Notas iniciais
Hello people o/ How are you? kkkkkkkkkk tentando falar inglês aqui! Então, gostaram do cap anterior? Póis é! Agora tem um fresquinho aqui pra vocês! Espero que gostem ;3 Boa Leitura!

Sakura sentia-se sufocada, mal podia respirar. Era como se a efervescência de suas emoções sugasse toda sua energia e também o oxigênio do ar em torno dela.

Por sorte já estavam chegando ao palazzo.

Mais um minuto dentro daquele carro com Sasuke, sem dizer uma palavra, e ela começaria a gritar de desespero!

Quando pararam no hall da entrada, Madalena veio correndo ao encontro deles, como se aguardasse ansiosamente seu retorno.

– Sr. Uchiha... — ela começou em uma formalidade não usual. — alguém o espera.

– Até que enfim! — uma voz áspera de mulher se fez ouvir. — Esperei quase o dia inteiro para ver minha neta, e essa criatura nem ao menos me ofereceu um copo de água. Mas eu já devia saber, não é, Sasuke? Tal senhor, tal servo!

Sakura instintivamente deu um passo para trás, afastando-se da mulher que surgira da sala. Era alta e elegante, as roupas caras e bem-feitas, mas não adequadas a sua idade. A pele de seu rosto parecia tão apertada contra os ossos que Sakura pensou imediatamente que qualquer cirurgião plástico que zelasse por sua reputação ficaria preocupado com aquilo.

A mulher dirigiu a Sasuke um olhar fulminante, ignorando completamente a presença de Sakura, e perguntou em tom dramático:

– Onde está minha querida e preciosa neta? Onde está ela? Você não tem o direito de impedir que eu a veja!

– Acalme-se, Yumi.

Sakura sentiu imediatamente o tom frio e cortante na voz de Sasuke interrompendo a exibição da outra.

– Acalme-se? Minha filha está morta graças à habilidade de seu primo na direção, e você está tentando roubar minha neta de mim! Não vou deixar que continue com isso, Sasuke. Tenho certeza de que o juiz vai concordar que o lugar dela é ao meu lado. Além disso, meu laço de sangue com ela é mais forte que o seu. Você é apenas um primo em segundo grau, enquanto eu sou avó. — ela disse em tom de triunfo, enquanto Sakura a observava atônita.

O que ela estava dizendo? Sasuke não era o pai de Aya?

– Você pode ser a avó. — ele concordou, deixando Sakura totalmente confusa. — Mas foi a mim que o pai dela escolheu para ter a guarda.

– Oh, Sasuke, você me deixa exasperada! — A mulher, a quem ele havia chamado de Yumi, parecia furiosa. — Kakashi nunca quis essa criança.

– Talvez não. — Sasuke concordou friamente. — Mas sua filha também não a quis, e eu me lembro dos seus conselhos para que ela interrompesse a gravidez. Mesmo que Kakashi não houvesse planejado ser pai, recusou-se a impedi-la de nascer.

– Rin estava perdendo a chance de sua vida. Recebera uma proposta para estrear em um filme, não entende? — Sakura percebeu a tensão no rosto de Sasuke e pôde sentir a raiva contida em sua voz quando respondeu duramente:

– Se você pensa que, de alguma forma, eu vou permitir que você tenha qualquer influência sobre a vida de Aya, depois de ter arruinado a vida de sua própria filha por razões egoístas, está muito enganada.

– Do que está falando?! — Yumi gritou. — Fiz tudo o que pude por Rin. Tudo! Coloquei-a em aulas de dança, levei-a a todas as audições, paguei para que ela melhorasse seu corpo. Tudo. Fui eu quem a ajudou e a encorajou, fui eu quem...

