Notas iniciais
volteeeei como prometido bom, quero me justificar, esse capítulo na minha cabeça seria bem maior, mas não deu tempo de escrever tudo o que eu queria hoje e amanhã não vou poder escrever porque vou a festa de 15 anos da minha amiga, então eu tinha que postar hj. agora tipo ahhhhhh, amei a recomendação, tipo eu surtei eu tava tão carente de uma recomendação, obrigada de verdade Martina Potter. amei

2014//Argentina, Buenos Aires

– Precisamos conversar, Violetta. – afirmou o Vargas em um tom frio.

Violetta sentia seu coração bater tão forte que podia arriscar que ele sairia do lugar, ou que León podia ouvi-lo. Não queria que aquele momento chegasse, no entanto ali estava, prestes a reviver toda dor do passado.

– o que quer saber? – perguntou a morena em um murmúrio.

– a verdade. – ele afirmou impassível.- como tudo isso começou, Violetta? – indagou mirando o nada a sua frente. A morena respirou fundo buscando forças e puxando cada memória em sua mente.

– tudo começou naquela sua viagem ao Chile, você andava muito estressado e mal parava em casa, e quando estava em casa nós brigávamos constantemente, eu não sabia o que estava acontecendo, no entanto não dava pra descobrir. Eu comecei a passar muito mal, enjôos, tonturas, mal conseguia comer e quando conseguia vomitava tudo, no começo eu achei que fosse algum distúrbio, mas quando Olga veio falar comigo, um dia antes da sua viagem...

10 Anos Atrás...

Violetta sentia o gosto amargo em sua boca e não era pra menos, havia acabado de vomitar seu almoço na privada. Levantou-se do chão com alguma dificuldade e voou em direção a pia, lavando sua boca e escovando seus dentes pra tirar aquele gosto horrível que lhe dava náuseas.

– senhora... – Olga lhe chamou e a, até então, senhora Vargas lhe olhou enquanto secava a boca. – não acha melhor procurar um médico? – indagou a senhorinha desconfiada.

– não, Olga, eu estou bem. – pronunciou Violetta adentrando seu quarto e sendo seguida por sua governanta. – é só um mal estar. – sentou-se em sua cama enterrando o rosto entre suas mãos.

– a senhora vem passando mal a dias, não consegue comer direito, tem tonturas, enjôos, cólicas... e se me permite perguntar, sua mestruação não está atrasada? – indagou Olga buscando uma lógica pra tudo aquilo.

– o que? – indagou a morena confusa. – Olga, eu não... – e como um baque Violetta se deu conta de que ela estava certa, sua mestruação estava sim atrasada e todos os outros sintomas indicavam apenas uma coisa. – n-não estou grávida... – disse mais pra si mesma do que pra governanta, já que naquele momento nem ela mesma acreditava naquela afirmação.

– tudo bem, senhora. Eu não vou mais incomoda-la. – afirmou a governanta saindo.

Tempos Atuais...

– naquele mesmo dia você chegou em casa irritado dizendo que teria que fazer uma viagem de duas semanas para o Chile, você não explicou muito bem o porque, mas eu não tinha artifícios para questionar. E quando eu descobri por Andres que era sua secretária, Stephie, que lhe acompanharia e não Marco como de costume eu confesso que fiquei com um pouco de raiva, mas a dúvida e curiosidade pra saber se eu estava grávida ou não foram maiores. Então, quando você viajou eu pedi que Francesca comprasse alguns testes de gravidez na farmácia e logo tivemos o resultado. – a Castillo deu um meio sorriso se lembrando da alegria que tivera aquele dia, não via mais nada a sua volta, era como se tudo passasse em um filme em sua mente. – Francesca era a única que sabia e eu pedi a ela que não contasse a niguém pois eu queria te fazer uma surpresa quando você voltasse. Naquele ia eu mal dormi com tamanha felicidade, mais um filho nosso. No entanto quando eu acordei, tinha um envelope ao lado da minha cama endereçado a mim, eu não sabia do que se tratava, mas quando o abri toda a felicidade que eu sentia por estar grávida deu lugar a dor. – os olhos da Castillo marejaram enquanto lembranças perseguidoras a alcançavam.

10 Anos Atrás...

A morena não conseguia raciocinar direito enquanto segurava aquele envelope em suas mãos. Seu corpo inteiro tremia e não conseguia distinguir qual sentimento predominava. Raiva, indignação, tristeza, mágoa. Era uma mistura de sentimentos que só lhe davam a mais dolorosa certeza: traição. No envelope haviam várias imagens, inúmeras fotos de León na cama com outra mulher, os dois dormindo, o lençol cobrindo a nudez de ambos e logo Violetta conseguiu distinguir quem era aquela mulher, Stephie, a secretária de seu marido.

Tempos Atuais...

– naquele dia eu liguei sem parar pra Francesca, eu precisava de alguém que me acalmasse naquele instante, mas por algum motivo ela não me atendia. E a dor apenas aumentava, era tão forte, uma dor tão forte... – as lágrimas agora corriam pelo rosto da morena de maneira desesperada, ela respirou fundo. – eu não consegui esperar mais nada. Liguei pra todas as agências de viagens e por conta da tempestade que estava caindo, todos os vôos estavam atrasados. Então peguei o carro e fui eu mesmo atrás de vocês no Chile...

