A Pequena Psicopata
11 A outra
Notas iniciais
Quando Ariana está de mal humor você tem que tomar duas precauções básicas para evitar acabar como as outras vítimas que ela fez. Primeira: Não conteste, independente do que ela disser. Concorde mesmo que ela tente provar que dois mais dois sejam cinco. E segundo: Não obrigue-a a fazer uma coisa que ela não quer.
Não presciso de mais palavras para dizer que foi esse dia, que Ariana estava a linha que divida seu bom humor falso para seu mais temível mal humor que Audrey resolveu dar uma notícia que atrapalharia tudo, mas tudo o que ela estava pensando. Mas vamos começar do início do dia.
Ariana não queria acordar naquela manhã. Estava morta de sono, pois não tinha dormido direito por causa dos inúmeros pensamentos que rondavam sua cabeça. Ela simplesmente poderia ter dormido mais se Arnaldo não tivesse forçado-a a levantar porque Audrey queria falar com ela imediatamente.
Vestindo o roupão por cima da fina camisola ela desceu as escadas. Lá encontrou Audrey com um sorriso triunfante e Lincon e Luke com uma cara de quem tinha engolido uma melancia inteira.
-Sente-se Ariana.- Disse a mulher.
Ariana se sentou e pegou a faca, para cortar uma fruta, e escutou com falso interesse.
-Eu e seu pai- Ela continuou sem mesmo nem se importar que ela não tivesse prestando atenção.- estivemos decidindo. Uma garota com uma intêligência como você devia certamente ir para um lugar mais apropriado do que essa casa para desenvolver seus estudos. Então, olhei alguns lugares e me decidi: Você irá para um colégio interno junto com Lincon já que somos tutores dele e...
-O que?!- Ariana gritou e cortou acidentalmente o dedo na faca.
-Isso mesmo que você ouviu. E não adianta contestar, você ira semana que vem.
-NÃO VOU NÃO!- Colégio interno? Isso iria acabar com tudo de vez. Ariana gritava sem perceber- EU NÃO VOU ME TRANCAFIAR EM UM LUGAR POR SUA CAUSA! E EU POSSO ME VIRAR SOZINHA!
-Pare de gritar dessa forma!!- Agora Audrey que começara a gritar- SUBA AGORA PARA O ESCRITÓRIO MOCINHA, E SE ACALME! QUANDO EU FOR LÁ EU QUERO VER VOCÊ NO SEU MAIS NORMAL ESTADO! E VOCÊ VAI SIM! E NÃO BRIGUE COMIGO! SUBA LOGO!- e se virou para Lincon- E você suba também para convencer ela.
Ariana subiu marchando as escadas com Lincon atrás. Eles entraram no escritório e Ariana bateu a porta. Lincon nunca a vira tão descontrolada assim antes.
-MALDITA! NOJENTA!- ela pegou um pequeno vaso e atirou na parede- QUERO QUE ELA MORRA! AGORA! E NÃO IMPORTA O MEU PAI NEM NINGUÉM! EU QUERO ELA MORTAA!- ela agora atirava lonje um pequeno relógio- ESCUTA: QUANDO ELA SUBIR VOCÊ PEGA AQUILO- e apontou para uma barra de ferro perto da lareira, usado para mexer o carvão- E ACERTA NELA, AÍ DEPOIS EU DOU UM JEITO!
Lincon apenas concordou. Sabia que se dissese alguma coisa estaria em sérios problemas. Apenas pegou o atiçador e ficou atrás da porta esperando até que ouviram passos e a porta se abriu.
Depois daí, os acontecimentos foram muito rápidos, mas para entender o que realmente aconteceu, devo contar os detalhes.
No exato segundo que Audrey entrou, Lincon girou a barra no ar. Mas a mulher, com uma inexplicável agilidade e força segurou a barra, girou-a e arremessou ela e Lincon para lonje, fazendo-o cair e desmaiar. Ariana deu um urro de raiva, e descontroladamente, sem pensar em mais nada, pulou até a mulher, jogando-a no chão. Sentada em cima dela, Ariana começou a esbofetear a cara fazendo com que o nariz se quebrasse e o sangue espirrasse lonje, Mas Audrey, ainda sim inexplicavelmente, segurou os braços de Ariana, arremessou-a contra a parede e se levantou. Ariana estava setada no chão. Audrey se aproximou dela e a levantou pelo o pescoço, fazendo com que os seus pés não tocassem mais o chão. Ariana perdia o ar aos poucos. Então Audrey disse:
-Você é igualzinha a sua mãe não é? Aquela bastarda da Elizabeth. Uma mulher super inteligente. E seu pai me traiu com ela. E ainda teve uma filha. Uma filha super dotada enquanto a minha era um jégui. Mas eu aqui, a idiota aqui aceitou cuidar de você! Sabe o que mais? Eu a mandei para um lugar que você nunca pensará em procurar. Você é igual ela. Nojenta, inteligente, fria, falsa...
Os pensamentos se esvairaram da mente de Ariana. Não havia mais ar em ses pulmões. Sentiu-se morrer. Até que o aperto afrouxou. Alguém havia acertado Audrey. Mas não deu tempo de ver, porque nesse exato segundo ela desmaiara.
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