A Primeira Vez
8 Capítulo 7 - Reencontro
Notas iniciais
Devo dizer também que ganhei quatro leitores fantasmas. Isso é frustante e revoltante porque eu acho que mandar uma critica ou um incentivo não mata ninguém ...
NARRADORA POV’S
Kikyou chegou ao prédio pontualmente. Apesar de passar pela recepção sem nem ao menos cumprimentar ninguém a mesma atraia olhares curiosos, mas desprezava a todos sem distinção. Usava um vestido branco-vermelho de tecido leve, sandálias de salto e o cabelo preso em parte por uma fita. O elevador não tardou em abrir e ela já estava abraçando o hanyou.
– Senti sua falta querido.
– Kikyou.. – murmurou Inuyasha sem saber o que dizer ao certo. Como ela conseguia dizer tais palavras com tanta frieza nas ações?
– Espero que você não se importe mas almoçaremos com minha prima e uma amiga de infância. – explicou quando se afastaram do abraço para manter contato visual.
Kikyou piscou duas vezes antes de responder.
– Claro que não, adoro sua prima. Mas quem é essa amiga de infância? – perguntou apoiando a mão no peitoral do rapaz. Sua expressão pouco se alterou. Kikyou não gostava da idéia de ter que dividir a atenção de Inuyasha durante o almoço, tampouco tinha alguma apatia por Sangó.
– Kagome. Kagome Higurashi. – respondeu relutante.
– Higurashi? Não é aquela pirralha enjoada que achava que você era irmão dela? – brincou divertida. Um sorriso brotou em sua face. Havia deboche escondido por trás de cada palavra.
– Kagome não é nenhuma pirralha Kikyou. E ela sempre foi sim como minha irmã de consideração. – repreendeu-a mal humorado, fazendo carranca. Pirralha? O que Kikyou estava pensando? Só ele podia falar dela assim e mais ninguém.
– Desculpe querido, estava apenas brincando..
– Tudo bem não é pra tanto. – completou Inuyasha percebendo que havia sido um pouco ríspido.
O interfone soou:
– Sr Inuyasha o carro acaba de chegar. A srtª Nakayama e a srtª Higurashi estão subindo.
Inuyasha não se lembrava de ter respondido, ainda esta digerindo o que acabara de escutar. Um arrepio correu por todo seu corpo. Ele não sabia se ia abrir a porta ou enlaçava Kikyou pela cintura. Optou pela segunda opção.
Kagome estivera nervosa desde que descobrira que já sabiam de sua chegada e as esperavam. A jovem a esta altura pouco reparou na decoração da sala. Tudo o que via era um lindo hanyou dos orbes dourados vindo em sua direção. Ele estava mais maduro claro, um pouco mais forte, mas continuava o mesmo.
Seu coração deu pulos em seu peito. Neste momento ela se odiava pois seus próprios batimentos a denunciavam. Seu sangue nunca correra tanto por todo seu corpo. Tudo bem ela não estava preparada. Estava completamente desarmada. A chama continuava acesa.
– Sangó – cumprimentou Inuyasha a morena com cabelo preso em rabo de cavalo. Esta sorriu e lhe deu um abraço de volta.
Kagome só percebeu que permanecia paralisada perto da porta quando ele caminhou lentamente pra se dirigir até ela.
– Inuyasha! – ela abraçou-o esquecendo-se de tudo que um dia a afastara dele. Naquele momento o passado nunca estivera tão vivo, tão forte. Inuyasha demorara um segundo de reconhecimento mas logo a abraçou de volta envolvendo-a com força.
– Kagome.. – pronunciou ele seu nome feito néctar enquanto aspirava seu perfume. Ela ainda tinha o mesmo cheiro de sakuras.
Ainda era a sua Kagome. A Kagome de sempre. Não a mesma em tudo pois estava um pouco mudada, pensou ele dando-se conta que suas curvas estavam ainda mais femininas, seu olhar adorável ainda mais caloroso e alguns poucos centímetros mais alta.
Ela usava uma blusa creme transparente de botões que deixava aparecer muito pouco seu sutiã de mesma cor e uma saia marrom rodada com pregas que deixava sua belas pernas torneadas de fora.
A ditar pelo silêncio na sala ambos perceberam que o contato havia demorado mais do que o essencial, mas por que para eles parecia ter sido rápido demais?
Inuyasha se afastou para cumprimentar-lhe com um beijo rápido no rosto e por pouco acidentalmente não errara sua bochecha quando ambos se moveram. Logo após, em um salto ele já estava ao lado de Kikyou.
– Kikyou esta é Kagome, Kagome esta é Kikyou. – falou ele desajeitado fazendo as apresentações.
– Como vai? Prazer em conhecê-la finalmente. – perguntou Kikyou com um sorriso de canto estendendo-lhe a mão. O seu sexto sentido lhe apitava. A tirar pela inquietação de Inuyasha essa garota não lhe parecia uma amiga qualquer, seria algo a se preocupar, enfim parecia-lhe ... uma futura rival.
– Bem, obrigada. E igualmente.. – respondeu uma Kagome pensativa saudando de volta a mulher estava roubando mais uma vez a vida de Inuyasha. Seu Inuyasha.
