A Nova Saga

8 Ganho Boa Sorte de Presente


Notas iniciais
Genteeee. Mais um capitulo pra voces. E, mais uma vez, peço desculpa pela demora. Bjooooos.

Voltamos para área comum aos poucos, eu estava cansada por isso fui na frente com Jason.

Entrei no chalé, tomei um banho e fui direto pra cama. Eu devia estar com muito sono, pois logo que fechei os olhos eu dormi. Essa foi a parte boa, mas como a minha sorte é ótima, tinha que ter algo para estragar.

Eu estava a beira de um lago, ─ não me pergunte como, mas eu sabia que era um lago ─ a água estava calma e a brisa tornava o ambiente quase agradável.

Quase.

Havia tensão no ar, como se algo estivesse prestes a acontecer, eu tentava analisar cada ângulo, o lugar me parecia familiar. Eu já tinha estado ali. Comecei a andar como se procurasse alguma coisa, vi no chão um par de sapatinhos para bebes ─ daqueles feitos de crochê ─ próximo a uma cadeira de balanço. Uma coisa muito estranha de se encontrar.

De repente um grito que me fez arrepiar, vinha de dentro na mata ao redor, corri na direção a ele. Vi uma mulher grávida ─ aparentemente com 8 meses ─ sendo levada por dois monstros estranhos. Deviam ter uns 2 metros, com seis braços cada. Vestiam tangas, estavam sujos de terra e fediam mais que um lixão.

Fui atrás deles me esgueirando pelas árvores e tentando ouvir o que falavam. Entraram em uma cabana e trancaram a porta. Corri até uma janela e os vi amarrar a mulher em uma cadeira.

─ Matar quando eles vierem. ─ Disse um.

─ Matar a filha de Zeus. ─ O outro completou.

Com isso, meu sonho se desfez.

Acordei ofegante e suando frio. Já estava claro, ouvi o barulho do chuveiro, Jason estava acordado.

Corri os olhos por todo o chalé, vi que tinha mais coisa do que eu me lembrava da noite anterior. Ouvi som de um trovão. Levantei-me olhando para o teto, havia um mosaico branco e azul formando um céu nublado. Dava até pra ver os raios passando pelas nuvens e a cada vez que isso acontecia um trovão ecoava.

Nas paredes haviam braseiros de bronze e estatuas de águias em pedestais de mármore. E bem no centro uma estatua de um Zeus de 6 metros com roupas gregas, um escudo e um raio no ar.

Eu estava olhando a estatua quando Jason saiu do banho.

─ O que foi? ─ Perguntou ele.

─ Como foi que isso apareceu aqui?

─ Isso o que?

─ Isso: a estatua, as águias, o mosaico. ─ Eu respondi apontando para toda a extensão do chalé.

─ Sempre esteve aí. ─ Ele respondeu me olhando como se eu fosse louca.

─ Como? Não, impossível.

─ Eu acho que você estava muito agitada e acabou não percebendo o que havia aqui. As únicas coisas que não tinha eram os beliches e o banheiro. Eu pedi pra colocar caso chegasse outro meio-sangue.

─ Anh… ta bom. ─ Eu disse atordoada. ─ É melhor eu… tomar um banho, esfriar a cabeça.

─ Está bem, cega, eu vou te esperar aqui. ─ Ele disse rindo da minha cara.

Lancei-lhe um olhar mortal antes de entrar no banheiro.

Eu não conseguia aceitar que não tinha visto uma estatua daquele tamanho e também não me esquecia do sonho.

A filha de Zeus. Já me disseram que não sou a única. Mesmo assim eu estava assustada.

Sai do banho e vi Jason mexendo em uma moeda, a sua moeda que se transformava em espada.

─ Como conseguiu essa arma? ─ Perguntei.

─ Essa é a minha segunda moeda que se transforma. A primeira foi quebrada numa luta que eu tive com um gigante. Hera me deu outra espada, mas eu preferi fazer uma para mim, é de ouro imperial.

─ Legal. Por que não usa a que Hera lhe deu?

─ Não confio. Ela quase matou Thalia.

─ Isso não foi legal. Talvez eu deva te contar uma coisa.

Contei a ele sobre meu sonho, sobre os dois. Ele ouvia com muita atenção, mas me deixou assustada, pois quando eu falei do que os monstros falavam ele fez uma cara de preocupado.

─ Eles são os gegenes, Nascidos da Terra. ─ Ele disse. ─ Despertaram quando Gaia se agitou.

─Não foram eles que lutaram contra Jasão?

─ Exatamente. Por isso eles detestam mais a mim do que qualquer outro semideus. ─ Ele disse rindo, mas seu sorriso logo sumiu. ─ Os sonhos de meio-sangues são diferentes de um sonho normal. Eles revelam partes do futuro ou do passado. Até mesmo do presente. Os sonhos são fluidos, podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo. Você estava em um conselho dos Deuses de verdade. Não era um solstício, mas você estava lá e o que aconteceu foi real.

