2014/Argentina, Buenos Aires

A manhã estava meio fria em Buenos Aires, Melissa dormia tranquilamente em seu novo quarto, mas foi despertada pelo barulho insistente de seu alarme. Levantou ainda sonolenta e logo adentrou o banheiro que havia em seu quarto, rapidamente iniciou a tarefa de se despir e logo adentrou o box, iniciando seu banho. Sua mente vagou se lembrando do dia anterior...

1 dia atrás...

morena apenas tirou sua jaqueta deixando-a em cima da cama de Luna e se pôs a descer as escadas, quando estava no último degrau tropeçou a acabou caindo em cima de alguém que passava, alguém bem forte por sinal. As mãos da pessoa estavam segurando firmemente na cintura de Melissa, a garota levou seu olhar para o rosto da pessoa identificando quem era. Era ele...

– Nathan. – a morena disse surpresa.

Ele a encarou meio surpreso, mas logo correu seus olhos pelo rosto da garota e, consequentemente, fitou os lábios da mesma. Por um instante, a vontade de Nathan foi beija-la, e Melissa percebeu isso, mas logo tratou de levantar-se antes que acabasse fazendo uma besteira. A garota se recompôs do tombo e encarou Nathan de maneira séria...

– o que faz aqui? — indagou e como resposta recebeu um sorriso debochado do loiro a sua frente, aquele sorriso que tanto a irritava.

– eu moro aqui. — afirmou deixando a morena confusa, milhões de perguntas rondavam a cabeça de Melissa, mas antes que pudesse fazê-las, uma voz os interrompeu.

– hum, vejo que já se conheceram, — disse Luna entrando sorridente na sala. — Mel, esse é o meu irmão Nathan. Nathan, essa é Melissa Vargas, uma amiga minha da escola. — afirmou a loira. — agora venham, eu to com fome. — ela disse indo em direção a cozinha, os dois a seguiram. ao chegarem a cozinha, Melissa notou que haviam dois garotos lá, um era o menino da festa, Daniel, e o outro ela não conhecia, mas aparentava ter a mesma idade de Nathan e era moreno com olhos castanhos.

– olha só, o cara vai na sala buscar o celular e volta com uma garota. — o moreno disse de maneira brincalhona para Nathan.

– Lucas! — Luna o repreendeu e o garoto riu a abraçando, Melissa arqueou as sobrancelhas vendo aquele abraço cheio de segundas intenções. — gente, essa é a Melissa, ela é nova la na escola. — a morena acenou e permaneceu quieta se sentando em um banco que havia perto do balcão.

– que fofo, ela é quietinha! — disse Lucas zoando com a cara de Melissa, que riu.

– prefira ela assim. — afirmou Nathan, Melissa o fuzilou com os olhos.

– ououou, vocês já se conhecem? — indagou Lucas e Nathan e Melissa se entreolharam. — vou encarar isso como um "sim".

– quem é você? — Melissa perguntou a Lucas.

– Lucas Torres, irmão do idiota ali no canto e da Ashley que ta em casa. — Lucas afirmou e Melissa tremeu de raiva ao lembrar da cena de Ashley agarrada no braço de Nathan.

– mas, então, de onde você e o Nate se conhecem? — Melissa sorriu por dentro ao ouvir o apelido de Nathan.

–nos esbarramos uma vez no shopping. — afirmou Melissa receosa.

– ahhh, então essa é garota que você ficou enchendo o saco falando o dia inteiro dela?! — indagou Daniel, em seguida recebeu uma cotovelada fraca de Nathan, o que fez o moreno gargalhar. Melissa riu deles.

XXXX

o dia na casa de Luna se passou bem divertido, e só confirmou uma coisa: Nathan e Melissa não podem ficar no mesmo lugar durante muito tempo, depois de 5 discussões ridículas em um dia, os dois chegaram a essa conclusão. Neste momento, Nathan, Melissa, Daniel, Lucas e Luna estão na sala conversando. Melissa olha a tela do celular e constata a hora, estava tarde, realmente precisava ir.

Despediu-se de seus novos amigos e logo se pôs porta a fora ligando para Ramalho vir buscá-la, ao desligar o telefone, fitou a rua deserta a sua frente por instante, mas logo se assustou com uma mão quente que havia pousado em seu ombro, virou-se para ver quem era suspirou ao ver o loiro alto, irritante e terrivelmente lindo que encontrava-se a sua frente.

