Notas iniciais
Oi lindas!
Mais um cap
Espero que gostem!
Sugestao de musica para ouvir quando vc le: Zedd - Clarity http://www.youtube.com/watch?v=IxxstCcJlsc
Bjs!

"Se o nosso amor é tragédia, por que você é meu remédio?

Se o nosso amor é insano, por que você é minha lucidez?" **

POV Elena


Depois da conversa com o Damon, eu concluí que eu não podia mais ficar me lamentando pelo que tinha me acontecido, eu ainda queria ser feliz, eu queria amor dele, eu queria um futuro. Por mais difícil que pudesse ser, eu iria tentar, eu iria lutar com todas as minhas forças para conseguir superar e, finalmente, seguir em frente. Decidi voltar ao trabalho, iria me fazer bem, eu manteria minha mente ocupada, veria outras pessoas, conversaria sobre assuntos que não fossem sobre o meu drama pessoal. Quando eu cheguei ao trabalho, encontrei uma agitada Caroline, falando ao telefone. Pude escutar uma parte da conversa, pois, estava no viva-voz.

–Não, Senhorita Forbes, infelizmente, você não pode devolver as flores que recebeu. -Uma mulher com uma voz entediada tentava convencê-la.

–Mas eu não as quero! -Falava exasperada.

–Então dê a algumas das suas amigas... -Deu uma sugestão.

–Mas eu quero devolver as flores! Eu não quero aceitar o presente! -Insistia.

–Sem devoluções. -Mulher falou irritada e desligou o telefone.

–Desligou na minha cara. -Caroline bufou. -Como pode uma coisa dessas? -Falou para si mesma, ainda não tinha notado a minha presença.

–Tudo bem, Carol? -Perguntei mais curiosa do que preocupada.

–Lena! -A loira abriu um sorriso. -Você parece tão melhor! -Exclamou parecendo esquecer toda a irritação que sentia minutos atrás.

–E eu estou mesmo. -Admiti. -Eu estou me empenhando bastante nisso de "dar a volta por cima”

–Ah, Elena eu estou tão feliz! -Abraçou-me novamente. -Não e o Damon conversaram, não foi?

–Sim e você estava certa, ele foi tão compreensivo comigo! -Confessei, mas queria mudar de assunto, queria me sentir normal, esquecer um pouco todos os problemas. -Mas não quero falar disso agora. -Pedi e ela assentiu. -Conte-me o que aconteceu, você parecia tão nervosa quando eu cheguei...

–Eu queria devolver essas flores! Acreditam que não me deixaram? -Parecia revoltada. -E a mulher ainda desligou na minha cara, pode isso?

–Mas o que tem de errado com as flores? Elas parecem lindas... -Perguntei enquanto observava o lindo vaso com tulipas vermelhas. -E ainda foi um presente, não? Ganhar flores parece ótimo.

–Não quando se ganha do Klaus! -Respondeu no mesmo tom irritado.

–Você não gosta dele?

–Esse é o problema, Elena! Eu gosto e ao mesmo tempo, não gosto, sabe como é? -Respondeu em um tom mais leve, possuía, em sua face, uma expressão confusa.

–Na verdade, não. -Falei sinceramente.

–Elena, o que eu sinto por ele é um tipo amor e ódio! Isso é tão louco! -Admitiu.

–Eu me lembro de você ter me falado dele... -Finalmente tinha associado o nome à pessoa. -Ele era irritante, te perseguia, mas era charmoso... Era isso, não é?

–Continua sendo isso! -Ela me corrigiu.

–Calma, Carol. -Tentei amenizar a situação. -Ele só está tentando te conquistar te enviando flores, isso é muito fofo, sabia?

–Não quando ele praticamente me obrigou a sair para jantar com ele hoje!

–Como assim, ele te obrigou? -Perguntei assustada.

–Ele apareceu na minha casa às onze horas da noite e falou que não iria sair de lá ate que eu aceitasse sair com ele hoje...

–Que bonitinho! -Falei encantada. -Ele estava fazendo de tudo, ate mesmo loucuras, para ter uma chance com você!

–O pior é que eu sei disso! Por mais que eu tente negar, eu também achei fofo... -Suspirou profundamente. -Mas o problema é que eu não quero me envolver.

–Por que não?

–Por causa do Tyler, eu te falei dele, não falei?

