Notas iniciais
Heeeey, pessoal, viram a novidade? HAN, HAN? Agora a fic tem capa! Uhul, uhul o/ saushuashau, o que acharam? podem me falar, eu adoro quando vocês comentam e tal... :)

JAMIE

Atravessei a sala e subi até os quartos, a porta do quarto de visitas estava fechado como as outras portas do andar, mas dava para ver que tinha uma luz acesa lá dentro pela mínima claridade que transpassava pelas bordas da porta. Bati duas vezes, contei até três e abri a porta.

O quarto não era muito grande, mas era aconchegante. Havia uma cama de casal arrumada com lençóis brancos no meio do quarto com um bidê de cada lado, uma escrivaninha encostada em uma das paredes, uma poltrona para leitura num canto, perto da janela. Mas o que mais chamou atenção foi o que o Edu fez com o quarto: colocado quatro abajures coloridos espalhados por todo quarto, deixando-o com uma iluminação fraca, porém, linda entre as cores: azul, roxo, rosa e amarelo.

– Oi, Jamie. – ele falou, sério.

– Oi. – encarei-o e ele olhou para as próprias mãos. – Por que você está aqui nessa mistura de cores?

– Pensando no que aconteceu. – falou o garoto, sem emoção.

– Edu, sinto muito pelo James. – falei – Ele me agarrou e eu fiquei sem reação...

– Não é isso, Jam. – ele me olhou nos olhos.

– O que é então?

Ele respirou fundo.

– Por que eu fiquei com a Jô?

Jô. O nome me atingiu como um soco no estômago. Este era o nome da garota loira com quem Edu me traiu. Jô. Era um nome legal. Me arrependi por ficar com raiva da garota que nem conhecia.

– Por que eu traí você com ela? – censurava-se o garoto. – Não consigo entender isso.

Fiquei com pena do Eduardo. Ele estava se martirizando por algo que tinha sido forçado a fazer pelo escritor. Isso me deixava com ainda mais raiva daquele cara.

Então percebi que também não sabia o nome do escritor e, mesmo assim, já o odiava. Cheguei à conclusão que saber seu nome não mudaria o fato de ser quem ele é e do que ele estava fazendo comigo. Evitei tais pensamentos e voltei o foco para o Edu, que estava com uma cara triste.

– Edu, por favor, não pensa nisso não. Se eu te perdoei, você também pode fazer o mesmo.

– Mas, Jam, não é só por perdão, eu não sei o que aconteceu aquelas semanas. Parecia que, com você, eu tinha liberdade de fazer o que eu queria e, as semanas passadas sem você foram como estar dentro de uma função matemática, daquelas que você só gasta linhas, borracha e paciência e, mesmo assim, não sai do lugar.

Ver o meu Edu angustiado pelas ordens do escritor me deixou com o coração apertado, senti dó do garoto moreno com expressão confusa, senti ódio do maldito mundo que estávamos vivendo – um mundo irreal fora das páginas do maldito livro do escritor que eu odiava.

Por um momento, cogitei contar a verdade para Edu, imaginando como ele acharia que eu era louca e me mandaria para um médico psiquiátrico, fazendo-o sofrer ainda mais por, sem mim, estar preso aos comandos do escritor. Olhei para o garoto sentado na cama de casal. Contar a verdade não era uma opção... Ainda não.

– Edu, – me ajoelhei na frente dele – olhe para mim. — o garoto levantou a cabeça e observei seus olhos irritados tentando segurar uma lágrima de raiva. — Eu sei que é confuso, mas um dia tudo vai fazer sentido, não se culpe por o que você fez quando nem mesmo eu faço isso.

– Outra coisa que não entendo: como você me perdoou tão fácil?

Sorri para o garoto, pensei novamente em falar a verdade e percebi que o garoto provavelmente só ficaria ainda mais confuso e, talvez, louco com a pressão de toda aquela situação.

– Eu te perdoei por que eu sei que você não queria fazer aquilo e por que eu gosto muito de você. – respirei fundo e revirei os olhos. – Você sabe que eu não sou muito boa em demonstrar meus sentimentos, mas tudo que você precisa saber é que acima de tudo, sou sua amiga e eu vou tentar sempre entender o que você está passando. Um dos meus erros foi não ter falado com você quando tudo aconteceu, deveria ter esclarecido isso tudo antes, mas tive medo da verdade... Edu, me desculpe.

