2014/Argentina, Buenos Aires

A manhã de Violetta havia sido agitada, depois de ter topado a proposta de León, ela não parou quieta nem por um instante. Já havia mandado todas as suas malas e as de Melissa para casa de seu ex-marido, e estava rumando a mesma, alcançou as chaves de seu carro e logo se pôs porta a fora.

Violetta dirigia tranquilamente pelas ruas de Buenos Aires, não sabia o que pensar ou como agir, morar com León era uma idéia absurda, ele sempre foi assim: provocante, daqueles que sempre conseguem tudo o que querem. E eu nem preciso dizer que nesse “tudo” Violetta se inclui.

Logo, a garota despertou de seus devaneios, quando avistou a frente da mansão Vargas, que agora seria sua nova casa. — . Violetta suspirou pesadamente, parou o carro, alcançou sua bolsa e desceu do veículo. Logo o motorista de León, Ramalho, foi até Violetta.

– Srt. Castillo! Seja bem-vinda! – cumprimentou Violetta com um sorriso. Violetta também sorriu.

– obrigada, Ramalho! – agradeceu cordialmente e entregou as chaves do carro para Ramalho, o mesmo logo se retirou para guardar o carro de Violetta na garagem.

Violetta respirou fundo e se pos a andar, subiu as poucas escadas que tinha na frente da porta de entrada e logo bateu de leve na mesma, esperou alguns instantes até que a porta se abriu revelando uma senhora baixinha de cabelos pretos e enrolados que Violetta conhecia tão bem.

– Violetta! Que saudade! – Olga, a governanta de Violetta disse dando lhe um abraço. Olga foi governanta de Violetta praticamente desde que a garota nasceu, e quando casou, Olga veio morar com ela e com León na mansão Vargas.

– Olga! Ai meu Deus, quanto tempo! – disse enquanto se separavam.

– venha minha pequena, vamos entrando que eu vou fazer aquele bolo de chocolate que você adora. – disse Olga puxando Violetta pra dentro da casa, Violetta apenas assentiu e a seguiu até a cozinha, pois estava morrendo de vontade de comer o bolo de chocolate de sua governanta.

Violetta se sentou em uma das cadeiras próximas aquela bancada e pousou sua bolsa ao seu lado enquanto ouvia Olga começar a tagarelar pegando os ingredientes para o bolo.

– fiquei muito surpresa quando o Sr. León disse que você voltaria a morar aqui, Violetta. Mas, no fundo todos nós sabíamos que hora ou outra vocês dois iam acabar se acertando. – confessou a senhorinha fazendo Violetta quase engasgar com a própria saliva.

– nós... não voltamos, Olga. – afirmou Violetta fazendo Olga rolar os olhos.

– de qualquer forma, estou dando graças a Deus pela Lara ter ido embora. – afirmou deixando Violetta confusa.

– como assim a Lara foi embora: — indagou curiosa.

– bem, hoje de manhã, depois de uma “discussão matinal” com o Sr. León por ele tê-la abandonado, sozinha aqui e ter ido te ajudar... – Olga disse com ar malicioso e Violetta corou. – ela recebeu um telefone e disse que teria que viajar pra Madri pra visitar a família, segundo ela a viagem é de extrema importância e não tem data pra voltar. – Violetta sorriu ao saber que Lara ficaria um tempo longe de Buenos Aires e conseqüentemente longe de León.

– Olga, eu to meio cansada... – Violetta começou, mas logo Olga a interrompeu.

– ahh claro, só um minuto... – Olga disse e saiu deixando Violetta meio confusa. Logo a governanta voltou ao lado de uma garota um pouco mais jovem, mas não muito. – Ana, essa é sua nova patroa, Violetta Castillo, leve-a até o quarto. – Olga ordenou e a garota assentiu indo até as escadas.

Violetta seguiu a garota, subiu as escadas, elas passaram pelo primeiro quarto, pelo segundo...

– o senhor Vargas, pediu que preparássemos este quarto especialmente para a senhora... – Ana informou passando por mais uma porta, o coração de Violetta começou a bater descompassado, não, León não podia ter feito aquilo com ela. Foi isso que Violetta pensou ao perceber que a garota parou na frente do quinto quarto, quarto esse que ela conhecia tão bem. – com licença, senhora. – Ana disse saindo.

Violetta respirou fundo e adentrou aquele quarto, em seguida fechou a porta atrás de si, analisou o quarto. aquele havia sido o quarto que dividiu com León enquanto eram casados, o quarto onde havia passado tantos momento com León, o quarto onde descobriu que seu mundo havia desmoronado.

Inconcientemente, Violetta deixou uma lágrima rolar por seu rosto, ela seguiu até sua cama e jogou seu corpo pesadamente sobre a mesma. Inundada em pensamento acabou adormecendo.