–Falou sim, ele é o seu ex-namorado da época da faculdade, que voltou recentemente para a cidade.
-Isso mesmo! Depois que ele voltou, eu fiquei balançada! Elena, ele era o amor da minha vida! -Fez questão de ressaltar. -Só que ultimamente, ele não tem me dado muita atenção, vive ocupado com o novo trabalho dele! -Fez uma pausa, fechou os olhos por um longo momento, parecia tentar achar coragem para me fazer uma confissão. -Da ultima vez que nos saímos, não foi a mesma coisa, eu não me senti como costumava me sentir e para piorar, eu ainda pensei no Klaus!

–Parece que você gosta mais do Klaus, então. -Conclui.

–Eu não sei, eu estou tão confusa com tudo isso... Eu acho que eu gosto dos dois... -Foi brutalmente sincera. -Mas isso não podia acontecer, sabe por quê?-Fez uma nova pausa. -Eu sei que é meio bobo, mas, quando eu o Tyler terminamos, eu jurei que eu iria continuar o amando e que iria esperar ele voltar para mim. -Falou em uma voz afetada pela lembrança. -E eu acho que é por isso que o Klaus me irrita tanto e porque eu faço de tudo para odiá-lo, porque, caso contrario, eu vou acabar quebrando a minha promessa.

–Bem, eu acho que se os seus sentimentos pelo Tyler ainda fosse muito fortes, você não estaria assim e muito menos, pensaria no Klaus enquanto estive com ele. -Falei a verdade, eu realmente acreditava nisso.

–Ah, Lena, eu não sei o que fazer! -Falou aflita.

–Eu acho que o Klaus merece uma chance!

–Ah, Elena, mas ele é meio doido e irritante e mais do que isso, eu não quero mesmo me envolver.

–Carol, você sabe que eu não entendo muito de namoros para te dar conselhos, mas o que eu aprendi, na minha vida, é que o amor vem quando você menos espera e às vezes de alguém totalmente inesperado. -Fiz uma pausa, suspirei profundamente. -Quando eu vim trabalhar aqui no escritório, meus planos eram tentar ganhar algum dinheiro e tentar fugir do Matt, e se eu conseguisse, eu viveria sozinha! Eu não queria me aproximar de homem nenhum, eu achava que todos seriam como ele e então, eu conheci o Damon, e ele estava tão machucado quanto eu, tentando se recuperar da perda dos filhos e da esposa. Eu jamais imaginei que eu poderia me interessar por ele e, muito menos, ele por mim. Só que, lentamente, nos dois fomos nos envolvendo, conhecendo um ao outro, confiando, e quando percebemos, já estávamos apaixonados. -Abri um sorriso. -Você deveria sair com o Klaus, mas, sair numa boa, sem ficar com essa idéia de que ele é irritante, e ver como você realmente se sente. -Incentivei.

–Eu vou tentar. -Caroline concordou, parecia aliviada.

...

POV Caroline


Eu decidi segui o conselho da Elena, talvez ela pudesse estar certa sobre tudo que tinha me dito. A verdade é que eu não achava o Klaus tão irritante assim, não que ele não o fosse, mas, em muitas das vezes que eu o acusava de me irritar, eu não queria admitir que o estava achando fofo. Que garota não quer receber flores ou não vai ficar toda feliz quando alguém aparece em sua casa dizendo que sente saudades? É claro que seria mil vezes mais romântico se ele não aparece às onze horas da noite e praticamente me obrigasse a sair com ele, mas, ainda assim, era fofo, eu tinha que admitir. O problema todo era o Tyler, eu nem sei se eu ainda gosto dele ou não. Ajudaria se ele retornasse as minhas ligações com mais freqüência e se me desse mais atenção. Nós nem estávamos mais saindo direito e tudo que eu queria era fazer com que o nosso relacionamento engatasse como na época da faculdade! Afastei todos aqueles pensamentos da minha mente quando fui escolher a roupa que iria usar para sair com o Klaus. Abri o armário, que estava lotado de roupas, e demorei a decidir o que vestir. A verdade é que quanto mais roupas eu tivesse, menos eu tinha o que vestir! Depois de um bom tempo, escolhi um vestido azul que ficava bem justo e valorizava as minhas curvas. Calcei sandálias pretas e de salto altíssimo. Sequei meu cabelo, deixando-o bem liso. Passei bastante maquiagem, principalmente nos olhos para ressaltar sua coloração e marcar o olhar. Eu demorei tempo demais me arrumando e por isso, não estava pronta no horário, acabei deixando o Klaus esperando quase uma hora, mas quando finalmente nos encontramos, ele me recebeu com um sorriso.

–Desculpe a demora! Eu acabei perdendo a noção do tempo me arrumando! -Desculpei-me.

–Tudo bem. -Falou compreensivamente. -A espera valeu à pena. -Continuou enquanto me analisava cuidadosamente. -Você está ainda mais linda do que já costuma ser e eu estou admirado. -Elogiou.

