E assim se prosseguiu por 2 anos. Jane não desistiu e conseguiu aprender o jeito de usar adagas. Vergil conseguiu aprender a usar técnicas rápidas com as mãos e com os pés também. Suzan se saiu melhor com espadas, mas também estava usando arcos, conferindo uma precisão infindável. Cole aprendeu feitiços e magias poderosas. Kenneth conseguiu usar seu poder de bloqueio e aprendera a curar ferimentos. Todos conseguiram empregos e ganhavam seus salários. Também faziam serviços para aumentar sua renda. Todos estavam progredindo muito naquele mundo, mas precisavam voltar para o mundo deles:

– Caramba! Hoje faz dois anos que caímos aqui! Apesar de aprendermos muitas coisas, temos que voltar para casa – falou Vergil.

– É mesmo, mas como iremos fazer isso? – perguntou Kenneth.

– O ancião que abre os portais!!! Temos que libertá-lo – disse Claire, que também voltara a treinar no último ano, melhorando suas téltimo ano, melhorando suas tr isso?ele mundo, mas precisavam voltar para o mundo deles:

uns 100m.

cnicas com o machado.

– Mas o que iremos fazer para libertá-lo? – perguntou Jane.

– Pelo que ouvi, o ancião está na torre mais alta do castelo de Alucard Dorman, mas está totalmente fortificado. Não há rota alternativa. Teremos que nos garantir em um assalto frontal – falou Claire.

– Então temos uma chance. Pelo que vi, somos poderosos – disse Suzan.

– Mas até agora tivemos sorte de Alucard Dorman não nos pegar durante esses 2 anos, porque ele disse que só haveria escolas aqui se elas servissem a seus propósitos, ou seja, irem para o exército dele.

– Mas porque ele quer um exército maior ainda? Porque ele quer matar mais gente inocente? – perguntou Cole incrédulo.

– Pela mesma razão que qualquer homem com poder quer: mais poder. Eles são incansáveis nessa busca por cada vez mais poder – explicou Vergil.

– Deveríamos ter planejado isso antes, para não termos problemas nisso – falou Kenneth.

– Mas o tempo não se recupera, por isso temos que trabalhar mais rápido. Ou talvez deixar o tempo mais lento – brincou Vergil.

– Como é?! O que você disse?! – perguntou Suzan, estarrecida.

– Só que o tempo pode ser mais lento – disse Vergil, se divertindo com aquela situação.

– Por falar nisso, o que vocês aprenderam durante esses anos? – perguntou Kenneth do nada.

– Bom, eu aprendi magias e feitiços fortes, tanto para ataque, como para defesa – disse Cole, mostrando a varinha.

– Caramba! Tu foste ser bruxo, Cole?! Caramba! Que cara sortudo! – disse Vergil, que estava espantado como todo mundo.

– Bom, quanto a ser sortudo, eu não sei, só sei que tenho jeito pra coisa – falou Cole, se divertindo.

– Ah, eu não consegui ser uma arqueira, mas me tornei uma mestra das espadas muito boa – disse Suzan.

– Pelo jeito você deve ser boa mesmo – disse Vergil

– O que você disse? – perguntou Suzan, desconfiada.

– Nada não... – replicou Vergil depressa, mas Suzan continuou desconfiada.

– Hehehehehehe – repetiu Cole com aquela malícia inconfundível na voz – Tô sabendo viu, Vergil. Hum...

– ARG! Cala a boca Cole! Aprendi umas técnicas muito fortes e se eu fosse você, tomaria cuidado – retrucou com raiva.

– Deixa pra lá, todo mundo já sabe mesmo – repetiu Cole.

– Sabe o que? – perguntou Suzan, que também estava se irritando com aquilo tudo.

– Melhor eu ficar calado – disse Cole com aquele tom de malícia.

– É melhor mesmo!!! – replicou Vergil, ainda com raiva.

– Bom, deixemos disso, vamos voltar para o ataque que fare... – começou Claire, mas um barulho de porta partida a fez virar, como todos, para o que era a porta: 3 soldados com lanças e armaduras pesadas entraram.

– Vocês estão sendo acusados de negligência quanto a nosso líder e por conspiração. Sentença: MORTE!!! – berrou o soldado do meio para os demais.

Os soldados avançaram, mas uma coisa os impedia: Cole havia conjurado uma barreira invisível. Claire se armara com seu machado, agora de duas lâminas. Suzan pegara seu arco e já mirava uma flecha em um dos soldados. Vergil tinha ajeitado os punhos e as pernas. Jane pegara duas adagas e estava rodando-as furiosamente. Kenneth pegara a Bíblia e a estava brandindo como se fosse uma arma:

– KENNETH, DEIXA DISSO! NÃO VAI ADIANTAR! – berrou Claire.

– Espere e verá – gritou Kenneth de volta.

De repente, a Bíblia de Kenneth estava brilhando como se fosse totalmente branca. E então Kenneth falou:

– Lumem Crinis! – e uma coisa aconteceu: a Bíblia de Kenneth emanou um raio de luz muito branco, indo rapidamente contra um soldado. O soldado não teve como escapar: o raio o empurrou para muito longe:

– MUITO BOM, KENNETH!!! – gritou Suzan, mas só teve tempo de falar: não viu uma lança que estava indo de encontro ao seu coração. Jane fora rápida para atirar uma adaga e desviar a rota da lança, mas foi Suzan que meteu um soco no queixo do soldado, abrindo um buraco no teto da casa de Claire e caindo com um baque metálico fora de lá. No último soldado, Cole estava brincando com ele: ateara fogo na perna do soldado.

