A Part Of Us
6 Capítulo 6
Notas iniciais
POV Rachel
O dia amanhecera meio nublado, mas não é como se eu tivesse reparado muito também, tinha levantado cedo e agora terminava de secar a louça.
- Mamãe estou pronta – Disse Gabi, ajeitando a boina na cabeça e segurando sua boneca.
- Vamos então meu amor – Sequei minha mão e peguei minha bolsa, sai de casa com minha filha ao meu enlaço, entramos no caro e ela se arrumou na cadeirinha e ficou quietinha durante todo o caminho de casa até o hospital, eu tentava puxar assunto mas ela só me respondia com monossílabas. Eu estava preocupada? Obvio, mas tentava não deixar isso transparecer já que isso podia deixá-la preocupada, e eu queria que ela ficasse tranqüila, porém aquela baixinha era esperta demais e sabia que alguma coisa grave estava acontecendo com ela.
Chegamos ao hospital e continuávamos com aquele incomodo silêncio, fazia algumas perguntas sobre seus desenhos e sobre a escola, mas parecia que ela preferia ficar quietinha mesmo, apesar de não gostar muito dessa idéia deixei ela no cantinho dela mesmo.
- Gabi senta ali na cadeira filha, que eu vou ali falar com a moça e já volto – Falei apontando para uma cadeira e depois para a recepção, ela apenas concordou com a cabeça e se sentou em uma cadeira perto da janela. Fui até a recepção e avisei que nós já tínhamos chego e a secretária avisou que o doutor já iria nos chamar, sentei do lado da Gabi e ela encostou sua cabeça em meu abraço e suspirou olhando o movimento dos carros. Bom agora a única coisa que eu podia fazer era esperar.
POV Finn
Faltavam exatos dois dias para o Natal, e a angustia crescia dentro de mim, não que eu estivesse nervoso com a vinda de Rachel e da filha dela para Lima, não isso não, já não sinto nada por ela a tempos, ela consegui destruir todo o amor que eu sentia por ela ao ter me traído, eu convivi com essa dos pro alguns anos, mas agora eu já havia a esquecido tinha arrancado ela de meu coração de uma vez por todas, e eu jamais voltaria a sentir aquilo, mas não voltaria mesmo.
- Finn será que você pode me ajudar aqui? – Perguntou minha mãe, descendo as escadas com algumas caixas em suas mãos.
- Para que isso mãe?
- São os enfeites da árvore de natal – Disse me passando as caixas mais pesadas.
- E nós vamos montar isso?
- Não, não quem ira montar são os filhos do Kurt e a filhinha da Rachel, mas como eles chegam amanha bem cedinho, já vou deixar as coisas aqui na sala.
- Ah, a filha da Rachel ... – Resmunguei.
- Escuta aqui Finn Hudson, eu não quero ver você falando mal da Gabriela sem ao menos ter conhecido ela, a pobre menina não tem nada haver com o seu problema com a Rachel.
- Como assim não tem?! Ela nasceu porque a Rachel me traiu, ela é a prova da traição da Rachel.
- Mas não é culpa dela, a menina não tem culpa nenhuma, e você nem sabe se a Rachel te traiu Finn, e se a Gabi for sua filha? Eu já estive várias vezes em New York e nunca vi o pai dela e isso é muito estranho, Rachel também sempre evitava que eu ficasse muito tempo perto com Gabi, sozinha então foram raríssimas as vezes, estava sempre por perto me observando. Pode ser coisa da minha cabeça mas também acho ela muito parecida com você Finn, sabe o jeitinho dela se expressar, porem é muito parecida com a Rachel também, bom ela é uma mistura de vocês dois, e a minha intuição de mãe me diz que aquela menina é minha neta.
- Mãe não alimente esperanças, não tem chance dela ser minha filha, eu já falei para a senhora, apesar de tudo Rachel me conhece muito bem e sabe que eu jamais a perdoaria se ela escondesse de mim que eu tenho uma filha – Rachel não seria louca a esse ponto, não seria mesmo, ela não esconderia de mim algo tão importante assim.
- Agora chega de conversa Finn, me ajuda a trazer o pinheiro aqui para dentro de casa.
POV Rachel
- Gabriela Calby Berry – Chamou a enfermeira, fazendo com que eu e a Gabi nos levantássemos – O Dr. Williams aguarda vocês na sala dele.
- Vamos filha – Disse, pegando a mãozinha que estava protegida por luvas e indo em direção ao consultório que já se encontrava com a porta aberta.
- Bom Dia senhoritas, sentem-se por favor – Falou assim que nos viu, acenando as cadeira a sua frente e assim fizemos – Bom Gabi como você anda se sentindo?
- Bem... eu acho, as vezes eu fico muito cansada do nada sabe e meio fraquinha, sem vontade de brincar, mas só isso – Respondeu Gabi, baixinho.
- Ah mas e agora, você quer brincar agora? – Perguntou o médico.
- Pode?
- Claro, tem uma mesinha ali no canto, e uns papeis e lápis de cor, porque você não vai lá e desenha uma coisa bem bonita para mim?
- Pode ser – Respondeu minha menina, indo em direção ao canto mais afastado da sala que era onde se encontrava a mesinha.
- Então Doutor, o senhor já sabe o que a minha filha tem? – Questionei nervosa.
- Sim, eu sei, foi por isso que eu pedi para que ela fosse para lá. Rachel o que a sua filha tem é uma coisa séria que esta em um estagio um tanto quanto avançado, mas tem cura sim, porem temos que tomar muito cuidado senão isso pode virar um problema muito maior – Disse ele, calmamente.
- Pelo amor de Deus, o que a minha filha tem?! – Perguntei desesperada já.
- A Gabriela tem anemia, uma anemia muito forte, que se não for tratara rapidamente pode se transformar em leucemia.
E foi com essa frase que meu mundo caiu.
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