– Quem a ajudou e encorajou para quê? — Sasuke a interrompeu mordazmente. — Para posar seminua para revistas baratas? Se você a amasse como mãe... Não vou permitir que influencie Aya, Yumi. Mesmo porque sei que sua preocupação com ela não existe. Não penseque esqueci que você nem mesmo perguntou por ela no enterro de sua filha. E que ficou no país por menos de duas horas!

– Eu não conseguia aceitar a morte de Rin. Eu estava doente ela era tudo para mim. E eu quero criar a filha dela... Minha neta. — Yumi disse de maneira arrogante. — Aya é uma menina. Precisa da influência de uma figura feminina em sua vida. Você pode ter ainda a guarda dela, mas eu sou a parente mais próxima. Ela precisa de mim!

O tom de voz dela se tornava cada vez mais histérico.

– Kyoko entrou em contato comigo para dizer o quanto estava preocupada com a menina. Contou-me o modo como você, sabendo que estava doente, se recusou a chamar um médico até que ela lhe implorou para que o fizesse. Contou-me que você a despediu, a pessoa que a própria mãe de Aya havia escolhido para cuidar dela, e que contratou um outra babá... Posso ver por quais motivos. — Yumi mediu Sakura de alto a baixo. — Fica óbvio que sua preocupação maior não é com Aya.

Os olhos de Sasuke transmitiam toda a fúria que sentia, e Sakura não podia culpá-lo. Ela estava ainda tentando assimilar a idéia de que ele não era o pai de Aya. Justamente naquele momento, quando Sakura já estava certa do amor que ele tinha pela criança, descobria que não era o pai?

– Um homem não pode criar adequadamente uma menina. — Yumi disse com convicção. — Muito menos não sendo o pai. Tenho certeza de que o juiz jamais concordará com esse absurdo. Ela fez uma pausa e fitou-o com um olhar cínico. — Há questões morais a ser consideradas.

– Seja acabou seu discurso... — Os olhos de Sasuke a fuzilavam.

– Não, Sasuke, não acabei. Quero Aya e vou ficar com ela. Não há nenhum modo de você me impedir. — disse, num tom de voz mais controlado. — Devo dizer que fiquei surpresa quando soube que Kakashi, sendo tão jovem, possuía tantos bens, uma vez que mantinha minha pobre Rin em uma vida quase miserável. Fiquei boquiaberta quando veio à tona que ele era milionário.

– Agora começa a fazer sentido seu interesse por Aya, não é, Yumi? Para sua informação, todos os bens de Kakashi eram apenas para seu usufruto. Ele não podia dispor deles.

– Mas agora pertencem a Aya!

O olhar maligno de Yumi, que ela não fazia mesmo questão de esconder, deixava Sakura nauseada. Ficava claro por que Sasuke havia sido tão duro com ela e tentava proteger a menina da própria avó. No lugar dele, Sakura teria feito o mesmo.

– Teoricamente sim, porém ninguém vai poder mexer em seu capital até que ela seja maior de idade.

O modo frio mas controlado com que Sasuke respondia a Yumi fez com que Sakura tivesse noção de sua força interior. Ele não se deixava envolver em seu jogo dramático.

– Não, é claro que não. Mas como avó dela, o juiz me permitirá utilizar o que for necessário para seu sustento. — Yumi disse abertamente, com um sorriso de triunfo.

Voltando-se novamente para Sakura com um olhar de desprezo, ela continuou:

– Então, você é a nova babá? — Ela soltou um suspiro. – Deve estar sentindo muito a falta de Kyoko. Vou para o meu quarto, Sasuke. Por favor, peça que me levem alguma coisa leve para comer. Recuso-me a tentar falar com essa sua criada empertigada. E você, babá, leve minha neta até mim. Depois de trocada e alimentada, claro.

Em seguida dirigiu-se às escadas sem perder sua teatralidade.

Esgotada, Sakura olhou para Sasuke. Entendia então por que Madalena dissera que nem o pai nem a mãe de Aya se preocupavam com ela.

– Aya precisa mamar! — ela disse a Sasuke.

