A Primeira Vez
7 Capítulo 6 - Emoções
Notas iniciais
INUYASHA POV’S
– Maldição! Eu não posso ficar fora nem por um dia que tudo vira um caos? – indaguei cansado.
– Parece que sim Sr Taisho – respondeu Kaede, secretária anteriormente do meu pai e que agora continuava em seu cargo trabalhando pra mim.
– Pode ir, termine de enviar os e-mails e, por favor, não quero ser incomodado por ninguém, anote os recados que entrarei em contato após o almoço, certo?
– Como queira. – respondeu rabugenta como costuma ser a maioria dos velhos em sua idade.
Sem mais a velhota passou pela porta e a fechou. Tratei de me concentrar no trabalho. Fiquei fora por três horas mas pro tanto de papelada que acumulou parecia um século. Merda ! Como minha vida se transformou..
Aff, certo estava começando a ler o esboço de um contrato quando o telefone tocou. Tentei ignorar mas quem consegue ignorar a droga de um telefone tocando ?
– Ora Kaede, eu não disse que não.. – chamei-la atenção nervoso.
– Me desculpe, mas é... sua noiva, como não sei se sua ordem a incluía decide lhe perguntar – explicou encarando-me.
Esfreguei as têmporas impaciente. Maldição, o que será ela quer! Ou melhor onde estava com a cabeça pedindo-a em casamento e trazendo-a para cá?
– Keh, pode passar.
Houve o som de um click e depois uma voz melodioso se apoderara da linha.
– Inuyasha querido me desculpe, não queria incomodá-lo, somente gostaria de saber se você poderá almoçar comigo?
– Olha Kikyou sinto muito mas terei de almoçar aqui mesmo no escritório. – falei me controlando para soar paciente quando queria encurtar essa conversa com um sonoro não. Mas tinha que ser menos arrogante afinal Kikyou fora escolha minha. No passado em Tokyo eu fiz questão de me aproximar dela, ficávamos e logo perdemos contato. Mas por ironia do destino Kikyou voltara pra minha vida a pouco tempo. Bastou uma festa para que eu a reconhecesse e me interessasse por kikyou novamente.
– Então, tudo bem, eu arrumo algo para fazer, bom trabalho querido. – ah, nossa como ela era compreensiva, compreensiva demais ás vezes.
– Hm, ãhn.. Kikyou pensando melhor mandarei alguém para busca-la e almoçamos juntos está bem?
– Awn obrigada amor, não sabe como sinto sua falta!
– Também sinto a sua. – emendei automaticamente. – Então estarei esperando. Um beijo, até daqui a pouco.
Ao desligar sentir-me mal, já havia mentido algumas vezes para outras mulheres ,contudo era preciso fingir alguns sentimentos para corresponder as expectativas de Kikyou.
Já estava com vinte e poucos anos e a sociedade já começava a me exigir coisas banais tais como constituir família. Quando comecei a sair com Kikyou vi uma boa candibonita, discreta e principalmente sabia lidar com pessoas desse mundo do qual agora eu fazia parte. Não fazia questão de ter filhos. Seus únicos defeitos é ela dependente demais e distante na cama.
Balançei a cabeça negativamente. Estava perdendo tempo com tantos pensamentos. Sem mais enrolações pedi a Kaede que mandasse o motorista da empresa trazer Kikyou mas estranhei quando minutos depois a velhota me disse que ele já tinha sido encarregado de cumprir uma pedido da minha prima. Ora essa, o que será ? Sangó malmente costumava usar nosso motorista principalmente agora depois ter financiado seu primeiro carro. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha e por fim das dúvidas melhor ligar. Keh !
– Alô ? – respondeu a voz feminina.
– Alô, sangó ?
– Aaah oi Inuyasha! Quase não te reconheci. Como vai? – cumprimentou rapidamente. É impressão minha ou Sangó está um pouco nervosa?
– Bem huh, e você?
– Ótima. Hey primo, estou ocupadíssima não poderei falar muito – desculpou-se.
– Ah. Não só queria saber er, para que precisa do motorista da empresa? – perguntei indo direto ao ponto. – O que está aprontando, querendo impressionar alguém?