– Então, vamos?! – falou sangó com falsa empolgação tomando o braço da amiga sem deixa-la desamparada. Sangó havia reparado que a cordialidade das duas não era real.
Pela primeira vez Inuyasha vira Kikyou ser possessiva e passional ao roubar-lhe um beijo e abraça-lo pela cintura.
– Hai, vamos! – concordou Kagome sem querer presenciar por mais nenhum minuto a cena.
Inuyasha dirigiu sua pick-up preta de cabine dupla até um restaurante japonês cuja fachada era enfeitado por balões(lanternas) vermelhos. O silêncio das duas mulheres havia os acompanhado por toda viagem se não fosse por Sangó que tentava com toda sua simpatia aquebrantar o clima.
Por um raro milésimo de segundo Kagome achou está sendo observada pelo meio youkai através do retrovisor e tão rapidamente desviou.
O restaurante já estava cheio a essa hora em parte por empresários e freqüentadores assíduos. Enquanto o grupo se encaminhava para a mesa não houve um homem sequer que não olhasse para o grupo. Alguns cobiçando descaradamente, outros discretamente, os demais por pura curiosidade ou inveja. Afinal de contas, não era todo dia que um homem surgia acompanhado ao mesmo tempo por três lindas mulheres: Uma morena de cabelo preto e olhos negros quase da sua altura; uma outra de penetrantes olhos chocolate e silhueta generosa que transbordava inocência e malicia ao mesmo tempo; e por ultimo uma mulher alta de corpo pequeno de traços finos e clássicos. Sim, Inuyasha realmente podia se considerar um homem de sorte.
– Konnichiwa. – saudou um gentil rapaz de olhos azuis e cabelo negro preso em uma espécie de trança que carregava um bloco de anotações em mãos distribuindo o cardápio um a um.
Todos fizeram seus pedidos e enquanto esperavam ficaram falando sobre banalidades tais como os tempos de colégio, exceto por Kikyou que ainda revivia os melhores tempos de sua carreira como se essa ainda não tivesse chegado ao fim.
Quandos os respectivos pratos chegaram Sangó e Kagome pareciam apreciar o almoço enquanto Kikyou quase não tocava na comida.
Terminando seu prato Inuyasha limpou a garganta e finalmente se dirigiu a Kagome tentando estabelecer um dialogo amigável. Dialogo amigável? A verdade é que estava curioso sobre ela e o que teria feito todos esses anos. Havia tanto a dizer, e ao mesmo tempo nada a falar.
– Então Kagome. Sangó nos falou que você foi aceita numa das universidades daqui. Isso é verdade?
– S-sim. É verdade. Acho que ficarei por aqui por uns tempos e sangó foi muito gentil em me acolher em sua casa pelos primeiros dias. – respondeu fitando-o diretamente nos olhos. Um sorriso brotou de seus lábios ao se referir a amiga.
– Nada de só até os primeiros dias K-chan, já te disse que você pode ficar o tempo que quiser. – advertiu, dando um leve aperto no braço de Kagome.
– Sua mãe deve estar bastante orgulhosa. – comentou o hanyou ainda observando-a.
– Sim ela está. – concluiu Kagome desviando o olhar. Estava evitando-o? Havia uma cortina invisível de gelo que antes não estava ali entre eles.
Kikyou apenas espreitava remexendo o bolinho de arroz que estava em seu prato.
Sangó levantou uma das mãos acenando e o jovem garçom aproximou-se da mesa novamente.
– Sim?
– Por favor mande meus cumprimentos ao chefe, a comida estava ótima! – elogiou Sangó de forma muito educada.
– Esteja certa de que darei senhorita. – respondeu satisfeito.
– Com licença. Se me permite, a senhorita gostaria de provar o nosso sakê? É uma das especialidades da casa. – disse cortês, covinhas embelezando seu rosto e um sorriso de tirar o ar.
– Q-quem? Eu? Aah, hoje não obrigada! – desculpou-se Kagome timidamente, finalmente percebendo que o rapaz estava se referindo a ela. Kikyou revirou os olhos.
– Entendo, bom se a senhorita mudar de idéia..
– Grr, você não escutou o que ela disse? Ela não quer e seus serviços não são mais necessários então por que não nos traz a conta? – grunhiu Inuyasha irritado fuzilando o homem por sua audácia. Esse cretino não tinha vergonha na cara de está cortejando Kagome? Por que ela estava sendo tão agradável com ele? Não era sua natureza humilhar quem quer que fosse mas.. Ah ele estava pedindo!
Todos se surpreenderam. O pobre rapaz constrangido preferiu não contrariá-lo e tratou de imediatamente ir dá baixa no caixa.
– Mas eu ainda estava... Aff ! – reclamou Kikyou que pegou sua bolsa e saiu da mesa batendo o pé.
– Maldição! – verberou Inuyasha socando a mesa.
Kagome e Sangó piscaram confusas.
– Tudo bem Inuyasha melhor ir atrás dela. Eu e Kagome pegamos um táxi. –comandou Sangó numa tentativa de contornar a situação.
– Mas.. – O hanyou olhou para Sangó e em seguida para Kagome que nada respondeu mas questionava silenciosamente sua atitude. Por que ele estava tão irritado. Será que ...?
– Está certo – concordou com um sugestivo balançar de cabeça apesar de contrariado, saindo apressado atrás da outra mulher.
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