– Cole, deixa de palhaçada e deixa-o ir – falou Claire.

– Ahh, tava tão engraçado... – disse Cole e aplicou um feitiço que lançou o soldado para longe, batendo com estrépito na parede.

– Vamos embora! Descobriram-nos, mas pelo menos temos para onde ir! – disse Kenneth, apontando para o castelo que estava a muito longe de lá.

– Vamos! – disse Vergil, e o grupo o acompanhou – Não resta mais nada para nós aqui.

E eles andaram em direção ao castelo, passando por uma área montanhosa. E chegaram a um trecho relativamente difícil de atravessar:

– Caramba, isso é muito íngreme. Poderemos cair se tentarmos atravessar – disse Jane, olhando para baixo.

– Calma, tem um jeito, vou ver se consigo. Pontus!!! – disse Cole, mas a ponte que criara era demasiado pequena, não conseguia chegar ao outro lado do pedregulho – Magia experimental é uma porcaria! – retrucou com raiva, batendo na varinha.

– Teremos que atravessar parte do percurso pela passagem, mas devemos ser cautelosos – disse Kenneth.

– Ok! Eu vou primeiro – disse Vergil, andando com cautela, mas não conseguiu: escorregou um pé, depois o outro e começou a cair.

– CUIDADO!!! – gritaram todos ao mesmo tempo.

– ARG! Peraí! Acho que vai dar certo. Currere!!!

Não tardou e ele estava correndo rapidamente pela parede do pedregulho e chegou ao outro lado.

– Ok! Consegui! O percurso não é difícil, só precisa prestar atenção.

– E porque você caiu, seu tapado! Você é doido?! – disse Cole, irritado.

– Porque estava pensando em outra coisa, mas deixemos de papo, venham, podem passar!!!

E todos foram passando: Kenneth passara com facilidade, Suzan, Jane e Cole também, mas Claire pisou errado e começou a cair. Só não caiu mais porque fincou o machado na rocha, retardando a queda:

– Espera aí, iremos ajudar! – gritou Suzan

– Onde tem uma corda? – perguntou Kenneth.

– Deixe, eu faço uma! Repens Funis! – e cordas grudaram em Claire e a levaram para cima.

– Obrigada! Só não me façam passar por uma coisa dessas de novo! – disse Claire, ofegante.

E continuaram a andar. Passaram por uma floresta de árvores muito altas e de tronco um pouco escuro. Estava escurecendo, mas não podiam desistir assim. Andaram por uma parte da noite, mas não agüentavam mais. Pararam e acamparam num local mais escuro da floresta:

– Caramba! Que dia cansativo! E temos que pegar comida amanhã, porque eu já estou ficando com fome – disse Vergil, se jogando em um canto perto da fogueira.

– É, temos que dormir, mas antes vou deixar um feitiço para nos proteger – disse Cole, apontando para algumas árvores e dizendo: “Arbor Alacritas”. Nada aconteceu, no entanto Cole foi dormir, assim como todos.

– Boa noite vocês.

Quando nossos heróis acordaram, viram que tinha uns oito soldados desmaiados e as árvores ainda intactas:

– Caramba! O que aconteceu aqui?! – perguntou Suzan, vendo aquele genocídio.

– Lancei um feitiço nas árvores para que elas nos defendessem enquanto estivéssemos dormindo – explicou Cole, com simplicidade.

– Mas eles estão mortos? – perguntou Claire.

– Não, estão apenas inconscientes, mas alguém pode ter quebrado o pescoço – disse Cole – EU TÔ BRINCANDO!!! – retrucou depressa, pois Kenneth avançara pra cima dele.

Então eles se puseram de pé e saíram daquele local, pois os soldados já estavam acordando. Eles se dirigiram para um canto separado, perto de um rio. Pescaram sua comida e partiram em direção ao castelo. Porém no caminho:

– Cole, você aprendeu feitiços para encantar? – perguntou Vergil.

– Sim, claro. Por quê?

– Porque você poderia encantar nossas armas.

– Opa, peraí!!! Eu disse que sabia feitiços para encantar, não para colocar efeitos em armas. Apenas sei animar objetos inanimados. O feitiço para colocar efeitos em armas é muito mais complexo e eles disseram que é experimental ainda. Eu posso até tentar, mas acho muito difícil de conseguir. E não tenho certeza de que funciona com as mãos – falou Cole, surpreso e apontando para as mãos vazias de Vergil.

– Está bem, só foi uma idéia. Se não quiser eu respeito – falou Vergil – Não tem problema não, mas espera aí. Ouvi uma coisa.

Vergil acenou para que ficassem mais atrás e disse: “Navitas Offensio!”. Instantaneamente, seu punho ficou brilhando com uma luz amarela como o sol. Ele então afastou os arbustos e viu o que fez o barulho: era apenas um esquilo.

– Deixem pra lá, é só um esquilo. Não precisam se preoc... – disse baixando o punho, mas não teve tempo: o esquilo o empurrou com força, derrubando-o.

