A New Puckerman
1 01 - Acordando
Notas iniciais
Abri meus olhos devagar e me arrependi no mesmo momento. A enxaqueca era forte e eu não sabia onde estava, esperei alguns segundos pra me acostumar com a luz do ambiente.
Eu estava num quarto, numa cama de casal enorme com uma morena que eu não conhecia. Quem diabos é ela? E que lugar é esse?
Tentei me lembrar do que tinha acontecido noite passada. Sorri no mesmo instante. Flashes de uma festa da fraternidade Kappa... Garotas, musica alta e muita bebida... Olhei em volta e vi minhas roupas pelo chão. A noite tinha sido boa, muito boa.
Fui despertada dos meus pensamentos pelo meu celular que tocava, no visor estava escrito: “Mãe” e com isso eu gelei.
Que dia é hoje? Que horas são? Merda, merda, merda! Ela deve estar louca! Droga... Agora só me resta atender...
– Alo? – Falei apreensiva.
– Elisabeth Corcoran Puckerman! – Ai! Meu nome completo não!
– Oi mãe... – Tentei falar
– Onde você esta? – Ela perguntou, eu podia sentir a fúria dela do outro lado da linha.
– Eu? Errr... Na casa de umas amigas... – Tentei lembrar da historia que tinha contado pra ela ontem, pra faze-la me deixar sair pra festa da fraternidade.
– Você sabe que dia é hoje?
– Domingo? – Tentei desconversar, sabia muito bem que hoje era segunda feira e que hoje era o primeiro dia de aula.
– Não, Beth! É segunda! E hoje é seu primeiro dia de aula no McKinley! Esqueceu? – Não, eu não avia esquecido, na verdade eu tinha feito de tudo pra esquecer... Não queria ir para aquela escola, muito menos queria ter voltado pra Lima.
– Amanhã eu apareço lá mãe... Eu prometo! Você sabe que o primeiro dia de aula só serve pra enturmar os alunos – Tentei convence-la, mas como eu imaginava, não ia dar certo
– Beth, presta atenção, se você perder o primeiro dia de aula... Pode esquecer o Camaro! – Quando ela falou isso eu tremi, não podia levar meu carro, ele é meu bebê.
– Mãe! Como assim?!? – Eu protestei, sabia que ela tinha coragem de pegar o carro e vender
– Você me ouviu Beth! Vá pra aula!
– Tá... – Me dei por vencida – Que horas é a aula?
– Às oito e meia... E acho melhor você correr, se chegar atrasada não vão te deixar entrar – Olhei para o relógio e pulei da cama, eram oito horas.
Fui cantando minhas roupas pelo chão e vestindo-as o mais rápido que pude (P.S. Lembrar de usar calças menos apertadas, essas dão muito trabalho de vestir) E fui em direção a porta do quarto.
– Ei... Já vai tão cedo? – A tal morena que estava na cama comigo tinha acordado
– Sim baby, eu tenho que ir – Chamei-a de “baby”, pois não me lembrava do nome dela.
– Você devia vir mais vezes às festas da fraternidade, por que não fica mais um pouco? –Ela falou tentando me fazer ficar. Eu a olhei de cima abaixo, era linda, olhos claros (azuis ou verdes, não me lembro) cabelos longos e pretos, em contraste com uma pele muito branca com algumas marcas roxas pelo corpo... Que provavelmente tinham sido feitas por mim.
– Desculpe... Que tal eu te dar meu telefone? Assim pode me chamar aqui sempre que quiser... – Eu disse desejando que ela me deixasse ir embora logo, não me leve a mal, ela era linda, mas se eu passasse mais cinco minutos ali, podia dizer adeus a meu carro. Isso jamais.
– Na verdade você já me deu... – Ela levantou o lençol e lá estava meu numero, escrito com delineador na parte interna da coxa dela, por um instante tentei me lembrar de como ele tinha parado lá... Tanto faz.
– Então o guarde bem querida.
Nem dei chance dela responder, apenas sai pela porta desci as escadas da grande casa correndo e tomando cuidado pra não esbarar nas pessoas que estavam em coma alcoólico dormindo no chão.
Quando sai da casa lá estava ele estacionado na calçada... Meu Camaro SS 1969 preto, todo restaurado, pra mim era a oitava maravilha do mundo. Meu pai me deu ele ano passado, quando completei 16 anos. Dei pulos de alegria, não podia deixar minha mãe tirar ele de mim.
Então entrei, dei partida e sai do campus da universidade acelerando e ignorando todas as placas de velocidade mínima. Eu tinha quinze minutos pra chegar numa escola do outro lado de Lima.
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