A Passagem
4 Capítulo 3
No bosque mais belo de Dôntila, Stephie Condal corria. Ela estava feliz.
Há muito tempo seus negócios iam bem e havia lhe sobrado tempo para fazer o que mais desejava há meses.
Logo em seguida Treen a agarrou e os dois caíram no espesso gramado. Riram por um tempo. Mesmo que não fosse uma garota meiga normalmente, hoje ela sentira uma estranha vontade de agir de modo fofo.
Stephie sentia-se segura por ter Treen ao seu lado, principalmente por haver tanto tempo que não o via, e isso mexera com ela.
Alguns segundos depois, quando ele tentou abraçá-la, ela o empurrou, levantando e correndo ligeiramente.
– Me dê um abraço! — gritou ele, a seguindo.
Ela continuou correndo, mas não o respondeu.
Isso tudo pareceria normal, se, algum tempo depois, ela não parasse e caísse inesperadamente no chão.
ﻙﻙ
Stephie acordou assustada e com um longo suspiro. Rapidamente uma uma entrou no quarto, e secou o suor em seu rosto.
Logo em seguida ela olhou para a porta, e viu Treen se aproximar, seguido por um outro homem.
Treen sentou ao seu lado, estava com um longo arco que trouxera da floresta, provavelmente esperava ela acordar do lado de fora do quarto e não saíra dali nem mesmo para guardar o utensílio. Ele segurou sua mão e pôs a cabeça dela em seu peito.
– Calma.
Ela havia tido mais um dos pesadelos. Mas agora, estava mais calma, pela presença de alguém em quem confiava.
– Senhorita Stephie – chamou um homem, com as duas mãos esticadas, segurando um envelope.
– Por favor, agora não – ordenou Treen.
Stephie Condal viu o homem pôr o envelope em uma das bancadas próximas à cama e sair. Logo ela se apoiou e começou a se mover, em direção ao móvel.
– Calma, é melhor você ficar deitada – disse Treen, a puxando.
– Mas...
– Deite ai – a interrompeu. — É uma ordem.
Ela deitou ao seu lado. O olhando nos olhou, ela percebeu que algo estava diferente. Treen parecia com medo de algo, e logo reagiu a tentativa do garoto, sabendo que ele a escondia alguma coisa.
– Então pegue as cartas para mim.
– Acho melhor...
– Pegue. È uma ordem.
Treen ficou estagnado, impressionado com a capacidade de Stephie por encarar as coisa com perseverança. Logo ele se levantou e se dirigiu ao outro canto do quarto, pegou a carta e levou até a garota.
Ela abriu o envelope, pegando uma carta e lendo o que estava escrito.
Sua expressão mudava a cada linha que lia, quando chegou no final, ela dobrou a carta, e a pôs na cama.
– Não pode ser – balbuciou ela. — Tudo era verda...
– Estamos resolvendo tudo. Precisa se...
– Chame o Tif, agora! — gritou a garota, se levantando. Nesse momento Treen percebeu o quanto mais mulher parecia naquele momento. E sabia que não resolveria tentar mudá-la de ideia.
– Acho que não adiantará, ele já...
– Agora! — ordenou ela novamente.
Ele virou e saiu rapidamente do quarto.
Ela, sentou na cama, tensa, e espremendo o macio lençol de seda pensou qual seria a próxima coisa a fazer.
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