A Pequena Psicopata

10 Matar ou não matar? Eis a questão.


Notas iniciais
Será o amor e a pena mudando Ariana?

Ariana estava irracionalmente (segundo ela) sentada na cadeira giratória do pai, girando, e comendo uma barra de chocolate. Não sabia bem o porquê estava fazendo isso, mas simplesmente queria fazer. Ela se sentira estranha desde que começara a pensar em matar o pai. Com a mãe não se preocupava, mas o pai... Ela estava confusa. Metade dela queria matar ele, fazer a mãe sofrer muito, e depois ficar com todo o dinheiro. Mas a outra metade, uma metade que parecia não se manifestar a muito tempo, queria matar a mãe e vive com o pai. Talvez se casar com Lincon. Até que agora não seria muito má idéia, pois, sentia por ele alguma coisa que nunca sentira por alguém antes. Ele era a única pessoa que a entendia. A única pessoa que a fazia feliz.

Ela começara a duvidar de si mesma. Estaria amando? Sentindo pena? Coisas que nunca sentira na vida? Ela estava mudando e sabia disso. E isso estava a deixando nervosa. Ouviu batidas na porta, e sem pensar disse \"entre...\" Era seu pai. Porque tinha que ser?

-Não sabia que eu tinha que pedir permisssão para entrar no meu próprio escritório... Mas já que é assim...- Disse ele sorrindo. Ariana forçou um sorriso e o pai se dirigiu a mesa, onde contornou-a e se escorou ficando de frente para Ariana.

-Olha filha, eu sei que você está muito chateada com essa história do casamento. Eu não queria realmente que você casasse desse jeito, mas sua mãe insiste tanto...

A pena no peito de Ariana crescia de acordo com as palavras. Ele não queria que ela se casasse. Ela gostava do pai. Era ele que a apoiava quando podia. Ele que a protegia da sua mãe. Não queria matar ele. Sentindo-se profundamente deprimida ela apenas respondeu:

-Não tem problema. Eu me entendo com o Lincon. Gosto dele...

O pai de Ariana sorriu e ficou a observando por alguns segundos. Depois murmurou alguma coisa, que se Ariana não tivesse bons ouvidos não teria escutado. Ele havia dito \"Você se parece tanto com sua mãe...\". Mas ela resolveu fingir que não escutou e apenas disse:

-O que disse?

-Nada filha... Deixa para lá... Olha... Eu sei que não ando dando muita atenção para você... Eu realmente queria... Mas são tantas coisas para fazer... Que tal se passassemos um fim de semana juntos? Só nós dois, para compensar esse tempo? Podemos ir a cidade...

Ariana sorriu, e apenas por um impulso, como se quissesse aliviar todas as mágoas de infãncia se jogou nos braços do pai e deu um forte abraço nele. Após ela aceitar ir, ele se retirou e disse:

-Pode continuar a ocupar meu escritório... Eu nem gosto dele mesmo...- Disse ele rindo. E se retirou

Ariana ficou mais alguns segundos olhando para a porta pelo qual o pai saíra. Estava feliz porque iria sair com o pai sem a mãe. Todas as vezes que saia com a mãe junto o passeio era um desastre total. Mãe? Falando nisso, o que o pai queria dizer com \"Você se parece tanto com sua mãe\"? Ariana e Audrey eram completamente diferentes. Enquanto Audrey tinha cabelos e olhos negros, olhos tembém muito negros e o corpo era bem definido, Ariana era loira, dos olhos muito azuis e muito magra. Iria descobrir isso mais tarde.

Agora seus pensamentos estavam voltados para o novo plano. Não iria matar o pai, apenas a mãe. E da pior maneira possível. Agora ela pensava nas formas que podia fazer isso e ainda sim lucrar com o dinheiro. Ela também ansiava a chegada de Keire Henith a cidade que traria o tão desejado inestimável colar de diamantes. Que logo seria de Ariana