A Profecia do Destino - O Domínio de Alucard
6 O controle do Primeiro Nível de Energia
– Sou eu! – disse novamente a voz. Pareciam-lhes familiar, mas mesmo assim não a reconheceram.
– Quem está aí? – falou Suzan, que puxara uma flecha ao máximo.
– Eu – disse a voz, se revelando. Era o homem que tinha salvado os meninos 2 anos atrás: estava mais barbado, porém estava mais forte. Usava uma espada de madeira com espinhos incrustados. Usava também várias placas de armadura de madeira – Bom, não pude deixar de ouvir a confabulação de vocês; e peço que vocês me sigam! – disse o homem, começando a correr.
– Espere! Temos que arrumar o acampamento – disse Claire, afobada, tentando arrumar às pressas o local em que estavam.
– Certo, mas não demorem! Vamos logo! – repetiu o homem, olhando para os lados.
Então os meninos desfizeram o acampamento às pressas, pegaram os livros e seguiram o homem, que estava correndo mais que todos. Quando quase o perdem de vista, o homem pára numa árvore de tronco muito grosso. Depois de alguns segundos, os meninos chegaram ofegantes:
– Caramba! Corri demais! – disse Cole, se sentando no chão.
– Eu também! – disse Claire, que sentara também ao chão.
– Não sentem aqui – sibilou o homem – Vamos, passem pelo tronco e conversamos dentro.
Os meninos só entenderam o sentido da frase quando o homem se dissolveu através do tronco. Então todos, meio relutantes botaram os pés e as mãos na frente e suspiraram aliviados quando eles passavam facilmente. Quando eles entraram, tomaram um grande susto: era muito mais extensa por dentro. Continha vários móveis de madeira espalhados pela casa, tinha também uma arena em que lutavam por diversão, vários quartos e cozinhas, um depósito para armas e várias outras coisas:
– Certo, isso é a nossa resistência contra Alucard Dorman. Temos treinados soldados aqui para tentar vencê-lo. E quando ouvi que vocês partiram da vila de Everlott sozinhos, depois de derrotarem soldados de Alucard Dorman, percebi que vocês eram lutadores da nossa causa. E eu estou aqui para isso. Vou treinar vocês para ver se tem o fluído de poder, também porque ouvi vocês falando sobre isso.
– Como você irá nos ajudar? – perguntou Claire, ainda desconfiada.
– Vou ajudar vocês acordarem esse fluído de poder, se o possuírem – disse o homem – E então, quem se candidata a vir primeiro?
Ouviu-se um murmúrio entre eles e Kenneth foi à frente:
– Eu vou primeiro – disse Kenneth, se dirigindo com o homem para uma sala mais a frente.
E então Kenneth entrou na sala e os outros ficaram observando de longe. E viram que o homem criara um fluído amarelo-claro ao seu redor; depois viram o homem falar alguma coisa para Kenneth. Demorou alguns segundos até que um fluído marrom-claro o rodeou. Depois que isso aconteceu, viram Kenneth se dirigir a eles, sorrindo:
– Que bom, ele conseguiu descobrir o fluído de energia em mim. Depois eu mostro direitinho para vocês, porque ele tá chamando outro.
Depois Suzan se dirigiu ao homem e descobriu que tinha o fluído também, apesar de ter demorado mais que Kenneth, seu fluído era um vermelho-claro. Cole demorou um pouco mais que Suzan, mas criara um fluído de cor roxa. Jane criou uma laranja-clara. Claire, por sua vez, conseguiu conjurar um fluído verde-claro. Alfred conseguiu um fluído cinza. Por fim, restou Vergil, que se dirigiu ao homem depois de todos:
– Bom, pelo que vi, seus amigos têm fluído de poder bem fortes, e também percebi que são bons lutadores.
– Sorte a deles – disse Vergil, descontraído.
– Ok! Mas agora vamos ver se você tem o fluído de poder.
Então o homem apontou as mãos para Vergil. Imediatamente, o homem emanara o mesmo fluído amarelo-claro que Vergil vira antes. Depois de alguns segundos, o homem murmurou algumas coisas em uma outra língua e depois seu fluído desapareceu. Quando ele se repôs na posição inicial falou:
– Bom! Descobri que você tem o fluído, só que é muito confuso o modo como você a ativa. Gostaria de saber como foi que você ativou? – perguntou o homem, interessado.