XXXX

Nesse momento, Melissa estava em frente sua nova escola, a sensação era tensa, afinal, ser a novata no meio do ano é horrível pra qualquer um. Ela estava assim, afinal o dia estava meio frio. Logo Melissa adentrou o colégio e fui direto falar com a diretora, após conversar com a mesma, pegar seus horários e o mapa da escola, saiu indo em direção a sala 307, onde teria sua primeira aula, vagava pelos corredores cheios de armários meio perdida, e antes que pudesse chegara sua sala ouviu vozes, parou no um corredor para ver o que estava acontecendo e pode constatar duas garotas, uma ruiva e uma outra loira, a loira estava jogada no chão, aparentava ter caído e a ruiva estava com um ar superior.

– é a última vez que eu te aviso Luna, não se meta mais no meu caminho, ou... – deu uma risada maligna. – nem preciso dizer que vou começar com todo aquele inferno de novo né?! Começando por agora. – a ruiva disse e despejou o café que segurava no cabelo da loira, ao fazer riu e saiu andando.

Melissa ficou perplexa ao ver aquela cena, sem pensar duas vezes foi até a loira...

– precisa de ajuda? – indagou, a loira apenas a encarou como se a resposta fosse obvia e Melissa a ajudou a se levantar.

As duas foram até o banheiro feminino, onde lavaram o cabelo da loira com cuidado...

– obrigada... – a loira disse para Melissa. – meu nome é Luna. – disse a garota. – a nerd da escola. – afirmou sem humor.

– muito prazer... meu nome é Melissa. – disse a morena sendo simpática.—a novata. – as duas riram. – por que aquela garota fez aquilo com você? – indagou curiosa querendo entender. Luna bufou.

– porque ela tenta destruir todos que ela considera uma ameaça a sua popularidade... – a garota afirmou. – o nome dela é Ashley Torres,preciso dizer que ela é a miss popularidade daqui? – indagou e Melissa negou. – eu era líder de torcida junto com ela, mas quando ela passou a me ver como uma ameaça, ela sabotou uma apresentação minha, me fazendo cair na frente da escola inteira. Resultado: fiquei 1 mês o tornozelo enfaixado e minha vida social foi destruída, e não, eu não sei por que ela ainda me encara como uma ameaça. – disse tudo de uma só vez.

– ela filha de Camila Torres, né?! –indagou e Luna assentiu.

Logo ouviram o sinal do inicio das aulas soar, Luna se despediu de Melissa dizendo que tinha que ir na biblioteca antes de ir pra sala de aula e Melissa seguiu seu caminho até a sala 30. Melissa adentrou o local e se sentou na última cadeira perto da janela, logo o professor de história chegou a sala e começou a tagarelar sobre algo que a morena não estava entendendo, então Melissa apenas pegou seus fone de ouvido, os conectou ao seu iphone e selecionou uma música. Assim que a música começou a soar, Melissa analisou a sala e seus olhos se prenderam a certo grupinho de pessoas que logo foi capaz de identificar, Daniel Torres, Ashley Torres e Nathan Pasquarelli.

Melissa observou a ruiva agarrada no braço de Nathan e logo a idéia de que eles eram namorados surgiu em sua mente. Nathan ria por alguma coisa que Daniel havia falado, foi quando ele olhou em volta e reparou em Melissa, o garota se soltou de Ashley na hora e a garota fuzilou Melissa com o olhar. Melissa arqueou as sobrancelhas pra Nathan como se o desfiasse, mas o garoto não fez absolutamente nada.

(...)

O sinal de fim das aulas soou e Melissa saiu de sala sem falar com ninguém, afinal, não conhecia ninguém. No corredor, acabou esbarrando em Luna, as duas embarcaram uma conversa animada e decidiram que Melissa iria pra casa de Luna para passar a matéria, já que havia acabado de entrar na escola e não tinha matéria nenhuma.

O motorista de família de Luna veio buscá-las, as duas foram o caminho inteiro conversando, quando chegaram a casa da garota subiram direto para o quarto da mesma, ficaram conversando por um tempo até que chamaram as duas para almoçar, Luna desceu até a cozinha na frente deixando Melissa sozinha. A morena apenas tirou sua jaqueta deixando-a em cima da cama de Luna e se pos a descer as escadas, quando estava no último degrau tropeçou a acabou caindo em cima de alguém que passava, alguém bem forte por sinal. As mãos da pessoa estavam segurando firmemente na cintura de Melissa, a garota levou seu olhar para o rosto da pessoa identificando quem era. Era ele...

– Nathan. – a morena disse surpresa.

(...)

XXXX

Violetta despertou lentamente seus sentidos, olhou pela janela que havia em seu quarto e constatou que já era noite, alcançou se celular e viu que era 01:00 da manhã, realmente estava muito cansada. Se levantou lentamente e decidiu tomar um banho, se dirigiu até o banheiro que havia em seu quarto, se despiu lentamente. Ainda meio sonolento, adentrou o Box e ligou o chuveiro, a água morna percorreu seu corpo despertando seus sentidos, não se demorou muito naquele banho, logo desligou o chuveiro e se enrolou em uma toalha, foi até seu closet, e constatou que suas roupas já estavam todas arrumadas ali dentro.

