No dia seguinte, despacharam-se mensageiros por todo o país, com a comunicação aos Telmarinos dispersos, sem esquecer os que estavam presos em Beruna. Foi-lhes anunciado que Caspian era agora o rei e Delayne a segunda dama e que, a partir daquele momento, Nárnia pertencia não só aos humanos como aos animais falantes, aos anões, às dríades, aos faunos e todas as outras criaturas. Quem quisesse aceitar as novas condições poderia ficar; para aqueles que não estivessem satisfeitos, Aslam arranjaria outro país. Os interessados em mudar-se, deveriam apresentar-se a Aslam e aos reis dali à uma hora, ao meio dia em ponto, ao lado da grande árvore que se localizava no pátio principal de Telmar.

O horário chegou, e lá ao lado da árvore só estavam (dos Pervensie) Lúcia e Edmundo, e nem Aslam havia aparecido; havia mais umas criaturas e mais algumas pessoas importantes como, por exemplo, Ortiz, Delayne e Danielle. E, fazendo uma roda em torno dos mesmos, estava o povo de Telmar curiosos com o que iria acontecer.

-Onde estão Susana e Pedro? –Sussurrou Caspian aos irmãos.

-Estão com Aslam no pátio central... –Sussurrou de volta Edmundo

-Obrigado. –Caspian dando de costas, a multidão abriu espaço para o Rei passar.

-Ele está bem? –Perguntou Lúcia à Delayne

-Caspian? Não sei, nem ao menos eu sei o que vai acontecer hoje, então deve ser por isto. –Respondeu a Dama

Lúcia seguiu com os olhos os passos de Caspian, cujo mesmo estava longe. Bem perto do pátio.