– Err... Eu não sei dizer como foi. Só me lembro que estava pensando em uma pessoa e fiquei com aquele estranho fluído me rodeando – respondeu Vergil, meio constrangido.
– Hum... Então seu fluído é ativado por nada menos que o amor. Um sentimento poderoso, porém mal compreendido. Então vamos ver como vou prosseguir... – seguiu-se por volta de um minuto até o homem responder – Faça o seguinte: tente se concentrar numa pessoa que você ame.
Vergil então fechou os olhos e vasculhou a mente. Depois de um tempo, decidiu-se por seu pai, Andrew. Prestou atenção em sua fisionomia: um homem forte, um pouco baixo, cabelos ruivos e pele branca. De repente, um pequeno fluxo de energia começou a fluir por ele.
– Agora – falou a voz do homem – Abra os olhos e veja como você está. Apareceu seu fluído garoto!
E de fato aparecera: quando Vergil abriu os olhos, o fluxo de energia que estava sentindo era azul-claro e fazia um pequeno repuxo de vento.
– Eu sei que você pode fazer melhor. Pense numa pessoa que você ama acima de tudo. Que você a defenderia com todas suas forças.
E Vergil tornou a fechar os olhos e procurou pensar em outra pessoa que ele amava mais que qualquer outra. Tentou, mas não conseguiu. Por fim, abriu os olhos e disse:
– Não posso... Não consigo... – disse para o homem, cuja atitude foi apenas sorrir.
– Imaginava que você diria isso. Mas eu sei que você pode fazer isso. Você, com certeza, achará a resposta para esse enigma.
E ele tentou novamente: fechou os olhos e vasculhou a mente profundamente por alguns minutos. Depois desse tempo, a resposta pairou em sua cabeça como uma lâmpada iluminando o caminho: a única pessoa que amava mais que tudo era Suzan. Vergil não sabia por que, só soube que, depois que concentrou seus pensamentos nela, sentiu um poderoso fluxo de energia passando por ele. Esse fluxo aumentava muito rapidamente e Vergil sentiu que estava mais forte e mais rápido. Quando abriu os olhos, viu a verdade que pairava em seus olhos: ele estava com um fluído azul-claro grande, emanando tanta energia que fazia os cabelos e a barba do homem esvoaçar com violência, parecendo que estava numa forte ventania:
– Muito bom!!! Seu fluído é o mais poderoso que eu já vi! Se você treinar mais um pouco, poderá usá-la com facilidade e será invencível! – disse o homem, agora rindo abertamente.
– Obrigado senhor! – disse Vergil.
– Agora, por favor, concentre-se em qualquer outra coisa para desativar o fluído.
– Certo – e Vergil fez força para não pensar em outra coisa, mas estava difícil. Seu fluído diminuiu a força, mas mesmo assim estava ativo.
– Bom você terá que fazê-lo parar, pois isso exige muito de sua energia espiritual, e se não parar vai acabar ficando inconsciente – disse o homem, agora aturdido.
Vergil agora conseguira fazer seu fluído parar de dar lufadas de vento, mas ele ainda estava ativo e agora o rodeava com choques, embora fossem fracos.
– Caramba! PÁRA COM ISSO!!! – berrou e seu fluído desaparecera. Ficara um pouco ofegante, mas nada a mais.
– Finalmente! Achei que iria ficar levando vento pro resto da vida – disse Cole, que estava completamente atordoado.
– Bom, é porque tava difícil de parar de pensar na emoção que ativa meu fluído – respondeu Vergil, se sentando e tentando fechar a mente, pois imaginaria que Cole soubesse magias de leitura de mente.
– E então, vocês acham que assim dá pra gente derrotar Alucard Dorman? – perguntou Claire, subitamente.
– Pelo que eu os ouço falando... Não, não dá pra derrotar ele não. Soube que ele é muito forte – disse Alfred, pesaroso.
– Mas estamos fortes e poderosos. Até agora não perdemos uma batalha – disse Suzan, confiante.
– Pode ser, mas chegamos perto de perder – ponderou Jane.
– Bom, mas pelo menos chegamos até aqui não é? E pelo que vi temos chances sim – disse Cole, apontando para Vergil.