Felizmente, a garota dormira durante a discussão, e apenas naquele momento acordava, seu olhar pousando confiantemente no rosto de Sakura.

– Vou subir com vocês. — Sasuke anunciou abruptamente. — Quero conversar sobre um assunto com você.

Enquanto tirava Aya do carrinho, o coração de Sakura ameaçava saltar pela boca. Torcia para que ele não quisesse lhe falar do que acontecera naquela tarde, não agüentaria mais isso.

O quarto de Aya pareceu-lhe dessa vez aconchegante e familiar. Sakura ia colocar a pequena no berço, mas Sasuke a deteve.

– Não, deixe-me segurá-la.

Ela devia ter estado cega quando cogitou a ideia de que ele não amava aquela menina, Sakura refletiu ao reparar no modo como ele a olhava. Via-se forçada a admitir aquilo para ele, sentindo-se muito mal por havê-lo julgado erroneamente.

– Eu não sabia que você não era o pai de Aya.

– Pensou que fosse minha filha? — Ele parecia confuso.

– Ela se parece com você. — Sakura se justificou. — E quando a agência me informou que havia perdido a mãe em circunstâncias trágicas, não disseram... — Ela mordeu o lábio, sua voz desaparecendo quando viu a dor nos olhos dele.

– Kakashi era meu primo, meu primo mais novo, e éramos muito próximos, como irmãos. Nós dois perdemos nossos pais naquele acidente.

Ele fez uma pausa, sua expressão tão sofrida que Sakura queria dizer alguma coisa para confortá-lo. Mas o quê? Que direito ela tinha de dizer qualquer coisa?

– Tenho de admitir que Kakashi era um tanto irresponsável... Aconselhei-o a não se casar com Rin, ela era tão diferente dele! — Sasuke parecia infeliz. — Mas Kakashi era teimoso, dizia que era dono de sua vida. Eles tinham objetivos diferentes na vida, mas o principal era que nenhum dos dois estava preparado para o casamento. Mas não escutaram ninguém, estavam apaixonados... Ou pelo menos diziam que estavam.

– Mas você não achava que isso era importante. — Sakura o provocou, arrependendo-se em seguida ao ver o modo como ele olhou para ela.

– Eu não disse isso. Amor é sempre importante... Mas a interpretação que faziam de "amor" não era a mesma que a minha. Fiquei muito triste quando Kakashi confirmou minha previsão... Queria que se acertassem, Rin já estava grávida de Aya.

Quando ele citou o nome da menina, Sakura não se conteve.

– O que vai acontecer, Sasuke? Acha que ela tem chance de tirá-la de você? — perguntou-lhe incerta.

– Não enquanto eu estiver ainda vivo e respirando. — Sasuke assegurou-lhe veementemente.

– Mas ela tem o direito de apelar para a justiça...

Por que ele demorava a responder? Que hesitação era aquela em seus olhos?

– É verdade, ela é a avó de Aya e eu nunca fui nomeado legalmente guardião. — Sasuke reconheceu. — Sou um homem solteiro, que não tem nenhuma experiência em cuidar de crianças. Receio que neste mundo em que vivemos seja necessário questionar a motivação de um homem para criar uma criança que não é sua, e além de tudo sozinho, sem uma esposa.

Sakura tentava digerir silenciosamente o que ele estava dizendo. Ela sabia, claro, o que ele não queria colocar em palavras. E também sabia quem era a melhor pessoa para proteger Aya.

– Yumi nasceu atriz e tem a capacidade de esconder sua real personalidade quando a ocasião exige. E de lançar veneno onde sente que é necessário, como a respeito de meus motivos para querer que Aya fique comigo. E nem o juiz, nem ninguém de bom senso, vai querer correr o risco.

Sakura sentiu o coração bater mais forte, com um tipo de receio que ainda não entendia bem.

