A Nossa Historia
27 Capítulo 27
O fim do relacionamento entre Marcus e Bryana não estava fazendo bem a ela. Ouvia sua mãe lhe falar um monte de coisas inúteis sempre colocando-a para baixo. Já não era fácil ter que lidar com a rejeição e ainda ter uma mãe que lhe apontava os erros. Era insuportável. Seu coração pesava demais como se uma enorme cratera tivesse sido aberta da pior maneira. Por que ninguém nutria um sentimento tão forte por ela? Onde é que Bryana errava?
Isabella apareceu na sala segurando uma taça de vinho. Sabia o quanto sua filha estava deprimida pelo fim do relacionamento, mas todas aquelas lágrimas não o trariam de volta.
— O que é? Veio esfregar mais algumas verdades na minha cara? — bradou Bryana sem tirar a atenção do filme — Já estou cansada de ser tratada como um nada. Não preciso de mais piedade.
— Você é uma inútil! — berrava a mãe — Aposto que o seu namoradinho está correndo atrás da Amy. Ela sempre consegue tomar o que é seu por direito. Como é que pude gerar uma filha perdedora em meu ventre?
— Chega mãe! — berrou Bryana desesperada sentindo o seu coração se apertar com as palavras grosseiras de sua mãe — Você só sabe apontar os meus erros, mas por que não fala da Amy, do quanto ela é horrível?
Altiva, Isabella encarou sua filha com desdém.
— Não... — começou Isabella irônica — Nunca tenho motivos para falar atrocidades sobre ela. Aquela jovem serve como espelho para você, ela sabe aonde quer chegar, o que quer da vida — olhou a filha milimetricamente — Bryana, você nunca será perfeita. Preferia ter a Amy como filha a uma perdedora.
Decidida Bryana se levantou sofá. Passou perto da mãe derramando o liquido em sua roupa.
**********
Amy estava na sala terminando de dar a aula. Sorria animada pelos alunos terem gostado e se dedicado aponto de quererem mais, que aquela aula nunca tivesse acabado.
Sem ser anunciada, Bryana passou apressadamente em meio aos alunos que saíam da sala. Cada vez mais sentia vontade de bater em Amy, só pelo simples fato dela existir.
— Parabéns Amy! Conseguiu fazer com que o Marcus terminasse comigo.
— Sinto muito, mas a decisão foi dele. Acha mesmo que eu seria capaz de fazer algo desse tipo. Não faço o mesmo jogo que você.
— Claro, mas a culpa é sua por tê-lo influenciado a terminar comigo. Admita. Você não suporta ver as pessoas serem felizes. Só porque a sua vida é uma droga quer que as pessoas sejam como você.
Amy a olhou de cima a baixo. Se sentia superior.
— Bryana, em primeiro lugar a minha vida não é uma droga. Se alguém desistiu de você é porque fez algo que não o agradou. Aprenda a lidar com a rejeição. Isso não te torna perdedora.
A raiva que Bryana sentia crescia cada vez mais. Chegara a acreditar que talvez Amy pudesse ter razão, mas não daria o braço a torcer sem ter a resposta que tanto desejava.
Bryana começou a comer desesperadamente. Toda a sua raiva era descontada no lanche. Amy assistia a cena chocada. Não era daquela forma que Bryana se comportava.
Como quem acabou de acordar numa outra realidade, Bryana sentiu enjoo e correu para colocar tudo para fora. Amy estava preocupada, queria fazer algo para ajudá-la.
— Está tudo bem?
— Saí daqui, Amy. Eu não preciso da sua ajuda.
Amy revirou os olhos.
— Eu sei que precisa de ajuda. Me deixa te ajudar. — pediu Amy cautelosa.
— Isso que você faz não é saudável.
— Eu estou ficando linda e perfeita. Serei melhor do que você Amy.
—Tudo bem, eu vou sair daqui.