– o que você quer? — Melissa indagou e observou um sorriso malicioso se formar nos lábios de Nathan, fazendo-a se arrepender pelo que havia perguntado.

– qual é, vai mesmo ficar me tratando mal só por causa daquele dia no shopping? — indagou com aquele sorrisinho de canto de boca que tanto meche com Melissa. — A gente podia... — ele deu um passo a frente se aproximando de maneira perigosa da morena. — ser amigos. — afirmou observando os efeitos que tinha sobre a garota.

– pra ser bem sincera, esse seu tipinho não me agrada nem um pouco. — Melissa afirmou e Nathan arqueou as sobrancelhas rindo.

– meu "tipinho" ?! — indagou sarcástico e Melissa assentiu rindo ironicamente.

– é, esse tipinho "popular PEGADOR" — deu ênfase na palavra "pegador" — que acha que todas morrem por você. — afirmou e Nathan gargalhou. — mas, pode ter certeza que de mim você não consegue nada. — afirmou séria e Nathan a olhou seriamente nos olhos, o garoto deu dois passos a frente, deixando uma aproximação perigosa entre os dois.

A respiração de Melissa ficou devidamente mais pesada, devido a proximidade de Nathan, a morena se perguntava mentalmente o porquê dele ter esse efeito sobre ela. Nathan deu um sorriso debochado enquanto se aproximava mais da garota.

– a não?! — indagou colocando a mão na cintura da garota e a puxando mais para si. — tem certeza? — indagou aproximando seus lábios dos da garota. Melissa sabia que devia se afastar, mas por algum motivo não conseguia.

A respiração quente de Nathan batia em seu rosto a fazendo desejar que o garoto acabasse logo com o espaço que havia entre eles e a beijasse. A morena se assustou ao perceber que estava gostando de ter Nathan tão próximo a ela, e despertou de seus devaneios o afastando. Antes que algum dos dois pudesse dizer algo, foram interrompidos por Ramalho que parava o carro em frente aos dois. sem pensar duas vezes, antes que Nathan fizesse ou disesse algo, Melissa alcançou a porta, abrindo-a e deslizou para dentro do carro. Apenas observou Nathan dar um sorriso debochado antes de Ramalho dar partida.

Tempos Atuais...

Melissa finalizou seu banho e logo se arrumou pra ir a escola. Desceu as escadas correndo e logo chegou a cozinha onde sua mãe estava sentada a mesa tomando café da manhã sozinha. Sentou-se a mesa com sua mãe um pouco sorridente demais.

– bom diaaa! — disse com um bom humor admirável, Violetta apenas sorriu.

– bom dia, Mel! — disse Violetta dando um gole no suco a sua frente.

– bom dia! — disse Léon adentrando a cozinha com um sorriso gigante estampado nos lábios, ele não estava bravo ou chateado pela noite de ontem como Violetta pensava, na verdade ele estava de ótimo humor. León se sentou a mesa sem perder o contato visual com sua ex-mulher. – teve bons sonhos Violetta? Porque os meus foram ótimos. — afirmou de maneira debochada e Violetta o fuzilou com os olhos.

XXXX

após suas aulas, Melissa foi até a empresa de seu pai para conversar com ele sobre um assunto em particular. A garota estava no primeiro andar do prédio onde seus pais trabalhavam, apertou o botão do elevador e logo as portas do mesmo se abriram, revelando que o local estava vazio. Melissa adentrou o elevador e apertou o numero do andar de seu pai, mas antes que pudesse seguir seu caminho uma mão deteve o elevador e assim que as portas se abriram Melissa se fez capaz de reconhecer aquele ser que se encontrava a sua frente. Nathan adentrou o elevador.

– o que faz aqui? — a garota disse se maneira nervosa e alterada, Nathan revirou os olhos.

– meu pai ta em reunião com o seu. — Melissa suspirou, pois sabia que teria que esperar a reunião terminar para falar com seu pai. — olha, sobre ontem eu...

– na boa, não precisa, é sério. — a garota afirmou sem deixa-lo falar. Do nada ambos sentiram o elevador parar, Melissa franziu o cenho.

– o que houve? — indagou e logo pode constatar que o elevador havia parado e que ficaria presa ali com Nathan por um bom tempo. A garota se desesperou. minutos se passaram, talvez horas e ambos permaneciam em um silêncio torturante, ate que Nathan tem uma ideia.

