A Pequena Psicopata
5 A morte de Everaldo
Notas iniciais
No dia seguinte, após Ariana garantir para o senhor Owen que vira Jorgen sair com uma garota ruiva, e também garantir que o jardineiro queimou todas as folhas secas, ela estava passeando a cavalo (nessessáriamente obrigada por Everaldo e o pai) com Lincon. Os dois estavam em silêncio o tempo todo ate que Lincon tentou puxar conversa com ela.
-Foi boa a festa ontem né? Pena que você foi dormir cedo...
-Eh...- Ela respondeu no tom mais desanimado possível.- Estava muito cansada e prescisava dormir.
-Eu estou aqui me perguntando o que será que aconteceu ao filho dos Owen... Ele sumir assim tão de repente, e só você saber o que aconteceu.
\"Aleluia, uma chança de voltar para a casa\" Pensou ela e disse: — Está insinuando que eu, Ariana Carter tenha algum envolvimento com o sumiço do filho dos Owen, justo eu que mal conhecia ele mas tenho certeza de ter visto ele sair com uma garota ruiva, mais prescisamente uma mulher ruiva, alta e com olhos muito verdes. Eu não tenho culpa se vocês são tão desatentos assim em não notar. E se você acha que eu tenho algum envolvimento com o sumiço dele está muito enganado! Passar bem!- E saiu galopando de volta para casa deixando Lincon extremamente sem jeito. Ela chegou lá, amarrou o cavalo no estábulo e teve que se encostar em uma pilastra para não cair de tanto que estava rindo.
Ela subiu a escadaria e lá encontrou Arnaldo na sala, tirnando pó dos valiosos vasos de planta. Ele olhou para ela e estranhou o sorriso que ela tinha em seu rosto.
-Ok, o que você fez com o garoto Rechi?- Perguntou ele na lata.
-Nada meu caro mordomo! Apenas discutimos sobre o sumiço do garoto Owen, e ele achou que eu tivesse alguma relação com o sumiço dele.
-Na qual você deve ter total influência e culpa não é mesmo?
-Imagina!- Disse ela sarcásticamente- Imagine, eu, uma garota tão boa e dedicada a família, tendo envolvimento com o sumiço de um garoto!
O mordomo sorriu par a a garota e antes de subir as escadas alertou-a que Everaldo marcara a sua sessão* para 6:30 daquela tarde. Ariana ficou ali admirando o Hall da casa. Ela começou a pensar seriamente em se casar com Lincon e depois matá-lo pois assim seria a uníca herdeira da fortuna dos Rechi. Não que ela prescisasse de mais dinheiro na conta do banco, mas sabia que não devia depender totalmente da fortuna do pai. Ainda pensando nisso ela subiu para tomar um banho e depois talvez ler um pouco. Ela sabia que um verdadeiro clássico da literatura inglesa estava esperando para ser lido.
Ela subiu para o banheiro, e sem pedir ajuda dos empregados encheu a banheira de porcelana, despiu-se e entrou. Ela olhou para o teto por alguns segundos e mergulhou até o nariz debaixo da água. Na sua cabeça se passavam as formas de tortura mais terríveis, mais horrendas que poderia fazer antes de matar os Rechi. Pensou também no quanto lucraria nas mortes dos dois. Ela agora desejava que o casamento se adiantasse pois assim a pouparia do desejo constante de ver o sangue dos dois jorrar. Ela emergiu de volta da banheira e se sentou. Olhou para os pulsos e mãos que agora traziam alguns arranhões e queimaduras do dia anterior.
Ela olhou no relógio de parede do banheiro, e viu que já eram 6:30. Ela saiu da banheira e se vestiu de um vestido azul marinho. Ariana suspirou fundo e desceu as escadas para a sala que Everaldo estava. Mas quando entrou ela viu uma coisa realmente estranha. Everaldo estava sentado na sua cadeira, com a boca aberta e o corpo relaxado. Ariana sabia reconhecer um morto na hora. \"Diabo, porque ele tinha que morrer justo agora? Vai estragar todos os meus planos! Mas eu penso em outra coisa, agora tenho que paracer que apenas vi ele!\". Ariana recuou até a porta e soltou um grito de horror. Depois se escorou na parede e pareceu enjoada, ao mesmo tempo entristecida. Seus pais vieram correndo para ver e Ariana falsamente desabou em lágrimas no colo da mãe. O pai estava surpreso e chamou a ambulância para levá-lo. Nessa hora Lincon chegou na casa, e ficou extranhamente perlexo, mas Ariana, dentre a choradeira que ela fingia, pode notar que ele simplesmente não parecia triste.
A exatamente as 7:25 o corpo de Everaldo foi levado. Ariana se desvincilhou dos pais e entrou na sala procurando a causa da morte de Everaldo. Ela sabia que aquela morte não tinha sido natural. Então ela viu sobre a escrivaninha um copo de vinho, e todas as suas perguntas foram respondidas.
Notas finais
Me desculpem também o cáp comprido. Eh que hoje eu irei viajar e talvez não dê para escrever mais até segunda.
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