Notas iniciais
Oi lindas!
Mais um capítulo!
Eu espero que vcs gostem!
Vou responder os reviews do cap passado amanha pq agora ta mt tarde já.
Beijos

P.O.V. Elena Gilbert

Eu não posso precisar o quão devastada eu estou. É como se não tivesse sobrado mais nada de mim. Ontem foi o pior dia da minha vida. Se não bastasse ter me batido tanto a um ponto que eu nem conseguia falar, o Matt me arrastou até a cama e me obrigou a deitar com ele. Eu nunca iria entender como ele poderia fazer isso comigo. Ele me obrigou a transar com ele, ou melhor, ele fez comigo o que quis enquanto eu fiquei parada sem nem conseguir me mover ou nem mesmo gritar. Ele fez com que a dor se tornasse ainda pior, muito pior. Ele me violou de todas as formas. Meu corpo doía tanto e quando eu acordei não tinha melhorado nem um pouco. Tinha até piorado. Eu demorei para conseguir me levantar, eu não conseguia precisar qual parte de mim doía mais. Minhas pernas estavam todas cortadas por causa dos cacos de vidros assim como minhas mãos, meus braços estavam marcados pelas mãos dele que puxavam de um lado para o outro. Minha barriga estava roxa, minhas costas também estavam cortadas e muito roxas, resultado dos chutes que eu havia levado. Meu pescoço ainda possuía as marcas que seus dedos deixaram ao tentar me esganar.


Meu rosto estava todo inchado, haviam cortes, haviam marcas roxas. A dor que eu estava sentido era impossível de ser descrita em palavras, era uma dor que vinha de dentro para fora. Começava em minha alma totalmente dilacerada e eclodia nos machucados existentes no meu corpo. Eu estava machucada em todos os sentidos e eu não sabia onde doía mais. A primeira coisa que eu fiz foi tomar dois comprimidos para dor. Isso iria me ajudar. Tomei um banho quente na esperança que isso fosse capaz de aliviar tudo que eu estava sentido, como se a água pudesse levar embora todo o meu sofrimento, mas não podia. Nada poderia. Eu fui me vestir, mas o simples ato de pegar as roupas nos armários me causava muita dor. Eu não conseguia me mover direito, andar já estava sendo um sacrifício grande demais. Ainda assim, eu não queria ficar em casa, respirar o seu ar tão denso iria me fazer pior ainda e em pensar que o Matt hoje não iria trabalhar, me desesperava.


Eu não podia ficar com ele, ele iria me matar. Mas eu também não queria ir ao trabalho, eu não tinha condições físicas ou emocionais para isso. Eu não queria encontrar o Damon, eu não queria que ele me olhasse com ódio novamente, não queria olhar nos olhos dele e saber que ele estava pensando que eu não merecia a confiança dele porque eu era uma vagabunda. Ele ter me chamado assim doeu tanto quanto cada tapa que eu levei. Eu me sentia horrível, meu corpo doía, meu coração estava despedaçado e os pedacinhos se fragmentavam em pedacinhos cada vez menores a cada instante. Não havia mais nada que fosse capaz de me fazer feliz. A minha vida iria ser isso até que eu morresse. Eu estava chorando, eu estava chorando muito. As lágrimas rolavam quentes pelo meu rosto e ardiam quando esbarravam em alguma ferida me lembrando o quão miserável eu era.Eu apenas fui trabalhar no dia seguinte e mesmo assim, eu não estava melhor. A dor e as marcas ainda eram muito fortes e visíveis. Ainda tentei cobrir o meu rosto com maquiagem, mas nada seria suficiente para disfarçar o estado deplorável em que eu estava. Coloquei roupas que cobrissem a maior parte do meu corpo, não queria que vissem tantos hematomas, mas era impossível cobri-los, estavam por toda a parte.