Violetta suspirou e logo alcançou uma camisola e um robe, os vestindo. Ficou assim, logo voltou para seu quarto mais ainda havia um problema, não tinha comido nada o dia inteiro e estava morrendo de fome. Olhou mais uma vez a tela de seu celular e constatou que eram 1:50, pela hora, imaginou que León já estaria dormindo, suspirou aliviada ao notar que não teria que encará-lo hoje.

Logo se pos a andar e saiu de seu quarto, desceu as escadas e foi em direção a cozinha, acendeu as luzes da mesma e procurou pelo bolo de chocolate que Olga havia feito, assim que o achou, se serviu de um pedaço do doce. Colocou o prato sobre a bancada e saboreou aquele doce que tanto amava, ao terminar, colocou o prato dentro da pia e lavou a louça que havia sujado.

Assim que terminou de realizar sua tarefa sentiu um corpo quente colar atrás do seu, as mãos quentes que ela conhecia tão bem percorrerem seus braços e chegarem até suas mãos entrelaçando seus dedos. Violetta suspirou e sua respiração ficou devidamente mais pesada, pois já sabia exatamente quem era.

Ele começou a trilhar um caminho de beijos pelo pescoço de Violetta que se arrepiava com cada novo beijo desferido em seu pescoço, antes dos beijos cessarem sentiu um chupão em seu pescoço que com certeza deixaria marca, não conseguiu controlar um gemido baixo involuntário e sentiu o sorriso dele em seu pescoço, arfou.

– León... – ela disse em tom de suplica. – o que você quer? – indagou em um sussurro. León levou seus lábios até a orelha de Violetta e sussurrou de maneira tentadora...

– quero você... – apenas aquelas palavras fizeram Violetta se excitar, não sabia o porque disso, não tinha nenhum motivo para se sentir excitada, mas só o fato de León estar assim com ela, já bastava para que a morena se sentisse assim.

Violetta se virou e encarou León podendo perceber tamanha proximidade entre seus corpos, pensamentos maliciosos passavam pela sua cabeça fazendo a respiração da morena ficar ofegante. León sorriu ao vê-la assim e se aproximou mais, fazendo seus corpos se colarem mais se possível, levou sua mão ao pescoço da morena a sua frente, e a puxou para si fazendo seus lábios se selarem e imediatamente sua língua invadiu a boca de Violetta em um beijo cheio de desejo e urgência.

Violetta não pestanejou em um momento se quer, afinal ela queria aquele beijo mais que tudo, mas de forma ou de outra queria mais do que isso, queria muito mais do que apenas um beijo e tinha certeza que León iria bem mais além.

As mãos dele passeavam livremente pelo corpo de Violetta, até que pararam em sua cintura, erguendo-a do chão e a colocando sentada em cima da pia. León separou seus lábios e começou as desferir beijos, chupões mordidas por todo o pescoço e colo de Violetta, logo levou suas mãos ao robe de Violetta o abrindo, passou o robe pelos braços de Violetta e deixando-o cair, em seguida abaixou uma alça da camisola da morena, em seguida a outra, revelando os seios de Violetta com os bicos já endurecidos, a garota estava muito excitada e não tinha como negar. León sorriu ao vê-la assim, tão rendida a ele, Violetta arqueou o corpo como se suplicasse para que León continuasse o que havia começado, e como resposta observou seu ex-marido levar os lábios até os seios de Violetta, sugando um enquanto massageava o outro, a morena não conseguiu segurar os gemidos baixos que soltava, logo León começou a massagear o que antes chupava e a chupar o que antes massageava.

Ao acabar seu “trabalho” nos seios de Violetta, León capturou os lábios da morena novamente em um beijo ardente, as mãos dele passeavam livremente pelo corpo de Violetta, aproveitando cada parte daquele corpo que ele tanto desejava. Logo levou um de suas mãos a intimidade de Violetta a acariciando. Violetta sabia o que viria a seguir e foi ai que despertou, não poderia se entregar assim tão fácil. Reuniu forças o suficiente e empurrou León de leve, mais o bastante para afastá-los.

Ambos se encaravam ofegantes, até que Violetta quebrou o silêncio ajeitando sua camisola...

– não posso continuar com isso. – afirmou ainda abalada peloa efeitos que aquele homem lhe causava.

– Violetta... – antes que ele começasse a falar Violetta saiu da cozinha e subiu as escada correndo.

Assim, que adentrou seu quarto Violetta trancou a porta atrás de si, foi até um espelho grande que havia em seu quarto e praguejou ao ver seu estado, estava descabelada, com os lábios vermelhos devido aos beijos, com a camisola amarrotada e ainda estava excitada. Mas, não podia se entregar assim tão fácil a León, não depois de tudo o que aconteceu.

Definitivamente, voltar a morar com León Vargas havia sido uma péssima idéia.