─ Assim como a mulher aprisionada e os gegenes?

─ Isso. Mas não se preocupe com isso tão cedo. Ainda não houve nenhuma profecia, o que significa que foi uma visão do futuro e não do presente.

─ Nossa. Me sinto bem melhor agora. ─ Respondi sarcástica.

─ Vamos, eu estou com fome. ─ Ele disse rindo e me arrastando para fora do chalé.

Fui até o refeitório praticamente carregada. Eu não estava com fome. Queria treinar, não comer. No caminho encontramos com Nico. Sempre encontramos ele.

─ Bom dia gente. ─ Ele falou.

─ Bom dia. ─ Respondemos em um total contraste de voz. Jason alegre e eu com vontade de soltar um raio na cabeça dele.

─ Nossa Vivi. Que humor.

─ Queria que eu estivesse como? Está criatura não que me deixar treinar. ─ Respondi apontando para Jason.

─ Sério? ─ Ele perguntou com um falso tom de assustado e depois começou a rir. ─ Bom, o problema não é meu mesmo.

Dessa vez não tive pena, o atingi com um raio com eletricidade suficiente para deixar seus cabelos em pé.

─ Tá, desculpa. Só estava brincando. ─ Ele disse irritado, tentando fazer seus cabelos abaixarem.

─ Ta bom crianças, meu estomago já esta roncando a éons. ─ Disse Jason.

─ Mas que coisa. Para de me chamar de criança. ─ Lhe respondi quase gritando.

Ele passou por mim e por Nico rindo, ignorou nossos olhares e partiu para o refeitório. Nós bufamos e fomos atrás dele.

Na entrada nos encontramos com Alyne, devolvi sua faca e nos sentamos as nossas respectivas mesas, uma ninfa veio nos trazer comida. Eu não preciso nem dizer que estava divino, né? Eu até esqueci que estava sem fome.

Comemos bem e conversamos sobre Thalia. Jason me contou a história dela. Que ela tinha fugido quando achou que ele estava morto, que Zeus a transformou no pinheiro que guarda a entrada do acampamento para livra-la da morte quando ela salvou Luke ─ que se tornou um vilão, mas morreu como herói ─ e Annabeth. Que ela voltou a vida por causa do velócino e como virou a tenente das caçadoras.

Nós olhamos para a mesa de Hades e vimos Nico movimentar os lábios em uma pergunta silenciosa: “já terminaram?”. Fiz que sim com a cabeça. Nos levantamos e saímos do pavilhão.

Parece que eu ia começar a treinar e participar das aulas no acampamento normalmente, pois nos últimos dois dias eu só tinha treinado para o jogo.

Eu me lembrei que Rachel havia falado de um cronograma de atividades que cada campista ganhava ao chegar. Mas eu não tinha ganhado nenhum.

─ Gente. ─ Comecei a falar ainda andando. ─ Eu não sei para que aula eu devo ir. Eu não tenho um cronograma.

Nico franziu o cenho, mas, antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Jason respondeu.

─ Claro que tem.

─ Se eu tenho, por que não me deram?

─ Porque deram pra mim.

Eu o olhei curiosa.

─ Quíron achou melhor me dar, já que sou seu irmão mais velho e tenho o dever de ti cuidar e proteger. ─ Ele continuou com um sorriso sínico.

Parei bruscamente e lhe lancei o meu melhor olhar mortal. Ele e Nico tremeram, mas Jason disfarçou com um sorriso.

─ Brincadeira. Fui eu que pedi para ele me dar. Para que eu pudesse te acompanhar.

─ Sei. E, só pra você saber, eu não preciso que ninguém me proteja. ─ Eu disse suavizando minha expressão. ─ Então, eu tenho aula de que agora?

─ De arco e flecha. Com Will, conselheiro do chalé de Apolo.

Eu assenti.

Chegamos em uma área onde havia um linha de tiro e vários alvos. Um menino comandava tudo e dava instruções.

─ Oi Will. ─ Disse Nico se aproximando. ─ Trouxemos uma nova aluna pra você.

─ Oi. Eu sou Will, filho de Apolo. ─ Ele disse me cumprimentando. ─ Você deve ser Viviane.

─ Oi, prazer. Sim, sou eu, a que acertou sua irmã na barriga com uma bandeira.

Ele riu.

─ Flavia está bem, só um pouco roxa. Mas, e você? É boa de mira?

Eu já ia responder, mas Nico se antecipou.

─ Nem te conto. Só te peço que não fique na frente quando ela estiver com raiva. É pro seu bem, além de furado você vai sair queimado.

─ Eu já pedi desculpa.

Os três riram de mim.

─ É, eu fiquei sabendo que ela te acertou com uma faca eletrificada. ─ Will disse entre os risos.