Ele sorriu para mim, parecia aliviado e muito mais calmo.

– Você é a melhor coisa que eu poderia ter encontrado.

Ele me beijou, segurou minha cintura, puxando-me para cima da cama, fiquei ajoelhada em cima da cama, ele, com selvageria, me agarra e deita-me na cama. Sua mão move-se rapidamente pelos meus cabelos e pelo meu rosto, passando delicadamente seus dedos pelos meus lábios e em seguida, beijando-os com desejo.

Ele tira o próprio casaco, tiro sua camiseta. Edu sorri de um jeito safado e me beija, enquanto suas mãos estão desabotoando minha camisa, tirando-a e jogando no chão. Seu olhar demonstrava tamanha vontade.

– Edu...

Ele para e me olha.

– O que foi? – o garoto parecia preocupado. Edu nunca me forçou a nada, sempre parecia se sentir muito mal em qualquer tentativa de fazer algo que eu não quisesse, mas não quer dizer que nunca sentiu vontade. Eu só...sempre me achei muito nova para isso, até perceber que não é uma questão de idade. Na verdade, a sociedade vai julgar você pela sua idade, mas a idade é somente um número, não mostra seus verdadeiros valores. Há coisas mais importantes. Maturidade, principalmente.

E isso não faltava em nós.

O garoto me encarou, esperando a resposta para a sua pergunta. Sorri de um jeito malicioso.

– Acho melhor fechar a porta. – falei. Ele retribuiu o sorriso safado e levantou para fechar a porta, tirei a blusa e a calça e sentei na cama. Ele tirou a calça e veio até mim novamente.

Houve um momento de "pausa para admiração", o que me deixou envergonhada. Não me sentia bem com o meu corpo. Seios grandes, mas desproporcionais ao meu corpo pálido e magrelo. Mas o Edu? Por Deus! Um corpo perfeito! Completamente diferente de mim. Músculos não exagerados e um bronzeado de invejar.

Começamos com os beijos e com as trocas de carícias. Edu abriu meu sutiã e jogou-o para longe, mais tarde, pude ver que tinha ficado pendurado em um abajur azul. Sentia-me envergonhada, e até um pouco culpada pelo que estava fazendo, mas isso não diminui a vontade que havia ali entre nós.

Mais alguns beijos, apertões, toques e mordidas e já estávamos nus. Edu me beijava com mais rapidez e vontade, sussurrando malícias no meu ouvido que me faziam sorrir e querê-lo ainda mais. Quando senti o "membro" (ok, foi uma péssima descrição, mas, qual é, eu estou envergonhada!) de Edu em mim, confesso que fiquei um pouco assustada. Não era exatamente a sensação que eu esperava, mas não deixava de ser bom. Era um ato de amor praticado com a pessoa que eu amava, e nada poderia estragar a cena totalmente romântica de um jeito criativo que Eduardo havia preparado para a noite.

Quando acabou, nos enfiamos embaixo das cobertas e deitei minha cabeça no ombro de Edu e começamos a conversar. Em algum momento, Edu confessou que esperava por esse momento por muito tempo e havia planejado tudo com a Sam para acontecer essa noite, claro, não saiu exatamente como desejado por causa do problema com o James, mas, no final, acabou tudo dando certo.

O momento intenso já havia acabado, e, com isso, começava a ouvir novamente algumas narrações do escritor. Nada muito especial, apenas descrevia o modo que eu e Edu estávamos deitados na cama e depois, o que acontecia na festa. Já estava acostumada a adormecer ouvindo tais narrações, e assim que Edu sussurrou “eu te amo, Jam”, tudo ficou em paz, e eu adormeci. Um sono profundo e calmo, pois sabia que Eduardo estava ali, ao meu lado, pronto para me acalmar caso tivesse algum sonho ruim.

Notas finais
Se vocês estavam esperando algo um pouco mais... "hot", sorry, mas foi isso que conseguir fazer. :( Ok, pessoas, até o próximo capítulo. ;) Comments?