A Princesa Do Pirata
5 Capítulo 5 - Londres. Conhecendo O Inimigo
Notas iniciais
Muiiiito obrigada meninas, vocês não sabem como eu e a parceira Erika agradecemos por isso!
Vocês são a causa de estamos aqui até agora! Muiiito obrigada, de verdade!
Espero que gostem e boa leitura ^^
Capitulo-05- Londres. Conhecendo O Inimigo
Capitão Cullen
Assuntos inadiáveis me aguardavam na velha Londres. Então convenci a minha teimosa princesa a vestir as roupas puídas, e uma capa que já tivera seus tempos de gloria por cima dos trapos. Disfarce... Era o que precisávamos... Já devidamente camuflados, estávamos a caminho de uma hospedagem chamada: Meyer. Iríamos ao encontro de Jasper. O mesmo me daria noticias sobre a Sicilia. Sobre o rei, mais precisamente. Minha princesa não sabia disso. E preferia assim. Sorri ao lembrar-me da felicidade que Isabella não conteve ao saber que estávamos em terra firme. Em Londres. Seus lindos olhos brilharam de excitação por conhecer a cidade e me preocupei ao ver seu sorriso espontâneo. Isso não era bom sinal. Ela iria aprontar alguma.
Caminhávamos incógnitas pela população Londrina efeito causado pelo nosso disfarce, obviamente. As pessoas não notavam a presença de pessoas mal vestidas. Segurava a cintura fina de minha princesa com medo de perda de vista ou da mesma tentar fugir. Eu não duvidava que tentasse isso. Ela é imprevisível.
– Por quanto tempo ainda vai me obrigar a andar pirata? — Perguntou irritada.
–Não muito, já estamos próximos de chegar ao nosso destino.
– Quanto próximo? –voltou a perguntar.
–Vamos atravessar essa rua e passar pela esquina da mesma.
–O que você vai fazer lá. No caso nos dois...
–Preciso de informações. Disse apenas.
–Informações?
–Sim.
–Sobre...
–Seu pai minha princesa, quero saber quanto o rei esta oferecendo por minha cabeça. — Reponde matreiro.
–Céus! E você diz isso de forma tão... Displicente! Como se fosse uma honraria ter a cabeça a prêmio!
–Não deixa de ser... – fui sincero.
–Louco!
–Sim louco. Louco por uma donzela ranzinza que está colada ao meu corpo nesse exato instante.
Calou-se ficando rubra. Ri. Atravessamos a rua movimentada em silêncio. O mesmo durou até a nossa chegada à hospedagem. Adentramos a mesma que se encontrava praticamente as moscas.
–O que querem? — A voz entediada de um homem penetrou meus ouvidos. Olhei em direção ao velho balcão. Um senhor já de idade avançada era o dono da pergunta e provavelmente da espelunca também. Não responde. Limitei-me a percorrer meus olhos pelo recinto. Havia dois homens dividindo a mesma mesa enquanto faziam uma refeição. Outro na mesa do centro bebericando uma caneca de vinho. Outro na mesa nas afastada segurando um copo de conhaque nas mãos. Essa era a bebida favorita de Jasper. O reconhece por esse detalhe já que o mesmo trajava os mesmos maltrapilhos que nós. Conduzi minha princesa por entre as mesas vagas parando em frente à mesa do Whitlock que notando a nossa presença ergueu a cabeça dizendo matreiro:
–Bom vê-lo gozando de boa saúde meu capitão.
–Também é bom revê-lo Jasper. — Responde puxando a cadeira do canto para que minha princesa se acomodasse e ficasse longe de olhares curiosos. Acomodei-me ao seu lado em seguida. -Jasper, minha princesa, minha princesa, Jasper. — Os apresentei rapidamente.
–Como tem passado princesa. — Perguntou educadamente Jasper. Arquei a sobrancelha em sua direção. Que porra era essa agora? Educado?
–Já estive melhor Jasper... – respondeu irônica. Sorri.
–Gostei dela. — Disse Jasper rindo. — Bem... Acho que deve estar bastante curioso pra saber das novidades meu capitão, pela pressa que mandou chamar-me. Tenho quase certeza que estava ansioso pra saber quanto sua cabeça esta valendo.
–Com toda certeza! Agora Whitlock! Desembucha! — Mandei.
–Capitão... O senhor vale uma considerável fortuna! Fique até tentado em dedura-lhe! – lancei-lhe um olhar duvidoso. O mesmo tratou de afirmar — Juro meu capitão! Sorte sua que sou seu amigo fiel. Tenho muito orgulho de ser amigo de alguém tão malquisto pelo rei!