–Ah, obrigada! -Agradeci e em meu rosto um sorriso se desenhou. Meu coração estava acelerado com tantos elogios.

–Eu só estava com medo de você estar me deixando esperando para sempre. -Provocou.

–Eu não iria fazer isso.

–Então, eu posso entender com essa ultima resposta que você desistiu de fugir de mim? -Flertou.
Eu tive que me controlar para não sorrir. Eu não podia acreditar que eu o estava achando tão agradável e fofo, mas eu estava, ele só não precisava perceber isso.

–Não se esqueça que nós só estamos saindo porque você praticamente me obrigou a aceitar. -Respondi. Eu não precisava e nem devia ceder tão fácil.

–Tudo bem. -Concordou. -Mas eu vou te fazer querer sair comigo no final dessa noite. -Gostei daquela resposta.

–Isso é que nós vamos ver...

Caminhamos ate o carro dele e Klaus fez questão de abrir a porta para mim e, depois, quando chegamos ao restaurante, também puxou a cadeira para mim. Como eu ainda não tinha percebido o quanto ele era gentil? Nas outras vezes, em que nós tínhamos saído, eu estava tão ocupada procurando defeitos nele, que eu não conseguia notar suas qualidades. O restaurante que ele havia escolhido era muito bonito, a decoração era toda inspirada na arte francesa, era um lugar muito aconchegante.

–Adorei esse lugar!

–Eu também gosto muito daqui, me lembra os bistrôs onde eu costumava jantar na época que eu vivi em Paris.

–Você viveu em Paris? -Perguntei admirada.

–Sim, eu morei por dois anos lá. -Respondeu naquele seu tom que era tão natural e ao mesmo tempo tão envolvente. -A França é um lugar encantador, não apenas pela beleza, mas também, por sua historia e cultura...

–Deve ser o lugar mais lindo do mundo! -Conclui.

–A Inglaterra também é fascinante.

E quando eu percebi, quem estava fascinada era eu, estava totalmente envolvida pela conversa, eu estava adorando conversar com ele.

–Você já viajou bastante, não é? -Perguntei curiosa.

–Caroline, eu conheço o mundo inteiro.

–Nossa, você tem muita sorte por isso, eu gostaria de, um dia, poder viajar assim.

–Sorte, eu terei no dia em que eu conseguir te levar em uma das minhas viagens. -Flertou e eu não pude resistir. Senti meu todo o meu corpo pulsar. Klaus era apaixonante, eu não podia negar. -Será que eu posso ter alguma esperança que isso possa acontecer algum dia?

–Sim, você pode. -Abri o sorriso e, em seguida, mordi o lábio inferior, eu estava flertando sem nem me dar conta. Senti a mão dele me tocar, gostei do peso que fazia sobre minha a mão, não recuei, deixei o momento perdurar. Deixei também que nossos lábios se aproximassem, estavam quase se tocando e eu gostava daquela proximidade, gostei ainda mais quando minha língua se entrelaçou na dele e o beijo aconteceu. Foi mágico e, naquele instante, era tudo que eu queria.

...

POV Elena

Hoje o dia passou assustadoramente rápido, realmente voltar ao trabalho estava me fazendo bem. Eu passei boa parte do tempo sem nem me lembrar de toda a desgraça pela qual o Matt me obrigou a passar. É lógico, que, eu não conseguia apagar aquele dia de minha mente e deixar de sentir todos os traumas que ele havia causado em mim, mas eu estava no caminho para superar. O Matt está preso e vai ficar na cadeia um bom tempo, eu não preciso mais ter medo. Eu não quero mais perder minha vida chorando, eu quero vivê-la em sua plenitude e ser feliz. Eu e o Damon fomos os últimos a deixar o escritório naquele dia, nós dois estávamos com trabalho acumulado e tiramos algumas horas extras para colocar tudo em dia. Saímos juntos, e o elevador chegou estranhamente rápido, isso porque já estava tarde e as milhares de pessoas que trabalhavam naquele arranha-céu já tinham ido embora.

–Nós não vamos para garagem? –Perguntei quando vi o Damon apertar o botão do elevador que marcava o “térreo”.

–Não, Elena, tem uma limusine nos esperando.

–O que? –Perguntei sem entender nada.

–Eu vi que você está bem melhor e achei que hoje seria o dia perfeito para te surpreender e te levar em um passeio.

–Um passeio de limusine pela cidade? –Meus olhos já estavam brilhando de felicidade, só a idéia de como seria, me deixava admirada.

