2014/Argentina, Buenos Aires

Violetta ainda estava nervosa, se bem que naquela festa não tinha como não estar, mas logo uma voz familiar a alcançou...

– Violetta, ah meu Deus, quanto tempo... – disse a loira a abraçando. Tratava-se de Ludmila, a esposa do grande amigo de Violetta, Federico Pasquarelli. Ludmila e Violetta desde crianças tinham uma certa “rixa” entre elas, mas com o passar dos anos, Ludmila conheceu Federico e acabou mudando muito, resultado: as duas são grandes amigas.

– Lud, que saudade... – Violetta disse se soltando da loira e sorrindo.

– nossa, nem me fala... – Ludmila desviou seu olhar de Violetta por um estante e encarou Melissa. – essa é sua filha?! – Violetta assentiu. – adorei o look, de muito bom gosto, — proferiu Ludmila avaliando Mel, que sorriu ao mesmo tempo que corava. – pode falar puxou o bom gosto de mim, né Mel? – indagou, Melissa sorriu.

– com certeza... – Melissa afirmou fazendo graça, as três riram.

– já gostei de você. – Ludmila disse e piscou o olho pra Mel, que riu – então Mel, você não se importa de eu roubar a sua mãe um pouquinho né?!

– claro que não, divirtam-se. – Ludmila sorriu e saiu puxando Violetta pela mão.

Violetta viu muitos rostos conhecidos que não via a muito tempo, e Ludmila não parava de tagarelar de uma coisa qualquer. Logo pararam em frente a uma mesa onde se encontravam Francesca e Camila.

– pronto, agora o grupo ta completo. – afirmou Camila enquanto se levantava para abraçar Violetta — que saudade dessa garota genteeee... – gritou fazendo as amigas gargalharem. As duas se afastaram e todas se sentaram a mesa.

– então, já podem começar a contar tudo que aconteceu enquanto eu estava fora né?! – indagou Violetta fazendo graça, todos riram.

– acho melhor, fazermos outra coisa... – disse Camila maliciosa.

– partiu pista de dança. – Francesca disse e elas gargalharam.

– não mesmo — negou Violetta entre risos.

– vamos lá Vilu, vamos te dar “boas-vindas” da melhor maneira possível – afirmou Ludmila ainda sorrindo.

Logo as três já estavam a caminho da pista de dança.

Enquanto isso do outro lado o salão...

Melissa encontrava-se completamente perdida naquele salão, não que ela não gostasse de festas, afinal ela adorava, o problema era que não conhecia praticamente ninguém ali. Começou a vagar pelo salão a procura de rostos conhecidos, quando esbarra em alguém...

– desculpa eu não te vi... – se desculpou sem olhar para a pessoa.

– tudo bem, Mel – a garota a sua frente disse. Melissa instintivamente levou seu olhar a garota e constatou que era Isa.

– Isa?! Ai meu Deus, finalmente um rosto conhecido. – Melissa proferiu enquanto ela e a amiga riam.

– vem, aqui ta muito cheio. – Isa afirmou e saiu puxando a amiga para outra parte do salão.

Logo chegaram em uma parte mais reservada, onde continha um mini-bar, nos sentamos em frente a bancada do mesmo...

– você bebe? – Isa indagou e eu arqueei as sobrancelhas. – que foi? Não quero que o León me culpe por embebedar a filha dele. – Melissa caiu na gargalhada.

– desde que eu não fique bêbada, não tem problema. – ela disse ainda rindo.

Um garçom passou pelas duas morenas e deixou com elas duas taças de champanhe, uma para cada. Isabela começou a tagarela uma coisa qualquer que Melissa não prestava atenção, pois estava analisando o salão. Ela caminhou seu olhar por todo canto, até que se prendeu a certo par de olhos verdes, Melissa o encarou, ele era alto, loiro, olhos verdes e... ai meu Deus, era o garoto do shopping. Esse foi o pensamento de Melissa ao constatar quem era o garoto. O mesmo continuou a fitá-la intensamente e Melissa sentiu suas bochechas ferverem, mas não desviou o olhar, não se permitiria perder para um garoto tão petulante.

– concorda Mel? – a voz de Isa ecoou vagamente pela cabeça de Melissa que continuava a fitar o loirinho. Melissa apenas murmurou um “aham” assentindo. – ah, então você concorda que fadas existem? – Isabella soltou uma longa gargalhada. – cara, você não ta prestando atenção em nada. Por que ta olhando tanto pro Nathan hein?! – indagou e imediatamente Melissa voltou sua atenção a garota a sua frente.

– quem ?

–perguntou confusa.

– você sabe, o loirinha ali, do lado do moreno gatinho. – Isa apontou pra eles e só agora Mel percebeu que tinha mais um garoto com o loirinho. O garoto era moreno, aparentava ter a mesma altura e idade do loirinho, era bonito também.

– então quer dizer que o nome dele é Nathan?! – Melissa perguntou (lê-se afirmou).