─ Ta bom, chega. Eu já pedi desculpa e eu vou me controlar da próxima vez, vamos começar? ─ Eu disse num folego só.

─ Claro. Pegue esse arco e escolha um alvo. ─ Ele respondeu ainda sorrindo me dando um arco e uma aljava.

Havia um alvo logo na ponta, me posicionei na linha de tiro e tirei uma flecha. Will foi me mostrar como ajeita-la no arco, nesse momento um clarão veio da praia. Todos nós jogamos nosso equipamento de lado e corremos para ver o que era. Algumas meninas de Afrodite voltavam praguejando em grego antigo e os meninos de Apolo suspiravam.

Na praia havia trinta ou mais meninas com blusas prateadas e calças jeans, ao redor delas um bando de lobos brancos circulavam livremente.

─ Ártemis. ─ Eu disse assustada.

A deusa sorriu.

Ártemis estava à frente na forma de uma menina de 13 anos ─ como na primeira vez que a vi ─ com ela vinha uma menina de 16 anos, tinha os cabelos negros espetados e olhos de cor azul elétrico carregados de rímel. Usava brincos de caveiras e um bracelete de prata com algumas correntes que não combinavam nada com um arquinho que tinha na cabeça. Parecia uma princesa punk.

De tanto Jason falar eu já sabia quem era ela. Thalia, minha irmã por parte de pai.

─ Thalia. ─ Ouvi Annabeth gritar.

Ela correu e abraçou a amiga. Jason fez o mesmo e Percy também foi falar com ela. Aparentemente ela era a única que aceitava a proximidade dos meninos. As outras agiam como se eles fossem um monte de estrume que elas não queriam nem chegar perto.

Ártemis falou algo para Thalia e depois olhou para as caçadoras como se desse uma ordem. Elas marcharam em direção aos limites do acampamento, abrindo caminho em meio aos campistas que foram se dispersando.

Thalia, Jason, Annabeth, Percy e Nico caminharam em direção ao bosque conversando amenidades. Nico ainda olhou para traz e pude perceber um pouco de desespero em seu olhar, como se eu estivesse a ponto de fazer algo que o magoaria muito.

Restou eu e minha “mãe”, nos sentamos na areia mesmo, olhando para o horizonte.

─ Filha. ─ Ela começou desconfortável. ─ Dificilmente eu trago as caçadoras para o acampamento. Dessa vez só estamos de passagem, vim apenas para lhe perguntar uma coisa.

Eu a olhei incentivando-a a continuar.

─ Você aceitaria… aceitaria partir comigo e as caçadoras? Para que eu possa te treinar assim como treinei elas?

Senti uma felicidade me invadindo. Ártemis, uma deusa, queria que eu me juntasse a ela. Mas, de repente, a tristeza me abateu, eu teria que deixar tudo para traz. Meus amigos, o acampamento, minha mãe de verdade. Como deixar tudo isso?

─ Jason disse que quando se entra para a caçada, tem que deixar tudo de lado. Pela eternidade. ─ Eu encarei o chão.

A deusa sorriu.

─ Eu realmente adoraria que você fosse uma das minhas caçadoras. Mas, as parcas decretaram que esse não é seu destino. Zeus me disse para não interferir, mas eu consegui que ele me desse dois dias com você. ─ Falando isso, lembrei-me do meu sonho.

─ Não eram três dias? ─ Perguntei.

─ Sim, nos atrasamos por culpa de um monstro. ─ Ártemis franziu o cenho. ─ Como você sabia?

─ Um sonho. ─ Eu disse simplesmente.

Ela assentiu.

─ Então? Você aceita?

Pensei um pouco, depois sorri. Seriam apenas dois dias e não por toda a eternidade.

─ Sim.

Minha mãe adotiva abriu um sorriso e passou a mão no ar como se limpasse um vidro. Na areia apareceu uma mochila, onde havia tudo que eu precisava. Roupas, objetos pessoais, um cantil com néctar, quadradinhos de ambrosia e um cordão com um pingente em forma de uma lua crescente.

Ergui o cordão e olhei para Ártemis.

─ Um presente. ─ Ela disse pegando-o da minha mão e colocando em meu pescoço.

Eu toquei o pingente e algo em minha cabeça me disse que o apertasse, foi o que fiz. O pingente se descolou do cordão e cresceu se transformando em um arco prateado, nas minhas costas apareceu uma aljava cheia.

─ Seu nome é Eutykhia. Significa Boa Sorte.

Notas finais
Vou logo avisando para nao desapontar ninguem. Eu estou em semana de prova no colegio. Por isso eu vou postar so na quarta. Obrigada pela compreençao de voces.
Outra coisa. A história nao está completa, aceito recomendaçoes, reviews e outros. Bjos. Até a proxima. Bye. *.-