Notas iniciais
Review me faz feliz e te faz feliz =D
HUSAUHASUHSA

O sol ainda estava forte e claro pelo céu de Cair Parável enquanto os irmãos Pervensie andavam pelo local das ruínas, não entendiam o que houve, só sabiam que ali era onde deviam ficar e encontrar alguma resposta, alguma coisa que esclarecesse as respostas, mas nunca vinha nada, pensavam mais, mas não adiantava, precisavam de um apoio. Lúcia pensava em todos aqueles que eles devem ter perdido e falou a Suzana:

-O que aconteceu aqui?

-Não sei Lú, mas tenho certeza que iremos descobrir.

-Pessoal! Vem aqui! – Gritou Edmundo de algum lugar

Lú, Suzana e Pedro foram até o local onde Ed estava.

-O que foi? – Pedro

-Me ajude a empurrar esta pedra... – Edmundo tentando fazer o mesmo, Pedro foi ajudá-lo.

Por de trás da pedra havia uma entrada, uma espécie de túnel.

Pedro foi arrancando um pedaço de sua camiseta perguntando:

-Alguém tem fósforo?

Edmundo abriu sua bolsa escolar dizendo:

-Não, mas tenho isto... – O mesmo tirando uma lanterna de sua bolsa.

-Podia ter falado vinte segundos atrás! – Pedro com um sorriso, fazendo todos também ficarem com um no rosto.

Iluminaram o tal túnel, não estava limpo, claro, o que tinha mais era pó e teias de aranha.

-Ang! Que nojo! – Suzana

-Pelo menos não são canibais... – Edmundo

Todos olharam para ele assustados deixando claro um “Tem certeza?”.

Um barulho surgiu atrás deles... E sem querer a lanterna de Ed apagou. Suzana e Lúcia começaram a gritar, Edmundo estava batendo na lanterna e Pedro tapando os ouvidos.

-Parem! Vamos nos concentrar e pararmos de agir como idiotas! – Edmundo, as garotas pararam de gritar, mas era medo demais, então, olharam para trás para ver se a porta do túnel ainda estava aberta, mas, não estava então voltaram a gritar.

-Pedro faz elas pararem! – Ed

-Eu? Foi você que quebrou a lanterna não eu, se vira! – Pedro

Tudo estava literalmente escuro, não dava para ver se quer uma mão em frente a sua cara. Até isso Pedro não agüentava mais...

-Lú, Susana! Parem! Vamos seguir em frente e tentar achar outra saída está bem? – O mesmo

As meninas pararam de gritar, em fim, sabiam que ia dar tudo certo.

-Podia ter feito isso 5 minutos atrás! — Edmundo

Seguiram um “caminho” cada um de mãos dadas para o outro para não se perderem, palpitavam o chão todas às vezes para ver se tinha algo na frente.

-Caminho livre.. Podemos passar.... – Edmundo, mas estava errado, tinha um pequeno deslize, como estavam em espécie de corrente, todos eles caíram para baixo do barranco.

Quando chegaram lá em baixo, não eles não estavam mortos :p. Palpitaram seus próprios membros para ver se “estavam mesmo” lá. Uma luz iluminou, mas eles não ligaram, caíram na risada, era engraçado passar o tempo juntos de novo.

Lúcia foi a primeira a perceber que o local tinha ficado mais claro.

-Pessoal, é impressão minha ou o lugar ficou claro? – Lú

Todos olharam um para o outro, ou seja, se eles olharam eles sabiam onde eles estavam :p. Mesmo assim acharam estranho, Pedro foi o primeiro a se levantar e andar mais um pouco, queria ver da onde vinha a claridade, quem sabe não era uma saída, Lúcia e Suzana o seguiram, Edmundo verificou sua cintura para ver se a lanterna estava lá, mas não achou, olhou para baixo e a viu, desesperado a pegou e disse:

-Nunca mais suma!

-Ed, vem logo ou prefere ficar falando com sua lanterna? – Lúcia

Chegaram então, á um grande portão de ferro, Ed e Pedro o empurraram, deram de frente a sala de 4 estátuas, estátuas que os faziam lembrar, pela primeira vez, de algo mais. Eram eles, os 4 reis de Nárnia, em gesso e mármore, ali eles podiam ver seu passado-futuro.

Cada um se aproximou de sua estátua, examinaram seus rostos, e viram que abaixo das estátuas havia baús. Os abriram, e lá estava toda a memória deles, seus pertences. Lúcia pegou um vestido e disse:

-Eu era tão alta.

-Não é por que você era mais velha. – Susana ensinando à pequena Lú.

Susana ainda mexia em seu baú.

-O que houve? – Lú

-Minha trompa, devo ter deixado na cela quando voltamos para casa. – Respondeu Suzana.

Pedro achou o que procurava: sua espada, a bela e sutil espada que ele sentia falta de empunhá-la. Olhou a antiga escritura forjada na mesma e disse em voz alta:

-O inverno dominará...

E Lúcia continuou...

-E em sua juba a primavera voltará.

Todos olharam para os lados, acabaram de lembrar de Aslam.

-Será que ele está bem? – Suzana

-Não sei, mas ele sabe se cuidar. – Pedro

-Sim, mas e todos aqueles nossos amigos, os castores, o Sr. Tumnus, as árvores... Eles... Estão bem? -Lúcia

-Vamos descobrir, prometo Lú. – Edmundo

Os irmãos não tinham escolha, deveriam saber o porquê estavam ali. Então tiraram as roupas molhadas e colocaram seus trajes de “casa” agora, Nárnia e durante um tempo. Tentaram achar uma saída e, encontraram atrás da estátua de Pedro havia um buraco.