– Grrrr!!! – rosnou o esquilo, como se estivesse com raiva. Mas quando olharam de novo, viram que o esquilo estava se transformando. Instantaneamente, todos ficaram em posição de ataque. Viram que o esquilo era na verdade um homem muito alto e forte, vestido com peles de animais e armado com um porrete – Vocês são criminosos procurados pela lei e deve receber a sentença, que é a morte! – disse e avançou para os garotos. Mas Suzan se interpôs e pediu para o monstruoso homem parar. E parou:

– Deixem ele comigo! Eu luto!

– Não!!! Não faça isso, não sabemos o quanto ele é forte!!! Por favor, não faça isso! – disse Jane, desesperada.

– Não se preocupe. Eu ficarei bem – disse Suzan, tranqüilizando a amiga.

– Cuidado, Suzan! Jane tem razão, não sabemos o quanto ele é forte – disse Vergil, também preocupado com a situação.

– Ok! Não se preocupem! Vão e se protejam! – disse Suzan.

E começou a luta: o homem com o porrete a atacou, mas esta bloqueou os golpes com a espada. Ela atacou com alguns golpes, mas o homem, mesmo sendo grande, conseguiu escapar, e ainda aplicou um golpe na cabeça de Suzan, que sangrou um pouco:

– Suzan cuidado! Ele é muito rápido! – gritou Vergil de longe.

– Eu vou conseguir! Accelero Ensis!!! – cambaleando um pouco, mas ainda estava com a espada firme, e quando terminou de pronunciar as palavras, sua espada ficou com uma energia vermelha e estava muito mais rápida. Quando ela foi atacar, a espada atingiu o homem no peitoral, fazendo-o recuar e sangrar um pouco, mas este foi aplicar um golpe de porrete nela, que a atingiu na perna, fazendo-a cair.

– Hahahahahaha!!! Você perecerá! E seus amigos serão os próximos! Mortalitas Ictus!!! – disse o homem e a clava dele ficou brilhando com uma energia negra, parecendo com uma arma que estava prestes a matar. Quando Suzan se virou para ver a clava, com a cabeça e a perna doendo pela pancada, tentou bloquear com a espada, mas não adiantou: a clava iria bater nela, mas naquele instante, um raio branco foi em direção à clava e desviando de sua trajetória, lançando para longe. Quando Suzan se virou, viu que Kenneth efetuara o disparo: estava com uma expressão de raiva no rosto:

– Ninguém irá machucar meus amigos! Cole tira ela daí. Vergil, eu sei que não devia estar fazendo isso, mas você terá que matá-lo, porque senão ele irá fazer isso conosco.

– Ok Kenneth! – disse e foi em direção ao homem.

Então Cole usou uma magia para levitar Suzan até perto de Kenneth, que a curou na cabeça e na perna. Vergil foi em direção ao homem assassino, a pessoa que quase matara um de seus amigos. Estava com raiva, estava com tanta raiva que começou a sentir um tipo de energia fluir por ele. Essa energia estava sendo emanada com tanta força que estava fazendo pequenas coisas ao seu redor serem lançadas. Viu também que um tipo de fluído azul-claro estava se formando ao seu redor. E então se virou para o homem:

– Você quase mata minha amiga e disse que quer matar meus amigos. Isso eu não irei perdoar – disse Vergil, a fúria correndo por suas veias.

– Pois você irá morrer como iria morrer sua queridinha amiguinha! – falou o homem, tranqüilo.

– Então vamos! Accelero! – e o tempo começou a ficar mais lento, Vergil começou a avançar para o homem, mas este também ficara rápido como ele. Ele desviou do soco que Vergil aplicou e o socou na barriga. Vergil caiu no chão e se levantou rápido, mas não conseguia ver o homem. Sentiu vários outros socos e caiu novamente no chão. Agora o tempo voltou ao normal e seu fluído tinha sumido tão repentinamente quanto surgira. O homem estava rindo à sua frente:

– Hahahahaha! Você é rápido, mas não rápido o bastante. Você é fraco, como todos os outros – falou o homem, rindo de sua posição deplorável.

– Eu... Não... Sou... Fraco!!! – e levantou rapidamente, atacando o homem furiosamente, mas não acertava nenhum golpe. Por fim, o homem lhe dera um golpe na perna que não estava conseguindo se manter em pé.

– Hahahahaha! Você é fraco e sempre será fraco! Não consegue nem se manter em pé! Foi divertido lutar com você! Agora MORRA!!! – e pegou uma faca e atirou contra ele.

“Agora é o fim”, pensou Vergil, “Não consegui. Falhei tentando proteger uma menina que nem gosta de mim.” ”Mas eu não posso desistir assim!!!” ”Ainda tenho forças para lutar!!!” “Preciso usar meu poder oculto!” “Preciso da minha velocidade!!!”. Então uma coisa mais estranha ainda aconteceu: Vergil sentiu que o mesmo fluído estava tomando conta dele, sentiu como se estivesse revigorado. Quando se levantou, a faca que tinha atirado contra ele estava sendo bloqueada por uma outra faca. Virou-se e viu que era Jane que tinha bloqueado a faca. Quando finalmente se firmou, Vergil falou:

– Agora estou de volta. Obrigado Jane, mas essa luta é minha. Prepare-se!!! – disse e ficou em posição de ataque. Quando viu o homem, ele estava com um fluído também, só que era negro – Lupus Offensio Duo!!! – disse isso e seus punhos ficaram brilhando com uma energia azul.