– Mmm.. Own hum, não apenas pedir-lhe para que fosse buscar uma amiga no aerop...
– Gah, então por que você está gaguejando tanto sangó? Por acaso está escondendo algo ou tem algum motivo pra mentir pra mim? – perguntei desconfiado pondo as pernas em cima da mesa e me esticando na cadeira de couro. O tom ansioso em sua voz entregava o que ela estivesse custando a disfaçar.
– É que ... Kagome está vindo para cá. E ficará comigo por um tempo
...
Hm..
Gome. Gome. K-a-g-o-m-e. Minha Kagome..
– Inuyasha? Você ainda está aí? – chamou ao perceber o meu silêncio prolongado. Recordações surgindo na minha cabeça. Droga. Rapidamente limpei a garganta e tentei manter a voz o mais natural possível.
– Então Kagome resolveu sair um pouco de Tokyo? Bom pra ela – comentei indiferente. Indiferente? – Tudo bem. Eu almoçarei com Kikyou hoje o que acha de almoçarmos todos juntos? – falei sem perceber. Maldição o que estou fazendo?
– err, não sei. Acho que tudo bem.. Mas acredito que ela já saiu de lá. – falou pausadamente por fim.
– Eu resolvo isso.
Algumas ligações e finalmente eu podia pensar sobre a grande burrada que fiz. Convidar Kagome? Apresentar Kagome e Kikyou? Por que tinha de chama-la? Que idéia! Grr..
Ainda lembro de quando vi Kagome pela primeira vez.
Ela era uma pirralha saudável, com imensos olhos achocolatados e de bochechas rosadas. Tenho que admitir que ela era.. Linda. E eu cresci ao lado dela como se fosse realmente seu maldito irmão mais velho. Claro que nós dois vivíamos a maior parte do tempo em pé de guerra mas pude a ver crescendo a cada dia. Kagome tornou-se meiga, rebelde, um tanto enxerida e, érr bonita.
Lembrei-me da primeira garota que levei pra apresentar á família. Kagome nesse dia sequer vinhera almoçar mais em minha casa. Estranhamente ficou sem falar comigo por dias.
Lembrei da hospitalidade da família Higurashi que sempre me acolhia quando os meus pais saiam pra viajar nas férias. O sorriso luminoso que vinha daquela menina.
E mais tarde a forma como ele foi ficando retraída com a minha presença, quase envergonhada. E pensar que eu não entendi porque aquela menina mal conseguia mais me olhar nos olhos. Kagome...
Por fim seu aniversário de 15 anos. A ultima vez que a vi. Todos esperando por ela. Seu vestido que realçava suas curvas. O desejo que senti por ela. Como passei a festa toda sem conseguir desgrudar os olhos dela. As doses de bebida. Seu beijo. E então Kagome dizendo que me amava. E enfim seu ódio. Droga como eu magoei !
A verdade é que fugi dali parecendo um verme imundo. Precisava fica longe de Kagome. Não passo de um covarde que deixei a garota que gostava mais do que tudo sozinha, tendo que enfrentar além de uma desilusão, os convidados, os pais e as perguntas.
Depois disso até tentei vê-la novamente. Mas cada vez que eu a via me lembrava do que aconteceu e, ao invés, de sentir-me envergonhado, eu a desejava. Lembrava do seu cheiro em meus dedos que me acompanhou pelo resto daquela noite e me transformava em um animal, somente instintos e então eu corria, fugia
Resolvi que o tempo faria ela me esquecer. Virei um conquistador barato de mulheres e subi a frente dos negócios da familia.
Agora fazia um pouco mais de três anos que eu não a via. Tinha poucas notícias dela, pois não queria saber e na maioria do tempo Kagome pra mim não existia. Mas bastou ouvir seu nome e saber que em menos de duas horas ela estaria por perto que minha mente viajou e virou um turbilhão de emoções. Mexeu comigo, mais do que eu gostaria. Mas tenho que deixar isso pra lá. Com certeza, Kagome já me esqueceu e puta que pariu estou comprometido! Sim noivo de uma mulher lindíssima, aliás parece a melhor coisa agora revê-la. Sim Kikyou.
Segurança. Controle. Hm
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