A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard
7 O grande aprendizado com um desconhecido
Notas iniciais
Nossos heróis caminharam durante várias horas, ainda desnorteados com aquela situação. Quando despertaram de seus devaneios, já era muito tarde. Então armaram o acampamento e começaram a conversar:
– Que pena que ele morreu – ponderou Alfred, ainda desnorteado.
– É. Ajudou-nos muito. Mas temos que seguir em frente e achar a pessoa que ele nos pediu. Daniel Valentine, eu acho.
– Hum... Acho que já ouvi esse nome – acrescentou Vergil, pensativo – É!!! – disse agora se levantando, minutos depois – Ouvi meu instrutor dizendo sobre ele! Soube que é filho de um paladino muito poderoso. Apesar de ter poderes baseados em trevas, ele era uma pessoa muito boa.
– É! Também ouvi falar! O pai dele derrotou um outro paladino. Era tirano e muito poderoso e era dono do poder da luz – completou Suzan.
– Legal! Gostaria de aprender mais com ele! – exclamou Cole, entusiasmado.
– Mas primeiro, como descobriram que estávamos lá? – perguntou Claire e todos se calaram, pensativos.
– Não sei dizer. Só sei que só pode ter sido alguém que estava lá. Não tinha como Alucard Dorman nos detectar ali – disse Kenneth
– Tudo isso só porque lutamos por uma causa justa... – ponderou Jane.
– Eu sei Jane, mas aquele homem quer controlar a terra e sufocar qualquer tentativa que o impeça de conquistar esse poder. É assim que todos os homens sedentos de poderes agem: não querem nada que os impeça.
– Certo, mas precisamos de uma boa noite de sono, para podermos procurar o cara – finalizou Cole, se deitando.
Quando Vergil acordou, foi surpreendido por um soldado que estava prestes a perfurá-lo com uma lança. De repente o efeito tornou a ocorrer: ficara 2 vezes mais rápido. Conseguiu desviar da lança facilmente, mas quando iria golpear o soldado, sentiu que fora agarrado pela cintura. Virado de cabeça para baixo, viu que a árvore tinha lhe segurado com uma das vinhas:
– COLE!!! AJEITA A DROGA DA ÁRVORE!!! – berrou com todas as forças.
– PÁRA DE BERRAR, DOIDO!!! – disse e quando viu o soldado bradou com firmeza – Inflictum!!!
O soldado fora golpeado e derrubado no chão. Depois Cole murmurou um contra feitiço que largou Vergil da árvore:
– Da próxima vez, vê se encanta as árvores direito! – afirmou Vergil enfurecido e se sentou.
– Tá bom! Deixa de reclamar! Até parece que nunca foi puxado pelo pé – disse Cole, morrendo de rir com aquela situação.
– Esquece... Deixa pra lá... É porque tenho andado com muita coisa na cabeça. Foi mal aí... – disse Vergil, agora virando o rosto.
– Tudo bem, mas vê se não perde a paciência comigo! – disse Cole, um pouco perturbado com a situação.
– Certo... Vou me controlar melhor agora.
– Acho bom! – disse Cole em tom de ameaça, embora estragasse esse efeito com um sorriso – Mas em que você está pensando que não dorme direito? – perguntou Cole com uma voz investigativa.
– Eu, err... N-Nada não... – gaguejou Vergil, deixando claramente que mentira.
– Hum... Acho que já sei o que, ou melhor, quem não está lhe deixando dormir direito – falou Cole com aquela malícia na voz.
– V-Você não sabe de n-nada... – gaguejou Vergil novamente.
– Eu sei quem é sim – falou Cole com a voz penetrante.
– E quem é? – perguntou Vergil firmemente, mas ainda inseguro com a resposta que estava por vir.
– Suzan, não é? – afirmou Cole, agora se levantando e começando a andar para lá e para cá.