– Eu? Mas como assim? – disse Vergil, agora perturbado.
– Você estava emanando poder até umas horas aqui e quase nos derruba! – exclamou Cole – Você tem um poder grande Vergil. É só ter ajuda para saber controlá-lo melhor.
– Bem, valeu aí, mas eu não sou tão forte assim não – disse Vergil, agora sem jeito.
– Bom, você é forte sim, mas todos nós também somos – disse Suzan.
– É. E agora, quem quer treinar um pouco? – disse Kenneth com renovada energia.
– Não hoje Kenneth; estamos todos cansados – disse Vergil, se dirigindo para um dos quartos vagos.
– É. Treinaremos amanhã – disse Cole, indo para outro quarto.
E todos foram dormir, pensando que tinham um grande poder a usar e boas chances de ganhar a luta contra o tirano Alucard Dorman. Quando acordaram, foram comer e se reuniram na sala da grande casa:
– Ah, que noite ótima! – disse Vergil, se espreguiçando.
– Eu também dormi muito bem – disse Suzan.
– Hum... Será que eles planejaram alguma coisa que não saibamos? – cochichou Cole para Claire, que começou a abafar uma risada.
Enquanto eles estavam conversando, um tumulto aconteceu de fora da casa. Quando os meninos foram ver, tinha um dragão correndo desembestado pela floresta. Este, dotado de uma coloração verde vivo, estava montado por um homem de armadura vermelha e com uma expressão homicida no rosto. Então todos foram atrás do dragão, para ver se paravam o homem que estava maltratando o animal:
– PARE!!! DEIXE O DRAGÃO EM PAZ!!! – gritou Jane, mas só teve tempo disso: o dragão lançara fogo para ela, que por pouco evitou ser queimada com um jato de chamas verde-esmeralda. Então Suzan mirou uma flecha no olho do dragão, mas errou o alvo: o dragão vira a flecha e desviara. Quando o dragão foi atacar com as garras em Cole, Kenneth apareceu e disse:
– Navitas Clausus!!! – o escudo só agüentou uma pancada do dragão. Foi o tempo de Cole correr, mas Kenneth não conseguiu. Quando o dragão iria atacar com o rabo em Kenneth, Vergil gritou:
– KENNETH!!! CUIDADO COM A CAUDA DO DRAGÃO!!! – mas tarde demais: Kenneth fora atingido e foi lançado contra uma árvore e caiu, quase sem ar e muito machucado.
– NÃO!!! SEU MALDITO!!! LEO SURCULUS!!! – bradou Cole. Um raio laranja com a forma de um leão foi em direção ao dragão, que foi atingido em cheio. Mas o dragão só retardou um pouco, ainda continuando a atacar os heróis.
– CLAIRE!!! CUIDADO COM O PÉ DO DRAGÃO!!! – e de fato o pé quase a esmagara com um só golpe.
A luta estava mais difícil: com Kenneth fora de combate, a situação se complicava. Suzan, então, mirou a espada para o dragão e gritou:
– Ensis Eruptio!!! – sua espada brilhou com uma energia amarela e disparou um raio muito forte contra o dragão, mas apenas ricocheteou para o lado. O dragão a vira: iria lançar um jato de chamas contra ela.
– SUZAN!!! CORRE DAÍ!!! – gritou Vergil para ela. Imediatamente o fluído vermelho-claro de Suzan apareceu e ela correu. Vergil viu que a velocidade dela tinha aumentado muitas vezes e passou fácil pelas chamas, que não a queimaram. Mas de repente, para Vergil ficou tudo mais lento: ele pode ver a expressão assassina do homem, que ria desdenhosamente dos heróis que tentavam sobreviver dos ataques ferozes do dragão. De longe, depois que sua velocidade voltou ao normal, Vergil viu Kenneth que se levantara e tinha se curado. Quando o homem viu que ele estava de pé, gritou com uma voz sombria:
– Dragão! Ataque aquele ali que está caído! – e o dragão preparara um poderoso golpe: tinha concentrado um forte jato de chamas verde-esmeralda e atirou contra Kenneth.
