellinha.

— É verdade Ed, vovó ira fazer oitenta anos! – disse Emmett.

— O.K. Eu vou. – disse ele se dando por vencido. Meu Deus! Dois meses sem Edward me perturbando, tem coisa melhor?

— Ah! Bella, você também tem que ir. – disse ela radiante. Serio! Alegria de pobre é que nem salario né, acaba rápido! Arg.

— Ah! É melhor não, sabe, é reunião de família. – falei tentando não ir.

— Deixe de besteira criança, você agora é da família, é noiva de meu Edward. – interviu Esme, segurando carinhosamente em minhas mãos.

— Ah! Falando em noiva! – falou Alice se levantando vindo em minha direção. — Me deixa vê! – pediu ela, a olhei confusa. Por favor, que não seja minha calcinha! – rezei mentalmente, qual é, a família é louca.

— Seu anel. – disse Esme percebendo minha confusão, relaxei e levantei a mão para mostra-la, Alice analisou com uma careta.

— Edward Anthony Cullen! – Grunhiu ela.

— Que foi filha? – disse Esme preocupada.

— Olha só mãe! – exclamou ela chocada, confusa era pouco para me descrever. — Ele comprou uma anel xexelenta! Que tipo de Cullen é você! – gritou ela, chamando a atenção de todos. Xexelenta? Meu Deus, o anel era simples sim, mas não parecia ser xexelenta, na certa custava mais que meu salario.

— Quanto custou Edward? – perguntou Rosalie também indignada.

— 100 mil. – disse o Cullen cansado, arregalei os olhos, eu andava com uma mina nas mãos? Pra você vê como pobre é pobre!

— Não se preocupe Bella, quando chegarmos à Inglaterra próxima semana comprará um anel digno de uma futura Cullen. – disse ela afagando minhas costas. Certo, certo. Primeiro anel digno? Aquele anel era caríssimo. Segundo, Inglaterra? E por ultimo, PROXIMA SEMANA!

— Hã? – perguntei debilmente.

— Sim minha querida, iremos próxima semana. – disse Esme sorrindo.

— Pra Inglaterra? – perguntei chocada.

— É onde eu e meu marido moramos. – falou Elizabeth voltando a se sentar.

— O.K – disse, estava tão cansada que a única coisa que eu pensava era na minha linda caminha quentinha e gostosa. Isso me parece o Edward! – falou Bellinha.

Saímos da mansão Cullen quase duas da manha, merda, ainda iria trabalhar! Fomos em absoluto silencio o caminho todo, nem eu nem Edward nos pronunciamos, na verdade eu rezava pra chegar logo em casa. Quando finalmente chegamos, e eu fiz menção de sair, Edward segurou meu cotovelo, e odiei meu corpo por se arrepiar tão fácil.

— Não precisa ir trabalhar hoje Isabella. – disse ele com sua típica voz fria, assentir sem dizer nada, e sair apressadamente do carro, entrei em silencio em casa, tirei minha roupa rapidamente, e me aconcheguei em minha cama, rapidamente dormi, e infelizmente/felizmente sonhei com o maravilhoso beijo, mas decidida que seria o primeiro e ultimo! Vai sonhando! – disse Bellinha.

Continua...

(N/A: Leitoras fantasmas por favor! APAREÇÃO! não mata ninguem um comentario né? ;] )

(N/B : AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH já disse que amo essa fic? Pois é eu a-m-o )


Notas finais
Uau, e esse foi o primeiro beijo do nosso casal encrenca! Entao minhas leitoras que devem estar de mal comigo, mereço reviews, poxa gente eu acordeicedo por voces... Só tenho duas recomendações e ambas sao das minhas irmas nao conta *xatiada* vamos lá façam essa leitora doida, atrasada e sem noçao, feliz.!! amo voces! próximo capitulo depende de vocês