Gargalhei escutando o resmungar baixo de minha princesa:
–Esses foras da lei são completamente loucos! — Ela tinha razão. Mas a nossa loucura era por aventura. Por emoções fortes! Ou por mulheres bonitas como minha indomável princesa... Sorri torto.
–Algo mais que deva me preocupar? — Perguntei enquanto retinha uma jovem que acabava de passar por nossa mesa após servir a mesa do centro. Sendo cortês pedi:
– Traga-me uma caneca do seu melhor vinho e água fresca. — A jovem sorriu confirmando meu pedido. Senti minha princesa se mexer ao meu lado. Parecia incomodada.
Whitlock informou após a jovem se afastar:
–Sim, não só o rei Charlie está em seu encalço meu capitão, como um duque chamado: Black. Jacob Black. O mesmo montou uma tripulação e esta o caçando pelos sete mares. – Minha princesa arfou ao escutar o nome citado por Jasper. Seu desconforto era evidente por mais que tentasse ocultar com sua fachada de indiferença. Seu deslize fora percebido. Ela conhecia esse homem. Pensei enciumado, mas da onde?
–Sei... — Responde algo vago ainda perdido em minhas suspeitas. -Jacob Black. — tornei a repetir o nome apenas com o intuito de confirmar sua reação negativa. E bingo! Por Netuno! Ela me escondia algo, mas eu arrancaria o famigerado segredo da boquinha rosada assim que possível.
–Correto meu capitão.
A jovem se aproximou com meu pedido servindo a água a minha princesa rapidamente, ao servir-me o vinho demorou-se um pouco mais sorrindo e encarando-me de forma convidativa. Sorri de canto. Porém meu sorriso morreu ao escutar a voz brava de minha princesa:
– Já cumpriu com sua função serviçal, retire-se!
Olhei para minha princesa vendo-a fuzilar a moça com ódio. Diante da grosseria de minha pequena a moça saiu apressada. Indaguei confuso:
– O que diabos deu em você mulher? Porque tratou a pobre moça de forma tão hostil?
–Pobre moça? Não escutei isso! Céus! Eis cego? Não viu que a mulherzinha o devora com olhos vulgares? Pelo seu comportamento inapropriado ela deve ser uma meretriz isso sim! Moça! Avá! — Disse com raiva. Espera. Deixa-me entender ela ficou com ciúmes porque a moça olhou-me de forma mais... Insistente? Não! Não podia ser verdade! Seria bom demais! Minha princesa estava com ciúmes de mim! Rá!
–Estou mesmo presenciando uma cena de ciúmes minha princesa? — Provoquei sorrindo torto.
– O que? Eu com ciúmes de um... Um fora da lei como você?
–Sim. Ciúmes! De mim!
– Mas... Nunca! Nunquinha! Oras! Deixe de ser pretensioso seu mal feitor de uma figa!
–Gostei realmente dela! — Repetiu um sorridente Jasper.
– Não precisa sentir-se ameaçada minha princesa, só tenho olhos para você minha linda.
–Céus! Poupe-me de seus galanteios baratos seu bastardo!
Gargalhei. Tentando controlar meu ataque de riso disse:
–Fica adorável com ciúmes minha princesa! Prometo que mais tarde mostrarei que não tem motivos para senti-lo.
– Respeite-me seu... Seu patife de meia tigela!
– Não querendo interromper o interlúdio amoroso de ambos, mas já o fazendo. Capitão, se eu fosse o senhor ficaria com as barbas de molho. Sua princesa é um imã para problemas, e digo mais, e dos grandes!
–Ei! Olha como fala de minha pessoa! — Exclamou minha princesa com o dedo em riste. Jasper apenas deu de ombros. Ri.
–Eu sei bem disso meu amigo, mais fazer o que se gosto de mulheres difíceis e birrentas e de uma boa briga.
Rimos com vontade enquanto minha princesa girava os olhos pra em seguida fazer um bico.
Já estava escuro quando nos despedirmos do Whitlock. O mesmo continuaria em terra firme por um pouco mais de tempo. Precisava saber tudo do tal Duque Black. Estávamos a caminho do porto clandestino onde o Sol da meia noite estava escondido. Caminhava com minha princesa sem presa, aproveitando a linda vista da cidade. Porém uma movimentação na entrada de uma taverna me fez ficar em alerta. Cinco homens saíram da mesma em pavoroso. Quatro trajavam roupas da guarda real de Silicia. O quinto era um homem moreno e estava trajado com roupas luxuosas. Ele com certeza era o superior em exercício. Estanquei. Minha princesa olhava para o outro lado da rua e estranhou minha súbita parada. Olhou na mesma direção a que meus olhos estavam fixos e arfou alto estremecendo em seguida. Tudo bem que era algo para se preocupar, mas não para uma reação da qual minha princesa teve. Ela parecia perdida em lembranças e seu rosto apresentava medo. Olhava para o homem com roupas distintas fixamente. Ela parecia reconhecê-lo.
