A Princesa
2 O Baile
—Você é conselheiro-mor, o príncipe-herdeiro tem que casar—Aconselhava a viúva do príncipe Henrique—O povo precisa acreditar na realeza.
No corredor leste do castelo, Gabriel o conselheiro-mor, bufava.
—O povo precisa de remédios e comida e não de um casamento—Diz Gabriel—Depois da guerra de Motogoy, estamos indo de mal a pior, e com o temperamento no príncipe-herdeiro duvido que algum pai em sã consciência daria sua filha pra casar... só filha do Conde Fernando mais infelizmente Esperança não se decidiu...o que aquela garotinha sabe sobre o amor...é uma honrar o rei pensar nela como futura nora, como ela ousar não ter decido.
— Conselheiro-mor, não sabes do coração do sucessor de Seun?
Diz sorrindo, riso de Elizabete era estonteante.
—O que sabes?
—Nesse mundo que vivemos, nenhuma informação é de graça.
—O que queres?
—Sua lealdade.
—Eu sou leal, minha cara, sou leal ao povo de Seun, sou leal aquele que segura a coroa.
—Belas palavras, quem ouve realmente se encanta, mais palavras são como a areia, quando não há ventos permanecem em seus lugares, mais basta um sopro e elas se vão dando lugar as outras.
—Aprendeu muito com o falecido, príncipe Henrique.
Elizabete curva a cabeça, mostrando respeito ao falecido marido.
—Não tenho interesse de ir contra a coroa, como disse sou leal.
—Sabe o que mais ele me ensinou? Como usar os segredos que ele tanto colecionou, os guardando, esperando a hora certa...prevejo uma ventania conselheiro-mor, uma ventania.
—O que quer, cobra?
—Aconselhe o rei, o príncipe-herdeiro deve casar, com a mulher que ele escolheu.
—Não me faça rir, sabe de quem ele gosta, afinal o seu filho também está na briga para o coração da filha do Conde, a Esmeralda.
—Hoje, quando o relógio bater as dozes badaladas ele estará com a futura rainha de Seun.
—Não entendo o seu jogo, quer ajudar a futura rainha, esse não é seu sonho? O seu é tornar Ethan o sucessor.
—Meu sonho é que Seun, floresça.
O assento vinho da carruagem era algo mais confortável que Genevive já usou, as lindas decorações douradas no interior, deixava seu vestido que herdou do casamento da mãe, um lixo, vestido creme com flores de tons claros envolta da cintura feitos pela sua avó, com os cabelos semi-presos em uma trança a deixava a garota mais linda da aldeia, mais enquanto a carruagem seguia para frente do castelo, olhando pela janela Genevive não se sentia a mais bonita, comparando com os vestidos rodados de alta costura, ela parecia mais uma empregada do que uma convidada.
—Força! Genevive, o seu tolo bobo está sua espera—Disse para si.
Do outro lado do salão, Genevive faz sinal com a mão pra chamar atenção de Tobias, que a olha e dá um sorriso amarelo e vira a cara. Todos a olhava e cochichava, não entediam o que aquela garota estava fazendo ali, já tinha visto dois soldados querendo expulsá-la, mais ela mostrava a carta e eles recuavam, Tobias não queria estar associada a ela.
—O príncipe-herdeiro—Avisou o cantista, todos os olhares direcionaram para o topo das escadas, com trajes pretos, o príncipe-herdeiro com seus olhos azuis escuro, encarava a multidão a procura por Esperança, mais não a viu, dá um sorriso amigável para cobrir sua frustação, passa a mão de leve o cabelos pretos, tirando da testa e desce as escadas enquanto um grupo de músicos toca o hino de Seun.
—O Rei Luiz V—Continuou o cantista.
O rei Luiz V desce as escadas com sua filha, a princesa Melinda mãe do príncipe-herdeiro, com seus cabelos pretos batendo na cintura, a deslumbrante mulher sorrir para os convidados.
A realeza senta na mesa real e a música volta a tocar, numa melodia animada para ocasião.
—Eu vou sair—Avisa Brandon, o príncipe-herdeiro a mãe.
—O rei quer que fique aqui—Fala ela.
—Deixe, a coisas que homens tem que fazer sozinhos... entendeu? Pergunta o Rei dando uma grande gargalhada, Brandon o olha confuso.
—Do que ele está falando? Pergunta Melinda ao filho.
—Não sei—Diz—Talvez esteja caducando—Fala num sussurro.
—Eu ouvir—Avisa o rei—Só vou deixar passar por que hoje é um grande dia, pra você.
—Pra min?
—Vá logo, rapaz.
Brando atravessa o salão, esbarrando em alguns casais que não percebia a presença do príncipe-herdeiro.
Ao chegar no jardim viu sombras de pessoas, perto das estátuas.
—Só deve ser ela—Resmunga se aproximando das sombras—Tobias é claro, o servo leal de Ethan.
Tobias conversava tentando se livrar dela, aquela hora não era pra ele estar com Genevive.
—Ei—Grita Brandon tendo atenção das sombras, Tobias e a mulher que não era a sua Esmeralda, com os cabelos vermelhos, esmeralda é loira e essa acompanhante de Tobias tinhas olhos escuros e sem graça, os de Esmeraldas era um tom azul que fazia inveja ao céu.