Amy saiu e Bryana ficou se encarando no espelho. Tentava recuperar forças para enfrentar todas as meninas. Infelizmente tinha que fingir que era ela quem estava por cima de toda a situação. Antes mesmo que pudesse sair dali, uma mensagem chegou a seu celular. Ela vibrava por dentro, se sentia mais viva do que nunca. Sua mãe iria sentir orgulho.
Toda aquela história que Amy lhe contou não parecia ser verdade. Jamais que Bryana aceitaria qualquer teoria vinda de Amy. Ela não estava doente, apenas procurava métodos que a ajudasse a continuar magra e perfeita. Tinha toda a ajuda que precisava de sua mãe e de remédios. Em breve ninguém mais se lembraria quem era Amy Jones.
Como forma de vingança, Bryana reuniu todas as pessoas algumas horas depois para falarem à respeito de suas descobertas sobre Amy. Para algumas pessoas poderia não ser agradável, mas para ela significava tanto. Esperou que a aula acabasse para colocar o seu plano em prática.
Bryana e outras garotas se aproximaram de Amy. Encaravam-na furiosas.
— Nossa Amy! Nunca pensei que você fosse capaz de mentir para todas nós! — Exclamava Bryana animada.
— Não estou entendendo.
— Por que nunca falou para a turma que seu pai é um criminoso, que está apodrecendo numa cela imunda? Você nessa escola é uma ameaça, assim como ele.
— Meu pai não é um criminoso! Ele é inocente. — Rebateu Amy furiosa.
— Não mesmo. Saí dessa escola. Não é mais bem vinda aqui.
— Eu tenho o mesmo direito que todas vocês. Meu pai não é um criminoso, eu vou provar. — Amy já não conseguia controlar as lágrimas — Eu vou vencer essa batalha sozinha ou não.
— Até lá se esqueça dessa escola, meu amor! Você é apenas uma bolsista que deu sorte. Os nossos pais pagam por tudo. É a maioria contra uma qualquer. É a elite contra a ralé.
— Cuidado para não se engasgar com o próprio veneno, Bryana.
E saiu da sala em prantos. Um dia todos irão se arrepender de tamanha maldade. Ela provaria que é capaz de ir alem.
**********
Marcus já não conseguia mais esconder o que sentia por aquela garota. Marcus marcou de se encontrar com Demetria, queria que algumas de suas dúvidas fossem esclarecidas. Só a melhor amiga é quem poderia lhe dar o norte necessário. Era hora de ser sincero com ela.
Marcaram de se encontrarem no shopping, assim não haveria algum problema de dizerem que estariam juntos.
— Oi Marcus! — Cumprimentou Demetria animada. — Estranhei o seu pedido, quando pediu para que eu te encontrasse aqui.
— Sou uma caixinha de surpresas. Queria a sua ajuda.
— Minha ajuda? — Perguntou ela estranhamente.
— Sim, é sobre a Amy. Toda vez que eu tento falar sobre relacionamentos, ela parece querer fugir de mim, do momento. Aconteceu algo para que ela agisse dessa forma?
Demetria respirou fundo.
— Ela teve o coração partido várias vezes e por isso que ela age dessa forma. O último relacionamento que ela teve acabou de um jeito feio.
— O que aconteceu?
Demetria apontou para que ele se sentasse no banco.
— A Amy namorava o Donnie — Marcus lembrava do seu rosto — Ele disse que iria viajar para a casa da avó, mas ela acabou descobrindo a verdade. Na verdade, ele passou a noite com uma das meninas da nossa turma, a Bryana. Ela amava o Donnie intensamente, todos os seus pensamentos eram voltados para ele, suas dedicações eram ao extremo e ele não soube cuidar do tesouro que tinha em mãos.
— O que aconteceu com a Amy quando ela descobriu a verdade? — Insistiu ele preocupado.