– Não irá fazer isso! DRACO CRINIS!!! – berrou Kenneth com todas as forças. Tinha disparado uma luz vermelho-luminosa contra o dragão, que retaliou com o jato de chamas. E assim ficou: Kenneth, de um lado, atirando com todas as forças a luz e do outro, o dragão atirando as chamas verde-esmeralda. No ponto de impacto, formava-se uma luz branca. Quando esse ponto de impacto estava chegando perto de Kenneth, ele gritou:
– Você não irá conseguir!!! Eu irei vencê-lo!!! – e apareceu seu fluído marrom-claro. Nesse instante, Kenneth berrou – DRACO CRINIS DUO!!! – e o raio de luz vermelha luminosa dobrou de tamanho e força, empurrando o ponto de impacto para mais perto do dragão.
– KENNETH!!! VAMOS AJUDÁ-LO!!! – gritou Claire, mas Kenneth disse que conseguiria sozinho. Agora o ponto de impacto estava na boca do dragão, que não conseguia atirar mais chamas. Então o golpe de Kenneth pegou em cheio na cabeça do dragão. Este caiu com o impacto, mas Kenneth também caiu:
– Caramba! Usei muita força... Estou esgotado... – disse ele e caiu no chão, o cansaço lhe atingindo todas as vértebras.
Mas o que eles receavam aconteceu: o dragão se levantou e ainda conseguia se manter em pé, apesar de não conseguir atirar chamas pela boca. Por fim, Jane gritou:
– AQUA LAMINIA DUO!!! – e suas adagas brilharam com uma energia azul. Depois Jane correu e atacou do dragão, mas o dragão a golpeara no abdômen. Depois de se recompor, ela gritou:
– AQUA EMANIO!!! – e apontou as adagas para o dragão. As adagas atiravam um forte jato de água no dragão, que se contorceu de dor e morreu. Vendo aquilo, o homem atirou uma lufada de vento em Jane, que foi lançada para uma árvore com muita força. Nesse momento, Cole apontou a varinha para o homem e berrou:
– INFLICTUM!!! – um raio preto saiu de sua varinha e derrubou o homem – Rá!!! – comemorou, mas foi muito cedo: o homem o desarmara com uma lufada de vento, derrubando-o no chão.
Claire então, aparecera na frente do homem e começou a desferir fortes golpes, mas o homem os aparava com a mão. Mas Claire tinha um truque: quando o homem baixou seu machado, ela disse:
– Accendere Securis!!! – uma forte luz apareceu do seu machado, cegando o homem. Ela então disse:
– Furor Securis! – seu machado brilhou com uma energia vermelha e golpeou o homem, que caiu no chão, mas não recebeu nenhum arranhão.
– Ufa! Consegui! – disse ela, mas não viu que o homem a golpeou na mão, fazendo-a soltar o machado e cair no chão.
– Você é fraca! – disse o homem com aquela voz sombria – Navitas Frendo – e o homem golpeou com o cabo da espada, fazendo-a ficar inconsciente.
– Caramba! Devemos lutar em outro local! Todos eles estão machucados! – disse Vergil para Suzan, que não deu ouvidos e avançou para o homem, criando seu fluído vermelho-claro.
– VOCÊ IRÁ MORRER!!! – berrou ela, indo confrontar com o homem.
– SUZAN, NÃO!!! – gritou Vergil, tentando pará-la, mas ela estava mais rápida que ele. E o efeito tornara a acontecer: tudo ficou mais lento para Vergil, mas a luta entre Suzan e o homem corria em velocidade normal, dando para discernir todo e qualquer golpe com clareza.
– SUZAN, CUIDADO! – disse quando a espada do homem quase lhe corta o pulso.
E a feroz luta continuava: Suzan atacava com golpes muito fortes e rápidos, mas o homem aparava esses golpes com facilidade, algumas vezes com as mãos, outras com a espada. Depois de longos 5 minutos lutando, o homem achara uma brecha na defesa de Suzan. Quando iria atacar, Vergil não agüentou ver aquilo:
– SUZAN, OLHE SUA DEFESA!!! – mas tarde demais: a espada do homem fizera um corte no braço de Suzan. Quando o homem falou “Mortalitas Ensis”, sua espada brilhou com uma energia negra e quando iria golpeá-la, Vergil atacou a espada, quebrando-a. Mas teve-lhe um custo alto: sua mão fora cortada profundamente. Caindo ao chão, ouviu o homem falar:
– Você parece ser forte... Mostre-me sua força... – disse o homem, pegando-o pelo pescoço. Quando o homem iria atacar seu crânio, uma adaga o atingiu na perna, retardando o ataque:
– Mas quem...? – olhou para o lado e viu Jane, que apesar de estar com as pernas e braços sangrando, parecia bem firme e disposta.
