A Primeira Vez

10 Capítulo10 - Quebrando resistências


Notas iniciais
Gostaria de dedicar este capitulo a minha leitora Lunna-chan. De fã para fã ;)

– Puta merda Kagome. Eu seria louco se não sentisse atração por você – falou tentando dispersar minha total descrença. Atônita demais para acreditar nele depois de tantas mentiras que mantinham as linhas tênues da nossa amizade.

Eu podia sentir sua respiração e seu hálito fresco tocar meu rosto.

Nervosa, mordi meus lábios inferiores. Era um hábito vago, inconsciente.

Isso não passou despercebido por ele que acompanhou cada movimento feito. Sua mão que estava no meu pulso afrouxou vindo em direção a minha boca. Sua garra carinhosamente contornou a superfície dos meus lábios numa espécie de hipnose.

Isso me fez perceber o quanto eu sentia falta de seu toque.

Não sei explicar como fiz esse prodígio mas consegui destravar o cinto e fui atrevida o suficiente para sentar em seu colo, de frente para ele. Inuyasha me olhou alarmado prestes a protestar quando suspendi um pouco a barra da saia do blazer, pondo uma perna de cada lado me posicionando corretamente.

INUYASHA POV’S

Desprevenido eu agarrei a poltrona e cerrei os dentes.

Seu gesto me causou uma ereção dolorida.

O busto generoso de Kagome estava na altura do meu maxilar. E suas pernas, as pernas que eu sempre admirara estavam pressionando minha excitação.

Um gemido baixo escapou de sua boca devido a nosso contato. Ela inclinou a cabeça levemente para trás e depois começou a mover-se lentamente, sendo que a única coisa que nos separava era algumas poucas peças de tecido.

– Inu-yasha... Você sente como ele me quer ? – murmurou enrubescida a mulher que incitava cada célula do meu corpo. Sim eu a queria. Droga, como eu a queria!

Tudo nela inspirava sexo. Kagome era perfeita, parecia ter sido feita para o amor. Seu cheiro. Sua voz. Será que ela tinha noção do seu poder de sedução ?

Tamanha era minha ânsia que eu queria fazê-la enlouquecer da mesma forma.

Apertei suas coxas grossas e desnudas e ela me ofereceu sua boca, primeiro somente com os lábios e depois sua língua timidamente procurando pela minha para correspondê-la.

– Kagome, melhor pararmos.. – avisei, tentando ser racional. Sabendo que aquele jogo estava se tornando perigoso e que alguém poderia sair machucado.

– Por que você fugiu de mim ? Por que não podemos conversar sobre o que aconteceu como pessoas civilizadas e adultas ? – Questionou. Sua testa permanecia encostada na minha enquanto recuperávamos o fôlego juntos.

Como explicar que ela permeou minha mente todos esses anos? Que eu queria pegar essa mulher e fazer sexo selvagem no banco traseiro com ela e que ainda assim eu nunca estaria satisfeito dela? Que eu a vi crescendo e era como se todo esse tempo desde o começo eu estivesse preparando-a para mim? Que só em vê-la eu já ganhava o dia?

– Vai ser sempre assim? Você vai renegar até a morte o que sentimos?

Um rosnado escapou da minha garganta. Usei toda minha força de vontade e tentei afastá-la como pude, pondo-a de volta no banco estofado.

– O que você sabe sobre mim agora, hein ? Nada ! Há quanto tempo você não me vê ? Há mais de três anos, eu mudei, não para melhor. E se eu pude agarrar uma menina inocente de quinze anos e fazer o que fiz, que tipo de homem você acha que me tornei ? – Kagome balançou a cabeça duvidando. Me conhecia, e no fundo sabia que eu não poderia ter mudado tanto. Isso era apenas um artifício para tentar mantê-la afastada.

– Sabe ? Naquela época. Não sou a adolescente que vc acha que usou Inuyasha. .