–Quem é Isabella? — Perguntei, porém ela não me respondeu. Voltei a insisti, mas dessa vez a pergunta apenas era uma afirmação de minha suspeita:
– É o crápula que a machucou? Estava tão presa na figura que apenas concordou com um leve acenar de cabeça. Miserável!
–Vou mata-lo! –vociferei colérico.
–Não... Ele... É... Perigoso... Tire-me daqui apenas... Por favor...! Diante de seu pedido. E de sua voz apavorada adiei meu desejo de vingança. Já resoluto de minha decisão de me afastar com minha princesa um dos homens olhou em nossa direção. Logo em seguida o mesmo alertou o próximo apontando para nos dois. Os dois homens começaram a correr em nossa direção. Merda!
–Vamos! Agora!
Disse com raiva, pois odiava ter que fugir! Não era de meu feitio correr e esconder-me de uma luta. Mas nas atuais circunstâncias só o bem estar de minha princesa é o que importava. Rapidamente entrei na rua mais próxima olhando ao redor e por cima de varias pessoas em busca de um esconderijo. Foi quando percebe uma construção abandonada logo à frente. Sem demora arrastei minha princesa para a mesma nos escondendo sob uma larga viga deixada ereta. Protegi minha princesa com meu corpo. Isabella tremia e ao escutar a voz de seu carrasco gritaria de horror e medo, porém fui rápido e a silenciei tapando sua boca com minha mão. Ela arfava observando a sombra do canalha visível a onde estávamos. Seu coração estava acelerado. A sombra se tornou ainda mais forte denotando ainda mais a aproximação do miserável. Coloquei minha mão livre em cima de minha espada, pronto para tudo. Quando escutamos:
–Sir. Eles fugiram...
–Mas como isso é possível?
–Não sei Sir.!
–Incompetente! Vamos! Vasculhe o outro lado da cidade. Eles não podem estar tão longe assim! Rápido!
–Sim Sir.
Sua sombra sumiu. Assim como sua voz asquerosa silenciou. Suspirei exasperado. Queria ter confrontado aquele verme e ensinado ao pulha uma boa lição. Mas o mesmo não perdia por esperar. Liberei a sua boca puxando minha princesa ainda mais para o meu peito. Ouvi um soluço baixo. Ela estava chorando.
–Shi... Está tudo bem... Eu não vou permitir que ele lhe faça mais mal algum. — A abracei com ternura sentindo seu corpo ainda tremulo. — Calma minha pequena... — Segurei seu lindo rosto com delicadeza. Beijei os olhos vermelhos e os lábios trêmulos com carinho
– Está tudo bem... Você está segura meu amor...
Após acalentar minha princesa. Assegurei-me que não avisa mais sinal do biltre nas proximidades. Caminho livre, voltamos a bordo do sol da meia noite. Já em meus aposentos depois que fiz minha princesa dormir, velava seu sono com um só pensamento martelando em minha mente:
Iria trucidar Jacob Black...
“Desvairado, tonto e rabugento, contudo meigo, para ter teu alento”
Pablo Gabriel Ribeiro Danielli
Princesa Bella
Era como se meu coração fosse sair pela boca. Senti o medo açoitar o meu corpo quando vi o Duque Black. O que ele ainda queria comigo? Era o que eu me perguntava. Como um homem poderia querer uma mulher simplesmente para machuca-la e tortura-la? Porque era exatamente isso que o duque queria, ver a minha dor. É claro que eu pude contar com o pirata insolente, tinha certeza que ele jamais deixaria que Black fizesse algo contra mim. Estranhamente o pirata me transmitia uma segurança que há tempos não sentia. Uma segurança sem sentido se fosse levar em conta o seu jeito de viver. Suspirei chorosa me agarrando mais ao corpo do capitão, enquanto ele me levava em seu colo direto para o seu quarto, onde me depositou em sua cama.
– Acho melhor dormi minha princesa – falou docemente, enquanto tirava meus sapatos e vestes. Pela primeira vez não me retrair por ele estar tirando minhas roupas, pois eu sabia que não havia malicia em sua ação. Depois de terminar de me despi, embrulhou-me em algumas cobertas.