—Meu príncipe—Tobias Reverencia Brandon e Genevive o imita.
—Quem é essa?
—Ela? Pergunta apontando para Genevive.
—Sim, seu retardado.
—Eu sou Genevive Bim—Fala a ruiva, Tobias manda um sinal para ela com os olhos, mais ela não compreende.
—Se curva—Diz entre os dentes.
—Ohh—Fala curvando para Brando que ignora o gesto.
—O que estão fazendo aqui? Pelas roupas não é nenhuma nobre.
Brando põe a mão no queixo e anda em volta de Genevive analisando suas roupas e postura.
—Sabe que aqui não é um área pra gente como ela—Fala colocando o dedo no meio da testa de Genevive.
—Ei—Grita Genevive espantando o dedo do príncipe-herdeiro com a mão.
—Está louca? Vocifera Brandon—Sabe quem eu sou?
—E você está louco? Pergunta Genevive—Sabe também que eu sou.
Tobias se distancia da dupla deixando os dois sozinhos no jardim, já estava na hora do plano acontecer.
—Eu sou Brando Montagoy, futuro rei de Seun—Fala novamente colocando o dedo no meio da testa de Genevive
—Ahh esse garoto—Genevive dá um tapa na mão o mais forte que pode—Como num mundo pode existir uma pessoas assim?
—Garoto? Fala dando passos pra frente, fazendo Genevive recuar passos até bater sua costa na estátua
—SIM—Diz ela, se esquivando mais a mão dele encosta na perna da estátua a impedindo.
—Garoto? Repete colocando a outra mão na estátua, deixando ela sem saída.
Genevive não tem escolha a não ser olhar ele, os olhos azuis a encarava com raiva.
—SÓ PORQUE É FUTURO REI, DEVE ENCOSTAR SUA MÃO...EM MIM...COM QUE DIREITO, GAROTO?
Genevive coloca seu dedo magro na testa do Brando.
A distância entre eles é pouca, podem sentir a respiração um do outro.
Genevive se arrende de ter colocado o dedo na testa, os olhos azuis estão muito irritados e aquela aproximação a incomoda, o calor da pele dele a incomodava.
Genevive engole seco e sua mão desliza para baixo com cautela, afinal ele é o prínipe-herdeiro e que diabos ela está pensado ao gritar com ele.
“Pede desculpa, Genevive”
Pensa.
Sua mão toca de leve a ponta do nariz.
—Eu..hum eu— Tenta falar, mais sente um frio na barriga, os cabelos pretos batendo na testa dele, e aqueles olhos.
“Ele é lindo”
Pensa.
—O que está acontecendo? Pergunta Melinda.
Brando se afasta de Genevive quando percebe a comitiva, formada pelo rei, a princesa Melissa e os conselheiros.
—Majestade—Fala Genevive curvando-se.
—Bom não sei quem é essa dama, mais se o príncipe a tem no coração, quem somos nós para recursar—Diz o conselheiro Gabriel—O reino precisa de uma princesa—Diz rindo para os resto do conselho que rir com ele.
—O que disse? Pergunta Melinda—O que eles estão falando, príncipe-herdeiro?
As cortinas do salão são abertas, todos convidados se dirige ao jardim.
—Então é verdade? Pergunta Elizabete—É essa é a garota que roubou o coração do nosso príncipe-herdeiro?
Os convidados aplaudem sem deixar que Brandon possa responder a qualquer pergunta.
—Não sou ela—Fala Genevive—Eu só sou a filha do...
—Está recusando o amor do futuro rei? Pergunta Elizabete interrompendo.
—Não é isso, eu não estou recusando...
—Aceitasse o pedido do meu neto? Pergunta o Rei
—Pedido? Fala Brandon.
—É claro que aceitou—Diz O conselheiro—Venha senhorita.
—Há um grande mal entendido—Fala Melinda.
—Que mal entendido, cunhada? Já está na hora do príncipe-herdeiro casar e conceder um herdeiro, é o dever de um futuro rei, não existe mal entendidos quando se trata do que é melhor para Seun— Diz Elizabete.
—Já esperamos de mais, o dever não deve ser negligenciado—Fala o conselheiro—O povo precisa de esperança e esse casamento é o que Seun precisa.
—Já chega! Fala o rei—Eles estão certos—Fala para filha— qual é o seu nome criança?
—É Genevive Bim—Diz timidamente.
—Es daqui? Deste reino?
—oh sim, majestade.
—tem bom gosto garoto—Fala o Rei para o neto— Traga a futura rainha.
O rei sai seguido pelos os conselheiros.
—Vamos querida—Fala Elizabete a Genevive—O rei lhe chama—Diz sorridente.
—Isso é um mal entendido, senhora ele...
Elizabete para, ela pode sentir o tremor das mãos de Genevive e lhe dá um abraço.
—Eu sei querida—Sussurra no ouvido deixando Melinda e Brando intrigados.
Elizabete tira seu lenço e o coloca no ombro de Genevive e as duas caminham para dentro do castelo.
Do outro lado Esperança olha boquiaberta para Brandon, lagrimas caem do seu lindo rosto.
—Não vá—Fala Melinda—Depois explique para Esperança, antes vamos impedir o seu casamento com essa ai.
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