– Hahahahaha! Uma técnicazinha fraca! Você irá cair do mesmo jeito, mas não irá se levantar nunca mais. E Vergil tentou acertar o homem. Errara alguns golpes, mas acertou um em cheio, que fez o homem recuar um pouco – Você não irá ganhar!!! – falou o homem novamente, confiante demais para perceber sua situação.

– Isso o que você pensa! Accelero! – e o tempo voltou a ficar lento. O homem ficou com a mesma velocidade que ele novamente, mas Vergil sabia o que fazer – Accelero Duo! – e Vergil agora ficara 4 vezes mais rápido – Isso é por tê-la machucado!!! Lupus Ira Eruptio!!! – e aconteceram muitas sucessões de golpes: primeiro, a energia que estava nos punhos de Vergil fora concentrada em sua frente. Depois, energias externas começaram a alimentar aquela esfera. Quando ela estava do tamanho de uma bola de futebol, Vergil a concentrou nas mãos novamente e a disparou, saindo um poderoso raio azul claro das suas mãos. O homem não teve como desviar, pois o tempo estava muito mais lento: atingiu em cheio em seu peito, mas não ficou só bloqueando. O raio fora tão poderoso que atravessara o homem, que caiu no chão, sem ação e sangrando bastante. Novamente o tempo voltou ao normal. Vergil estava exausto e muito ferido. Todos vieram falar com ele:

– Vergil! Isso foi incrível! Onde você aprendeu? – perguntou Cole, que estava abismado.

– Foi na aula de luta... O instrutor me disse que era sua melhor técnica... Mas eu não pensei que poderia executá-la... Esperem... Estou muito cansado... Usei energia demais... – disse Vergil, os sentidos falhando. Por fim, não agüentou e acabara por desmaiar.

– Caramba, pelo jeito a técnica é poderosa! – disse Suzan, estarrecida.

– Ele foi muito corajoso nos protegendo... Devo lhe ser grata – disse Jane.

– Eu também... Eu não consigo nem me defender sozinha – pesarou Suzan.

– Mas ele também não, precisou de nós também, como você.

– Mas ele fez muito mais coisas que eu fiz.

– Pelo menos você tentou. E não se esqueça do potencial que você tem.

– Mas uma questão: quem vai levá-lo? – perguntou Cole.

– É mesmo, não podemos deixá-lo aqui – disse Kenneth.

– Mas se não der, será que podemos acampar aqui? – perguntou Suzan.

– Pode ser, mas... ARG!!! – começou Jane, mas foi pega pelo pescoço.

– Hahahahahaha!!! Ele é fraco! Nem me derrotou! Agora MORRA MENINA!!!– disse o homem, agora empapado de sangue e com um buraco no peitoral, indo pegar novamente sua clava e aumentando o aperto.

– Não acredito!!! Você está vivo!!! MORRA DESGRAÇADO!!! – gritou Suzan – Aquila Ira Ensis!!!

O golpe dela fez a espada ficar com um brilho prateado antes de partir a cabeça ao meio do homem. O homem afrouxou o aperto e caiu no chão, agora finalmente morto.

– Finalmente... – terminou Suzan, também exausta.

– Bom, não temos escolha senão acampar aqui – disse Kenneth por fim.

– Mas, e o homem, para onde levaremos? – perguntou Claire.

– Bom, vou ver se consigo levitá-lo para longe – disse Cole – Levitas Res! – e conseguiu suspender o homem e jogá-lo no rio.

– Bom, consegui. Foi até fácil! Só não vai dar pra levar esses dois – falou Cole com aquele tom de malícia na voz e apontou para Vergil e Suzan, que caíra de cansaço e estava dormindo ao lado dele.

– Só faremos o acampamento para passar a noite – disse Jane, meio constrangida.

E eles fizeram o acampamento, embora estivesse no final da tarde. Jane foi pegar galhos para a fogueira, Cole conjurara feitiços de defesa por volta do acampamento e Kenneth foi pegar comida:

– Opa, tem uma mangueira aqui! Vou pegar umas mangas pro café da manhã e pra agora! – disse isso e subiu na árvore... Ou subiria, se estivesse subindo. Quando se virou, viu que era um morto-vivo que estava puxando sua batina. Acabou caindo no chão, mas se levantou logo. Virou-se para a aberração e disse bastante sério:

– Você é uma criatura das trevas que deve ser eliminada – disse Kenneth, ficando em posição de ataque.

– BLÂÂÂÂÂ!!! – gemeu o morto-vivo.

– Tome! – disse Kenneth que, como estava sem a Bíblia, avançou aos socos. Socou muitas vezes o morto vivo, mas este ainda continuava avançando.

– Lumem Punire! – e uma de suas mãos brilhou com uma luz branca, iluminando a noite. Quando golpeou o morto-vivo, este fora lançado para trás e, apesar de ter perdido os dois braços, continuava a avançar.

De repente, um pequeno dardo vinha em sua direção, mas Kenneth foi mais rápido: aparou com a mão. Mas não foi só esse dardo que vinha: outros muitos já estava vindo em sua direção:

– Navitas Clausus!!! – gritou, criando um escudo de energia ao seu redor, mas só durou por pouco tempo. Mais dardos do que antes agora estavam vindo e o morto-vivo também estava indo:

– Lumem Clausus!!! – gritou, criando um escudo branco e luminoso ao seu redor. Mas tornou a acontecer: o escudo durou muito pouco, apenas um pouco mais que o anterior.

