A Origem Do Medo.
6 O Medo é um dos meios para o Respeito.
Notas iniciais
Aquilo me tornava forte, cada parte de mim sentia medo, aquela criatura magnifica e maligna estava triplicando, não aumentou em dez vezes o meu poder, uma energia vermelha começou a cobrir meu corpo, e eu sabia que aquilo não tinha limite, eu podia ficar ali aumentando meu poder, porém os olhos daquela criatura nem fraquejavam, sentia como se ele pudesse ver dentro da minha alma, estava com medo, mas continuava encarando-o, senti um leve movimento em sua pata e corri.
0,001.. corri, 0,002 alcancei a terceira passada, 0,002.1 senti o bafo do lobo na minha nuca.
Senti como se meu coração volta-se a bater somente para parar de medo, a criatura já sabia aonde eu estaria e quando estaria, desviei de sua mordida e voltei a correr, e não consegui despista-lo, era impossível fazer oque uma gazela faz com um leão ou o que a lebre faz com cão, aquela criatura sabia oque eu faria e quando eu faria.
A cada segundo que eu corria por minha vida, a quantidade de poder que eu absorvia de mim mesmo era enorme, era como se tivesse algo negro, obscuro se formando no centro de mim, o lobo quase me matou uma três vezes, apesar de eu ser um vampiro, realmente eu percebi que a maioria dos outros tinha muito mais habilidades físicas do que eu, aquela loira corria mais, Fred era mais forte e sutil.
Aquela coisa obscura estava crescendo, sentia uma sensação ruim sobre isso.
Quando já não podia controlar o poder que cresceu dentro de mim, quando estava em seu ápice, decidi que botaria para fora.
Dei um impulso para frente, parei e virei. O lobo parou e estava pronto para me dar o golpe final, quando eu explodi.
Mais uma vez, não literalmente falando, mas tentei fazer o mesmo que Fred, explodi meu poder com toda minha força, não deixando nem uma única gota.
Uma neblina vermelha se fez pela arena, abri meus olhos e vi o lobo a minha frente, não havia mudado em nada sua posição, mas ao olhar em seus olhos, eu via algo mais do que aquela selvageria tremenda, via uma coisa maior que o medo, o respeito.
O lobo abaixou a cabeça, e caminhou em direção ao buraco.
Fiquei sozinho na arena, de repente senti uma fraqueza absurda, perdoem-me, fraqueza é o termo errado, escassez mental, eu queria me deitar e dormir, mas sabia que não podia. Queria deitar, descansar, sonhar, estava cansado daquela tensão toda.
Me deitei na arena e fechei os olhos, mas não dormi. Abri os olhos e vi Jane, em pé ao meu lado.
– Meu pai dizia, que pensando morre os burros. — disse. -
Não respondi, estava cansado, ser um vampiro, significa que você não se cansa, que será sempre forte. Porém aquilo era totalmente contra ser um vampiro, se alguém chega-se ali e tenta-se me matar, eu não teria forças pra levantar um dedo.
– Vamos, você deve estar com sede. Vamos jantar. — disse Jane. -
Com aquela palavra, jantar, meu corpo deu um solavanco e se levantou, 3 dias sem beber sangue, era meu recorde desde que me transformei. Minha garganta ardia. A segui até a porta.
Assim que abri a porta senti o segue de sangue fresco, e morte é claro.
Avistei Fred em um canto da sala conversando com a Loira, e três cadáveres caídos ao chão, ouvi o choro de uma mulher no outro canto do salão e li em seu crachá :"Guia turística: Manuele"
Em um segundo estava do lado dela, e ela ia gritar quando cravei meus dentes em seu pescoço. E suguei. Suguei o sangue dela como nunca suguei o de ninguém antes. Suguei a vida dela em menos de um segundo ela estava seca.
Senti meu ânimo se revigorando, meu poder voltou e eu estava mais forte, aquele cansaço foi-se embora. Olhei para Fred, e ele desviou o olhar, não sei se ele estava fraco depois da explosão de seu poder ou se aquela coisa de imunidade era mesmo verdade, mas sua repulsão era mínima, quase extinta.
Senti o medo da loira quase instantânea quando virei minha visão para ela.
Coloquei minha venda.
– Minha nossa! Aquilo foi simplesmente magnífico! Pude sentir do outro lado da cidade! — disse Aro. -
– Então já temos os membros da missão, certo? — falou Caius que vinha logo atrás. -
– Não tenha pressa irmão, ao meu ver, devemos esperar mais. — disse Marcus entrando pela porta. -
– Os Cullen não merecem mais! — disse Caius rispidamente. -
– Quietos, eles vão na missão. Em dois dias. Façam seus preparativos meus jovens. Dispensados. — disse Aro. -
E com esse momento de loucura e confusão para quase todos, nos ajoelhamos em respeito ao nosso novo líder.
– Venham. — disse Jane se levantando e partindo para o corredor. -
Jane nos levou cada qual para seus quartos, eu sendo por ultimo.
Entrei no quarto e Jane ficou na porta, ficamos assim por uns dois minutos.
– Obrigada por não desapontar minhas expectativas sobre você. — disse friamente. -
Eu já estava de saco cheio disso.
Em meio segundo eu estava a 1cm do rosto dela.
– Porque? Porque eu não deveria te desapontar? Te humilhar? Faze-la passar vergonha por ter trazido um ninguém? — falei colocando uma pitada do meu poder de medo em minhas palavras, somente para ter o efeito desejado, nada muito óbvio. -
E ai ela me beijou, não só beijou mas me caçou em minha própria boca. Foi um beijo digno de Hollywood, me perguntei quantos anos de prática ela teve beijando, centenas? E então... Dor. Uma dor absurda se fez em cada fibra do meu ser, cai no chão em agonia e tentei chorar mas nada saia.
– Porque você não é mais ninguém. Você é meu.
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