– você... – a voz dele vacilante devido as informações. – você foi ao Chile? – indagou enquanto virava-se para encará-la. A morena encarava o céu nublado que estava aquela noite, enquanto lutava contra a dor insistente que martelava em seu peito.

– eu não cheguei lá. – ela sussurrou. – eu... – a voz vacilou e a Castillo respirou fundo reunindo suas últimas forças. – estava chovendo muito e eu acabei perdendo o controle do carro. Quando acordei, estava em um hospital e com Francesca ao meu lado...

10 Anos Atrás...

A luz incomoda fez Violetta abrir e fechar os olhos algumas vezes até se acostumar com a claridade. O quarto branco ao seu redor parecia tão frio e gelado que ela sentia frio só de olhá-lo, e foi só quando ouviu um resmungo que olhou pro lado e vi que não estava sozinha ali. Tragando a saliva com uma dificuldade enorme a morena se pronunciou.

– hum... Fran... – murmurou fracamente chamando a atenção da amiga pra si.

– Vilu?! – o rosto, molhado pelas lágrimas, da italiana ameaçou um sorriso. – ai meu Deus, eu estava tão preocupada. – afirmou Francesca se sentando ao lado de Violetta na maca.

– o que aconteceu? – indagou a senhora Vargas Castillo revelando o quão confusa estava.

– você perdeu o controle do carro e acabou sofrendo um acidente, por sorte consegui logo te localizar. – explicou e Violetta respirou fundo.

– Fran... – ela chamou a amiga. – e o bebê?! – indagou buscando segurança e conforto nos olhos da amiga, mas só encontrando dor e angústia.

– eu sinto muito. – a italiana sussurrou.

Tempos Atuais...

– aquele foi o pior dia da minha vida. – a Castillo murmurou. – foi quando eu... eu... o perdi. – as lágrimas voltaram compulsivamente. – o nosso filho. – ela o olhou e viu os olhos do Vargas vermelhos, a dor refletida nos olhos de ambos.

– e o que aconteceu depois? – ele indagou tentando soar frio, mas soou aflito, abalado.

– eu não podia me dar ao luxo de fica de luto, eu tinha uma filha de cinco anos que era minha responsabilidade. – ela fungou. – então eu voltei pra casa, esperei que sua viagem terminasse e pedi o divórcio. Não só pela traição, mas pela coisa toda. Eu fiquei ...desesperada quando... – ela engoliu o seco. – quando descobri que tinha perdido meu filho. Eu achei... achei que fosse perder a sanidade, foi quando usei uma técnica que uma psicóloga me ensinou. Eu foquei em apenas um sentimento, apenas na raiva. E foi como se... toda a intensidade da dor fosse transferida fazendo a raiva ficar mais forte. Raiva de você e da sua amante, da... Stephie. – Violetta praticamente cuspiu o nome dela. – então eu a procurei na empresa e a ameacei. Disse a ela que se ela não sumisse da minha vida, eu divulgaria as fotos de vocês dois e ela provavelmente ficaria sem emprego por um bom tempo, afinal que esposa deixaria o marido trabalhar com uma mulher que já foi amante de um chefe?! – a Castillo proferiu uma risada irônica. – em menos de dois dias ela já estava bem longe de Buenos Aires.

– e então, você veio até mim e pediu o divórcio. – concluiu o Vargas, recordando-se dos fatos.

– sim. – ela afirmou. – eu joguei todas aquelas fotos em você e gritei que queria o divórcio nem te deixando explicar. – ela recordou como se ele não lembrasse de um dos dias mais dolorosos de suas vidas. – então, eu recebi uma proposta de Jade La Fontaine pra trabalhar como modelo exclusiva em Nova York, e eu percebi que era aquilo que eu precisava, um recomeço. Longe... longe de ... você. – finalizou olhando as próprias mãos que envolviam o parapeito como uma tábua de segurança.

– por que... – a voz do Vargas falhou e ele pigarreou pra continuar a frase. – por que você tinha que ficar longe de mim? – indagou virando-se de lado para encará-la. A Castillo girou seu corpo para encará-lo e mirou os olhos verdes que demonstravam tantos sentimentos... dor, perda, saudade, mágoa.

– porque eu culpei você. – ela confessou olhando nos olhos dele. – porque eu culpei você pela nossa separação, pela perda do nosso filho, pela minha saída de Buenos Aires, eu culpei você por tudo. – as lágrimas voltaram para atormentá-la, descendo de forma desesperada e ruidosa. – e sabe o que é pior, León?! O pior é saber que você não teve culpa de nada disso. Saber que a culpa foi minha. Foi minha a decisão de me separar de você, foi minha a decisão de sair de carro naquele dia e foi minha a decisão de sair de Buenos Aires. Foi tudo culpa minha.

Notas finais
pronto, passado da Vilu e motivo da separação revelados, o que acharam?! bom, a próxima revelação de segredinhos será só no finalzinho da fic, então se contentem com esse capítulo por enquanto. srsrs e acalmem-se, não é como se a Vilu esquecesse que está grávida, no próximo capítulo ela provavelmente vai contar ao León. então, comentem muito?! pra me deixar feliz?! empolgada?! digam se era isso que vocês esperavam da separação deles. quero muuuuuuuito reviews kkkk