– Felizmente e infelizmente... Sim, tem a ver com ela mesmo. Eu sei que ela não gosta de mim, mas eu não consigo parar de pensar nela.
– Entendo... A gente vai fazer uma coisa pra lhe ajudar – acrescentou Cole pensativo.
– O que? Fala logo! – perguntou Vergil impaciente.
– Vou falar pra ela que você tá afim dela! – acrescentou Cole, indo para a cabana de Suzan.
– Espere! – disse Vergil, agora puxando Cole pelas vestes – Não faça isso! Por favor, eu não quero que ela saiba! – suplicou.
– Está bem, mas que alguma coisa eu irei fazer, eu vou! – disse Cole, mas só teve tempo disso: Suzan se levantara naquele momento e perguntou:
– O que vocês estavam gritando aí? – disse, esfregando os olhos.
– Nada – responderam os dois ao mesmo tempo.
Suzan ainda ficou desconfiada, mas para alívio de Vergil, se retirou segundos depois.
– Ufa! Na próxima vez, cuidado com o que fala – assentiu Vergil.
– Beleza, mas mesmo assim eu vou ajeitar ela pra você.
– Contando que você não me prejudique...
– Ok! Fique calmo cara, você terá sua vez.
Vergil, mesmo desconfiado, aceitou a proposta. Depois que todos acordaram, foram andando cautelosamente pela floresta. Algumas horas depois:
– Caramba! Estou muito cansado! Não consigo andar mais – reclamou Cole.
– Eu também – disse Suzan, se sentando perto de uma árvore.
– Ora, desse jeito nunca iremos sair daqui – falou Vergil, tentando levantar o ânimo de todos.
– É fácil pra você dizer, porque pode correr por muito tempo e não cansar – disse Jane, também sentando.
– A questão não é essa. A questão é que não podemos desistir assim. Vamos fazer o seguinte: descansamos um pouco e depois continuamos. O que me dizem?
– Certo – concordaram todos.
Então todos ficaram sentados por uns momentos, até Cole falar:
– Suzan, tu pode vir aqui? – chamou Cole. Isso foi o alerta para Vergil murmurar “Currere”, pois não queria ouvir uma conversa daquelas, decerto sabia que não iria acabar bem. Ele saiu correndo a toda velocidade para trás de uma árvore por volta de 60 metros de distância deles. Após alguns minutos, percebendo que estava um pouco mais calmo, ele voltou. Mas quando voltava lentamente, um raio multicolorido passou por sua frente. Recuou depressa, e quando viu, o raio atingiu Alfred em cheio. De repente, ele começou a flutuar no ar e foi desaparecendo aos poucos. Depois sumiu:
– Caramba! O que foi isso?! – perguntou Vergil, estarrecido.
– Não sei, só sei que Alfred simplesmente... Desapareceu – falou Jane, de queixo caído.
– Caramba! Quem fez isso com ele? Você viu Vergil? – perguntou Claire
– Não, não vi – disse, tentando olhar de onde veio o raio, mas não conseguiu.
– Temos que fazer alguma coisa... Mas o problema é que não temos como saber como aquilo ocorreu – disse Suzan, pensativa.
Minutos depois, eles falando sobre o estranho acontecimento, um vulto saiu das folhagens, perto do local do disparo. Imediatamente, todos se prepararam. Um homem um pouco baixo, com barbas longas e brancas, usando um cajado maior que ele, tendo um chapéu pontudo e trajando vestes prateadas, disse com a voz grave. Havia alguma coisa de familiar naquela voz, mas não conseguiram descobrir:
– Olá, meus queridos aventureiros!
– Quem é você? – bradou Claire, o machado emanando energia amarela como o sol.
– Sou um grande mago, apesar de velho, muito poderoso – assentiu ele.
– O que você quer conosco? – perguntou Suzan, com a espada energizada.
– Quero que me sigam, por favor, no caminho eu lhes falo o motivo – disse o misterioso mago, andando.