— Ela ficou arrasada, entrou em depressão e quase se matou. Infelizmente ela o amou de verdade. Ela merecia alguém melhor, uma pessoa que a ame de verdade e que não a faça sofrer.
— Não consigo imaginar a Amy desse jeito.
— Pois é, meu amigo. Se você sente algo por ela corra enquanto pode. Está na hora de alguém fazer aquela garota feliz.
— Não sei o que faço ainda, Demetria. Quando estou perto dela me perco nas palavras.
Demetria sentiu o pesar em sua fala. De fato Marcus estava se apaixonando por Amy e isso era algo fascinante. Pelo menos a seu ver.
— Diga a ela o que sente... conquiste-a.
— Obrigado Demetria, vou tentar. Eu realmente quero fazer a Amy feliz. Quero ser um dos motivos do seu sorriso, dos seus pensamentos e da vida dela.
— Que fofo! Eu quero que ela seja muito feliz e se a fizer chorar alguma vez pode contar que acabo com a sua vida! — ameaçou Demetria divertida.
**********
Depois que foi para casa, Marcus tentava desesperadamente falar com Amy. Estava decidido a revelar o que sentia por Amy, não iria adiar por mais tempo. Achou que ela poderia estar ocupada com algumas da tarefas da escola, esperaria até o cair da noite.
Horas e horas se passaram e Marcus não conseguia conter a ansiedade, mas estranhou quando notou que em seu celular havia mensagens e ligações de Demetria.
Demetria não parava de ligar para Marcus tentando encontrar a sua amiga. Ninguém da escola ou do bairro onde moravam tinham informações. Como é que uma garota poderia sumir daquele jeito? A intuição tomava conta de Marcus. Tinha um palpite de onde ela poderia estar. Não era garantia, mas tinha de tentar pelo menos. Saíra de sala em sala tentando encontrar algum sinal, mas não obtinha sucesso. Amy tinha de estar no teatro. Poucas pessoas tinham acesso, mas Amy era livre para estar ali.
No meio do palco deitada com o rosto coberto lá estava Amy. Marcus sentiu o seu coração se apertar ao ver Amy chorando de uma forma tão desesperada. Até parecia que ela estava fazendo uma cena para o teatro vazio, mas ali era o seu solo sagrado. Apenas ali ela conseguiria se libertar do que lhe machucava. Não poderia imaginar que aquela garota estivesse passando por tantos problemas com as garotas de sua turma.
— Amy?
— Marcus? — Sussurrou ela limpando suas lágrimas sentando-se.
— O que você faz aqui?
— Precisava ficar sozinha... longe de casa. Aqui foi o único lugar em que pensei. Ninguém me encontraria fácil.
— Quer me contar o que aconteceu? Posso ser um bom ombro amigo.
— Acho que preciso mais do que um ombro amigo...
Marcus não aguentando a abraçou fortemente. A respiração dela era pesada demais, não conseguia parar de chorar facilmente. Quanto mais pensava no que acontecera mais lágrimas rolavam.
— A Bryana é uma louca. — ele a ajudou a se levantar — Você não pode dar ouvido a tudo o que ela fala. Mesmo que você seja bolsista você lutou para estar aqui. A Margareth sabe do seu pai, é por isso que ela sempre te ajuda.
— Ninguém tem o direito de ofender o meu pai, de dizer coisas horríveis só porque ele está preso. Eu sinto que ele é inocente.
— Se você acredita ninguém pode mudar isso. Meus pais já estão te ajudando há algum tempo. Juntos vamos tirar o seu pai daquele lugar horrível.
— É tudo o que eu desejo nessa vida, Marcus. Seria tão bom se no mundo houvesse mais pessoas com o mesmo pensamento que o seu. Cada vez mais eu te admiro como nunca.
Amy sentira um calor estranho tomar conta de seu corpo todo. Não conseguia acreditar que estava expondo o seu lado mais sensível para ele. Afastou-se para poder limpar suas lágrimas. Notara um sorriso bobo em Marcus, mas não dera tanta importância.
