A Part Of Us
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Rachel P.O.V.
Já faziam duas horas desde a consulta que tivemos no médico, até agora minha ficha ainda não caiu, minha filha, minha pequena princesinha com anemia. Sempre fiz de tudo o que pude para que ela fosse uma menina saldável e feliz, mas infelizmente falhei. Kurt fica o tempo todo me dizendo que eu não tenho culpa mas na minha opinião tenho sim, se eu não estivesse me dedicando tanto ao trabalho talvez isso pudesse não ter acontecido.
- Senhora... senhora – A aeromoça me chamava.
- Oh desculpe.
- Tudo bem senhora, só gostaria de saber se a senhora aceita alguma coisa para comer e para beber – Perguntou ela, gentilmente.
- Não obrigada, não quero...
- Traga um copo de suco de laranja para ela e para mim por favor – Kurt me interrompeu, fazendo com que a aeromoça fosse pegar o pedido.
- Kurt eu não estou com fome.
- Mas você tem que comer Rach, já basta a Gabi doente, não quero você se descuidando também.
- E é exatamente por isso que você está sentado aqui do meu lado de baba ao invés de sentar do lado do seu marido – Disse emburrada.
- Não é só por isso, você precisava desabafar um pouco e também a Gabriela e o Roberto queriam sentar juntos, e quando aqueles dois pestinhas colocam uma coisa na cabeça não existe pessoa nesse planeta que possa tirar – Comentou dando uma risadinha no final.
- Bom isso é verdade, mas Kurt eu...
- NÃO EU QUERIA A BOLACHA – Gritou uma voz a frente de nós, já até podia imaginar quem era.
- Sinto muito senhoria Gabriela, mas a moça preguntou para mim primeiro.
- Mas eu queria a bolacha – Reclamou a Gabi.
- Azar o seu pirralha chata – Roberto respondeu, assustando a mim a e Kurt, ele nuca foi assim com ela.
- Tio Kurt posso trocar de lugar com você? – Perguntou minha princesinha.
- Claro meu anjo, sente-se aqui do ladinho da sua mãe – Disse Kurt, saindo do meu lado e indo sentar ao lado do filho mais velho que estava na poltrona a nossa frente. E foi exatamente por isso que conseguimos escutar ele dando uma bronca no filho.
- Oi pequena – Sorri para ela.
- Oi – Respondeu baixinho.
- O que foi princesa?
- O aquele mamute grosso do roberto me incomodou demais.
- Filha não fica assim ele não fez por mal.. ah Gabi, porque mamute? – Perguntei.
- Não sei, acho que é porque ele é grande – Respondeu ela franzindo o cenho.
- Mas normalmente não se falar girafa.
- Não, girafas não mamãe! Eu gosto de girafas, e não gosto do Roberto mamute.
- E porque você não gosta dele?
- Porque ele comeu o ultimo pacotinho de bolacha que a moça trouxe, e eu tive que ficar com o sanduiche integral... eca – Reclamou ela, fazendo uma careta .
- Mas meu amor você não pode ficar brava com ele só por causa disso.
- Posso sim mamãe, o sentimento é meu.
- Bom se você diz – Disse dando uma risada, era sempre assim, eles brigavam, ela xingava ele de algum animal que no momento ela não gostasse e depois os dois estavam fazendo competições de canto de novo.
“Atenção senhores passageiros, a aeronave vai começar o processo de pouso, por favor mantenham-se sentados e com seus cintos afivelados “
- Até que enfim chegamos em Lima mamãe.
- Meu Deus Gabi, mas foram apenas 53 minutos de viagem – Fui obrigada a rir com o drama dela.
- Ah mamãe é que eu estou ansiosa para conhecer a vovó Carole, o vovô Burt e o Tio Finn.
- Vovó Carole? Vovô Burt? Gabriela eles não são seus avós, você não pode chama-los assim – Disse um pouco alterada, eu sei que não é culpa dela, mas ouvir ela chamar a Carole de vó é muita coisa para mim.
- Desculpa mamãe eu não sabia que você ia ficar brava comigo, mas o mamute disse que ela não se importava – Falou ela baixinho.
- Tudo bem princesa não tem problema – Me desculpei passando a mão em seu cabelo – Mas agora vamos logo porque as pessoas já estão saindo do avião.
Peguei nossa bagagem de mão e sai do avião com ela ao meu enlaço, eu não estava me sentido muito bem, já estava preocupada com a doença dela e agora com essa de vovó e vovô, o pior mesmo é que eu nem parei para pensar em como vão ser as coisas aqui em Lima, não pensei se vou contar para o Finn sobre a Gabi, que dizer ela está doente fraca, e como o médico me disse ela não pode passar por fortes emoções.
- Mãe eu e o Robbie queremos um bom bom!
- Robbie? Mas não era mamute? – Perguntei rindo.
- Era, mas ele guardou uma bolacha para mim e pediu desculpas.
- Então ele voltou a ser legal?
- Não ele continua chato, mas eu não posso fazer nada não é mesmo – Ela respondeu, rindo e correndo em direção ao Blaine que estava com o Roberto e o Romeu pegando as malas.
- Preparada para rever Finn Hudson depois de 6 anos? – Perguntou Kurt, me assustando.
- Meu Deus de onde você surgiu? – Perguntei rindo – Não, não estou, podem se passar anos, milênios até, que eu nunca vou estar pronta para reencontrar o pai da minha filha.
- Não se preocupe Rach, eu vou estar aqui com você – Disse, passando a mão sobre meu ombros e caminhando junto comigo em direção aos outros.
- Papi chega de demora! – Reclamou Romeu, assim que chegamos perto deles.
- Hey apressadinho, já estou aqui podemos ir agora.
- Amém senhor, achei que nunca sairíamos desse aeroporto – Dessa vez quem reclamou foi Roberto.
- Meu Deus qual é o problema de vocês hoje? – Riu Blaine, enquanto caminhávamos em direção ao portão da saída, até que...
- Tio Finn – Gritaram Roberto e Romeu, correndo em direção ao homem que estava perto da caminhonete no estacionamento.
E lá estava ele, de calça jeans e blusa social preta, lindo como sempre. É Rachel, está na hora de encarar o passado de uma vez por todas.
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