– Você já olhou para você, nos últimos tempos ? Eu não seria homem se eu não a desejasse. Eu não seria eu, se não a quisesse ! Mas eu não posso errar com você. Eu acabaria errando com você. E isso estragaria a amizade de nossas familias – continuei confessando, chegando a ser sarcástico. Mas porra ! Era a Kagome, eu tinha que ser cuidadoso. Sabia que estava sendo duro com ela. Que provavelmente ela sairia correndo ou começaria a gritar o quanto sou desprezível. Mas ao invés disso ela não se moveu.

Um olhar triste brotou em seu adorável rosto de menina-mulher.

– Você, então, não sente nada por mim, só t-tesão..?

Sua pergunta me pegou desprevenido. Não eu não sabia o que sentia por Kagome. Eu nunca me apaixonei por alguém, mas ao mesmo tempo, eu tinha fortes emoções por ela. Mas era arriscado afirmar outra coisa, tinha que manter o tom da conversa sem voltar atrás no que tinha começado a dizer.

– Sim, é só isso.

– Você realmente acha que pode me enganar, não é ? Por que então, você fugiu de mim, todos estes anos? Por que você simplesmente não consegue ficar perto de mim por mais do que alguns minutos? – falava alterada, parecendo querer resolver nossa questão de uma vez por todas. – Se for sexo que você quer, por que você simplesmente não me toma? Eu estou aqui, me entregando para você e nem isso, de mim, você aceita ? É culpa o que você sente ? Culpa por não ter resistido a uma menina de quinze anos? E essa de se casar agora com uma mulher que você mal conhece, que não tem nada haver com você ? Eu sei o que é, é medo!

– Chega.

Toda sua revolta e o modo como ela me desafiou dizendo-me umas verdades só me fez querer-la ainda mais. O “por que você não me toma” ressoava na minha mente como um poderoso entorpecente para um dependente químico em estado de abstinência.

Quando me dei por mim já estava sobre ela, contendo meu peso e beijando-a desesperadamente.

Segurava-a firme pelos cabelos com uma das mãos para mantê-la com a cabeça levantada e com a outra agarrava-a pela cintura.

Kagome entreabriu as pernas trazendo-me para ela, flexionando meu membro intumescido em sua carne úmida como um convite, me fazendo imaginar se ela já estaria sem calcinha. Um rosnado rouco escapou de minha garganta quando ela arqueou o quadril e moveu-se com ritmo como se estivéssemos fazendo amor.

Em resposta a sua provocação, eu apalpei um dos seus seios volumosos por cima da roupa e mordi o canto de sua orelha, passando a língua sobre sua pele de pêssego deliciosa. Um gemido de puro deleite escapou-lhe e suas mãos ansiosas arrancaram minha camisa e arranharam minhas costas.

Meu celular bipou duas vezes, mas foi uma voz que fez com que eu e Kagome interrompêssemos a loucura que estávamos cometendo.

– Inuyasha ? Inuyasha, sou eu querido por favor atenda. Vim lhe fazer uma surpresa no seu escritório, mas não lhe encontrei. Precisamos acertar os últimos detalhes do casamento. Onde você es... – elucidava lamuriosa pelo viva-voz. O choque me fez pegar o aparelho as pressas, trazendo-me de volta a realidade.

Desde que firmei compromisso com Kikyou jamais havia tocado outra mulher. Até agora.

– Gome, espera ! – pedi nervoso. Kagome se recompôs e pulou para fora do carro me odiando. Ainda pensei em segui-la mas ela estava correndo em direção a casa de Sangó e a mulher no telefone quase implorava por minha atenção.

Maldição ! Mais uma vez eu havia ferrado tudo..

Notas finais
Por favor deixem sua contribuição, cada review recebido é especial. Peço desculpas pela demora, contudo gostaria de dizer que quanto mais rápido puderem comentar na história, mais me empenharei para postar logo !

Até a próxima pessoal !