A Proposta
10 Capítulo 9 - O gosto da Bella inocência.
Notas iniciais
A Proposta — Capitulo 9 : O gosto da Bella inocência. Escrito por Sunshine.
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. — Clarice Lispector"
Edward POV.
Estava tudo programado, levaria a Swan a casa dos meus pais, jantaríamos, e depois de todos conhecerem melhor ela, faria o grande comunicado, claro se Alice não tivesse feito antes, fiquei feliz por minha irmã, na verdade eu amei saber que seria tio outra vez, sempre gostei de criança, não sendo minha tudo bem!
Isabella não estava tão mal com aquele vestido, pelo menos isso, mas também não se comparava as mulheres que pego, mas dá pro gasto, pelo menos por hora.
Quando finalmente dei a noticia, fiquei chocado com a reação de todos, empregadas chorando, não posso fazer nada se algumas delas acreditavam que o que queria era mais que sexo, por favor! Minha mãe, sempre dramática, puxou Isabella pra sala, e todos foram juntos, lá vai começar o show. Sinceramente fiquei um pouco preocupado com a Swan, ela parecia que iria vomitar ou desmaiar, quando ela me viu, me mandou um olhar tão mortal que fiquei ate com medo.
— Ah! – exclamou minha mãe chorosa vindo em minha direção, tentei fazer a minha cara de satisfeito. — Não acredito que meu filho vai se casar! – acrescentou ela, me abraçando.
— Vocês estão juntos há muito tempo? – perguntou minha irmã sorrindo brilhantemente, claro que ela não ia se importa com atenção direcionada para meu noivado, mesmo ela adorando chamar a atenção, ela mais que ninguém sempre quis me ver casado.
Quando Isabella ia responder, a campainha tocou então minha mãe rapidamente foi atender a porta, dispensando o empregado, olhei novamente pra Swan e sua pele estava ficando pálida, mesmo ela sendo muito branca, caminhei ate ela ignorando a conversar entre meu pai e minha irmã, sobre a “surpresa”, Isabella começou a olhar todos na sala e um sorriso tímido surgiu em seus lábios, cheguei mais perto dela ficando nas suas costas, ela tinha um delicioso cheiro de morangos.
— Como está? – sussurrei perto de seu ouvido, e percebi quando seu corpo tremeu e sua pele se arrepiou, sorri internamente, ate a durona Swan não resiste a mim, novidade.
— Com vontade de matar. – grunhiu ela também sussurrando, e me segurei para na gargalhar.
— Vovó chegou! – ouvi a tão conhecida voz de minha vovó e fiquei logo tenso, Emmett e Alice foram em direção, droga, minha vó era sempre tão perceptiva ela me conhecia mais que ate minha própria mãe, seria muito difícil enganar ela com essa historia de “casamento”.
— Droga! – praguejei baixo, enlaçando rapidamente a cintura fina de Isabella puxando ela ao meu encontro.
— O que foi? – perguntou ela com a voz desesperada, ouvimos ao longe os gritos animados de Alice e as faladeiras altas de Emmett e as vozes dos meus avos, merda vovô também esta aqui.
Antes que eu pudesse responder entrou na sala Alice com vovó Elizabeth, e Emmett, mãe e vô logo atrás, eram agora que meu plano acabaria, vó e vô começaram a conversar com Carlisle, mas como eu previa minha vó logo me encontraria, sempre desde meus tempos de faculdade na Inglaterra eu fui ligado à vovó Elizabeth, ela era uma ótima conselheira.
— Edward, meu filho, como você está lindo! – disse ela me olhando emocionada, fazia um ano que não nós víamos. — Ora, venha cá e de um abraço em sua vó. – larguei a Swan e corri a seu encontro, abraçando seu corpo frágil e levantando ela no ar.
— Olá, vó. – suspirei seu tão conhecido cheiro de jasmim.