O silêncio reinava entre eles. Apenas o som da respiração podia ser ouvida em meio a aquele santuário que se tornara a sua casa. Marcus estava ainda mais encantado por Amy. Já não havia como controlar os seus desejos e sentimentos. Lutara até o último minuto para serem apenas amigos, mas o seu encantamento pela jovem se intensificava à medida que se conheciam e passavam mais tempo juntos.
— Por que está me olhando desse jeito?
— Eu acho que vou querer te beijar.
— Isso não é uma boa ideia. — Rebateu Amy receosa. — Não é legal correr esse risco.
— Eu gosto de correr riscos.
Marcus se aproximou mais de Amy com tranquilidade, queria que ela confiasse ainda mais nele. Quando seus corpos se tocaram, o corpo dela começou a formigar. Como se uma corrente elétrica tomasse conta de suas veias. O toque de suas mãos em suas costas era intenso, mas calmo. Amy se sentia perdida naquele momento.
— Eu quero sentir os seus lábios nos meus — Disse ele com a voz rouca embargada de sensualidade — Calmo e devagar, quero aproveitar esse momento único aqui com você, Amy.
Os beijos leves em sua testa aumentavam ainda mais os arrepios em Amy. Ela fechava os olhos na tentativa de não demonstrar o que sentia naquele momento. Ao mesmo tempo em que tentava se negar esse doce prazer, queria se entregar a ele. Depois de tantas quedas, de ter seu coração partido chegou a hora de renovar seus sentimentos e Marcus conseguia manter os seus sentimentos desalinhados. Ele tinha essa capacidade de deixá-la com medo de ficar sozinha, mas de certa forma Marcus a encantava cada vez mais. Queria conhecê-lo ainda mais. Precisava ser feliz em algum momento de sua vida. Por que não arriscar?
Delicadamente Amy pousou sua mão sobre o peito do rapaz, queria sentir cada parte daquele corpo que tanto mexia com ela. Mantiveram-se assim durante alguns minutos, entre toques e caricias. Marcus colocou sua mão sobre o rosto dela e a trouxe para um beijo. Não havia urgência, pois ele a conduzia para uma dança encantadora dos lábios. Aos poucos, Amy foi se deixando levar pelo momento em que se encontravam. Permitia-se sentir as sensações que ele lhe causava. Pensava que seu coração poderia parar a qualquer momento. Marcus se mostrava um verdadeiro cavalheiro com Amy. Um rapaz apaixonado. Uma verdadeira experiência que acabara de aprender.
— Vai ficar tudo bem... eu garanto. — Sussurrou ele ao interromper o beijo.
— Eu espero que sim, Marcus. Não aguento mais ter de lidar com tudo isso.
— Você é uma guerreira, e vai vencer essa batalha, meu amor.
— Eu quero simplesmente sair desse lugar! Preciso de novos ares.
Marcus tirou uma mecha do rosto dela colocando atrás de sua orelha. A observava de maneira intensa.
— Mas e quanto a sua mãe?
— Ela quer mandar em tudo. Não aceita nada do que eu faço. Não quer que eu visite meu pai, quer escolher as pessoas com quem me relaciono.
— Até com a pessoa que você for namorar?
— Sim... — ela respirou fundo limpando o rosto — eu não quero que ela decida tudo por mim, Marcus. Eu quero ter a chance de fazer as minhas próprias escolhas, quero ser feliz.
— Não se importe com o que as pessoas falam Amy. Siga o seu coração.
— Eu tenho que ir pra casa. — Disse ela por fim.
— Te levo até lá.
— Não preci...
Marcus não conseguira se controlar, Amy possuía um magnetismo que o prendia a ela. Ele queria mantê-la ali para sempre em seus braços.
— Marcus...
