A Pequena Psicopata
2 A chegada
Notas iniciais
Durante a semana que se decorreu, Ariana e seu mordomo ficaram por conta de tirar ou esconder qualquer sinal de alguma coisa irregulares. Em si eram apenas alguns objetos cortantes e roupas sujas de sangue (e a discreta coleção de Ariana). Então no dia da chegada dos pais da garota, ao contrário do que o mordomo pensou, ela estava calma e controlada. Eram sempre as vezes que Arnaldo se surpreendia com a capacidade de Ariana de não se descontrolar tão facilmente.
Eram mais ou menos duas da tarde quando um vistoso automóvel parou na frente da casa sede. De lá desceram os pais de Ariana, Luke e Audrey Carter, acompanhados de um homem baixo e gordo com cara de intelectual e de um garoto de no mínimo 16 anos alto e atletico. Ariana desceu formidavelmente vestida para ver os pais. Seus cabelos loiros quase brancos e lisos estavam presos em um coque e ela usava um vestido preto e violeta.
-Mamãe! Papai! Que saudade- Ela disse correndo até eles. Estava sorrindo falsamente.
-Ariana!- Disse a mãe alegre e abraçou a filha com muita força- Ah minha filhinha que saudade de você, tanto tempo lonje e nem vi minha garotinha crescer.
\"Continue a me apertar e eu te prendo no porão por uma corrente\"- Pensou Ariana.
-Ariana...- Disse o pai sorrindo e indo para a filha.- Filha, deixe-me apresentar esse eh Everaldo Rechi e esse é seu filho Lincon Rechi.
-Prazer- Foi o que saiu da boca de Ariana mas a sua cabeça disse: \"Suas cabeças vão ficar lindas na minha coleção... Quem sabe não posso usar suas mãos para fazer um cinzeiro?\"
-O prazer é todo meu- Disse Everaldo e se curvou para beijar a mão de Ariana- Você já deve saber, sou amigo da família, e também serei seu psicólogo.
-É uma pena que os meus antigos psicólogos tenham simplesmente sumido... Acho que não aguantaram...- Ela sorriu meigamente e seus pais riram falsamente como se aquilo tivesse sido uma piada.
Arnaldo apareceu na porta alegremente.- Entrem, entrem, vocês vão conjelar aí fora, eu carrego as malas...- E depois que todos foram acomodados na sala de estar, Ariana subiu dizendo que estava cansada e que queria dormir. Mas na verdade ela ficou de esguelha para escutar a conversa. Então Everaldo começou a questionar os pais de Ariana enquanto Lincon fazia anotações.
-Então, qual é o problema da garota?- Perguntou Everaldo deixando os pais de Ariana nervosos.
-Bom,- respondeu Audrey- Ela não é uma garota normal. Nunca foi. Ela não se socializa, tem uma inteligência fora do comum, e não pensa como uma garota comum. Ao invés de pensar na aparência ou na reputação como qualquer pessoa qualquer ela se preocupa com coisas que deveríam ser deixadas para nós adultos responsáveis...
Ariana mexeu com a cabeça entediada. Já escutara aquele bendito blá, blá, blá da mãe umas 500 vezes... Ela escutou Everaldo confirmar com a cabeça positivamente. Audrey continuou.
-...e você sabe que ela não pode continuar com aquela mentalidade principalmente quando vai se casar com Lincon em abril.
Ariana se sobresaltou quando ouviu as ulrimas palavras. E não foi somente ela. Lincon parecia igualmente surpreso tanto que olhava arregalado para o pai, mas não disse nada por educação. \"Então quer dizer que aquele bobalhão viera aqui porque ele vai casar comigo\" Pensava ela um pouco atordoada, mas depois recuperou sua postura. Decidiu-se. Não iria casar mas nem por cima do cadáver.
Dele.
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