A Origem Do Medo.
5 Eliminatórias: 2°Fase
A ruiva foi um caso perdido em questão de segundos, o Leão parecia querer brincar, cortou cada membro até sobrar apenas o tronco e a cabeça, e depois, esmagou-a com a pata. Depois ele ficou lambendo como se fizesse ela retornar para mais.
Ele olhou em volta, e travou seus olhos em mim, eu olhei nos olhos dele sentindo meu poder fluir, senti o medo nele, o pavor, ele me temia, ele ia correr. Ele deveria.
Mas não foi isso que ele fez, quando seu medo atingiu o ápice, com muito esforço, consegui acompanhar seus movimentos que em menos de meio segundo, ele já havia alcançado nosso grupo, nossa salvação, foi que poucos metros antes de me alcançar, ele caiu no chão agoniando, eu não precisava dominar outros sentidos para saber que aquilo era dor, e muita, cheguei a ficar com pena da criatura q se contorcia aos nossos pés.
Jane... — disse Felix. — Perdoe-o, ele não costuma ser tão mau educado...
Com isso, o Leão se levantou em um rápido movimento, ficou olhando para o chão, e voltou para o buraco de onde saiu em passos lentos.
A luta do numero 9 foi rápida, oque deixou os outros mais assustados, seu inimigo era um carneiro, com um verdadeiro capacete de chifre, em um segundo ele estava ali, no outro ele estava 10 metros a frente e o corpo do garoto todo desmantelado no chão. Quando chegou a vez de Fred, algo inesperado aconteceu, Fred não poupou esforços, ele era poderoso, adicionei uma nota mental de nunca subestimar aquele garoto novamente.
Foram segundos, assim que a Cobra saiu do buraco, ele explodiu. Entendam, quando digo explodiu, não quero dizer nada físico, mas seu dom explodiu, foi uma verdadeira super-nova de repulsão, nesse momento, todos involuntariamente viraram seus rostos, alguns taparam o nariz, outros tinham ânsia de vômito, outros simplesmente se afastaram, mas nesse um segundo que todos se viraram, Fred apareceu com a cobra sem cabeça nas mãos.
Ele foi o primeiro a vencer aquelas criaturas.
As lutas que se seguiram foram extremamente desmoralizantes, até chegar a vez da garota loira que havia visto sugando a luz do salão anterior, ela era a numero 2.
Seu inimigo era um Rinoceronte. Ela ficou completamente imóvel, nada se mexia, e em cerca de meio segundo, ela estava na frente do Rinoceronte, que se assustou e tentou desferir-lhe uma chifrada, mas ela foi mais rápida, e em um segundo, ela estava em suas costas, o Rinoceronte começou a rodar em círculos, ele era rápido, não tanto quanto o Leão, mas ainda assim, aos olhos de um humano, seriam apenas borrões, consegui ver ela levantando a mão, e em um golpe, que ecoou pela arena como um trovão, ela partiu a cabeça da criatura em duas.
Ela veio caminhando até nós, e Felix mandou-a passar pela mesma porta pela qual Fred foi mandado. Só sobraram dois, 1 e 0, mas oque se sucedeu foi inesperado, o numero 1 em velocidade realmente considerável, desapareceu e só pude ver a porta sendo aberta e ouvir outra porta sendo aberta, a porta da qual viemos.
Estava demorando... — disse Feliz, sorriu e foi atrás do fujão. -
É sua vez. — disse Jane, e quase cometi o erro de olhar em seus olhos. -
Caminhei pela arena, e o buraco se abriu, de dentro, saiu uma criatura cinza, com cerca de 2 metros de altura, ele veio olhando nos meus olhos desde o inicio, e n senti uma gota de medo em seu ser, me perguntei se meu dom havia me abandonado na hora H, ele veio caminhando em passos curtos e lentos, sem tirar os olhos dos seus, começou um rosnar baixo, e contido na garganta, parou a 1 metro de mim, com seu nariz quase encostado no meu, seus olhos sem uma unica desviada.
Minhas pernas pediam para tremer, meus olhos pediam para lacrimejar, e meu corpo me mandava correr, mas eu sabia novamente, que se eu corre-se, nada e nem ninguém, poderia me salvar. Revigorei meu olhar para aquela criatura, respirei fundo, e saboreei aquela sensação novamente. Eu gostava dela, ela me fortalecia, o medo dos outros me fortalecia, mas meu próprio medo, me tornava ele próprio, em carne e osso.
Eu estava com medo, medo daquela criatura, medo daquele Lobo que não demonstrou o minimo deste por mim.
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