A Origem Do Medo.

4 Eliminatórias: 1°Fase.


Três dias. Foi o tempo em que fiquei parado naquele sofá, sentindo vontade de vomitar, dores de barriga, tontura e outras coisas que vampiros não deveriam sentir. Confirmei a fonte da repulsa e de toda aquela dor, era o garoto do sofá.

– Quer experimentar o meu dom também moleque? Eu posso fazer muito mais que uma dor de barriga. — disse coma voz meio trêmula, sentido como se estivesse vomitando cada fala. -

– O meu dom é passivo... — resmungou ele. -

Levei um tempo para entender, até que me toquei que ele não podia controlar-se, isso era perigoso, mas muito útil também, percebi que no grande salão, todos se mantinha a no mínimo, bons vinte metros de distancia.

– Não tem jeito de fazer parar? Uma parede de chumbo? — perguntei depois de algumas horas. -

– Não vou ficar fofocando sobre meu beneficio. — falou ele baixo, entendi, ele também não confiava em ninguém. -

– Ele não me parece muito perigoso mesmo. — disse. -

Nesse momento uma dor realmente forte fez eu cair do sofá segurando minha barriga com uma dor enorme, senti como se tivesse comido todo tipo de coisa estragada, como se quisesse botar tudo para fora mais não consegui, nesse momento todos se afastaram mais vinte metros, depois de uns segundos voltou ao 'normal', e somente senti-me mal.

Decidi não subestimar ninguém ali.

Logo anoite, no mesmo dia, a porta da frente se abriu, Felix, seguido de Alec e Jane entraram.

– Prestem atenção. — disse Felix, foi a primeira vez que ouvi sua voz, era grave, e rouca, e tinha um tom de aviso, como uma ameaça. — Ouve um erro de cálculos. Dos 27 aqui presentes, apenas 12 poderão passar por aquela porta.

Disse apontando para a porta do lado contrario ao que entraram.

– Esperamos vocês do outro lado. — disse Jane com um sorriso, ela varreu a sala com os olhos, inconscientemente passou pela minha direção mas não a olhou, eu sabia o porque mas ela não. Seu sorriso se desfez, e deu lugar a uma carranca, Alec soltou uma risada baixa e eles partiram. -

Silêncio. Ninguém se mexia. Nem um único fio de cabelo. E a luz sumiu, entendam, elas não se apagaram, eu vi a luz sendo sugada por uma garota loira.

Gritos e Crack, gritos e crack, seguiu-se esse ritmo por um bom tempo. Vi fogo se acendendo mas logo depois sua luz se extinguia. As náuseas aumentaram e percebi que estava tremendamente vulnerável. Tirei minha viseira e olhei na direção do garoto no sofá, não conseguia olhar nos seus olhos e muito menos saber aonde estavam, foi quando subitamente uma chama se acendeu novamente e vi aonde eram, olhei para eles com muito esforço e acertei seus olhos com meu olhar.

La dentro, em sua mente, ele estava na minha tradicional mesa de tortura, estava vendado, e amordaçado, todos os seus membros amarrados.

– Fique calmo, esse lugar foi criado para torturar pessoas, mas também posso simplesmente não fazer isso. — disse retirando as bandagens e sua mordaça. -

– O que quer? — disse ele. -

– Trégua. Você tem um dom que pode me ser útil, e eu vice versa, parece que doze podem passar, e nós faremos parte. — disse calmamente. -

Ele pareceu ponderar por um momento.

– Tá, mas ande logo, estamos vulneráveis. — disse com impaciência. -

– Relaxe, nem um segundo se passou desde que isso começou, meu dom congela sua mente no tempo. — disse. — Por falar nisso, teremos que ser honestos com nós mesmos. Conte-me sobre oque pode fazer, e lhe contarei sobre mim.

E ele contou, parece que o poder dele era totalmente relacionado a repulsa, perto dele, a pessoa sente tudo que considere repulsivo, tudo q faça com que a pessoa não chegue perto, sem duvidas um dom de defesa, as pessoas sentiam mau cheiro, o viam de modo feio, oque fosse necessário para que não chegassem perto, mas tinha uma terrível falha, uma capacidade imunológica. Ele me contou, que certa vez, a muito tempo, esteve com outro grupo de recém nascidos, e que entre eles, havia uma menina, seu nome era Bree Tanner, foi sua primeira 'amiga' nessa nova vida, ela, para se salvar, havia feito, como eu, proximidade com ele, e usufruiu de seus poderes ao próprio beneficio, mas sem ninguém perceber, ela parecia ter adquirido uma certa resistência aos seus poderes, tendo no final, ficado totalmente imune a sua repulsão.

– Por falar nisso, meu nome é Freaky Fred, mas me chame apenas de Fred. — disse Fred. -

– Lucio, prazer. — respondi. — Vamos voltar, pelo que entendi seu dom é como o meu, nada físico, apenas mental, portanto, não se importe comigo, faça apenas com que ninguém chegue perto.

– Certo. — respondeu. -

Voltamos, um segundo depois, uma dor excruciante se fez sobre mim, todo tipo de dor, de cabeça, ouvido, barriga, senti efeitos de febre, eu me coçava, cai no chão me contorcendo, provavelmente estava mais efetivo em mim pela surta distancia, quase dei um pulo para ir para longe.

Chamas novamente, dessa vez era muito forte, vinha de uma outra garota, a loira começou a sugar a luz das chamas mas a ruiva, que parecia controlar as chamas apenas as tornavam mais poderosas, ela já tinha tomado 10% do salão em chamas estava aumentando, vi vários pegando fogo e foi quando a porta se abriu.

– Chega. — disse Felix com um olhar ameaçador para a garota ruiva, que logo parou de alimentar as chamas. -

– Vamos, os 11 que sobraram, estão esperando oque? — disse Alec. -

Fred se levantou, eu também, ele pareceu diminuir até onde era possível sua repulsa, e eu fui ao seu lado para a próxima sala.

Ao passar por Jane, dei um assovio e ela olhou em minha direção, lancei um sorriso, mas não pude ver se fui retribuído, graças a essas malditas vendas.

Notas finais
reviews???