– Como sabemos se você não irá nos matar? – disse Vergil, baixando um pouco a guarda.
– Porque se não eu já o teria feito muito facilmente – disse o mago com tranqüilidade.
Então, sem fazerem objeções, os meninos seguiram o misterioso mago até as partes mais profundas da floresta. Ele fora lhes explicando o motivo de estar lá. Disse que estava para ajudá-los, mas que para isso teriam que passar por terríveis provações. Por volta de meia hora depois, eles chegaram até uma enorme casa recoberta de espinhos:
– Bom; essa é a minha casa. Para vocês receberem um grande prêmio, vocês devem passar por todas as dificuldades no caminho até chegar ao outro lado.
– Certo, certo, certo. Mas uma pergunta: qual é o seu nome? – falou Vergil, incrédulo.
– Ah, sim. Esqueci de me apresentar – disse e com uma enorme reverência, apresentou-se – Sou o mago Roland Gradsly.
– Certo, e então: quem vai primeiro? – disse Vergil a todos. Imediatamente começou uma pequena discussão: Quem deveria ir e enfrentar o desconhecido que jazia à frente deles? Quem deveria enfrentar uma coisa que não se sabe o que é? Por fim, Jane disse:
– Eu vou.
– Cuidado Jane – alertou Suzan.
– Boa sorte! – assentiu Vergil.
Jane, então, entrou na casa. Quando olhou à sua frente, levou um grande susto: uma altíssima e íngreme coluna de pedra jazia à sua frente. Então de repente, a voz de Roland aparece amplificada como se estivesse anunciando algum fato para uma platéia:
– Você deverá subir até o topo do pedregulho, desviando de todos os obstáculos que podem atrasar você. Boa sorte, mestra das adagas.
Jane então começou a subir. Por volta de 5 metros acima, uma de suas mãos escorregou e ela fincou uma de suas adagas no pedregulho. Prosseguindo e chegando quase ao topo, sentiu um forte corte em seu braço. Virando-se para ver o que era, viu que um pássaro grande, com garras afiadas e asas de aço. A ave investiu contra Jane, que bloqueou o ataque com golpe de adaga nas garras. A ave retornou, mas Jane gritou:
– Tigris Laminia! – sua adaga brilhou com uma energia laranja, que golpeou o pássaro na cabeça, saindo atordoado. Subiu os últimos metros rapidamente e se postou lá. Seu fluído laranja-claro apareceu e ela viu que muitos outros pássaros com as asas de aço apareceram. Ela viu que eles estavam postando as asas de modo que iriam atirar penas afiadas contra ela. Ela, então, bradou:
– Tigris Fluctus!!! – sua adaga começou a emanar ondas de choque. Agitando-as, de modo que atingisse as lâminas, conseguiu bloquear a maioria. Mas não viu que uma lhe atingiu no braço, outra que lhe atingiu na perna e outra que lhe atingiu na mão. Ela caiu no chão, com muita dor. Depois, quando uma das lâminas quase atinge sua cabeça, é partida ao meio com apenas um olhar mortífero dela. Levantando-se, viu que seu fluído estava refulgindo mais furiosamente e estava maior. Ela, então, gritou com todas suas forças:
– TIGRIS IRA LAMINIA!!! – suas adagas brilharam com uma energia laranja. Jane as lançou em direção às milhares de aves de aço. Então, as adagas começaram a se mover sozinhas, como se estivessem sendo controladas por alguma força invisível. Elas passavam com muita velocidade através das aves. Quando as adagas retornaram às bainhas de Jane, as aves começaram a cair. Quando caem por volta de 20 metros, acabam por se partindo ao meio e desaparecendo no infinito. Após esses acontecimentos, o fluído desaparece e ela cai no chão, exausta:
– Ufa! Achei que iria morrer... – falou com a voz cansada e ofegante.
