A Procura do Destino
15 Adeus?
Notas iniciais
Na manhã do dia seguinte, pelas ruas de Telmar passavam montados em cavalos e com roupas reais, os Pervensie e agora os reis Caspian e Delayne. O povo celebrava jogando pétalas sobre suas cabeças e na rua, toda Telmar sorridente, sabiam que agora, viveriam uma vida sem maiores impostos e escravidão.
Aquela noite, Caspian X e Princesa Delayne foram coroados pelos próprios reis do passado. Havia um grande banquete, devo dizer que Danielle, a pagem da Rainha Delayne ficou muito, mais muito mesmo feliz de encontrá-la, e ficou feliz também, de conhecer Edmundo (cujo ela ficava vermelha como pimenta ao vê-lo). A moça estava pegando uma bandeja, pesada.
-Oh, deixa que cuido disto para você. – Disse Edmundo tomando-lhe a bandeja.
-Obrigada. – Ela tentando ser “mandona”, mas não deixou de ter um som doce em sua voz.
Edmundo levou a bandeja á grande mesa, onde aviam muitas pessoas, afastou a cadeira ao seu lado para Danielle se sentar.
-Obrigada... – a moça com um tom leve se sentando na cadeira.
E, claro, agora depois de tudo, Caspian e Susana estavam mais próximos, conversando aqui e acolá, mas ninguém sabia o que era.
Um pouco menos de uma hora depois, todos estavam sorrindo e conversando, menos Delayne, que perdeu sua felicidade ao olhar para Pedro, o mesmo olhou para ela, quando ela estava com o olhar baixo e triste. O Grande estava com um sorriso, mas o perdeu quando a moça rejeitou a festa. Ela se levantou da mesa e foi para a sacada.
-Com licença... – O Magnífico se levantando da mesa seguindo a moça.
Quando chegou lá, viu ela olhando para baixo, com lágrimas nos olhos.
-O que houve? – Pedro preocupado.
-Nada... – Layne limpando as lágrimas
-Pode me dizer... É por causa do seu pai?
-Não, ou melhor, também.
-Pode me falar?
-Não sei, acho que não está a fim de escutar essa Rainha chata falando não é? Tem uma festa lá dentro, vá aproveitar, logo terá de ir embora mesmo...
Pedro percebeu Delayne não queria que nem ele e nem seus irmãos fossem embora, gosta da presença deles, mas para ela, a que mais a marcou foi a de Pedro.
-Delayne, eu...
-Não, vai eu vou ficar bem... –Ela fingindo um sorriso
-Não, não vai.
-Pedro... – Respondeu ela com voz de resposta, mas ainda com tom triste
-Sabe tanto quanto eu... que a amo.
A moça entrou em choque, ele sabia de seu sentimento, mas ela nem imaginava que ele sentia o mesmo. Ela o encarou.
-Você o que?
-Nem eu sei o que tenho feito desde que te conheci e... Compreendo que vai sofrer quando eu partir tanto quanto eu.
-Claro... Tem feito coisas imbecís como se sacrificar por mim...
-E...! Por Nárnia.
A princesa sorriu.
-Vou sentir sua falta. Desse jeito cabeça-dura. –Disse a moça
-Olha quem fala! –Pedro retribuindo o sorriso.
O Magnífico começou a se aproximar da então rainha, assim que ele ia beijá-la a mesma virou o rosto depois dizendo:
-Pedro...
O mesmo se afastou, meio envergonhado.
-Se fizesse isto sentiria ainda mais saudades de você. – Layne tentando diminuir a “vergonha”.
Caspian apareceu na porta da sacada.
-Delayne...? –Então, percebeu um “clima”- Espero não estar interrompendo nada.
-Não... –Responderam os dois ao mesmo tempo.
-Ah.. Tá, venham, vamos fazer um brinde...
-Já vamos...– Pedro
Caspian se retirou.
-Promete que vai voltar? – Delayne
-Prometo. – Pedro a abraçando, a rainha retribuiu.
Depois os dois entraram e se sentaram em seus lugares. O brinde foi para a coroação e ao grande Leão Aslam, que ainda estava lá.
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