– Com certeza deve haver algo que se possa fazer... Algum jeito? — começou, balançando a cabeça enquanto falava com severidade.

– Não pode deixar que ela leve Aya.

Não havia dúvidas em sua mente. Aya não podia ficar com a avó, em quem de pronto Sakura não confiara. Embora não demonstrasse.

Sasuke estava tão apreensivo quanto ela.

Ansiosa, ela esperou por sua resposta, mas não pôde deixar de expressar em voz alta seus pensamentos.

– Se pelo menos você fosse casado... Ela certamente não tentaria nada.

Sasuke ficou tenso e fitou-a com um olhar profundo. Ela estava certa, claro. Se ele tivesse uma esposa, não haveria como Yumi alegar motivos escusos para seu desejo de criar Aya.

– Não. — ele concordou, fixando o olhar em Sakura. — Ela não poderia.

Alguma coisa no modo como Sasuke a olhava fez com que seu coração se acelerasse ainda mais.

– O que... o que foi? — perguntou ela, incerta.

– Acho que você conseguiu uma solução para o problema. — Sasuke aprovou. — Eu deveria ter descoberto isso sozinho. — continuou, mais como se estivesse falando consigo mesmo do que com ela. — Pensei que contratando para Aya uma babá recomendada, eu estaria fazendo o melhor que podia por ela, mas percebo que meu pensamento foi falho. O que Aya precisa para protegê-la neste momento não é uma babá, mas uma mulher que a ame e que preencha realmente o lugar de sua mãe... E acho que não há ninguém melhor para ocupar esse lugar que você, Sakura.

Sakura sentiu que precisava sentar. Sua cabeça girava, as pernas fraquejavam, seu coração parecia desgovernado, tão grande fora o choque que ainda reverberava por todo o seu corpo. Seus lábios estavam secos e seu corpo tremeu ao perceber que o olhar de Sasuke estava fixo no modo nervoso como apertava as mãos.

– O que... o que está tentando dizer? — perguntou, suspeitando que sabia a resposta que ele daria.

– Para proteger Aya de Yumi eu preciso de uma esposa.Você mesma disse isso! Sob estas circunstâncias, quem melhor para ser essa esposa que você?

– O quê? — Mesmo esperando que ele dissesse aquilo, ainda ficou chocada. — Não. — Sakura murmurou. — Não posso. Não posso!

– Sim, podemos. Temos de fazer isso. — Sasuke insistiu. — Pelo bem de Aya.

Se ela ainda tivesse alguma dúvida sobre o amor que Sasuke sentia pela criança, o que escutava naquele momento faria com que se desvanecesse, Sakura reconheceu.

Ali estava um homem totalmente dedicado a proteger a criança que considerava como sua, disposto até a casar-se com uma mulher que não amava, por ela.

Ela também amava Aya... Poderia fazer menos?

– Pense sobre isso. — Sasuke insistiu. — Quanto mais eu penso na idéia, mais sentido faz para mim.

– Eu entendo o que está dizendo. — Sakura foi forçada a concordar. — Mas... casamento?

O rosto dela estava pálido e Sasuke tentou adivinhar o que ela estava pensando.

– No que diz respeito a nós, será um simples acordo de negócios. — ele explicou calmamente. — Um acordo que poderá acabar depois de um período, cinco anos como seu contrato, ou quanto quer que escolha. Eu suspeito que depois desse tempo Yumi já terá perdido o interesse, e terá encontrado alguém mais que possa lhe prover talões de cheque assinados. Talvez um rico produtor de cinema. — ele acrescentou friamente. — E Aya já estará na escola.

– Não, é... é impossível. — Sakura repetiu com a voz fraca, sabendo que lhe faltava convicção.

– Por quê? — Sasuke a provocou. — Você já assinou um contrato concordando em ficar com Aya por este tempo. Concordando em se casar comigo você vai apenas acrescentar mais um item a esse contrato.