– Você passou no teste – falou a voz amplificada do mago novamente – Passe pela porta – e uma porta se materializou atrás dela – Sua recompensa está através dela.
Jane atravessou a porta e viu que uma folha de papel, muito gasta nos lados e parecendo que fora queimada e tentada restaurar, pairava à sua frente, tendo atrás dela uma porta marrom.
Pegando a folha de papel, começou a lê-la:
“Septem Aqua Tigris Laminia Duo”
“Uma técnica de adagas em que são encantadas com água, tendo a força de sete tigres”.
Após ter lido, a folha se despedaçou. Então ela passou pela porta e saiu na floresta em que toda a patota esperava ansiosa:
– Jane!!! – gritou Suzan de longe.
– Tudo bem... Eu estou bem! Consegui passar pelo desafio e estou aprendendo uma técnica que li num pedaço de papel!
– Por favor, vocês terão tempo para conversar, por favor, o próximo!
Houve um murmúrio de discussão, então Cole se prontificou:
– Agora eu tô indo.
– Ótimo. Prossiga até a porta, jovem bruxo.
Então Cole abriu a porta e se deparou com uma cena incrível: estava parado diante a uma enorme e densa floresta. Andou alguns metros e viu que uma gigantesca aranha avançava para ele. A aranha tinha por volta de nove metros de altura, tinha mandíbulas que se batiam furiosamente, lançava teias para todos os lados e estava babando de fome. Cole não perdeu tempo e falou confiante:
– Aranea Expulsum!!! – um jorro de luz azul saiu da ponta de sua varinha e foi bater na cabeça da aranha. Ela ficou um pouco tonta com o impacto, mas continuou avançando:
– Eita! Tenho que pensar em outra coisa! – disse ele, correndo para fugir dela – Já sei!!! Glacies Efflo!!! – um orbe congelado saiu de sua varinha e foi em direção à aranha, explodindo com o impacto. Imediatamente, inúmeras estacas de gelo saíram do orbe e atingiram a aranha, agonizando de dor.
– Rá! Agora lhe peguei!!! Aranea Ex... – começou, mas foi pego por uma teia lançada pela aranha. Essa teia o empurrou até uma cadeia de teia, ficando imobilizado lá. Quando se recompôs do impacto, Cole viu que a aranha iria comê-lo:
– Sai daqui sua aranha nojenta – bradou ele, mas ela continuou avançando – SAIA DAQUI!!! – gritou, aparecendo seu fluído roxo-claro. A aranha retardou o passo:
– AGORA SIM!!! FLAMMA EMANIO!!! – uma esfera de fogo rodeou Cole, libertando-o da prisão.
– ATTONITUS SURCULUS!!! – um trovão poderoso atingiu a aranha no peito, fazendo-a guinchar de dor e a lançando com força em uma árvore, quebrando-a.
– GLACIES IRA VIRGA!!! – sua varinha virou gelo maciço e longas estacas de gelo se materializaram e perfuravam ao meio a aranha. Quando a aranha deu o último arquejo e morreu, ouviu-se a voz de Roland novamente:
– Muito bom jovem bruxo! Você passou no teste. Passe através da porta e pegue sua recompensa.
Cole andou em direção à porta que se materializou, abriu-a e entrou. Viu um pedaço de papel pairando no ar. Chegou até ele e o leu:
“Novem Glacies Leo Emanio”
“Um feitiço de gelo em que longas estacas de gelo são atiradas para todos os lados com a força de nove leões”.
Depois o pergaminho se despedaçou. Cole prosseguiu até a porta e saiu na floresta em que toda a patota estava:
– E aí? Como foi? – perguntou Kenneth, curioso.
– Tive que enfrentar uma aranha gigantesca!
– Como assim?! Eu tive que subir uma coluna de pedra enorme e ainda lutar contra mais de cem pássaros com asas afiadíssimas!!!
– Ué? Não entendi essa... – disse Vergil, confuso.