– DRACO CLAUSUS!!! – berrou com todas suas forças: criou um poderoso escudo ao seu redor, muito vermelho, mas também muito luminoso. Aparou todos os dardos e o morto-vivo fora lançado para longe, batendo com estrépito e parando de avançar. Kenneth pegou algumas mangas e correu para o acampamento. Os dardos haviam parado, e o escudo de Kenneth também:

– Caramba! Você demorou hein? Tava aonde? – perguntou Cole.

– Quase que eu morro agora! Veio dardo com força pra cima de mim! A minha sorte foi porque eu sei bloquear flechas! Mas pelo menos eu peguei comida! – e mostrou as mangas para Cole.

– Valeu!

– Mas onde tá Jane? – perguntou Kenneth

– Sei não, ela não voltou ainda e tá ficando frio já.

Enquanto isso: Claire olhava ao redor do campo, procurando alguma suspeita.

– Acho que aqui não nos acharão – disse Claire, que fora vigiar o perímetro.

– Isso é o que você pensa! – falou uma voz atrás dela. Ela pôs o machado em riste e tentou ver o vulto que estava parado atrás dela.

– Quem está aí?

– Uma pergunta que eu poderia fazer para você, ou está sozinha? – disse a voz.

– O que você quer?

– Só quero saber qual seu nome?

Claire estranhou aquele tipo de pergunta, mas não disse o nome:

– Não vou dizer.

– Tem certeza?

– Absoluta.

– Se eu fosse você, facilitaria as coisas para Alucard Dorman.

– Quem?! É você?! – perguntou Claire, agora se sentindo assustada.

– Não, sou apenas um dos seus servos – disse a voz, agora se aproximando.

– Não... Saia daqui... Você não terá nada aqui... Só a morte! – disse Claire, agora golpeando o ar, mas sem acertar nada. De repente, o machado fora aparado por uma outra lâmina.

– Terei sim. Terei o prazer de acabar com você – disse a voz, agora saindo da sombra.

Claire olhou assustada: a voz era de um homem com um chapéu grande, com uma capa, brandindo uma espada de lâ com uma capa, brandindo uma espada de l com um chapcima de mim! o vermelho, mas tamb foi pegar comida:

ara l tipo u na perna, mina curva e longa.

– Você ainda não disse o que você quer e principalmente, quem é você?! – perguntou Claire, agora brandindo o machado violentamente.

– Eu só quero matá-la! – disse o homem com a espada em riste.

E começou o embate: Claire usara uma técnica de machado, mas o homem desviou facilmente. O homem deixara sua espada energizada e golpeara Claire, mas conseguiu aparar o ataque. O homem retraíra a espada e atacou novamente. Claire não conseguiu ser rápida: foi acertada na mão:

– Ai! Isso doeu! – disse Claire, enxugando com um pano a mão ensangüentada.

– Bom, agora você terá tempo para se levantar, porque eu sou piedoso. Vamos, levante! Quero ver você de pé quando eu matar você! – falou o homem, levantando o queixo de Claire com a lâmina da espada.

– Você vai ver! – vociferou Claire, a raiva correndo furiosamente pelo sangue e, mesmo com a mão sangrando, desferiu um poderoso golpe no homem, mas este conseguiu aparar o golpe.

– Não... Posso... Perder! Flamma Securis!!! – e seu machado ficou em chamas. Ela estava com tanta raiva que atirou o machado no homem. Este não teve como fugir, tendo apenas como bloquear o ataque com a espada. O golpe fora tão forte que o homem foi desarmado e lançado para longe. Então ele foi pego pelo pescoço:

– E agora? – disse Claire, a raiva pulsando nas veias – Eu só vou perguntar mais uma vez: o que você quer?!

– Eu sou apenas um humilde homem, que consegui uma oportunidade que Alucard Dorman me deu: disse que se eu prendesse ou matasse vocês, eu ganharia a liberdade e recompensa em dinheiro. Por favor, não me mate! – suplicou o homem.

– Eu não sou como você! Vá e nos deixe em paz! – disse Claire, soltando o homem, que saiu correndo às cegas, sem rumo e desaparecendo na noite.

Claire pegou seu machado, se arrumou e voltou para o acampamento.

Enquanto isso:

– Acho que está bom, vou voltar – disse Jane.

Jane estava com uma quantidade considerável de gravetos na mão e estava se dirigindo para o acampamento, quando ouviu um ruído. Largou depressa os gravetos e sacou as adagas, pronta para atacar. Mas não via nada além do que seus olhos aprimorados das aulas lhes proporcionavam. E então ouviu o ruído novamente. E agora se preparou mais ainda: usou uma técnica que energizava as adagas, chamada “Navitas Laminia”. As adagas brilharam instantaneamente com uma energia amarela, iluminando parte do seu campo visual, mas ainda não conseguia ver de onde vinha o ruído. E então um vulto passou rápido por ela, mas não conseguiu ver o que era. Quando o vulto chegou perto dela, ela viu o que era: um goblinóide, partindo para cima dela:

– SAIA DAQUI!!! – vociferou Jane, mas o goblinóide continuou avançando.

O goblinóide passou direto por Jane, que desviou facilmente. O goblin retornou, e Jane o golpeou na cabeça, mas a carapaça dura do goblin o protegeu:

– Vá embora! – disse Jane – Aqua Laminia! – e sua adaga ficou azul clara, que golpeou o goblin. O goblin foi enterrado no chão com a força do ataque:

– Bom, agora fique quieto aí... – disse e saiu, pegando os gravetos e indo para o acampamento.