— Me desculpa, mas não consigo me controlar perto de você. Desde a primeira vez que ficamos tão próximos na roda gigante senti vontade de te beijar, mas tive de ser paciente. O amor é paciente.
— Isso me lembra a citação da Jamie no filme “Um amor pra recordar”. — Lembrou Amy encantada.
— Quase isso.
— Pode recitar pra mim? — Pediu ela gentilmente.
— Vou tentar ser o melhor.
— Seja apenas você! Como sempre é quando estamos apenas nós. O Marcus por quem tenho admiração.
Ele sorriu docemente.
— “O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes; o amor não se ufana, não se ensoberbece. O amor não é rude nem egoísta, não se exaspera e não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier.”
**********
Marcus deixou Amy em casa. Queria que ela se sentisse melhor. Pretendia ter uma conversa séria com Bryana no dia seguinte. Sabia que ela estava por trás de toda aquela maldade. Ninguém tinha o direito de expulsar um aluno da escola pelo simples fato de quem eram os seus pais. Estavam lutando pra que Raymond conseguisse encontrar a liberdade que tanto desejava. E juntos reuniriam forças para alcançar o impossível.
Marcus ao chegar em casa possuía o mais belo sorriso de todos os tempos. Evie sabia quem era o motivo de toda aquela alegria.
— Maninho? Tudo bem?
Ele suspirou apaixonadamente.
— Nunca estive tão bem em toda minha vida.
— Encontrou a Amy?
— Sim. Boa noite maninha.
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Marcus foi até o escritório, pois precisava falar com a sua mãe antes que acabasse enlouquecendo de uma vez por todas. Estella estava concentrada lendo um livro. Ao vê-lo na porta, a mulher pousou o livro e fez um gesto para que ele se aproximasse.
— Mãe, preciso que me ajude a escolher um presente legal para a Amy. Ela está tão triste.
— Só um presente ou tem algo a mais que queira fazer por ela?
— Ah mãe! — ele respirou fundo — Eu quero pedi-la em namoro.
Uma ideia maravilhosa passou pela mente de Estella que já começava a sorrir empolgada. Seria impossível que Amy recusasse um pedido dela.
— Pode deixar comigo! Acabei de ter uma maravilhosa ideia. Está tudo sob controle.
**********
Marcus mandou mensagem avisando que deixaria Amy em casa. Demetria foi o mais rápido que pode até a casa da amiga. Sabia que ela estaria no quarto. Entrou na casa e dói direto ao quarto.
Seu semblante era sério e preocupado.
— O que você tem na cabeça ao ficar dando esses sustos na gente? Sempre ficamos malucos. Ainda não acredito nas maluquices que a Bryana te disse só porque seu pai está preso. Ela é louca. Agradeço tanto pelo simples fato do Marcus sempre estar contigo. Ele realmente valoriza os amigos.
Amy corou ao lembrar da cena que vivera com Marcus. Apenas os dois no palco do teatro.
— Pode falar. Eu conheço essa expressão.
A jovem cobriu o rosto com as mãos.
— Não aconteceu nada demais. Ele só me beijou...
— Marcus Lancaster não te deu um beijo qualquer. Ele está a fim de você.
— Claro que não. Ele tem tantas garotas correndo atrás dele. Simplesmente aconteceu.
— Tudo bem. Mas eu sei que você gostou. Aos poucos a sua armadura vai cair.
— Que ela demore a cair. Estou aprendendo a confiar novamente nas pessoas, Demetria.
— Dê a si mesma a chance de ser feliz ao menos uma vez. Seja com o Marcus ou com qualquer outra pessoa, mas saiba aproveitar. Não tenha medo de dizer o que sente.
— Obrigado! Por tudo mesmo. Às vezes só preciso ficar longe de tudo e todos para manter os pensamentos em ordem. Nunca quis deixá-los tão mal assim.
Demetria deu de ombros.
— Sempre estaremos com você e por você.
— Sempre amiga!
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