– Você não irá fazer mal a minha amiga!!! – disse isso e correu com toda a velocidade, aparecendo seu fluído laranja-claro. Golpeou o homem incessantemente, até que usou uma técnica final: “Celer Laminia Duo”. Suas adagas ficaram vermelhas e muito mais rápidas. Golpeando o inimigo a todo custo, ficou ofegante depois que os ataques cessaram. O homem apenas ria:
– Hahahahahahaha!!! Seus ataques não me afetaram! – disse isso com aquela voz.
– É o que você pensa – disse Jane e estalou os dedos. Quando fez isso, a armadura do homem se despedaçou, mas demonstrando um homem muito forte.
– Bom, mas você apenas atacou minha armadura, não será párea para mim – disse isso e avançou para Jane. De repente, uma lança negra quase perfura o coração do homem, mas este aparou com facilidade. Quando viu de onde partira o ataque, usou uma técnica de vento que incrustou Alfred à árvore. Mas quando retornou a Jane, viu que Vergil se postara à sua frente: tinha corrido até lá e estava começando a emanar energia. Jane se distanciou. Quando essa energia foi emanada com muita força, começou a surgir um fluído azul-claro que eletrificava ao seu redor. No seu punho estava curado o golpe da espada:
– Você não deveria ter nos atacado. Você é um pervertido que se diverte matando pessoas. Nunca irei lhe perdoar – e correu, preparando o punho com um forte ataque:
– Incumbo Offensio!!! – e seu punho começou a adquirir energias externas. Começou a se iluminar com uma luz azul e brilhou com toda a força quando atingiu em cheio o corpo do homem. Este, fora lançado para trás e batera com força num pedregulho, mas se recompôs depressa:
– Hum... Finalmente algum adversário à altura, vou gostar dessa luta!!! – disse o homem e continuou o combate. Vergil atacou o homem, mas este desviou do ataque fácil. O homem atacou Vergil com o punho energizado, mas este aparou o golpe com uma mão e com a outra brilhando com uma energia azul, golpeou o homem na face. Este caiu no chão sangrando, mas se levantou e disparou um raio de energia, que passou pelo largo da cabeça de Vergil. Ele então, disse:
– Attonitus Orbis – e disparou uma esfera de trovão das mãos, mas o homem desviou dela, ao mesmo tempo em que disparara uma esfera flamejante que explodiu em seu peitoral. Caindo ao chão, machucado, se levantou com dificuldade, e falou “Attonitus Efflo”, disparando uma esfera de trovão maior que a anterior, atingindo o homem com força e explodindo no ponto de impacto. Depois de vários golpes desferidos, golpes desviados e golpes especiais, o homem caiu no chão, sem ar e muito machucado. Vergil, apesar de estar também muito machucado, conseguia se manter em pé:
– Agora você irá morrer! Attonitus Con... – começou, mas levou um poderoso soco nas costelas, sendo lançado com estrepito numa árvore, que foi derrubada com a força do ataque. Viu que seu fluído estava ficando mais fraco e ele também. Cuspindo sangue, se levantou, mas caiu novamente no chão. Depois viu que o homem barbado se lançara na sua frente. Depois não agüentou mais e desmaiou:
– Haha! Erwin Kimmel!!! Finalmente nos encontramos de novo! O que você está fazendo agora? Criando um exército para tentar derrubar Alucard Dorman? Tsk, tsk, tsk. Usar crianças não é legal Erwin. Você deveria morrer por isso.
– Não! Eles são os heróis da profecia do destino! Por isso devo ajudá-los! – disse Erwin, agora puxando a espada cheia de espinhos.
– IMPOSSÍVEL!!! Se isso fosse verdade, eles teriam me derrotado facilmente! – bradou o homem, agora aparecendo um fluído cinza-escuro ao seu redor.