De manhã, Suzan acordara e saiu da barraca. Depois se dirigiu à barraca de Jane. Quando entrou, viu que não tinha ninguém e deixara as adagas aqui:

– Mas o que...? – começou Vergil, acordando, mas foi abafado pelos gritos de Suzan.

– JANE FOI SEQÜESTRADA!!! – gritou Suzan a plenos pulmões.

– Meu Deus, mal acordo e tem gente berrando no meu pé do ouvido! – reclamou Claire, se levantando.

– O que aconteceu? – perguntou Kenneth.

– JANE FOI SEQÜESTRADA!!! – repetiu Suzan, ainda gritando muito alto.

– O que?! Temos que ir resgatá-la!!! – disse Kenneth, se levantando com se tivesse levado um choque.

– Deixe Kenneth! Eu vou! – disse Suzan, determinada.

Enquanto isso:

Jane acordou se sentindo um pouco tonta. Quando abriu os olhos, levou um susto: não estava na barraca. Estava toda amarrada em uma estaca de madeira. Tentou se soltar, mas não conseguiu, porque estava sem as adagas. Olhou para os lados, mas não conseguia distinguir onde estava. Só conseguia ver o castelo ao longe:

– Tenho que me soltar e achar os outros – disse Jane.

– Mas o que uma linda jovem está fazendo amarrada a um pedaço de madeira? – falou uma voz masculina.

– Quem está aí?! – perguntou Jane, tentando ver quem era.

– Você sabe quem eu sou.

– Não sei não.

– Tem certeza? Não está me vendo? – e de onde vinha a voz saiu um menino muito magro e alto, usando uma armadura de aço leve e uma capa marrom. Também usava uma lança bem grande e com uma ponta bem afiada.

– Alfred?! Você aqui?! Como é possível?! – perguntou Jane desnorteada.

– Eu cheguei aqui quando uma luz muito forte apareceu há 2 anos atrás. Aí eu vim parar aqui e achei um canto pra ficar. Eles me deram abrigo e me ensinaram a usar uma lança. Então eu tô atrás de um jeito de ir para casa.

– Eu sei um jeito, mas preciso sair daqui pra encontrar com o resto do povo.

– Tem mais gente aqui? – perguntou Alfred.

– Tem sim, mas me tira daqui!

– Deixa comigo! – e golpeou as cordas com a lança, cortando-as.

– Obrigada! – agradeceu Jane.

– De nada, mas onde o resto do povo tá?

– É isso que eu tô atrás de saber.

– Caramba, assim fica difícil.

– Mas eu sei que eles vão para o castelo.

– Sério? Então vamos pra lá, talvez a gente se encontre lá.

– Ok, mas eu estou sem minhas adagas. Estou sem defesa.

– Xiiiiii, assim fica difícil.

– Oi? Jane? Cadê você? – disse Suzan lá de longe.

– Suzan?! SUZAN!!! – gritou Jane de volta.

– ONDE VOCÊ TÁ?

– TÔ AQUI!!!

– EU NÃO TÔ TE VENDO.

– ESPERA!!! Alfred, pode botar sua lança pro alto pra ela ver?

– Tá certo – e botou a lança pro alto.

– SUZAN? VÊ ESSA LANÇA E SEGUE ATÉ ELA!!!

– NÃO TÔ VENDO NÃO! – respondeu Suzan

– ESPERA!!! Alfred pode tentar energizar tua lança?

– Tá ok! Navitas Telum!!! – disse Alfred, e sua lança ficou instantaneamente brilhando com uma energia amarela.

– EU ESTOU VENDO UMA COISA BRILHANDO!!! É DE ONDE VOCÊ ESTÁ? – perguntou Suzan de longe.

– É SIM!!! VEM PRA CÁ!!! – respondeu Jane de volta.

Alguns minutos depois:

– Finalmente! Onde é que você tava? – perguntou Suzan.

– Eu tava presa naquele tronco, aí Alfred me libertou – respondeu Jane.

– Entendi... Então vamos voltar pro acampamento!!! – disse Suzan, conduzindo os dois de volta.

Minutos depois:

– Amem! Finalmente! Aonde v... QUE?! ALFRED TÁ AQUI TAMBÉM?! FOI UM GENOCÍDIO ENTÃO!!! SÓ PODE TER SIDO – exclamou Cole.

– Tô sim – respondeu Alfred, sério.

– Bom quanto mais pessoas a gente levar, mais chances temos de ir para casa – disse Vergil, pensativo.

– É.

– E então como foi que você chegou aqui? – perguntou Cole.

E Alfred tornou a contar a mesma história que contou para Jane:

– Nossa, aconteceu com ele a mesma coisa que aconteceu com a gente – disse Vergil.

– É, mas vamos embora pro castelo porque não temos tempo a perder – falou Claire.

– Então vamos! – acrescentou Cole.

E nossos heróis foram andando pelo caminho, para chegar ao castelo de Alucard Dorman. Andaram pela tarde e por grande parte da noite, mas resolveram acampar, pois estavam bastante cansados:

– Bom, acho que aqui deve estar bom – disse Alfred, olhando para a área.

– Mas não tem árvores para nos defender, desse jeito ficamos vulneráveis. Foi por isso que Jane foi raptada.

