A Primeira Vez

9 Capítulo 9 - A escolha certa


Notas iniciais
Saudades ?
Gostaram da nova capa ?
Vai chover review ? Onegaaaai, digam que sim ?

INUYASHA POV’S

“Eu deveria ficar feliz em ter uma mulher linda me esperando, mas a verdade... é que ela não é a mulher que eu gostaria que estivesse lá... droga!”

Balançei a cabeça negativamente abrindo a porta do apartamento. Subi às escadas com vago cansaço e adentrei no recinto do quarto observando a figura de camisola perolada que escovava o próprio cabelo.

– Kikyou, ouça quero me desculpar pelo meu comportamento de mais cedo.. – comecei, esta me interrompeu.

– Esqueça. Não há nada com o que se preocupar. Escuta amor o que acha de pararmos nosso tempo agora? – sugeriu ela, abrindo os primeiros botões de minha camisa com um sorriso branco e calmo. Atitude suspeita. Kikyou nunca era aquela por tomar iniciativas e, no entanto agora parecia querer me seduzir esta noite. Sorrateiramente segurei sua mão, beijei-lhe as costas da palma e lhe entreguei uma caixa contendo um broche fino.

– Desculpe estou um pouco cansado – menti. – Mas espero que isso possa recompensá-la de alguma forma.

– Inuyasha, querido.. É lindo, obrigada. – agradeceu-me juntando-se a mim na cama sem fazer maiores cobranças, deitando a cabeça sobre o meu peito.

Durante a noite eu sonhei com passado e futuro misturando-se.

Primeiro eu estava no quarto da Kagome há alguns anos atrás:

“Eu não vou odia-lo Inuyasha Taisho, eu já o odeio ! Eu te ODEIO Inuyasha !”

Apertei os olhos sentindo o rancor de suas palavras e quando os abri novamente percebi que estranhamente havia ido parar no templo Higurashi. Havia enfeites e flores de copo de leite para todos os lados sugerindo algum tipo de comemoração.

De repente, Kagome apareceu vindo em minha direção com um sorriso no rosto. Ela estava linda trajando um vestido branco e um ramo de flores na mão. Indubitavelmente ela estava feliz. Aquilo me acalmou por dentro e me cobriu de nervosismo e orgulho. Isso me tornava um homem de sorte ? Provavelmente. De qualquer forma eu estaria pronto para recebê-la assim que ela chegasse no altar.

No ultimo momento, contudo, outro cara avançou na minha frente. Eu estava pronto para tirar o imbecil a força do meu caminho quando percebi que Kagome havia tomado o braço do sujeito com naturalidade e ambos prostaram-se na frente do sacerdote. Aquilo me trouxe um desconforto absurdo.

Kagome não estava olhando para mim, ela nunca esteve. Mas o cara, que usava um rabo de cavalo e estava ao lado dela sorria vitorioso. Kouga ! Maldito lobo fedido ! Eu não podia fazer parte disso. Kagome estava fazendo uma tamanha besteira !

No fundo eu sabia que estava tudo perdido. Ainda assim tinha que fazer alguma coisa, então tentei inutilmente me aproximar. Em vão. Kikyou apareceu subitamente na minha frente e me abraçou impedindo que eu me movesse.

“Kagome ! Ei, Kagome! Sua humana idiota por que não está me escutando?”

“Querido o que acha de pararmos nosso tempo agora..?”

Levantei abruptamente. Kikyou remexeu-se na cama.

Não sei se era as palavras de Izaoy ou meu inconsciente que me questionava se eu estava fazendo a escolha certa.

O ar condicionado estava ligado mas.. MALDIÇÃO! Estava um calor infernal e eu havia perdido o sono.

Abri o vidro de whisky que estava sobre uma das cômodas, pus três pedras de gelo e sentei-me na poltrona de canto. A noite seria longa...

KAGOME POV’S

– Ohayooo ! – cantarolou Sangó abrindo as cortinas da janela, os primeiros raios de sol me acertaram em cheio e eu me defendi como pude cobrindo o rosto com o travesseiro. Como ela consegue ter tanto bom humor matinal?

– Hug, só mais cinco minutinhos... – pedi numa tentativa vã. Estar fora de casa tornara minha dormida estranha.

– Gomén K-chan, não quero que perca seu primeiro dia de faculdade. – explicou ela beijando-me a testa enquanto eu esfregava os olhos.

Dei um pulo da cama quando olhei pro relógio, ai ai ai maldito-despertador-que-nunca-toca! Corri para o banheiro pra cuidar da higiene e quando terminei encontrei Sangó servindo em nossos pratos ovos fritos com bacon no formato de carinha feliz. Feliz ...

– Arigatou Sangó-chan! – agradeci, me preparando pra dá a primeira garfada.

– Imagina, não há de quê Kagome. Não sabe como estou animada por estamos juntas de novo. – afirmou me enviando um olhar amigável.

– Hai, eu também. – concordei. Forjei um brinde com nossos sucos de laranja e acabamos rindo por nada.

– Hm, mmm... Ka, sobre ontem, eu queria me desculpar, sei que não foi uma boa idéia – falou a morena cautelosamente, com um semblante mais sério.

– Está tudo bem Sangó, mesmo. – sorri pra aquebrantar sua preocupação.

