A Procura do Destino

9 A Volta do mal - 2


Em Telmar, Miraz estava louco procurando sua filha no pátio de treinamento, ela tinha esgrima daqui á uma hora.

-Aonde esta menina se meteu? – ele a si mesmo

Miraz quase batera de frente a Nathaniel, pois o mesmo estava á sua frente.

-Ora! Olhe por onde anda estrupício! – Miraz

-Meu senhor, tenho péssimas notícias. – Disse calmamente Nathaniel

Miraz olhou para os lados, havia guerreiros treinando olhando para eles.

-Melhor irmos á um lugar onde não tenha pessoas para escutar. – Miraz empurrando o guerreiro para dentro do castelo.

-O que quer? – O rei mal-humorado

-Senhor... Os Narnianos levaram sua filha. – Mentiu Nathaniel.(idiota)

Miraz apoiou-se na parede palpitando seu peito. Morreu internamente de raiva.

-Suspeitávamos que ela estivesse tendo um romance com o Grande rei Pedro.

-O QUE? – gritou Miraz

-Sim senhor.

-Junte suas tropas Capitão! Quero que sigam o rastro dos Narnianos, quero que todos estejam amanhã á frente do esconderijo deles. Recuperarei minha filha nem que morra por isto, mas ela pagará por ter se apaixonado por um daqueles– Disse Miraz dando passos fortes e raivosos.

-Sim, My Lord. – Concordou Nathaniel, que ao dar-se de costas soltou um grande sorriso.

Na manhã do dia seguinte, um fauno que estava de vigia avistou o acampamento de guerreiros na floresta, foi avisar os Pervensie e todos os outros. Subiram á torre de vigia e perceberam que havia todos os guerreiros de Telmar reunidos em um acampamento.

“Delayne” pensou Pedro

-Senhor...? – Artórios aparecendo lá na torre. Pedro se virou para ele. – Tem algo que precisamos lhe mostrar.

O grande rei, Caspian, Edmundo e Lúcia desceram, Susana e alguns outros ficaram lá. Assim que os 4 desceram, dois centauros vieram com uma pessoa encapuzada um pegando em cada braço fortemente da pessoa.

-Encontramos este espião na floresta senhor, se escondendo dos Telmarinos e de nós. – um centauro

Pedro abaixou o capuz do “intruso”, deu um passo para trás chocado, era Delayne.

-Pedro? Você está bem? – Edmundo

-Es...Tou.

-O que devemos fazer com ela? – o outro centauro

-Ela está ferida! Não podem fazê-la escrava! – Lúcia indo até ela

-Lú tem razão, prendá-la no calabouço... Irei interrogá-la.

-PEDRO! – A pequena Lúcia triste, seu irmão era realmente cabeça-dura.

Os centauros levaram a princesa. Lúcia seguiu-os, mas Pedro fez um movimento para ela ficar, a Destemida fez uma cara de desgosto, mas concordou. Susana desceu do forte e veio falar com Lúcia.

-O que houve? – A gentil

-Encontraram uma moça na floresta.

-Jura? Telmarina?

-Não sei, mas só deve ser. Apesar de que o centauro disse que ela estava se escondendo deles e de nós.

-Estranho...

-Deve estar do nosso lado.

-Ou só está querendo se infiltrar e facilitar o ataque dos Telmarinos.

-Su! Como você é má!

-Estou sendo realista.

-Ou querendo bancar a esperta... — Lúcia sorrindo á ela, e logo recebera cócegas de sua irmã.

Já haviam colocado a jovem princesa no calabouço, era bem arejado e claro, tinha umas pequenas janelas. Pedro e dois centauros entraram, mas o rei fez um movimento para eles saírem, e obedeceram.

-Vai me matar agora? – Delayne

-Se você permitir...

Layne virou o rosto tentando ignorá-lo.

-Eles me querem de volta. – a princesa depois de um longo silêncio

-Por quê? Você fugiu?

Delayne fez que sim com a cabeça.

-Como uma princesa foge do seu próprio reino? – Pedro querendo ser durão

-Sabe, acho que deve saber como é! Você e seus irmãos deixaram Nárnia querendo ou não, pois não tinham escolha! E eu também não tinha!

-Foi por causa do ataque?

-NÃO! Quer saber... Você nunca vai entender! – A princesa se sentando em um banco feito de pedra com lágrimas nos olhos.

-Espera... – Pedro se lembrou de Ortiz, a passagem secreta, os livros, e como a princesa o conhecia. – Você... Está do nosso lado?

A princesa o encarou com seus belos olhos e disse com tom de resposta:

-O que você acha?

-Nossa... – Pedro, que logo se sentou do lado dela. – E agora querem...

-Me matar... É... Fazer o quê!

-Como sabia de Nárnia?

-Ortiz me contava as histórias todos os dias... Me interessava pelos animais mágicos se quer saber! – A princesa sorrindo, não ia contar de seu “afeto”

-Claro... – Pedro retribuindo o sorriso

-E agora? É melhor me render e deixar Nathaniel me matar... – Layne se levantando

-Não... Não... É melhor você ficar aqui... – Pedro também se levantando preocupado.

-Aqui? – Layne se referindo ao calabouço

-Não... Claro que não. – Pedro com um sorriso

Os centauros abriram a porta, era Lúcia.

-Lú.. Eu falei para...

-Esperar lá fora, eu sei, mas quero conhecê-la! – A destemida imitando o irmão

-Ahn... Delayne esta é Lúcia, minha irmã. — Pedro

-Prazer! – Layne

-O prazer é meu! -Lúcia fazendo uma carinha: ^^

-Ahn... Lú, já que está aqui, cuide dela enquanto reúno os capitães, está bem?

-Sim, claro, eu e Susana cuidaremos muito bem de você! – A Destemida puxando a princesa para fora do calabouço.

-É elas serão grandes amigas. – Pedro á si mesmo.