– Nessa prova todos enfrentarão provações e perigos diferentes para terem seus esforços recompensados – respondeu o mago com simplicidade – Agora, eu lhes pergunto: quem será o próximo?
Desta vez, a resposta foi imediata: Kenneth deu um passo à frente e disse que iria. Passando através da porta, ficou absorto com a visão: uma densa névoa pairava nos seus olhos e uma árvore seca, parecendo que morrera há muitos anos inundavam sua visão. De repente, sentiu alguma coisa puxando seu pé. Sendo rápido, falou:
– Navitas Clausus! – um escudo amarelo o rodeou, mas o puxão ainda continuara.
– Lumem Clausus! – um escudo branco o rodeou, agora bloqueando o puxão. Quando se virou, viu que um zumbi estava tentando lhe puxar para um túmulo.
– Saia daqui, criatura das trevas! – pegando a Bíblia leu – Eu te exorto demônio miserável!!! – uma auréola pairou em sua mão e foi para o zumbi, que se desmaterializou. Quando olhou para o lado, viu que um exército deles estava avançando contra Kenneth. Ele então ordenou firmemente:
– Lumem Clausus! – um escudo lhe protegeu e iluminou a escuridão – Lumem Punire Duo!!! – suas mãos brilharam com uma luz branca e ele começou a golpear os zumbis, que quase a maioria morria com apenas um golpe. Quando faltou apenas um, socou com as duas mãos, mas este fora mais rápido: bloqueou os golpes com sua espada de lâmina roxa. Sangrando um pouco, murmurou:
– Sanctus Curatio – suas mãos instantaneamente se curaram – Draco Lumem! – sua mão brilhou com uma energia vermelho-luminosa e socou o morto-vivo, mas este bloqueou com um escudo de ossos. Se afastando um pouco para trás devido à potência do golpe, de repente a lâmina roxa começou a emanar uma aura sombria como a névoa. Atacou Kenneth, mas este estava com o escudo lhe protegendo. Infelizmente o escudo agüentou apenas um golpe.
– Você irá para o inferno, criatura demoníaca! Draco Crinis!!! – um forte raio de luz vermelho-luminoso saiu de suas mãos e atingiu o escudo do morto-vivo. O escudo se destruiu com a potência do golpe, mas o morto-vivo conseguiu refletir o ataque com uma espécie de orbe incrustado em sua pele. Kenneth conseguiu desviar do ataque, porque surgira seu fluído marrom-claro e falou:
– Sanctus Lumem! – uma luz começou a crescer de sua Bíblia, foi disparada em sua mão, que concentrou o ataque e atirou com toda a força no orbe. O orbe não refletiu o ataque, estava absorvendo. Usando toda sua força, aumentou tanto o raio que o orbe explodiu. O morto-vivo caiu para trás, vacilante, enquanto Kenneth preparou um poderoso ataque:
– INCUMBO SANCTUS CRINIS!!! – apontando as mãos para o alto, uma forte luz inundou o campo. Essa luz atingiu suas mãos e iluminou todo o seu ego. Quando colocou suas mãos em sua frente, a energia que estava circulando ao seu redor se concentrou em suas mãos, formando uma esfera de quase um metro de diâmetro. Ele então, disparou esse poder, que iluminou todo o campo, revelando uma terra árida. O raio muito branco atravessou o morto-vivo que se desmaterializou com a potência do golpe. Ouviu-se a voz de Roland amplificada magicamente:
– Você passou no teste, padre! Agora prossiga através da porta e receberá sua recompensa.
Kenneth, então, passou através de uma porta muito branca que se materializou à sua frente. Em sua frente, pairava um pedaço de pergaminho luminoso. Pegou e o leu:
“Duodevinti Sanctus Draco Incursio Duo”
“Uma poderosa técnica de mãos em que são encantadas com luz divina, potencializando as mãos com a força de dezoito dragões”.