– Olhem! Ali! É um canto bom! – disse Vergil, apontando para um local todo recoberto de árvores.

– É agora está bem melhor – disse Kenneth, também concordando.

Quando nossos heróis se instalaram no local, todos viram um vulto passando por trás da árvore.

– O que foi isso?! – perguntou Suzan, assustada.

– Não sei, mas parece não ser coisa boa – disse Vergil, também assustado.

– Alguém deve ir ver o que é – disse Kenneth – Então, alguém se candidata? – Seguiram-se alguns segundos de silêncio, até que Jane se prontifica.

– Eu vou! – disse determinada.

– Jane, não faz isso! Não sabemos o que é! – disse Suzan, preocupada com a amiga.

– Tudo bem, isso fez parte do meu treinamento. Para ver um vulto mesmo quando ninguém o via.

E então Jane ficou esperando o vulto passar novamente. Quando ele passou, ela o derrubou rapidamente:

– QUEM É VOCÊ?! – perguntou Jane, apontando uma das adagas para o coração do vulto.

– Ai, caramba! Cuidado aí! – falou uma voz conhecida: era Claire.

– Meu Deus, Claire! Não faz mais isso! A gente está numa missão séria! – sibilou Jane irritada.

– Está bem, não faço mais! Mas você tinha que ver as caras de vocês! Hahahahaha! Tava muito engraçado!!! – disse e se sentou na fogueira, como todos.

Então ficaram especulando por alguns momentos, até que um vulto muito grande passou por eles:

– Claire! Eu disse pra não fazer mais isso! – vociferou Jane.

– Mas não sou eu! – falou Claire, honesta.

– Então o que é? – perguntou Vergil, agora se preparando.

– Eu vou ver o que é – disse Kenneth.

Mas não precisou dele ir ver o que era, pois o vulto apareceu na frente dele: era um cavaleiro-esqueleto: ele estava usando uma espada muito grande enferrujada e estava montado num cavalo-esqueleto.

– Uma criatura das trevas! Eu luto contra ele! – disse Kenneth.

– Não! Eu faço isso! – disse Jane e todos se viraram para ela.

– Por favor, não faça isso! Deixe isso para mim! – falou Alfred, que estava preocupado, tentando demonstrar cavalheirismo.

– Não, Jane! Essa criatura é uma criatura das trevas! Minha missão é acabar com todas elas! Por favor, se afastem! – disse Kenneth, determinado.

– Tome cuidado, Kenneth! Ele está montado num cavalo e tem velocidade! – aconselhou Vergil.

– E então vamos ao combate!!! – disse Kenneth.

O combate começou: Kenneth tentara acertar o cavaleiro com um soco, mas errou o alvo. O cavaleiro não estava lutando contra ele: fora atacar Alfred.

– Saia daqui! Obscurum Telum!!! – sua lança brilhou com uma luz negra, que tentou acertar o esqueleto, mas errou o alvo: passara direto pelo largo do abdômen do esqueleto.

Quando o cavaleiro voltou, atacou Jane, que por pouco evitara ser cortada pela cabeça. Kenneth então, mirou um golpe no cavaleiro que o derrubou do cavalo, que continuou a andar desembestado.

– SUZAN! ACABA COM O CAVALO!!! – bradou Kenneth, que agora se dirigia para o cavaleiro.

– Fluctus Ensis!!! – falou Suzan. Sua espada emanou ondas de choque que desorientou o cavalo, mas este continuou a busca pelo seu cavaleiro.

– Navitas Surculus!!! – falou Vergil. Ele disparou uma esfera de energia amarela no cavalo. Acertou em cheio, mas não fez o cavalo parar de andar.

– Obscurum Efflo!!! – bradou Alfred. Ele atirou da lança uma esfera negra que explodiu no cavalo. Este retardou o passo.

– Adflicto Surculus!!! – disse Cole. Imediatamente, todo o cavalo virou apenas um amontoado de ossos.

– BOA, COLE!!! – disse Kenneth – Agora é sua vez! Lumem Punire – e seu punho brilhou com uma luz branca e atacou o cavaleiro, que iria atacá-lo. O cavaleiro foi lançado para o chão, mas se levantou e continuou sua luta. Kenneth então disse “Lumem Crinis”. Um raio se materializou da sua Bíblia e foi disparado no esqueleto. O esqueleto perdera um braço, mas continuara avançando:

– Você vai para as profundezas do inferno, criatura das trevas! – bradou Kenneth. Agora ele ficara um pouco mais iluminado. Foi ficando cada vez mais. E então surgiu um fluído marrom-claro, que fazia as folhas das árvores se mexerem com a força emanada. Kenneth então percebeu que seus poderes aumentaram:

– Agora sim! Tome! Draco Lumem!!! – e então seus punhos ficaram brilhando com uma energia vermelho-luminosa, e então Kenneth socara o esqueleto. Este, com apenas com um soco, fora lançado para longe e se desmontara no ar, caindo apenas os ossos ao chão.

– Consegui... Eu consegui... Mas isso me custou tudo... Estou exausto... – disse isso e desabou no chão, inconsciente.

– Cacetada! Kenneth conseguiu! Ele realmente é muito poderoso – disse Vergil, agradecido.

– Valeu cara! Mas ele desmaiou também! Como você – disse Cole, pensativo.

– É. Comigo também apareceu um fluído, mas era de outra cor – acrescentou ele.

