Capitulo 1 (Convite)

—É ela—Disse com convicção.

—Certeza meu príncipe? Pergunta Tobias, um pouco decepcionado com a escolha.

—Sim, é ela—Diz o príncipe de Seun, colocando de volta o capuz no rosto, cobrindo para não ser reconhecido—Dê o convite.

—Sim meu príncipe—Tobias gira os calcanhares em direção ao poço.

A mão do príncipe o faz parar, Tobias olho pro lado antes de olhar pro seu mestre, temendo terem sido descobertos.

—Algo de errado? Pergunta o servo.

—Não diga nada a ela, nenhuma palavra sobre o plano.

—Tudo bem.

Tobias deixa o príncipe junto com os cavalos e caminha até o poço, de todas as garotas possíveis do reino Seun ele escolho aquela, não que seja feia, de maneira nenhuma aquela garota de cabelos vermelhos era feia, mais havia tantas candidatas que fariam o príncipe-herdeiro querer para si. Tobias não entendia a rixa dos primos e nem como aquela ruiva iria ajudar seu mestre, uma simples do ferreiro, suja e sem educação, há uma lista enorme que Tobias poderia citar de todas filhas de nobres lindas, delicadas e educadas, essas sim chamariam a atenção do príncipe-herdeiro e não ela.

—Senhorita, uma carta—Diz Tobias.

Genevive para de pegar água e olha o magrelo com uma carta em mãos, reconhece o símbolo gravado na carta, dois leões e duas lanças cruzadas.

—É do castelo? Pergunta sem acreditar.

—Sim, Por favor pegue—Insiste mostrando a carta para ela pegar.

—Entregou a pessoa errada, paspalhão.

Tobias bufa.

—Paspalhão?

Genevive concorda com a cabeça.

—É um convite real—Diz ela.

Agora a vendo de perto, Tobias pode reconhecer uma certa beleza de olhos pretos e uma boca chamativa, mesmo com toda aquela sujeira no rosto de tanto trabalhar com o pai.

—E? Diz ainda hipnotizado com aquela boca.

—Me diga...paspalhão... o que a realeza queria comigo, se for pra fazer mais espadas, não teriam mandado uma carta, certo, paspalhão?

E a hipnose acaba, como uma boca de jovem pode sair tanto insulto?

Pensa Tobias arrancado um pelo da sobrancelha.

—Pega—Ordena ele, parando de se judiar.

Genevive pega a carta.

O sol já se foi, dando lugar a um céu estrelado, pela janela do primeiro andar, Genevive o admira, segura a carta apertando no peito e reler o conteúdo em sua memória.

“Minha cara.

Quando o céu amarelar-se estará uma carruagem a sua espera, no baile um minuto antes da meia noite vá até o jardim, Tobias o servo que lhe entregou a carta ajudará a seguir seu caminho e com a lua e as estrelas como minha testemunha dar-te-ei o que é mais sagrado, o meu amor.

P.H”

Genevive sorrir com as palavras de Tobias.

‘Um servo tolo, querendo lhe impressionar, por isso essa carta, não é da realeza, é só um servo querendo impressionar a filha do ferreiro’

—Tolo—Fala pra si.

Genevive lembra da história que sua mãe contava de como conheceu o seu pai, o ajudante de ferreiro se fingia ser o dono. Genevive não gostava de mentiras mais ao ver a paixão nos olhos da mãe, ela queria um amor assim, como a dos seu pais. A carta foi guardada debaixo colchão de palha e a filha do ferreiro foi dormir, desejando sonhar com o tolo bobo.

Tobias suava, o suor chegava na ponta do narigão, tentava se acalmar.

—Eu sou a mãe dele, fale o que vocês dois faziam no mercado hoje.

Os olhos azuis que pareciam com os do príncipe Ethan, intimidava Tobias, e ele a conhecia mais o que os outros que a descreviam como gentil, sempre sorrindo e acendo para o povo, nunca mostrando o seu verdadeiro eu, por baixo dos cabelos loiros, olhos azuis e sorrisos gentis, Tobias sabia que era uma manipuladora.

—Diga—Fala a viúva do príncipe Henrique.

—Não posso, majestade, se o mestre souber...pergunte a ele, afinal ele é seu filho—Fala Tobias.

—Você sabe que ele não me contará, lembra da festa de outono Tobias...atrás da cocheira...você e o filho do nobre Corcelis?

Tobias a olha.

Os fios da sobrancelhas são tirados enquanto a o plano do príncipe Henrique é falado.