Depois de ler, o pergaminho se despedaçou, assim liberando uma passagem para outro lugar. Kenneth passou pela porta e se deparou com a floresta em que toda a patota estava. Roland, agora estava mencionando para outra pessoa entrar.
Claire então, se prontificou a ir. Passando pela porta, viu que estava numa planície bem iluminada. De repente, ouviu passos marchando. Os passos ficaram mais altos e ela pode ver o que era: tinha um pequeno exército de orcs à sua frente. Eles avançaram contra ela, mas esta estava preparada: apenas preparou o machado e disse “Flamma Securis”. Seu machado se incendiou. Então ela golpeou dois orcs, matando-os com dois golpes cada. Virando-se para outros três disse “Vipera Securis Duo”. Seu machado brilhou com uma luz verde-escura. Assim, golpeou ferozmente os três, que caíram no chão sem ação e apenas agonizando devido ao veneno que os mataria. Quando se virou para enfrentar mais, sentiu um golpe cortante em seu braço e um golpe esmagador em sua cabeça. Piscando para não perder a consciência, seu fluído verde-claro aparecera e lançou alguns orcs para longe. Levantando-se, se virou para um grupo deles e gritou “Vipera Efflo”. Uma explosão verde empurrou os orcs para longe, fazendo-os ficar caídos no chão. Chegou a cada e deu-lhe um golpe no pescoço, matando-os instantaneamente.
– Surpreendente! Muito bom! Agora prossiga através da porta para sua recompensa! – falou a voz de Roland ecoando pelo ambiente.
Claire prosseguiu pela porta verde que se materializara e viu que um pedaço de pergaminho pairava no ar. Leu-o.
“Decim Vipera Flamma Securis Duo”
“Uma forte técnica de machado em que as duas lâminas são encantadas com fogo verde, que tem a força do veneno de dez cobras mortais”.
O pergaminho se despedaçou. Passando pela outra porta, chegou à floresta que toda a patota estava. O mago Roland falou novamente com sua voz grave:
– O próximo, por favor!
– Eu vou agora – falou Suzan, se levantando.
– Cuidado, Suzan. Todos enfrentaram bastantes perigos. Tome muito cuidado está bem? – disse Vergil, pegando sua mão. Ele ainda registrou o olhar malicioso de Cole, que observava a cena toda.
– Vou ficar bem. Mas mesmo assim, obrigada – respondeu ela e passou pela porta.
Suzan se deparou uma grande visão: estava parada de frente a um enorme vulcão em erupção, quando ouviu a voz de Roland:
– Sua missão é chegar ao topo do vulcão.
Então, ela foi subindo os pedregulhos, desviando de algumas rochas incandescentes que estavam caindo perto dela. Avistou um centauro flamejante, que galopava rapidamente para ela, sendo controlado por um necromante, que ria desdenhosamente da situação precária em que ela se situava.
– Fluctus Ensis! – sua espada emanou poderosas ondas de vento, que desequilibraram o centauro, mas não retardou o passo – Ventus Frendo! – aplicou um poderoso golpe com o cabo de sua espada na cabeça do centauro, que caiu no chão com estrépito. Chegou perto dele e disse “Ventus Expletum”. Sua espada criou um pequeno furacão, que consumiu todo o centauro. Virando-se para o necromante e indo golpeá-lo, levou um feixe de luz negra no braço, sendo lançada pra trás. Levantou-se e preparou a espada, mas outro feixe de luz negra iria de encontro a ela.
– Ensis Clausus!!! – sua espada ficou com um fluxo de vento, desviando o feixe de luz para longe. Seu fluído vermelho-claro apareceu e ela começou a correr em direção ao necromante e golpeá-lo com ferocidade. O necromante se defendia dos golpes facilmente e descobriu uma brecha em sua defesa. Atacou-a no braço, fazendo-a soltar a espada. Mas ela não desistiu e socou o necromante, desta vez atacando mais rapidamente, mas não consegue acertar o necromante. Então ela correu para trás e saca seu arco, mirando uma flecha nele.