Mais um item? Ele falava de casamento como mais um item? Estaria louco? E justamente um homem com quem ela se sentia tão profunda e perigosamente vulnerável.

Mais um item!

– Mas estamos falando de casamento e não... Não de um contrato de negócios! — Sakura protestou.

Quando Sasuke não respondeu, ela se afastou dele e disse com sua voz firme:

– Para um homem como você, vindo da família que veio, talvez casamento seja mesmo um acordo de negócios. Mas em minha família, para mim... — ela interrompeu o que dizia e balançou a cabeça.

– Pensei que você amasse Aya. — Sasuke disse simplesmente.

Sakura sentiu que fraquejava.

– Eu a amo. — ela admitiu, sem poder resistir a olhar para a pequenina, sabendo que seu coração se derretia de amor por ela. E também batia por um adulto, embora ele com certeza não sentisse o mesmo por ela. — Acho que ainda não pensou bem sobre o que está sugerindo. — Sakura disse a Sasuke corajosamente, lutando contra si mesma. — Você me conhece muito pouco. Posso não ter as qualificações ideais para ser a mãe de Aya.

Tinha de encontrar um modo de tornar aquilo mais racional. Um jeito lógico de mostrar a ele que o que sugeria era impossível.

Logo relembrou-o aliviada:

– Além disso, tentei roubar seu carro.

– Não foi você. — Sasuke se contrapôs firmemente. — Foi a moça que estava com você, e você assumiu a culpa para protegê-la.

– Você sabia! — Sakura exclamou, incapaz de esconder seu espanto.

– Eu sempre soube. — ele confirmou.

– Mas você nunca disse nada. Você...

– Acha que eu realmente teria contratado você se tivesse acreditado naquela explicação ridícula? — Ele balançou a cabeça respondendo por ela. — De jeito nenhum. Eu a contratei porque pude ver o quanto você foi leal e protetora com a moça que estava sob seus cuidados. Eu sei que Aya precisa desesperadamente de alguém como você. Não, não alguém como você. Só você. — ele corrigiu com suavidade. — Não há ninguém como você, Sakura, não para Aya. Não pode desistir dela sabendo o quanto precisa de você, sabendo o quanto já está ligada a você. Ela já perdeu muita coisa em tão pouco tempo de vida. A mãe... O pai...

Sasuke estava fazendo de tudo para comovê-la, e usava armas muito poderosas, Sakura reconheceu, mas se ela tivesse um mínimo de bom senso iria resistir à pressão que ele fazia.

A questão era se tinha realmente algum bom senso.

Desde quando uma pessoa apaixonada possuía esse tipo de qualidade?, perguntou a si mesma com amargura. E estava duplamente apaixonada, nesse caso... O que faria?

– E quanto a você não ter todas as qualificações, é uma mentira, porque tem tudo o que Aya necessita. O seu amor por ela!

– Isso é uma loucura! — Sakura protestou.

– Não! — Sasuke corrigiu. — Loucura seria deixarmos que Aya fosse levada e criada por Yumi, deixar que sua vida fosse destruída como foi a de sua mãe.

Sakura sabia que o que ele dizia era verdade. E seguindo a lógica que ele colocava, faria pouca diferença entre ficar com Aya por cinco anos em razão do contrato assinado, ou por estar casada com ele apenas no papel.

Como podia abandonar Aya quando a pequena precisava tanto dela?

Mas como podia concordar com um acordo de negócios com Sasuke quando o amava e o queria tanto? Não tivera essa certeza naquela tarde? Sim! Ele era o homem mais maravilhoso do mundo para se beijar!

Respirando profundamente, tentou colocar seus pensamentos em ordem, procurando afastar aquelas baboseiras. Não haveria mais beijos entre eles, relembrou a si mesma duramente. Dali para frente haveria apenas o acordo de negócios!

