A Procura do Destino

6 As Três Faces da Aventura


Caspian havia dado uma parada exausto, olhou para Stone e disse:

-Amigo, isto é só o começo...

Resolveu dar mais uma volta antes de sair da floresta. A mesma estava vazia, como se os animais e mestiços tivessem sumido, mas por fim encontrou Artórios, um centauro, velho, sábio, pele negra e olhos negros.

-Aonde vai jovem Caspian? –Perguntou o mestiço

-Tenho de partir. –Respondeu com um tom firme

-Sim, percebo, mas para onde?

-Não sei ainda. Mas me... Diga o que houve com todos?

-Foram para o Monte de Aslam.

-Monte de Aslam, onde fica isto?

-Perto.

-Pode me explicar melhor? –Caspian com cara de conclusão

-Ahn me desculpe, estou artodoado. Eles fugiram pelo medo de Miraz.

-Miraz, ou seja, meu tio. – o jovem querendo saber a verdade, afinal, queria saber se Artórios sabia da situação.

Artórios ficou derrotado, não sabia o que falar, Caspian era esperto.

-Vocês sabiam então... –Caspian calmo, mas mesmo assim com raiva, desde o início sabiam de tudo e nunca contaram para ele, sempre fingiam não saber de nada.

-Meu jovem... Era para te proteger.

-Claro mesma coisa que Vladmir me disse.

-Á esta altura, já devia considerá-lo seu pai. Mas bem, creio que estão te esperando no Monte de Aslam...

-O Quê? Por quê?

-Querem que lidere o exército contra os Telmarinos, afinal, não podem ir á guerra sem um líder... –Assim que Artórios terminou a fala, Narnianos saíam de trás das árvores. Caspian compreendeu que Artórios mentira á respeito dos outros terem ido ao Monte de Aslam, pois queria que o jovem ficasse seguro no mesmo assim fazendo os Narnianos ficarem de defesa. Mas Caspian havia feito Artórios abrir a boca para falar a VERDADE. Realmente, o jovem deveria liderar o exército.

-Mesmo com este apoio, devemos ficar aqui, depois de amanhã partiremos. –Caspian

-Por quê? –Um anão sendo muito mal-educado

-Apenas obedeça, ele é o futuro Rei de Nárnia. –Artórios

-Sim, sim, obedeçam ao Rei. –uma voz fina parecia que vinha do chão

Caspian olhou para o chão, segurou o riso, afinal era um rato, um rato falante, com uma pena presa ao redor da orelha, para enfeite e uma espada.

-Ora, um rato. –Caspian

-Que falta de imaginação vocês humanos!

-Ripchip! –Artórios-Me perdoe Majestade, mas o nobre rato não gosta de ser chamado pela raça.

-Compreendo.

-Minhas sinceras desculpas. –Ripchip com vergonha

-Tudo bem nobre Rip, vamos nos preocupar agora com a guerra.

Todos concordaram, e ficaram ali, conversando, e ganhando tempo para discutirem tudo o que vão fazer.

Delayne cavalgava no pátio de Telmar, ainda que seu pensamento estivesse longe, em Nárnia. Era de seu desejo não poder lutar contra os Narnianos e principalmente contra Pedro, cujo mesmo ela sonhava em conhecer, sabia que era impossível, afinal estão de lados opostos.

-Destro, como será o reino além de Telmar? –A bela jovem ao cavalo.

Quando pequena ganhara Destro, que era apenas um potrinho, e ela uma garotinha de 2 anos. Desde então o cavalo foi treinado em Telmar para ser o melhor, e se habilitar á todo o tipo de estação, situação, Layne não entendia que ele não aprendera a entendê-la, mas pelo menos ele a escutava, o que era bom para ela.

Tinha uma pagem que se chamava Danielle, ruiva, 15 anos, e muito simpática, era filha da pagem da Rainha Jade. Mas tinha medo de quando Layne abria a boca para falar de Nárnia, afinal, Miraz havia proibido de todos os Telmarinos ao falarem de Nárnia, mas nunca soubera de que Ortiz ensinava coisas para a jovem sobre o belo país e suas criaturas.

-Princesa Delayne...? –Danielle que vinha correndo ao pátio procurá-la.

-O que houve Dani? –Layne sem paciência, nunca pudera ficar sozinha, tanto que visitava Ortiz secretamente.

-Saiu sem me avisar, isto é um tremendo erro sabia?

OK, Danielle ás vezes agia como uma mulher adulta.