– Aquila Spiculum!!! – sua flecha ficou totalmente prateada e a lançou, deixando um rastro e iluminando o caminho. Quando o necromante viu, mandou uma lança feita de ossos para repelir o ataque, mas não adiantou: a flecha perfurou, quebrou e ainda continuou seu trajeto com força total, atingindo o necromante no peitoral e o lançando á uns 60 metros adiante. Subindo os metros restantes da montanha, pegou sua espada e chegou ao topo do vulcão. Ouviu-se a voz de Roland amplificada magicamente:
– Bom trabalho! Agora passe através da porta e pegue sua recompensa! – uma porta se materializou à sua frente e a passou, vendo um pedaço de papel pairando no ar. Pegou e o leu:
“Setedecim Aquila Ventus Ensis Duo”
“Uma técnica de espadas em que elas lançam lufadas de vento com força de dezessete águias”
O papel se desfez e outra porta se materializou à sua frente. Passando por ela, sentiu-se exausta, pois ainda estava com seu fluído ativo. Depois que ela se desfez, sentou-se no chão. Já era de noite e ainda faltava Vergil.
– Por fim, restou nosso último aprendiz. Passe pela porta e ganhe do desafio! – falou Roland com a voz enérgica.
Vergil passou pela porta e viu um grande cenário: um grande rio incandescente jazia à frente. Deu um passou à frente e uma enorme torre de chamas emergiu do rio. Caindo no chão, ouviu a voz de Roland:
– Seu desafio é passar pelo rio de chamas e chegar até a porta do outro lado que está aberta lá.
Pensando numa forma de passar, demorou por volta de um minuto até decidir-se por uma opção arriscada: tentar correr o mais rápido possível pelo rio. Então, postou-se no começo do rio, preparou-se, respirou fundo e gritou com todas as forças: “CURRERE!”. A velocidade de seus pés aumentou bastante e ele começou a correr. Após ter corrido por volta de 100 metros do rio, seus pés começaram a esquentar. Pensando rapidamente, bradou “CURRERE DUO!”. Sua velocidade aumentou 2x mais. Mas não tardou e seus pés estavam muito quentes. Com o cérebro girando, aparecera mais uma preocupação: pequenos diabretes de fogo emergiam do rio. “Navitas Surculus!” – e disparou esferas de energia nos diabretes, fazendo-os desaparecer. Mas seus pés já estavam no máximo e ele não conseguia ver um sinal da porta. Por fim, se concentrou e fez com que seu fluído azul-claro aparecesse para ajudar em sua velocidade. Mas quando finalmente viu a porta muito longe, seus pés já não agüentavam mais. Então bradou “LUPUS FESTINATIONIS!!!” – seus pés brilharam com uma energia azul, assim protegendo-os e aumentando ainda mais sua velocidade. Porém, ainda estava muito longe da porta. Então com o resto de suas forças, falou “Accelero!”. Todas as torres de fogo que estavam emergindo e desaparecendo começaram a se mover mais lentamente. A porta se abriu e ele se jogou dentro dela. Arrastando-se no chão, só parou quando bateu com um forte impacto numa parede preta. Levantando-se com dificuldade, viu um pedaço de papel pairando sobre sua cabeça. Lendo-o, encontrou uma técnica:
“Duodecim Attonitus Lupus Eruptio”
“Uma técnica de punhos em que é disparado um poderoso trovão com a força de doze lobos.”.
O papel se desfez e ele passou pela porta. Então o mago Roland disse:
– Agora que todos vocês tem suas técnicas novas, vamos à próxima parte do treinamento amanhã.
– Cacetada! Ainda temos que treinar? – reclamou Cole que, como todos, estava muito cansado para treinar mais.
– Paciência, meu caro bruxo. Amanhã vocês irão treinar. Por enquanto, descansem.
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