Encaramos-nos por um tempo e eu me deliciei com seus lindos e grandes olhos azuis. Eu não sabia o que estava havendo comigo, o porquê de eu ainda não tê-lo mandando sair do quarto, mas me parecia que se eu o mandasse embora, a sensação de segurança iria com ele. Funguei mais uma vez antes dele se pronunciar.
– Sei que não aceitará, mas deitar-me-ei ao seu lado, minha princesa. – avisou antes de deitasse ao meu lado. Não transmitir resistência quando ele puxou-me para seu corpo, colocando um braço ao redor de minha cintura, e pegando minha mão com a sua, entrelaçando os dedos. Suspirei colocando a cabeça em seu peito. Eu só queria que aquele dia acabasse. Senti seus lábios em meu cabelo e logo depois ouvi a sua voz, nada mais que um sussurro. – Durma meu amor.
E como se meu corpo obedecesse as suas ordens, deixe-me levar em um sono profundo.
“Tentava chorar baixinho, agachada em um canto do quarto, mas era praticamente impossível meu choro não sair alto, a dor que eu sentia era demasiadamente grande, impedindo-me de fazer silêncio. Duque Black encontrava-se sentado no outro lado do quarto, com a camisa aberta e bebendo um pouco de conhaque. Ao ver o seu peito nu, tentei cobrir-me com o resto de pano que ainda restava em meu corpo. Duque, havia-me “castigado” por tentar novamente contar ao meu pai o que ele fazia comigo e também por ter me recusado a deitar-me com ele. Chorei mais ao lembrar-me de suas mãos passando pelo meu corpo contra a minha vontade. O que me confortava era que ele jamais havia consumado o tal ato.
– PARE DE CHORAR! – gritou exasperado se levantando e jogando o copo de vidro na parede. Encolhi-me mais de medo. O vi se aproximar de mim, lentamente, como uma cobra pronta para dar o bote em sua presa. – Para uma princesa você chora demais sabia?
– Apenas... – funguei – Deixe-me ir. – e voltei a chorar desesperadamente.
– Para ir correndo atrás de seu pai contar-lhe tudo que aconteceu aqui? – riu sarcástico antes de puxar-me pelos cabelos, obrigando-me a levantar e lhe encarar – Mais é muito burra mesmo. Vosso pai jamais acreditaria em você. Tu és apenas uma filha inútil que ele estar louco para se livrar... – e puxou meu cabelo com mais força, fazendo-me gemer de dor. O que senti logo em seguida foram seus lábios em meu pescoço, o lambendo. – Uma filha, muito deliciosa tenho que acrescentar.
–Por favor... – implorei inutilmente, chorando mais. – AAAHHH! – gritei quando ele puxou-me pelo cabelo, me arrastando pelo quarto, até jogar-me na cama novamente. Não, não, de novo não. Pensei em desespero.
– Mostrar-te-ei o que acontece com as pessoas que não obedecem as minhas ordens – foi a ultima coisa que eu ouvir antes de sentir a força de seu cinto em minhas costas.
– AAAAAAHHHHH! – gritei de dor contra o travesseiro enquanto ele batia-me com mais e mais força. Enquanto chorava de dor, eu rezava para que alguém entrasse nesse quarto e o fizesse parar, mas eu sabia que ninguém entraria ninguém teria coragem de enfrentar o grandioso e destemido Duque Black, nem o meu próprio pai teve coragem.
Eu ouvia o som do cinto em contato com a minha pele e logo em seguida sentia dor insuportável tomar meu corpo todo. Eu queria ter força para, para-lo, manda-lo embora, mas, todas as minhas forças haviam sido consumidas pela dor que ornamentava meu corpo. Foi quando ele de repente parou. Pensei que ele me deixaria aqui, sangrando como das outras vezes, mas não, logo o ouvi sussurrando em meu ouvido.
– Agora lhe mostrarei quem é o seu homem princesa – e então apertou minhas costas com força, bem em cima de onde ele havia me batido.
– NÃO! – gritei de dor...”
E então finalmente acordei.
“Anjo meu...
Tuas mãos, asas.
Teu hálito, o vento.
Tua vida, meu alento...”
Francismar Prestes Leal
Notas finais
O nosso Piratão todo romântico, wooooooon! *u* amooo ele kkkkkk
Espero que tenham gostado, foi mal a demora, mas eu e minha amada parceira estávamos sem tempo kkkkk
Comentem e recomendem mores! Ficamos tão happys com a presença de vocês ^^
Mil beijos e várias mordidinhas no pescoço...
P.
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