No minuto seguinte estávamos dentro do carro. No próximo saltando de frente ao que eu imaginava ser o maior pólo educacional da América Latina que já vi.

Me despedi da minha amiga e tratei de me localizar. Impossível. Afinal quantos campus cabiam nessa universidade? Seria bom pedir ajuda. Seria se todos os “projetos de intelectuais” estivessem afim de prestar atenção numa mera caloura.

A manhã custou a passar e eu percebi que fiz expectativas demais sobre a faculdade. Meu primeiro dia se resumiu a um monte de aulas chatas de disciplinas introdutórias, pensei enquanto caminhava para fora do estacionamento.

Um carro preto com vidros fechados veio me encurralando na pista rumo a um beico sem saída o que me fez despertar dos meus devaneios.

– e-eu tenho um arco e flecha e sei usar. – ameacei imaginando ser um prelúdio de assalto. Com a minha sorte eu não estranharia se tivesse um psicopata me seguindo.

O vidro fumê abaixou revelando um motorista de cabeleira prateada, sobrancelha arquiada e olhos cor de âmbar questionando meus meios. Baka!

– Inuyasha ? O que está fazendo aqui ?

– A Sangó te ligou várias vezes achando que vc tivesse sido abduzida. Que diachos vc fez com o celular Kagome ? – perguntou um hanyou preocupado, porém grosseiro. Vermelho me subiu a face pois eu tinha acabado de lembrar que esqueci o aparelho no silencioso.

– Vem, entra. – comandou destravando as portas.

Suspirei e escorreguei pro banco de couro do passageiro.

Puxei o cinto de segurança e tentei encaixar umas duas vezes, na terceira houve o som de um click.

– Tenho algumas horas livre antes de ter que voltar pra empresa. Gostaria de dá uma volta de carro ? – balancei a cabeça positivamente e aspirei um pouco de ar. Ah.. o cheiro do Inuyasha estava em todo canto, seu perfume masculino era delicioso.

– Certo. Ah eu comprei alguns hambúrgueres, não quero que passe fome. – complementou me entregando um pacote do Mc Donald’s. Inuyasha tinha um gênio difícil, mas eu sabia o que ele estava tentando fazer, essa era sua forma de ser gentil.

– Sabe ? Não precisava, mas obrigada por se preocupar.

Ele me olhou surpreso, mas disfarçou ligando o motor do carro amortizando o som de um típico “Keh”. Estava mesmo bancando meu guia turístico ? Sim estava.

Começamos pelas atrações da Porter Square e seguimos pela ponte passando pela Old South Church, uma igreja antiga famosa pela arquitetura gótica. Era uma cidade grandiosa, cheia de luzes, som, prédios espelahdos exuberantes e capaz de engolir pessoas. Este ultimo pensamento me deu um frio na barriga.

– Senti sua falta.. – finalmente tive coragem de murmurar.

– Eu também. – admitiu ele sem fazer contato visual, sua postura estava demasiadamente forçada em prestar atenção no trânsito. Ok, ele estava evitando me olhar.

– Mas então, está gostando daqui ? – perguntou me fitando por apenas uma fração de segundos e um meio-sorriso encorajador.

– Ainda é cedo pra dizer.

– E a faculdade ? – insistiu me fazendo continuar falando.

– Nada mal, é tudo muito novo pra mim.. – comentei receosa do que me esperava.

– É assim mesmo no começo mas depois vc pega o ritmo – explicou. – Está namorando ? – questionou mastigando a ultima palavra que quase não compreendi.

Fuzilei-o. Será que isso realmente importava? Será que Inuyasha se importava comigo ?

Ele me fitou aparentando interesse pelas minhas respostas.

– Não, as pessoas meio que não se interessam por mim. – resumi crítica.

– Duvido. – bufou.

Minha carranca aumentou e eu olhei feio pra ele.

– O-o quê ?

– Você mais do que ninguém devia saber disso. Afinal eu sou única mulher pela qual vc nunca sentiu desejo ! – ralhei em protesto, por pura provocação.

Uma freada brusca no acostamento.

Inuyasha me pegou pelo pulso e me puxou para que eu o olhasse nos olhos. Ele parecia revoltado com que eu acabara de dizer e havia um embate em seus olhos que eu não conseguia decifrar.

Minha respiração ficou entrecortada fazendo meu peito inflar e baixar por está tão perto dele.

– Não é bem assim.

– Não ? Eu sei o que está fazendo. Está usando desculpas para se livrar de mim. – resmunguei sentindo meus olhos quase lacrimejando.

– Puta merda Kagome. Eu seria louco se não sentisse atração por você – falou tentando dispersar minha total descrença. Atônita demais para acreditar nele depois de tantas mentiras que mantinham as linhas tênues da nossa amizade.

Eu podia sentir sua respiração e seu hálito fresco tocar meu rosto.

Nervosa, mordi meus lábios inferiores. Era um hábito vago, inconsciente.

Isso não passou despercebido por ele que acompanhou cada movimento feito. Sua mão que estava no meu pulso afrouxou vindo em direção a minha boca. Sua garra carinhosamente contornou a superfície dos meus lábios numa espécie de hipnose

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Notas finais
Cenas fortes a seguir ? Hummm ? Será ? SERÁ ?!!