–Sim, eu sei que você, mesmo sendo de New York, adora esse tipo de passeio turístico, por isso, eu achei que você iria gostar. –Justificou-se. A verdade é que eu gostava daquilo, porque eu sentia como se de fato eu não conhecesse a cidade onde eu morava, afinal, eu passei, os últimos dez anos da minha vida, praticamente, sendo uma prisioneira do Matt. Preferi não falar nada sobre isso, não queria que o Matt fosse o nome que sempre surgisse em todas as minhas conversas.

–Eu adorei. –Abri um sorriso. –Você é perfeito. –Eu estava sendo sincera, ele era maravilho, nunca haveria alguém melhor do que ele.

Eu percebi o quanto ele queria me beijar naquele momento, mas vacilou em fazê-lo, sabia que o meu estado emocional, ainda frágil, poderia não interpretar bem um beijo e ele não queria estragar aquele momento. Eu deixei assim, não levei adiante, embora uma parte de mim quisesse muito corresponder e ter seus lábios no meu. Damon levou sua mão ao meu rosto, acariciando-me de leve, o toque dele era tão gostoso. Fechei os olhos, sentindo a pele dele contra a minha, e quando os abri, ele tinha se afastado. E nesse mesmo momento, o elevador, após descer sessenta andares, tinha finalmente chegado. Saímos do prédio e não pude acreditar ao ver, parada em frente a ele, uma limusine preta. O motorista nos esperava de pé, pronto para abrir a porta para nós dois. Eu não consegui esconder a minha alegria, aquilo era muito mais do que eu sequer poderia ter sonhado.

–Uau! –Foi a única coisa que consegui falar ao entrar na limusine. Estava admirada com cada detalhe, eu estava sem palavras!

–Você gostou?

–É perfeita! Eu nunca imaginaria que eu andaria em uma dessa algum dia.

–Champagne? –Damon ofereceu.

–Por favor. –Aceitei.

Ele pegou duas taças e serviu, em seguida, entregando uma delas, à mim. Eu bebi um longo gole do líquido de sabor delicado e ele fez o mesmo. Olhei mais uma vez para o interior do veiculo e depois olhei pela janela, observando as luzes da cidade, que pareciam se movimentar devido à velocidade do carro. Era uma visão muito bonita e, para mim, dava uma idéia de liberdade. Abri um sorriso de entusiasmo. Eu estava feliz, eu realmente estava.

–Gosto de te ver sorrindo. –Sussurrou enquanto seus olhos me fitavam em um olhar carinhoso.

–Você é o motivo de cada um dos meus sorrisos. –Admiti. –Se não fosse por você, eu não seria feliz.

–O que eu posso dizer quando o que você diz é o mesmo que eu sinto? –Perguntou enquanto brincava com os fios do meu cabelo. –Você é a minha felicidade, Elena.

Eu não consegui responder, apenas deitei meu rosto no ombro dele e fiquei assim por um longo momento até que ele quebrou o silencio.

–Você não quer abrir o teto-solar e gritar enquanto olha a cidade? –Perguntou. –Todo mundo que anda de limusine faz isso.

–Ah... -Baixei o olhar. –Eu não sei se isso combina comigo... -Eu sou tímida.

–Não tem motivo para ter vergonha. –Falou enquanto apertava o botão para o teto solar. –Eu quero que você se divirta.

–Tudo bem. –Concordei.

Nós dois nos levantamos para poder olhar a paisagem pelo teto solar. A imagem era ainda mais bonita sendo vista dessa forma.

–Só falta gritar. –Ele cobrou e eu atendi dando um gritinho tímido. –Ah, que isso, Elena? Você pode fazer melhor do que isso.

Dei um grito bem alto e este gesto fez com que eu me sentisse viva. Eu ri descompassadamente, estava feliz, muito feliz. Eu me deixei entregar àquele momento, e não havia mais traumas ou medos, naquele momento, eu era apenas a garota de quinze anos cheia de sonhos que eu fui há tanto tempo atrás. Sim, eu estava me sentindo como uma adolescente e essa sensação era maravilhosa. Quando eu me dei conta meus braços estavam ao redor do pescoço dele, nossos lábios estavam se colando e eu não tive nenhum receio, apenas me deixei ser beijada. O sabor da boca de Damon era ainda mais gostoso do que eu poderia lembrar e estar com ele daquele jeito era tudo que eu precisava. Estar com ele despertava a melhor parte de mim, me fazia tão feliz.

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**Trecho da letra Clarity do Zedd ->http://www.vagalume.com.br/zedd/clarity-feat-foxes-traducao.html

Notas finais
O que acharam?bj