*...*...*

Sasuke franziu o cenho quando ouviu uma leve batida na porta de seu escritório. Era perto da meia-noite e ele estivera trabalhando pelas últimas três horas.

No dia seguinte, antes que pedisse a Yumi para ir embora, deixaria muito claro para ela que não haveria como separá-lo de Aya.

Pensar em Aya o fez pensar em Sakura, embora isso reavivasse seu desejo de ter seu delicioso corpo nos braços, e sua igualmente deliciosa boca colada à dele, tal como havia acontecido naquela tarde.

– Sasuke, sei que está aí.

Seu rosto ficou sombrio quando Yumi entrou.

– Estive pensando em Aya. — ela disse a Sasuke friamente. — Ela é minha neta e significa muito para mim, mas posso ver a situação também de seu ponto de vista. Kakashi era seu parente mais próximo e seu herdeiro, e ele está morto. — Yumi levantou um pouco os ombros. — Posso facilitar as coisas para você, Sasuke. Ou dificultá-las.

Ele a observava sem dizer nada. Agora tinha certeza do motivo real pelo qual viera ao palazzo.

– Se você pudesse, por exemplo, colocar uma certa quantia de dinheiro a minha disposição, acho que poderíamos chegar a um acordo que beneficiasse a todos. Estou pensando em termos de... — Ela fez uma pequena pausa e deu novamente de ombros. — Bem, vamos supor, por exemplo, um milhão de dólares... Isso não é muita coisa para você, Sasuke. Você é um homem de posses.

– Quer me vender sua neta, Yumi? — Sasuke perguntou secamente. — Sei que tentou vender sua filha para quem pagasse melhor.

– Como ousa dizer isso? — ela o interrompeu com teatralidade.

– Digo porque ambos sabemos que é a verdade. Você colocou Rin no mercado de carnes no instante em que teve idade para isso.

– Ela teve um namorado muito rico quando era modelo.

– Um namorado rico... — Sasuke apertou firmemente os lábios com raiva. — Um homem que tinha três vezes a idade dela e que era casado. Você a vendeu a ele.

– Ela gostava dele! — Yumu já estava quase gritando. — Gostava mais de estar com ele do que com o moleque do seu primo. Quando penso nas oportunidades que perdeu por causa dele... Ela queria deixá-lo. Ele lhe contou isso? Estava indo para Los Angeles... Ele a matou!

– Se alguém matou os dois foi você, Yumi. Foi você quem destruiu o casamento deles com sua obsessão por dinheiro. A história se repete, não é? Você vendeu sua filha e quer me vender a filha dela. Por um milhão de dólares, você disse.

Lentamente, Sasuke balançou a cabeça. Sentia-se tentado a desistir e pagar, mas sabia que se o fizesse a história não acabaria ali.

Yumi voltaria sempre, querendo mais e mais dinheiro.

Sasuke não confiava nela de forma alguma. Não gostava dela e sabia que o sentimento era recíproco, e que se ela pudesse lhe causar algum prejuízo, ou alguma dor, não hesitaria. Mesmo que isso significasse prejudicar a própria neta.

Yumi já gritava com ele, dizendo que o faria pagar por não aceitar sua proposta, que se realmente se importasse com Aya, se realmente a quisesse, ficaria feliz em pagar por ela.

Seguiu-se mais meia hora até que ela percebesse que Sasuke realmente não concordaria com ela. Retirou-se então, gritando-lhe insultos e ameaças.

Sasuke ouviu-a impassivelmente, e fez a si mesmo a promessa silenciosa de que não iria jamais permitir que Yumi submetesse Aya ao mesmo tipo de abuso ao qual submetera Rin.

Era imperativo que se casasse com Sakura.

Continua...

Notas finais
O que acharam? Hn? Comentem! Ah! Obrigada aqueles que comentaram no cap passado, ainda não deu tempo deu responder os comentarios, (por falta de tempo e preguiça) Mas quando der eu respondo! Ja ne o/