– Ah é? Olhe de novo – apontou Erwin para os garotos, que agora tinha uma estranha luz branca vindo do céu até eles. De repente, os garotos acordaram de seus devaneios: seus ferimentos foram curados, suas energias repostas, os fluídos de cada um recomeçaram a refulgir furiosamente e se levantaram. Quando abriram os olhos, viram uma luta feroz entre o homem barbado e o homem da armadura quebrada. Enquanto o homem atacava com socos energizados, o barbado bloqueava todos com a sua espada de madeira, que não quebrava com a potência dos golpes. Então o barbado atacou um dos braços do homem, mas este desviou do ataque. O barbado tentou novamente, desta vez acertando um golpe cortante no abdômen do homem. Este recuou pelo ataque, mas retaliou com o punho fluido de energia vermelha. Quando iria acertar o homem, acabou por atacar uma das placas de armadura, quebrando-a. Então o barbado atacou com o cabo da espada na cabeça do homem. Cambaleando um pouco, tentou se recompor para atacar com um golpe. Por fim, se postou numa pose estranha: estava com os braços esticados, as mãos entreabertas, as pernas organizadas de modo que ele ficasse de lado. Então, algumas energias estavam se agrupando ao redor de seus punhos. Essas energias viraram esferas negras, que agora o homem estava juntando-as. Nesse momento:
– MENINOS!!! CORRAM!!! ELE VAI USAR A TÉCNICA MAIS PODEROSA DELE!!! É O ATAQUE DA ALMA NEGRA!!!
Todos eles correram sem pestanejar, porque achavam que não iria agüentar ver uma cena daquelas. Mas não poderiam fazer nada, já que o homem estava confiante pela voz, mas na expressão estava preocupado e até receoso. Um momento depois, o fluído amarelo-claro do homem apareceu e ele ficou em posição igual a do homem, só que o golpe que estava preparando era com esferas verdes. Quando terminou de concentrar o poder, berrou:
– NATURA ANIMUS!!!
– OBSCURUM ANIMUS!!! – berrou o homem.
E começou uma briga fantástica de poderes: de um lado, um disparo verde e do outro, um disparo negro.
O barbado tentava com todas as forças atacar para manter o ponto de impacto, de cor verde-escura, longe dele. Depois o homem da armadura quebrada inseriu mais força no seu poder, fazendo com que o ponto de impacto estivesse se dirigindo para o homem barbado:
– Eu não posso perder!!! Tenho que concentrar minhas forças! Por favor, preciso de mais forças!!! – e o ponto de impacto começou lentamente a voltar para o homem da armadura quebrada.
– Você perecerá! Não irá vencer!!! – riu o homem desdenhoso.
Por fim, o homem barbado levara o impacto, sendo lançado com força para trás e caindo:
– Você é um maldito! – berrou Cole – Ele nos salvou e você o mata desse jeito?! LEO IRA LEPOS!!! – e um disparo poderoso emanou da varinha de Cole. Esse disparo, de cor roxo-escura, tinha a forma de um leão correndo para o alvo, que atingiu em cheio o peitoral do homem, que foi lançado com estrepito para trás e caiu morto.
– FINALMENTE! Ô cara infeliz pra não morrer! – disse Cole.
– Bom, o cara nos ajudou muito. Devemos prestar homenagens a ele – disse Suzan, olhando para o corpo.
– Esperem! O cara está vivo ainda! Kenneth, vem cá e use seus poderes curativos! – disse Vergil de longe.
Então Kenneth se dirigiu ao homem, murmurou algumas palavras, mas não aconteceu muita coisa: a grande parte dos ferimentos físicos fora curados, mas perceberam que ele não estava se sentindo melhor.
– Vocês... Fizeram-me acreditar que o mundo pode ser melhor... Pena que não posso viver para isso... Vocês devem seguir adiante e encontrar Daniel Valentine, que guiará vocês para o próximo passo... – disse e morreu com um enorme arquejo.
Os meninos se despediram do homem e seguiram seu caminho, porque para eles, não restava mais nada ali. Seu protetor morrera tentando salvá-los e não podiam botar a vida de mais ninguém em risco. Mas tinham que derrotar todo o mal. Tinham que acabar com essas mortes. Tinham que derrotar Alucard Dorman, o causador de toda a destruição.
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