Notas iniciais
Acho que passarei a postar uma vez por dia.

Acordei deitado em uma cama de colchões confortáveis, o cheiro que se espalhava pelo ar era de mofo e cachorro molhado.

- Finalmente acordou. — disse Jane, que estava de pé ao lado da porta. -

- Vocês realmente precisam parar de fazer isso. — disse colocando a mão na cabeça, desta vez havia sido realmente mais poderoso, eu até desmaiara, antes eu estava acordado e incapacitado. -

- Foi necessário. Se estiver em sua disposição, faça o favor a si mesmo e me siga. — disse Jane abrindo e se retirando pela porta. -

Em meio segundo eu já estava ao seu lado vestindo meu casaco, não que eu realmente precisasse, mas eu gostava de casacos.

- E aonde estamos indo? — perguntei, Jane caminhava em passos curtos e lentos, como uma humana velha, mesmo eu sabendo que provavelmente poderia ser mais veloz do que eu. -

- Você saberá. — disse ela. -

- Você realmente tem problemas em se expressar. — tive o vislumbre dela franzindo o cenho, mas foi rápido. -

- Então lhe darei um rápido resumo de tudo. — disse Jane. — Eu sou do Clã Volturi, os responsáveis por manter a ordem entre o mundo humano e o mundo vampiro, mais pro lado dos vampiros. Aqueles três eram Aro, Caius e Marcus, eles são quem nos governam, mesmo Aro sendo o líder, Caius e Marcus são seus conselheiros...

E assim foi, ela me contou tudo sobre os Volturi e as guerras que foram vitoriosos, mesmo que para mim, me pareceram nada honradas e das quais eu me orgulharia em comentar, já que quase todas foram vencidas por diferença numérica extraordinária ou por uso dos poderes de poucos que ela não quis dar informações.

Me contou o motivo de eu ser trazido para cá, a alguns anos atrás, ouve um conflito ideológico com um outro clã consideravelmente poderoso, nos EUA, os Cullen, e eles foram os primeiros a fazerem Aro sentir medo, não só por si próprio, mas por todo seu clã, após fugir com o rabo entre as pernas, Aro contara a todo o clã, que teve uma visão através de Alice, uma vampira com o dom de prever o futuro, que eles perderiam a guerra. Com muita hesitação, todos engoliram a historia, mas Aro não poderia deixar as coisas assim.

Foi ai que Aro ordenou um recrutamento em massa de novos membros para o clã. Jane me disse que não havia criado nenhum, a não ser eu, e que o único motivo foi seu interesse em meu dom.

- Ele é... incrivelmente semelhante a um que eu conheço bem.. — disse ela, senti que tentava me esconder algo. -

Ela parou de repente e eu não, me levando a dar de cara com uma porta de madeira grossa que me levou a sentir uma dor incrível, apesar de ser vampiro. Ouvi um riso contido em sua garganta, mas sabia que em seu rosto se mantinha sua expressão impassível.

- Se divertindo as custas de um deficiente? — disse zombeteiro, eu tinha que arrancar aquela expressão fria dela. Sem sucesso. -

- Aqui é a área dos novatos, é aonde você vai conhecer seus novos amigos, também é aonde terá que sobreviver pelos próximos três meses. Até lá, não voltara a me ver. — disse Jane, fiquei irritado, qual era a dela? — Ahn... Lucio? Sobreviva...

Fiquei feliz com aquilo, até..

- Não quero ser motivo de chacota por trazer um fraco. — completou ela. -

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A área de treinamento não era um ringue nem um tatame, mas uma série de corredores sem fim, com quartos, banheiros, arsenais, e varias outras coisas.

Da primeira vez que entrei, dei de cara com um salão, cheio de outros vampiros que por algum motivo, sabia que eram tão jovens quanto eu, podia sentir o cheiro de sangue humano correndo por suas veias ainda.

- Outro? — ouvia alguém sussurrando.

- Será que ele também tem poderes? Quais? — mais sussurros. -

Ouvi o movimento do ar e antes de raciocinar estava preso a parede com um braço em meu pescoço. Droga, eu tinha que parar de ser prego de surpresa assim, estou sendo um alvo fácil.

- Ele é cego? Que brincadeira é essa? — disse uma voz autoritária da pessoa que me estrangulava. -

Eu entendi, era como um colégio novo, e disso eu entendia bem, o valentão veio me dar as boas vindas. Decidi que HOJE seria diferente. Com as mãos livres retirei minha vendagem, assim que olhei nos olhos daquele escrúpulo, ele voou para trás como um gato assustado.

- Que porra é essa? — disse ele em um rugido do outro lado do salão. -

- Não encoste em mim, criatura suja. — disse tentando provoca-lo, e quando ele deu indícios de se aproximar olhei nos olhos dele e rapidamente sabia que seu medo eram aranhas e fiz, aos olhos dele, me ver como uma aranha grande e cabeluda(haha). -

Ele ficou me encarando incrédulo.

- Outro perigoso. — resmungou alguém num outro canto do cômodo. -

Varri meus olhos pelo salão procurando algum lugar para ficar e com muito, muito esforço mesmo, avistei um sofá com um poltrona de lado, não sei porque, mas não conseguia encarar aquele canto, minha visão não gostava dali, e pra foi pra la que fui. Uma ânsia de vomito foi se formando, uma vontade de sair correndo também.

Descobri a fonte dessa repulsa, um garoto grande e forte estava deitado no sofá, me encarando incrédulo, não consegui, e não quis olhar em seus olhos, seus poderes não permitiam, e eu não queria assusta-lo, sentei na poltrona, e fiquei esperando como os demais ali.

Notas finais
Tive que terminar muito rápido, talvez eu edite, ou continue em outro capitulo. Alguém lembra o nome do garoto no sofá? Foi esquecido no Amanhecer T.T