E como sempre, minha irmã tinha que informa a novidade, vovó me olhou disfarçadamente por seus longos e loiros cílios, e eu suspirei, ela com certeza não caíram muito nessa de casamento, e para desgraçar tudo Alice ainda pediu para contarmos a historia do meu pedido de casamento, droga mil vezes droga, iria matar essa pequena polegar, como não sou idiota deixei para que Isabella contasse a historia, mas nunca pensei que aquela garota medrosa e chata pudesse por em risco minha reputação, com a historia mais idiota e melodramática do mundo, tive que intervim, mas ela não parava, sempre encontrava alguma brecha para por uma coisa gay, meu Deus Edward Anthony Cullen nunca faria uma coisa tão gay como esse pedido idiota! Via como Emmett e Jasper riam da minha cara e como os outros me olhavam chocados, decidir por um fim nessa merda toda.
— “Quer se casar comigo?” e ela disse: “Quero.” Fim. – disse rapidamente, vi quando Isabella sorriu vitoriosa, merda! — Alguém está com sede? – acrescentei rapidamente, no intuito de mudar de assunto, mas isso não seria tão fácil, olhei mortalmente para Isabella, ela iria me pagar. Não ouvia o que os outros diziam, na verdade eu queria me esconder.
— Ah, Ed! – suspirou minha avó sorridente, segurando minhas mãos e chamando minha atenção. — Você é tão sensível! – falou emocionada. Se eu pudesse matar Isabella Swan, não pensaria duas vezes, Edward Cullen não é sensível, merda!
Levantei-me irado indo em direção ao minibar, precisava beber, e provavelmente afundar na bebida e esquecer o que aconteceu. As garotas ainda continuavam falando desse maldito pedido.
— Preciso de álcool. – grunhi andando.
— Oh! Cadê o beijo dos pombinhos. – disse Emmett animado.
Olhei para todos que esperava essa merda, e respirei fundo, dei-lhe um simples beijo na testa – e senti sua pele se arrepiar – tentando acabar logo com essa noite, mas não era o que minha família queria, queriam um beijo na boca, que ridículo, mesmo Isabella sendo uma mulher não era o meu tipo, dei-lhe um simples selinho, torcendo para que aquilo fosse o bastante. Mas eu sabia que minha vó era curiosa o bastante para ver se eu estava falando a verdade sobre o casamento, ela sempre me viu beijar as minhas “namoradas” na frente de todos, e também meu filme tava queimado por causa da historia sem pé nem cabeça, vi quando Emmett e Jasper sussurram algo entre si, e rapidamente enlacei a cintura de Isabella a puxando para mim, ninguém nunca mais iriam duvidar da minha posição, eu sou um homem não um cara sensível, isso é gay! Se queriam beijo era o que teriam, e o melhor de todos, mesmo Isabella não merecendo.
Coloquei uma de minhas mãos em sua nuca e lá fiz um carinho sua pele era tão macia, vi quando ela mordeu seu lábio inferior o deixando mais vermelho e atrativo, e movido ao uma sensação estranha com a outra mão apertei sua cintura e a aproximei mais de mim, sentia seu pequeno corpo sobre o meu, senti cada curva escondia por suas roupas largas e feias, ela tinha sinceramente um belo corpo, aproximei meu rosto do seu e sentir seu hálito quente contra minha orelha quando delicadamente passei minha barba já pouco crescida, em sua delicada e branca bochecha direita, sua respiração ficava cada vez mais pesada e a minha não estava diferente, fiquei cara-a-cara com ela, e me perdi no mar de chocolate que era seus olhos, me olhava com o misto de confusão e antecipação, os meus deviam estar idênticos, lentamente me aproximei dela e via como seus olhos iam se fechando e os meus imitavam o ato, e então finalmente, a beijei, ficamos parados, não era um selinho era mais como se cada um sentisse a textura dos lábios do outros, e os delas era incríveis, era tão doce e virginal que me segurei para não gemer, seria vergonho se eu gemesse por uma garota como Isabella, mas seus lábios eram tão bons, cansado de ficar parado resolvi beija-la como se deve, mas agora a coisa mudou, não estava mais a beijando para provar algo às pessoas, mas sim, por que queria sentir seu gosto, seu beijo, o beijo era tão diferente dos tantos que já tive – a lista é enorme. – era mais inocente, não carregado de luxuria como a maioria dos que já sentir, pedi delicadamente passagem para minha língua adentrar em sua pequena boca, o que ela fez sem resistência, e uma explosão tão estranha e boa aconteceu, seus gosto era o mais incrível e diferente que eu já tive a honra de provar, era único era inocente, por instinto de querer provar mais e mais daquela boca, que para mim era o caminho da perdição, aprofundei o beijo, mas o ar já nos fazia necessário, então divagar fui parando de beija-la, dando leves selinhos, ainda queria sentir a macieza que era seus lábios, abri meus olhos e encontrei com seus fechados e seu rosto corado. Ela então respirou fundo e abriu seu mar profundo de chocolates – era os olhos mais misterioso que já vi. – e me fitou envergonhada, lentamente se soltou de mim se distanciando.