– Bom. Vocês dois conseguem amplificar seus poderes quando estão prestes a serem derrotados. Acho que Kenneth deve saber mais sobre isso.

– Eu sei – disse Alfred subitamente e todos se viraram para ele – Ouvi as pessoas que me acolheram dizendo isso. Disse que “6 adolescentes, cada um com um poder oculto, que só se libertaria na hora certa, poderão acabar com a tirania de todo o mal que atua em nossa terra”. Bom, essa é a profecia do destino, que vocês certamente a ouviram. Ela dizia também que cada herói tem uma forma de aumentar o seu poder em 3 níveis. O primeiro, ao qual Kenneth e Vergil, que vocês disseram que ativou também, é um nível que esgota a pessoa rapidamente, por isso deve ser usado com cuidado. Ele só é ativado quando se está a ponto de ser derrotado ou com um tipo de emoção para cada pessoa. Mas há uma forma de ativar outros níveis de poder e controlar os que já foram ativados. Pena que eu não sei de mais coisas... – terminou pensativo.

– Então você quer dizer que o que eu fiz foi ativar um nível de poder? – perguntou Vergil.

– Isso mesmo. Mas não posso dar mais informações, porque eu não sei de mais nada.

– É. Temos que achar uma biblioteca na cidade mais próxima, para procurar informações – disse Cole, determinado.

– Pode ser, mas eu acho que só com os sábios que vocês conseguirão tais informações.

– Então vamos achá-los e libertá-los, se for necessário.

– É.

– Mas vamos dormir, estou cansado – disse Vergil. Ouviu-se um murmúrio de aprovação e todos foram dormir.

No dia seguinte, Kenneth acordou mais cedo do que todos. Levantou-se e procurou algum sinal do cavaleiro-esqueleto. Nada dele havia sido encontrado. Momentos depois, Vergil levantou:

– Bom dia, Kenneth.

– Bom dia, Vergil.

– Acordasse há quanto tempo? – perguntou Vergil.

– Há uns 5 minutos. Mas e agora, para onde vamos? – falou Kenneth.

– Por enquanto vamos ter que nos desviar da rota um pouco, porque vamos ter que procurar informações.

– Informações de que?

– No caminho eu lhe falo.

E enquanto que todos acordaram, Vergil foi explicando a história para Kenneth, que entendeu e tentou acrescentar algumas coisas:

– Bom, os níveis de poder são muito poderosos. O 1º nível é o mais básico, já que dobra os poderes. O 2º aumenta por volta de 5 vezes as habilidades. Já o 3º nível é desconhecido. Não se sabe quanto amplifica os poderes, mas pelo jeito é muito poderoso. Nenhum ser humano conseguiu ativa-lo até hoje.

– É. Temos que saber mais informações. Alguém consegue ver se tem uma cidade ali na frente? – perguntou Vergil, apertando os olhos para ver se enxergava.

– Não consigo ver não – disse Cole, também tentando aprimorar a visão.

– Espera! Acho que é uma cidade – disse Suzan, que estava atrás do grupo, mas dizia com firmeza.

– Tem certeza? – falou Alfred, desconfiado.

– Quase que absoluta.

– É uma cidade mesmo! Agora eu estou vendo! – disse Vergil, confiante.

– Bom, se você diz, quem sou eu pra discordar? – falou Alfred, com uma leve malícia na voz.

Vergil, mesmo desconfiado, continuou andando. Não tardou e eles chegaram a uma cidade com casa feitas de pedra. Havia muitos muros altos, e várias edificações com detalhes rebuscados:

– Bom, só precisamos achar a biblioteca – falou Suzan.

– É só alguém ir pra cidade e procura-la – disse Vergil.

– Deixem que eu vou. Vou ver se consigo me transformar em outra pessoa – disse Cole e apontando a varinha para si mesmo disse – Mutatio Ego!

Houve um lampejo vermelho e depois que a fumaça baixou, viram que Cole se transformara: viram que Cole se transformou em um homem alto e magro. Ainda usava óculos e as roupas de bruxo, que se adaptaram a ele, mas sua voz também mudara.

– Bom, agora eu vou até a biblioteca e buscar alguns livros.

– Ok! Esperaremos você aqui! – disse Claire.

E os nossos heróis fizeram um acampamento provisório nas margens da cidade e esperaram por longos 30 minutos, até Cole retornar:

– Bom! Isso foi o que consegui trazer!!! – disse ele, ofegante e carregando por volta de uns 10 livros.

– Você demorou hein? – disse Kenneth.

– Foi mal, mas pelo menos eu trouxe! – disse Cole, despejando os livros no chão.

E cada um pegara um livro para procurar informações. Por volta de 20 minutos, Suzan disse:

– Ei! Teu uma coisa aqui! – dizendo isso, todos juntaram as cabeças ao redor dela para ouvir – Vejam: “O primeiro nível de energia é atingido quando se está num estado de quase morte.” “Mas para atingir esse nível sem estar nesse estado, é necessário que se fale com um mestre especializado”.

– Eu disse isso! – disse Kenneth, irritado.

– Mas deixando isso de lado, como vamos achar um mestre especializado para nos ensinar a chegar a esse nível? – disse Jane, pensativa.

– Ei!!! – disse uma voz por trás dos meninos. Imediatamente todos se armaram – Quem está aí? – perguntou Cole, com a varinha em riste.