– já vi que seu interesse por ele é maior do que eu esperava. – Isa gargalhou. – então, já que você provavelmente vai estudar na mesma escola que a gente, vou te passar ficha completa. – Mel a fuzilou com os olhos, mas antes que dissesse alguma coisa, Isa voltou a tagarelar. – o nome dele é Nathan Pasqueralli Ferro, ele é filho da Ludmila com o Federico, tem 17 anos, faz o tipo “popular galinha”, na escola todas babam por ele, capitão do time de futebol. Nunca se apaixona por ninguém, foi praticamente criado comigo, me trata como se fosse uma irmã, me conhece mais do que ninguém. – ela disse tudo de uma só vez sem nem parar pra respirar. – ah, mais uma coisa, o menino gatinho que ta do lado dele é o Daniel Torres Nascimento, filho de Camila Torres e Broduey Nascimento, ele e o Nathan são tipo melhores amigos desde a infância... – ela finalmente parou de falar, deixando Melissa processar toda aquela informação. — perguntas? – disse segurando a risada da cara de Melissa.

– você ta afim do tal do Daniel né?! – ela indagou e a amiga corou.

– ta tão na cara assim? – Isa perguntou preocupada e Melissa riu.

– só quem é cega não percebe. – Isa suspirou. – o que rola entre vocês?

– nós nos conhecemos a anos, é aquela velha história da garota tonta que se apaixona pelo melhor amigo popular. – ela riu fraco sem humor. – a única pessoa que sabe disso é o Nathan, promete pra mim que não vai falar pra ninguém. – ela ordenou em voz preocupada.

– ok, eu prometo. – Melissa afirmou e ela suspirou.

– então, como você e o Nathan se conheceram? – indagou já ficando animada. Melissa suspirou e começou a contar a amiga sobre hoje a tarde.

(...)

Enquanto isso do outro lado o salão...

A música animada finalmente parou, obrigando Violetta, Francesca, Camila e Ludmila a pararem de dançar. Logo uma música lenta se iniciou e cada uma puxou seu marido para pista de dança, Violetta riu e foi em direção ao bar que tinha na pista de dança...

– me da uma vodka. – ela disse e logo o barman atendeu ao seu pedido.

Assim que pegou sua bebida, ela a bebeu tentando esquecer-se dos problemas (clichê. Não?!). Logo pousou o copo no balcão, mas antes que pudesse pedir outra dose, sentiu braços fortes rodearem a sua cintura e um corpo colar no seu, ela arfou já sabendo quem era.

– posso falar com você? – ele sussurrou de maneira provocante no pé do ouvido de Violetta, ela se arrepiou, mas assentiu, afinal qual era o problema né?! (todos).

Os dois andaram até um canto mais reservado do salão, era meio escura, com certeza ninguém os veria.

– o que quer? – Violetta indagou, como sempre, irritada sem motivo.

– não faça perguntas que não posso responder com sinceridade Violetta. – ele disse tentando afastar uma imagem maliciosa que se formava em sua cabeça. Violetta sorriu sacásticamente.

– você sincero?! Me poupe Vargas. – ela disse e viu ele vir em sua direção, a cada passo que ele dava a frente, ela dava um atrás. Até que Violetta sentiu seu corpo bater contra a parede, León a prendeu na mesma colocando os braços em volta de seu corpo. León pode sentir a respiração de Violetta ofegante e riu.

– não importa quanto anos passem, eu sempre vou ter esse efeito sobre você... – ele sussurrou no pé do ouvido dela mais uma vez, Violetta tentou se controlar, não daria o braço a torcer. Ela deu um sorriso irônico.

– ah é?! – ela gargalhou ironicamente – você não tem nenhum efeito sobre mim Vargas. – ela afirmou, achando que aquela discussão estava encerrada. Mas, não estava.

– ah não?! Então por que toda vez que eu me aproximo sua respiração muda. – indagou provocante e se aproximou mais uma vez do ouvido de Violetta. – por que você se arrepia com os meus toques? – ele indagou e em seguida mordeu de leve a orelha de Violetta, ela se arrepiou, León sorriu e olhou em seus olhos, ambos se fitaram por alguns segundos, até que o olhar de León desceu até os lábios de Violetta e a mesma percebeu.

– não ouse... – ela proferiu, mas não conseguiu terminar a frase, pois León já estava com os lábios colados nos seus. Violetta cerrou seus punhos e os levou de encontro ao corpo de León, ele por sua vez levou suas mãos até a cintura de Violetta e a apertou mais contra seu corpo. Quanto mais Violetta pestanejava, mais León a apertava contra seu corpo não desistindo do beijo. Com os segundos passando, Violetta finalmente encerrou seus pestanejos e deixou que a língua de León invadisse sua boca, aproveitando cada minuto daquele beijo. Intintivamente, Violetta levou sua mão a nuca de seu ex-marido e o puxou mais para si, León sorriu entre o beijo, o que fez Violetta praticamente derreter em seus braços. O beijo continuou em uma sincronia perfeita, até que o maldito ar acabou, ambos encostaram suas testas completamente ofegantes, até que Violetta se deu conta do que tinha acabado de acontecer e se afastou bruscamente dele. Ela levou sua mão de encontra bochecha de León, onde ficou um vermelho evidente.

– não faça mais isso. – ela ordenou e saiu andando furiosa no meio de toda aquela gente.

Violetta estava morrendo de raiva, não só de León por tê-la provocado, mas também de si mesma por ter correspondido e gostado. Definitivamente, aquele homem era o seu ponto-fraco.