– que tal jogarmos um jogo. — sugere e Melissa levanta do chão onde estava sentada e o encara. — que tal uma rapidinha — O garoto sugere e ela arregala os olhos fazendo-o gargalhar. — não esse tipo de rapidinha, eu quis dizer o jogo de perguntas e respostas.

– hum... Ok! — respondeu Melissa que estava achando a situação estranha.

– eu começo. — afirmou Nathan roubando a atenção da garota. — tipo de música?

– rock. — respondeu a garota um pouco receosa, mas já começando a se soltar.

– distração? — indagou demonstrando bastante interesse.

– cantar. — disse Melissa baixinho, quase inaudível , mas Nathan conseguiu identificar o que a garota havia falado. Ele sorriu.

– paixão?

– música. — Melissa respondeu objetiva.

– amor? — indagou ele a fitando intensamente.

– verdadeiro. — a garota respondeu séria retribuindo o olhar que sentia sobre si.

– beijos? — indagou arqueando as sobrancelhas fazendo a garota corar de leve.

– quentes. — a morena afirmou sem pensar e só pesou suas palavras quando viu um sorrisinho de canto de boca se formar no rosto de Nathan. Melissa sentiu suas bochechas ferverem. — minha vez. — afirmou. — música?

– rock. — afirmou e ambos riram.

– distração? — indagou a garota demonstrando interesse.

– futebol americano. — respondeu simplesmente.

– paixão? — ele olhou no fundo dos olhos da garota antes de responder.

– música. — ele respondeu serio e algo em seu olhar fez com que Melissa acreditasse nele. Ele desviou o olhar.

– amor? — ela indagou receosa.

– único — ele respondeu evitando olhar nos olhos da garota.

– beijos? — indagou curiosa, quando finalmente ele olhou em seus olhos e deu um sorriso de canto de boca.

– Melissa. — respondeu simplesmente. A garota corou violentamente ao ouvir aquela palavras, "como assim Melissa?" essa era a pergunta que rondava sua mente, mas não se fazia capaz e falar nada. — as coisas podem ficar mais simples. — ele afirmou roubando a atenção da garota, ambos se olhavam nos olhos. Azul no verde. Verde no azul.

– "simples" ?! — indagou tentando induzi-lo a continuar, Melissa necessitava ouvir da boca dele.

– tão simples quanto isso. — afirmou e deu dois passos a frente em direção a garota, segurou firmemente na cintura da morena, colando seus corpos, a respiração de Melissa ficou ofegante, não conseguiria se afastar, não teria forças para isso. Ele aproximou seus lábios dos dela, roçando-os.

Instintivamente, Melissa fechou os olhos, sentindo a respiração quente do loiro a sua frente,era inegável, ela sentia um desejo incontrolável por esse garoto. Sentiu a mão dele, que não segurava sua cintura, escorregar para o seu pescoço, trazendo-a para mais perto do garoto, se possível. Ele colou sua testas deixando seus lábios a centímetros.

– você ainda vai ser minha perdição, garota. — sussurrou Nathan próximo aos lábios dela, forçou um pouco mais sua mão na cintura da morena, em seguida pressionou mais sua mão no pescoço da garota, tomando-a em um beijo quente que ambos ansiavam desdê que se conheceram, Nathan pediu passagem e imediatamente Melissa cedeu, suas línguas travavam uma batalha deliciosa em suas bocas, mas o ar se fez necessário e o casal foi obrigado a se separar.

Se afastaram um pouco e fitaram um ao outro, Nathan mordeu o próprio lábio inferior sentindo o gosto da garota que ainda estava em seus lábios. Antes que pudessem dizer algo a porta do elevador abriu-se, revelando vários empresários apressados que esperavam impacientes pelo elevador travado, o casal saiu daquele pequeno espaço e logo todos aqueles empresários adentraram o elevador e sumiram de suas vistas.

Melissa observou Nathan e seu pai, Federico Pasquarelli, conversando e percebeu que nenhum dos dois havia notado sua presença, sendo assim se dirigiu ate o fim so corredor onde encontrava-se uma mulher loira meio desajeitada, que tinha um tique insistente de arrumar os óculos a cada cinco segundos, a mulher bagunçava toda a sua mesa aparentemente desesperada atrás de algum papel.