Não ouvia nada que as pessoas ao meu redor diziam, simplesmente só balançava a cabeça ou murmurava um “hum”, minha cabeça ainda estava no beijo que Isabella e eu trocamos, não podia negar que o beijo foi um dos mais incríveis que tive – se não o mais. – mas Isabella era a garota que eu não aquento, não fazia sentido eu ainda estar pensando nisso. Isabella então apareceu ao meu lado pedindo para volta pra casa, seria bom se ela fosse embora, talvez assim eu me esquecesse desse maldito beijo.
— Ta certo! – disse bebendo o restante da bebida. — Estamos indo. – anunciei, já pegando a chaves do meu carro.
— Espere um pouquinho. – disse vovó se levantando. — Eu queria fazer um pedido a vocês meus queridos. – disse.
— Diga logo vovó. – pediu Emmett entusiasmado, meu primo provavelmente era ligado à tomada.
— Calma Emm. – disse Rose cansada.
— Queria pedir à para que vocês, meus netinhos lindos, passassem algumas semanas comigo lá em casa. – pediu vovó manhosa, e eu já sabia que boa coisa ela não ia pedir.
— Ah! Vovó eu adoraria! – disse Alice pulando.
— Com certeza eu vou! – disse Emmett.
— Vó, a senhora sabe que eu trabalho. – falei cansado, a única coisa que eu queria agora era dormi, Vovó fez uma carinha triste, e me dei por vencido, talvez nem fosse tanto tempo assim e podia cuidar da empresa lá de Londres, que também tem uma empresa nossa. — Quanto tempo?
— Eu pensei, em dois meses. – disse ela calmamente, arregalei os olhos era muito tempo.
— Não... – disse apertando as têmporas.
— E se for meu ultimo aniversario Edward? – falou vovó dramática e zangada. — E se eu morro? Você conseguiria viver com essa culpa? – perguntou ela chateada, eu sabia que não ia demorar a ela fazer sua típica chantagem.
— É verdade Ed, vovó ira fazer oitenta anos! – disse Emmett.
— O.K. Eu vou. – disse cansado já indo pro corredor.
— Ah! Bella, você também tem que ir. – disse ela radiante pronto agora o que me faltava era Isabella e eu na mesma casa em Londres!
— Ah! É melhor não, sabe, é reunião de família. – falou ela na defensiva.
— Deixe de besteira criança, você agora é da família, é noiva de meu Edward. – interviu Esme, segurando carinhosamente em suas mãos, e só de ouvi a palavra “noiva” gemi irritado.
— Ah! Falando em noiva! – falou Alice se levantando na sua minha direção. — Me deixa vê! – pediu, e eu já sabia o que veria.
— Seu anel. – disse Esme percebendo a confusão obvia no rosto de Isabella, ela suspirou e parecia aliviada estendendo a mão para que Alice “visse” o anel.
— Edward Anthony Cullen! – Grunhiu ela, e suspire pesadamente.
— Que foi filha? – disse mamãe preocupada.
— Olha só mãe! – exclamou ela chocada, já estava perdendo a paciência. — Ele comprou um anel xexelento! Que tipo de Cullen é você! – gritou ela, chamando a atenção de todos.
— Quanto custou Edward? – perguntou Rosalie, pronto agora serias as duas consumistas me fuzilando.