-Pessoal, por aqui... –O grande rei apontando para a passagem

Então, os outros seguiram pegando suas armas, não sabiam o que encontrariam lá fora. Andaram pela praia e viram um pequeno barco á frente deles.

-EI! Por aqui! – Edmundo atrás de uma pedra, e os outros o seguiram, podiam ouvir...

-Ele está me encarando! – Um Guerreiro Telmarino

-Não, não está, continue remando! – O outro que empunhava uma besta

Haviam dois Telmarinos e a “coisa” de que estavam falando era impossível ver.

-Quem será? – Lúcia

-Acho que aqui está bom... – O Telmarino da besta pegando um anão do barco.

-Talvez um anão? – Edmundo sendo irônico.

Pedro e Suzana fizeram um barulho com a boca para eles calarem as suas.

-O que foi? Foi só uma brincadeira! –Ed

Os Telmarinos se levantaram, mas Susana não agüentava ver aquilo, se levantou, apontou seu arco e flecha e atirou no barco.

-Soltem-no! – Ordenou a gentil

Os outros três saíram do esconderijo e se opuseram em posição de ataque.

-Malditas crianças! – Babulciou o anão, afinal, sua boca estava amordaçada, e suas mãos presas em cordas.

E então os Telmarinos jogaram o anão na lagoa. Pedro e Edmundo pularam para salvá-lo, enquanto Susana atingia os Telmarinos com a flecha. Edmundo nadou até o barco quando já não havia Telmarinos e começou a puxá-lo pela corda, a mesma que ficava a âncora. Pedro chegou á margem, com o anão e Ed com o barco, os irmãos fizeram uma roda em volta do anão, Lú se agachou a cortou a corda que prendia sua mão e logo a mordaça, o homenzinho se levantou e Lúcia perguntou:

-Por que eles tentaram te matar?

-São Telmarinos é isso que eles fazem! – O anão sendo grosseiro

-Telmarinos? – Edmundo-Em Nárnia?

-Ora, parece que ficaram longe por anos! – O anão

-É uma longa história... –Lúcia

Pedro pegou sua espada da bainha e começou a acariciá-la. O anão reconheceu...

-Não... Só podem estar de brincadeira, vocês são os reis e rainhas do passado? Pareciam mais velhos.

-Nossa, que consideração! –Susana

-Não pode ser...

-Quer provas? – Pedro

-Não acredito que poderiam dá-las! –O anão com um sorriso

Pedro pegou sua espada e a apontou para o anão.

-Rapaz, tem certeza que quer fazer isso?

-Eu não vou fazer... –Pedro entregou a espada a Edmundo –Ele vai...

Ed pegou a espada, seu irmão começara a confiar nele. Edmundo se posicionou em ataque.

-Tem certeza?

Edmundo sorriu sarcástico.

-Está bem. – O velho (e pequeno) homem.

O anão atacou de direita, Edmundo defendeu, e em todas as tentativas que o anão tinha de fazer o garoto cair, não conseguia, o rei Justo defendia todas e o jogava longe. Em uma destas tentativas, o anão já estava cansado, Ed percebeu e bateu com força na espada, a fazendo voar para o lado deixando o anão indefeso; Rei Justo apontou a espada esperando outro ataque mas a reação do anão foi outra:

-Uau... –ele pasmo

Edmundo entregou a espada para Pedro.

-Vocês são mesmo os reis e rainhas do passado.

-Por que duvidava?- Lúcia

-Ora, vocês nos deixaram há milhares de anos e...

-Quantos anos exatamente? – Susana

-1300 anos.

Os irmãos se encararam. Era isto o que aconteceria se deixassem Nárnia, era o motivo das ruínas.

-Pode nos levar até o Castelo de Aslam? – Pedro querendo mudar de assunto

-Claro. – O anão com aspecto suspeito. –Além disto, meu nome é Trumpkin.

Trumpkin olhou para os lados, estavam numa ilha.

-Então é verdade, Cair Parável realmente virou uma ilha. –o anão

-Pode ou não pode nos levar ao castelo de Aslam? – Insistia Pedro

-Mais é claro! Como estamos nesta maldita ilha teremos que pegar o barco e seguir.

-Ótimo... – Edmundo desanimado, sabia que isto levaria tempo.

Como os remos eram grandes demais para o anão remar, Pedro tomou conta deste fardo. Estavam quase perto da costa quando atravessavam uma brecha grande, mas mesmo assim não deixava de ser pequena (isto não fez sentido, mas tudo bem). Lúcia olhava para as árvores ao redor esperançosa de que alguma falasse com ela.

-O que houve com as árvores? – Perguntou a Rainha Destemida

-Não se sabe, faz 80 anos que elas não falam, devem ter se fechado entre os troncos, dormindo. Apenas Aslam vai poder trazê-las de volta, Creio eu.

-Isto é terrível, em um ano que passamos longe aconteceu isto tudo. – Edmundo

-Acho que é isto que acontece se paramos de pensar em Nárnia. – Susana

-Espero que o futuro rei de Nárnia acabe com isto.

-Quem? — Edmundo

-Príncipe Caspian.

Continuaram navegando, se avistava a Costa ao longe, e os outros não esperavam saber sobre este tal de Caspian.