Notas iniciais
Vamos conhecer a nossa pequena Ariana?

Era uma fria noite de outono e os jardins da mansão Carter ruidavam vários barulhos diferentes entre eles de folhas secas, e pequenos insetos. Pela estradinha de terra por qual era costume andar a cavalo, uma garota de aparentemente 14 anos andava trajando apenas uma camisola branca. Seu nome? Ariana Carter. Você que acabou de ler isso provavelmente se perguntaria o que uma garota comum de 14 anos faria em uma estradinha de terra a noite daquele jeito? Acontece que Ariana não era uma garota comum. Ela tinha uma inteligência acima de qualquer padrão que se possa imaginar, podia pensar melhor do que qualquer filósofo, do que qualquer cientista que existisse. E seria uma real benção de Deus se Ariana usasse esse seu dom para o bem.

Se você fosse uma pessoa comum por acaso e se visse Ariana caminhando naquele momento, poderia ou sentir um tremendo nojo, ou pensar como uma pessoa possa ser tão perversa aquele ponto. Se até agora você não entendeu o quanto Ariana tinha uma mente perversa, pode ser que você seje um sonso ou será falha minha que esqueceu de contar que Ariana rumava para um depósito segurando uma cabeça decaptada de um homem pelos cabelos e apresentava um estranho sorriso de satisfação no rosto.

Ariana entrou no depósito que era repleto de instrumentos de jardinagem e caça e tirou de um caixote o que parecia ser um balde transparente de formol. Ela levantou a cabeça até os olhos e disse friamente.

-Mexa com minha cabeça que eu arranco a sua.- E mergulhou a cabeça no formol e lacrou o balde. Depois rumou para a casa-sede, onde, antes de entrar se deparou com Arnaldo, o fiel mordomo que olhava desconfiado para ela.

-Senhorita Carter, você sabe muito bem que só porque seus pais não estão aqui não significa que você possa fazer o que bem entender! Imagina se voltassem da França e descobrissem que a filha tem uma coleção de cabeças decaptadas?

Ariana olhou severamente para o mordomo e disse.

-Primeiro, não são cabeças qualqueres. São dos psiquiatras nojentos que eles mandam e eu já falei que não presciso. E segundo: Eles não vão voltar tão cedo.- Disse ela limpando os pés sujos de sangue.

-É aí que você se engana. Tomei a liberdade de abrir esse telegrama para você, e aqui diz que eles voltam em uma semana.

Ariana, como era muito difícil se deixar abalar, apenas levantou as sombrancelhas e olhou para o telegrama que dizia realmente que os pais voltariam semana que vem e trariam mais um psicólogo que além de ser muito amigo da família viria acompanhado do filho, que estava aprendendo sobre as artes psicológicas. Ela deu um sorriso afetado e depositou a carta sobre a mesa.

-Eu já falei com eles que eu não presciso disso. Eles não se conformam que eu seje uma pessoa, como pode ser dizer, mais intelectualizada que as outras.

-Isso é porquê eles não sabem que você já matou sete psicólogos que vieram, não frequenta a escola, e deixe-me lembrar, quase deixou que aquele garoto... qual é mesmo o nome? Fred? Ah sim... Quase deixou que o garoto Fred morresse afogado no rio com uma pedra de cimento amarrada no pé.- Respondeu o mordomo sarcásticamente.

-Para a sua informação novamente- Respondeu ela mais sarcásticamente e fazendo a sua melhor voz de psicopata- Fred era um lixo em forma humana e além do mais, era tentou me agarrar. Você sabe disso. E também quando ele saiu do lago, tinha tantas toxinas injetadas nele que ele nem se lembrou quem era quem no mundo.

O Mordomo suspirou. Foi preparar o jantar e deixando a pequena mente na sala. Quem seria as duas próximas vítimas que estariam por vir?

Notas finais
Ainda vou continuar Hounted House, não se preocupem...