-Calma, apenas saí com Destro.

-Sim, tenho notícias...

Delayne queria saber, claro, afinal, nunca havia novidade em Telmar. Desceu de Destro entregou as rédeas á um dos súditos e se dirigiu á Danielle.

-O que houve? –Layne

-Descobriram a existência de Narnianos.

-O Quê? –Gritou Layne todos no pátio olharam para ela. –Desculpe. –Cochichou a moça vermelha. –Continue...

-Os guerreiros foram á floresta de Gramado da Dança, e encontraram um anão.

-O que ele fez? Ele ainda está aqui? Foi preso? Ele está bem?

-Me deixe terminar?

-Ok, mas continue logo...

-Trouxeram ele para o palácio, Rei Miraz ordenou que dois guerreiros levassem ele para o Grande Rio, e depois o jogasse no mesmo.

Delayne ficou de boca aberta, realmente ela abriu a boca chocada, afinal, seu pai era um tirano.

-O anão está vivo?

-Não se sabe, um dos guerreiros voltou vivo e diz que viu o espírito dos quatro reis do passado.

-O quê? –a princesa triste, sua esperança de conhecer não apenas Pedro mais os outros irmãos haviam acabado, afinal, se fantasmas é por que a pessoa morreu. -Como assim?

-Ora, o fantasma dos reis.

-Preciso... De água. –Layne saindo correndo, nunca acreditara em fantasmas, e nunca pensava acreditar deste modo.

Entrou nos portões do castelo rapidamente, inclusive deixando sua mãe falar sozinha, a mesma perguntara onde estava. A princesa subiu as escadas de seu quarto e se deixou cair na cama, não triste mais desapontada, não chorava, mas pensara agora se foram seus ancestrais que fizeram isto com os reis. Pegou o livro ao que havia figuras, abriu-o e começou a ler. Era bom saber mais sobre Nárnia mesmo com a impressão de que as esperanças da mesma haviam acabado ela esperava um dia unir Nárnia e Telmar.

Os irmãos chegaram á costa, pelos arredores de Gramado da Dança. Enquanto Pedro e Trumpkin colocavam o barco na metade da costa para não ir embora sozinho, Lúcia andava para ver se reconhecia o local, encontrou um urso, começou á se aproximar dizendo:

-Olá nobre urso... Pode nos dizer onde Aslam está?

Mas infelizmente a reação do urso não foi à esperada, o urso foi correndo para cima dela, Lúcia correu, Susana apontou a flecha, mas não teve coragem de atirar. Lú caiu exausta, mas quando o urso ia atacar uma flecha o atingira, olharam para trás e quem atirara, havia sido Trumpkin, o urso caíra morto do lado de Lúcia, que correu até Pedro e o abraçou com medo.

-Por que fez isto? –Pedro estressado

-Ele iria matá-la se dependesse de sua irmã! –Trumpkin indo até o urso, verificando se estava morto.

-Não queria matá-lo! –Susana

-Por que ele me atacou?

-Muitos destes animais não falam mais e voltaram á agir com seu instinto animal, afinal, não falam á muito tempo. – Trumpkin seguindo pela floresta.

-Mal educado. –Edmundo

Então os irmãos Pervensie seguiram o anão mal-humorado. Pela primeira tentativa de ir para outro lugar, os 5 chegavam á um barranco, abaixo havia a continuação do riacho, do outro lado, outro barranco e era extremamente alto.

-Tem como descer? –Pedro ao anão

-Tem... Caindo. –Trumpkin

Pedro ignorou junto com Susana que soltou um olhar de reprovação ao pequeno homem. Lúcia olhava fixadamente para o outro lado.

-Aslam! –Gritou a menina

Todos olharam para o lugar.

-Aonde? Não vejo... –Susana

-Ali! –Ela se virando, mas quando olhou de volta, não havia nada. –Bem ali. –Lú triste

-Onde? –Pedro

-Ele queira que o seguíssemos.

-Eu acredito. –Edmundo

-O quê? – Pedro e Susana

-Da última vez que não acreditei em Lúcia cometi o maior erro da minha vida.

Pedro olhou para Lúcia, ainda não acreditava.

-Desculpe Lú. –Ele, em seguida dando as costas descendo o barranco, seguido por Susana, Trumpkin, Edmundo e logo depois Lúcia, de cabeça baixa.

Levaram um tempo para chegar ao lugar aonde a Destemida viu o leão, mas por fim...