– com licença,... — Melissa se pronunciou.

– o que deseja? — a mulher indagou de maneira comum sem olhar para Melissa.

– necessito falar com León Vargas. — afirmou.

– o Senhor Vargas deu ordens para que ninguém o perturbasse hoje, quem deseja falar com ele? — indagou a loira ainda sem olhar Melissa.

– Melissa Vargas, a filha dele. — afirmou a morena perdendo a paciência, a loira olhou Melissa completamente envergonhada por não te-la tratado bem desde o inicio.

– só um segundo... — disse a loira enquanto telefonava para a sala de seu patrão, dada a permissão para que a morena fosse vê-lo, a loira desligou o telefone. — por aqui... — encaminhou Melissa ate a sala de Léon que era simplesmente enorme. Melissa adentrou a sala de seu pai e em seguida a secretária do mesmo fechou a porta.

– a que devo a honra da visita da minha filha preferida? — indagou León brincalhão. Melissa sorriu, andou ate seu pai e desferiu um beijo na bochecha do mesmo, em seguida, voltou para a frente da mesa e sentou-se em uma das poltronas.

– é claro, sou a única filha que você tem. — ela afirma rindo.

– mas, imagino que pra você ter vindo aqui é urgente... O que houve? — indagou agora com expressão séria.

– na verdade, não é nada demais, é que, a escola fará um acampamento de 3 dias — explica a morena. — então, eu preciso da sua autorização nesta folha, — a garota coloca a folha de autorização na mesa diante de seu pai. — pra pode ir no acampamento que será amanhã. — León pega a folha e uma caneta, ele encara Melissa.

– me de um bom motivo para eu não impedi-la de ir no acampamento. — diz em tom serio, mas com ar de brincadeira.

– você ficará com a casa livre para você e para a mamãe durante 3 dias, isso é motivo o suficiente. — afirma e León ri assinando a folha.

– sua mãe sabe desse acampamento? — indaga.

– sabe, mas eu precisava da assinatura dos dois. Agora eu vou pra casa, ate mais tarde pai. — Melissa se despede de Léon.

XXXX

Desesperada. Essa era a maneira em que Violetta se encontrava, desesperada. A noite logo havia caído e ela já se via livre de seus problemas nas lojas Castillo's, ou seja, não tinha mais nenhuma ocupação que a impedisse de pensar que em poucas horas seria obrigada a morar "sozinha" com León Vargas. Violetta rodava uma pulseira que havia ganhado de sua mãe quando pequena no pulso na tentativa de se acalmar, mas isso só piorava a situação.

Violetta tinha medo do que poderia acontecer, tinha medo do que ela e León poderiam fazer um com o outro, tinha medo de se render novamente a ele, mas seria difícil se controlar, tinha certeza que não conseguiria resistir a um mínimo toque dele,mas tinha que conseguir. Violetta foi tirada de seus devaneios com Melissa batendo na porta de seu quarto, logo a garota adentrou o quarto de Violetta.

– da pra você ne ajudar um pouquinho com as minhas roupas?! — Melissa indagou e Violetta assentiu sorrindo.

(...)

Na manhã seguinte...

– mãe, vamos! — Melissa apressa a Violetta. — vamos nos atrasar.- logo Violetta apareceu no topo da escada, as duas rumaram a escola de Melissa com pressa. a herdeira dos Vargas encontrava-se eufórica, sempre amou acampar, apesar se suas ultimas experiências em acampamento não terem sido das melhores, logo Violetta foi embora e Melissa encontrou-se com seus amigos, desde o beijo, a morena não falava com Nathan. Todos juntos adentraram o ônibus e antes de partirem, a professora da literatura, Andreia, começou a explicar como funcionaria o acampamento.

– bom, nós dividiremos vocês em duplas e essas duplas passaram os três dias acampadas em diferentes pontos da mata. As duplas serão escolhidas através de sorteio. Cada dupla receberá: uma mochila com suprimentos para os três dias, tais com alimentos, remédios e lanternas, uma barraca para cada dupla, fora a bagagem de vocês é claro. Agora vamos ao sorteio... — a professora retira os primeiros papeizinhos da urna e começa a dizer os nomes das duplas. -Isabela Caviglia e Ashley Torres... Luna Pasquarelli e Lucas Torres... Daniel Torres e Anahí Muzlera... Nathan Pasquarelli e Melissa Vargas...