Notas iniciais
Olá, olá, salve, slave! Cá estou eu, deixando mais um capítulo para você, pessoa linda, que lê esta humilde fic. "George? Quem, por Merlin, é George?" hehehehe, eu já citei esse nome, bem lá no comecinho, será quem alguém ai tem ideia de quem realmente é o George? (suspense, uhhh);

GEORGE

Acordo por volta das quatro da manhã, deitado no meu notebook, com meu pijama mais vagabundo em meu quarto de hotel. Tinha passado grande tempo do dia anterior escrevendo o livro que já estava mais do que atrasado. A mobília antiga em que eu estava deitado em cima dava aparência de ter sido comprado em uma revenda de garagem. Os demais móveis do quarto não combinava entre si e muito menos com a cor do quarto ou da roupa de cama.

Havia xícaras e copos de café espalhados ao redor do notebook e roupas sujas atiradas por todo o cômodo. Esfreguei os olhos, olhei para tela do notebook e vi as últimas linhas escritas por mim: “Jamie estava tranquila deitada no colo de Eduardo... por hora. Jamie tinha medo que acordasse de manhã, e visse que seu amor tinha ido embora, deixando o momento de êxtase vivido na noite anterior, uma lembrança de arrependimento e tristeza.”

Sabia que estava errado. Jamie não agiria assim. Não era uma frase que condissesse com seu jeito de ser. Apagou-a e rescreveu: “Jamie dormia num sono leve e perturbado. Em seus pesadelos, seu pior medo se mostrava: o medo de perder Edu.” Ainda não parecia uma frase da Jamie.

Que menina mais complicada, viu. Ela, com certeza, é uma das melhores partes do meu livro, porém, a mais difícil de ser descrita. Apaguei a frase recém-escrita e tentei mais uma vez.

“A garota ruiva dormia tranquila deitada no ombro do rapaz musculoso. Sabia que estava protegida, pois, qualquer pesadelo que pudesse lhe atormentar durante o sono, teria Eduardo ali para lhe acalmar e proteger. Nada perturbaria seu descanso, não enquanto estivesse com ele, não dessa vez...”

Esse parecia ter sido Jamie falando, mas não era exatamente o que eu queria que ela dissesse. A garota fictícia dava mais trabalho que eu poderia imaginar. Parecia que, por mais que tentasse, não podia forçar a teimosa a fazer o que eu queria, pois assim, deixava de ser Jamie Kanoah para se tornar qualquer outra personagem com o temperamento mais fácil de lidar, e não era isso que eu queria dela.

Tentei escrever mais algumas linhas da minha história, mas Jamie parecia não colaborar. Então, levantei e fui para o banheiro lavar meu rosto. Com a face molhada, olhei-me do espelho e vi um homem de cabelo castanho-ruivo, barba por fazer, pele branca e olheiras profundas embaixo dos olhos castanho-claros. Tinha trinta e cinco anos, porém, não aparentava esta idade. Aparentemente, eu era mais novo, psicologicamente eu me sentia como um senhor de 80 anos de idade que já havia passado por poucas e boas.

Afastei tais pensamentos sobree aparência e autojulgo, lavei o rosto, escovei os dentes e peguei o celular para checar meus e-mails: havia um e-mail da minha agenciadora e um da minha editora, abri o da editora primeiro.

“Caro senhor George Waters,

Por meio deste, venho informar que o prazo de entrega do seu manuscrito oficial, para correção, revisão e publicação, deve ser entregue em até dois meses ou o seu contrato com a editora será violado, gerando multa de até quatrocentos mil dólares.

Esperando que esteja bem e que seu trabalho esteja andando como planejado,

Atenciosamente, Genevive Montak,

editora-chefe da A. C. Publish”

Revirei os olhos e pulei para o outro e-mail.

“Caro senhor Preguiçoso Idiota,

Se me lembro bem, você prometeu um novo livro para a próxima semana, o que o senhor não terá a capacidade de fazer. Você tem dois meses para entrega oficial ou todos nós estamos fodidos. Faça um favor a si mesmo: pare agora mesmo de ler essa merda e volte a escrever o maldito livro.

Com muito amor e carinho,

Madeline,

Seu pior pesadelo se não terminar esse livro a tempo.”

Madeline... delicada como sempre. Era impressionante como as pessoas exigem das outras coisas que não dependem somente delas. Coisas como o término do meu livro. Poxa, eu sou um escritor, tenho fama e reconhecimento e deveria ter a liberdade de escrever meu livro quando em bem quisesse, sem nenhuma editora me perturbando.

Joguei o celular no bidê e deitei na minha cama de casal desarrumada e cheia de roupas. Olhei para fora da janela e vi algumas estrelas. Fiquei imaginando se era verdade o que minha mãe costumava dizer quando eu era criança: “cada estrela do céu é uma boa pessoa que Deus já levou para perto dele.”

Eu não tinha certeza se acreditava em Deus, mas acreditava que uma daquelas estrelas poderia ser o amor da minha vida, alguém que se foi há pouco tempo e que nunca deixará de fazer falta.

Lembro-me dela dançando de pijama pela casa, cantando músicas no chuveiro, me abraçando e contando histórias criativas todas as noites. Alguém que o amor valeria muito mais que ouro ou diamantes. O sorriso dela encantava a qualquer um. Quem não faria de tudo para fazer aquela garota sorrir? Suas manias, seus defeitos e até suas birras, faziam com que eu a amasse cada vez mais. Tudo nela encantava, até mesmo seu mal humor. Ela era igual uma estrela, uma daquelas inúmeras estrelas que eu observava toda noite. Não tinha certeza se poderia ouvir, mas sussurrei “eu amo você” em direção ao céu...em direção a sua estrela.

Imaginava que fosse aquela estrela próxima à lua, que brilha de um jeito forte e persistente. Como minha garota foi por toda sua vida. O amor da minha vida... minha pequena Jamie Waters...

Notas finais
O capítulo ficou bem curto, eu sei, mas ele realmente precisava ser assim. Beijos! Comments?