-Era aqui que ele devia estar. –Lúcia triste

-Viu? Não há nada. –Pedro

-Mas eu vi, não mentiria sobre... –Lúcia não terminou a fala, pois abriu um vão no solo, ela caíra nele e viu um caminho á frente, poderia ser um atalho para chegarem ao Castelo de Aslam, agora apelidado de Monte de Aslam. –Isto.

Todos desceram se dirigiram até lá em baixo tinha um vão que dava ao riacho, de novo.

-Alguém lembra como era o mapa? –Pedro

-Não. –Susana e Lúcia

-Ótimo, por isto que digo que mulheres não guardam mapas. –Edmundo

-É por que temos coisas mais importantes com o que se preocupar! –Lúcia

-Claro, como o quê? Meninos? –Pedro

-Não, idiota. –Susana

-Devíamos ter soltado logo o NCA. -Lúcia

-O que é NCA? – Edmundo

-Nosso Caro Amiguinho. –As duas meninas assim começando a rir.

Chegaram á uma gruta, e até isto, o anão estava comandando.

-Ótimo fim da linha. –Pedro com raiva olhando para o anão-Onde estamos?

-Não sei, achei que você sabia. –Trumpkin

-Então está certo, você é que está errado.

-Parem! – Lúcia

-Vamos descansar e nada de brigas Ok? –Susana

Andaram mais um pouco, faltava menos de 2 horas para o anoitecer, chegaram á uma pequena relva com gramas baixas, ascenderam uma fogueira, precisavam economizar as poucas pilhas da lanterna de Edmundo. Comeram peixes, afinal, Edmundo era um ótimo pescador. Depois dormiram.

Lúcia logo acordara, todos estavam dormindo, escutava barulhos de patas.

-Aslam...

Ela se levantou, pensou em chamar Susana, mas a Gentil deveria estar cansada demais. Lúcia sorriu, subiu no monte aonde pensava ter visto Aslam, as árvores começaram a se mexer, criaram uma espécie de túnel, e lá no final, com uma luz reluzente do sol, estava o próprio Aslam.

-ASLAM! – Lúcia indo correndo abraçá-lo

O leão riu.

-Tentei avisar os outros, mas eles não acreditaram em mim.

-Receio que Pedro e Susana têm uma cabeça dura.

Lúcia e o grande Leão começaram a rir.

-Mas, antes tenho que lhe dizer Lúcia, tudo o que conhece está prestes a mudar. –Aslam assim fazendo Lúcia acordar, a menina percebeu que era um sonho.

Começou a escutar os barulhos de patas, olhou para os lados, seus irmãos estavam dormindo, resolveu seguir o caminho do sonho. Mas antes de subir o monte, uma mão lhe cobrira a boca, era Pedro fazendo um movimento para ela ficar calada. A menina viu então que não era Aslam mais um centauro. Pedro saiu do costado desembainhando a espada, mas quando foi atacar outra espada aparecera, ele defendeu e logo foi defendendo de vários ataques, o inimigo esquivou de um que fez com que a espada do Magnífico ficar presa no tronco de uma árvore, Pedro deu um soco no oponente, fazendo sua espada cair e o mesmo o chutou para o chão, o outro tentava tirar a espada do Grande Rei do tronco, Pedro pegou uma pedra do chão e quando foi bater na cabeça do inimigo...

-Pedro, não! –Lúcia que aparecera

Rei Magnífico olhou para os lados, a floresta estava cheia de Narnianos.

-Príncipe Caspian? –Pedro surpreso

-Sim, e quem é você? – O jovem, pois era mesmo Caspian

Agora, aparecera Susana, Edmundo e Trumpkin.

-Pedro! – Susana

-Grande rei Pedro? –Caspian com a mesma reação

-Sim, creio que me chamou... –Pedro olhando para a cintura de Caspian, a trompa que Vlad dará á ele era de Susana.

-Então isto pertence á você. – O futuro rei tirando a trompa da cinta.

-Não, á mim! – Susana pegando da mão dele.

-Nunca pensei serem tão novos... –Caspian olhando para Susana, afinal, a beleza havia herdado da família.

-Bem, então podemos voltar daqui á 1300 anos... –Pedro dando ás costas para se “retirar”

-Não, apareceram bem na hora em que precisamos. – Caspian arrancando a espada de Pedro do tronco e entregando á ele.

Mesmo assim, Pedro não ira com a cara de Caspian, ele achava que o mesmo “roubara” o trono de Nárnia, mas não era verdade, era dele, afinal, depois de 1300 anos MUITA coisa muda.