— 100 mil. – disse cansado, não estava muito legal para discuti sobre essas coisas agora.
— Não se preocupe Bella, quando chegarmos à Inglaterra próxima semana comprará um anel digno de uma futura Cullen. – falou Alice, e vi a confusão no rosto de Bella.
— Hã? – perguntou ela.
— Sim minha querida, iremos próxima semana. – disse Esme sorrindo.
— Pra Inglaterra? – voltou a perguntar, e minha paciência já estava por um fio.
— É onde eu e meu marido moramos. – falou vó voltando a se sentar.
— O.K – disse simplesmente, me direcionei a saída aliviado.
Saímos das casas dos meus pais um pouco tarde, minha cabeça fervia com o maldito beijo, sim o beijo foi bom, mas era somente um beijo, sem contar que o beijo vinha de Isabella Swan, a garota que eu não suporto, íamos a silencio, ela com seus pensamentos e eu com os meus malditos. Droga! Eu sou Edward Cullen, não seria um beijo que iria mexer com minha cabeça. Estacionei o carro em sua casa, e antes que ela saísse segurei seu cotovelo.
— Não precisa ir trabalhar hoje Isabella. – disse com a voz fria, estava irritada com a droga dos meus pensamentos, ela assentiu e praticamente correu dali, ainda olhei um pouco para lá, e respirei fundo e fui em direção à casa dos meus pais.
Logo quando entrei, ouvi vozes baixas demais, fui em direção a sacada da casa dos meus pais, peguei um cigarro e acendi, fazia um tempo que não fumava, basicamente sempre fazia isso quando estava preocupado ou quando o dia não era lá essas coisas, mas nem sempre recorria ao cigarro e sim a uma boa foda com alguma puta.
— Como está meu filho? – ouvia a voz doce de minha vó, tragando mais um pouco a fumaça soprei lentamente fazendo a fumaça sair de minha boca.
— Bem. – falei simplesmente tragando novamente o cigarro e a jogando o resto no chão, pisando logo em seguida, senti as mãos quentes e tremula de minha vó afagar minhas costas.
— Gostei muito de Isabella. – falou ela.
— Bella. – corrigir, não sei o por que!
— OH! Sim. – murmurou ela. — Você realmente gosta dela meu filho. – não era uma pergunta, estava mais para uma afirmação.
— Bem... – comecei sem saber o que dizer, eu na verdade não gostava da Swan, então como mentir para sua avó.
— Na precisa meu filho, eu vi como vocês se beijaram, foi tão intenso meu querido, nunca lhe vi assim. – afirmou ela já saindo, continuei lá olhando pro nada e tentando entender o que ela quis dizer com aqui, o beijo não foi diferente foi um beijo qualquer, sai dali apressado e confuso, fui em direção ao meu carro, essa merda toda estava me enlouquecendo, precisava sair, precisava me afundar em alguma puta e esquecer essa merda toda, e foi o que fiz, não iria trabalha hoje, guiei meu carro ate o meu lugarzinho de prazer, e lá tentei esquecer essa merda de beijo e desse demônio que era Isabella Swan.
Continua...
(N/A: Bem vamos lá, mas primeiro queria agradecer do fundo do meu tum-tum a essa duas lindas : Lia_Cullen e biia17 por recomendar a fic, voces nao imaginam a felicidade que eu tive quando vi, meu Deus, juro que eu chorei, é tão bom saber que seu "trabalho" é reconhecido, entao obrigaaada demais mesmo meninas, esse capitulo foi dedicado a voces. Ah! obrigada a todas que comentam e que me elogiam, me fazem um bem danado, amooo demais cada coments, obrigada mesmo, é cada comentario que me da mais vontade de escrever, acreditem :). OH! FANTASMAS QUE EU SEI QUE TEM, APAREÇAM E COMENTEM ! POR FAVOR *-* )
Notas finais
EU NAO TINHA PLANEJADO ESSE CAPITULO MAS COMO MUITAS PEDIRAM UM POV EDWARD EU NAO PODIA DECEPCIONAR MINHA LEITORAS NE MESMO? COMENTE COMENTE! ME FAÇA FELIZ!
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