Caminhar até o ponto de ônibus pareceu uma eternidade, eu sentia tanta dor, eu pensava que poderia cair a qualquer instante. Quando entrei no ônibus todos me ficaram me olhando, eu deveria ser o assunto. A garota que estava tão machucada, que deveria ter levado uma surra. Ao menos, alguém gentil ao ver o meu estado, me cedeu o lugar e eu pude ir o caminho inteiro sentada. Eu não teria aguentado se eu tivesse que ir em pé naquele ônibus lotado. Cheguei ao trabalho muito atrasada e assim e logo vi Damon, Stefan e o Alaric conversando. Tentei me esconder, não queria encarar o Damon, não queria que ele me olhasse com raiva, tão pouco queria que ele me visse tão machucada. Eu não sei o que me causava mais vergonha, se era os ferimentos em meu corpo, ou se era o que ele achava de mim, uma vagabunda.


P.O.V. Damon Salvatore


Eu ainda não conseguia acreditar que a Elena havia mentido para mim, que vinha me fazendo de idiota por todo esse tempo. Eu nunca pensei que ela pudesse ser assim, ela parecia ser diferente. Ela parecia ser a garota mais doce e meiga que eu já havia conhecido. Mas agora, eu acho que eu nem a conheço de verdade. Todo esse tempo, ela estava apenas me usando. Tudo que eu vi e acreditei eram apenas mentiras. Eu nunca pude imaginar que ela era casada. Eu pensei que nós teríamos um relacionamento sério, que ela estava apenas comigo, mas eu estava completamente enganado. Queria saber quantos amantes ela já teve e se ela ficou com mais alguém, além do próprio marido, enquanto estava comigo. A verdade é que eu estava arrasado por perdê-la. Eu pensei que com a Elena eu poderia ser feliz novamente, que ela poderia não apenas preencher o vazio que a Katherine deixou em mim, mas ser muito mais. Eu realmente me apaixonei por ela quando eu julguei que eu nunca mais seria capaz disso. Ela realmente mexeu comigo. E agora que ela me decepcionou e me magoou, eu voltei a me sentir tão devastado quando me sentia antes de conhecê-la. É como se o vazio que havia em mim tivesse retornado. Para piorar, eu ainda tinha que falar sobre isso com o Stefan e com o Ric. Eles pareciam não entender que eu e a Elena tínhamos realmente terminado.


–Cara, eu acho que você deveria conversar com a Elena. –Stefan já tinha sugerido isso mais de dez vezes.


–Eu já disse que eu não quero mais saber dela. –Respondi. –Ela mentiu para mim.


–Eu sei, mas mesmo assim, vocês dois se gostam. –Insistiu.


–Eu acho que você deveria dar a ela ao menos uma chance de se explicar. –Alaric completou.


–Ela não tem nenhuma explicação. –Retruquei. –Nenhuma explicação convincente, pelo menos.


–Você não pode ter certeza, não se você não deixá-la falar. –Ric a defendeu. –Eu não acho que ela tenha mentido por mal.


– Por que vocês defendem tanto a Elena? –Perguntei irritado. –Por acaso ela contratou vocês dois como advogados de defesa?


–Eu sei que você a ama. E eu vi como você estava feliz quando estava com ela. – Stefan argumentou. –E eu não te via assim há tanto tempo. –Fez uma pausa. –E eu sei que ela te ama também, está escrito no rosto dela.


–Você não sabe de nada, irmãozinho! –Rolei os olhos. –Se ela se importasse nem que fosse um pouco, ela teria me contado.


–Talvez ela ainda fosse contar. –Ele já a estava defendendo novamente. –Ou ela tenha algum motivo para ter mentindo.


–Ela é uma vagabunda! –Exclamei.


–Eu não acho que ela seja isso. –Ric replicou –Se ela fosse vagabunda, ela teria transado com você no primeiro dia. Vocês nem fizeram sexo!


–Damon, você está sendo muito cruel com ela, ela merecia uma chance. –Stefan repetiu. –Eu vi como ela saiu do escritório ontem. Ela não parava de chorar.


–Falando em Elena, ela acabou de chegar. –Ric observou. –E algo aconteceu com ela, porque ela está toda machucada.


–É verdade, ela está muito machucada mesmo. Parece até que alguém bateu nela.


Eu nem respondi. Quando eu a vi toda a minha atenção se focou nela. Elena estava realmente machucada, muito machucada. Percebi que ela mal conseguia andar direito, por mais que ela tentasse passar sem ser notada, ou tentasse esconder seu rosto, eu podia perceber os hematomas e cortes. E eu odiava vê-la desse jeito, odiava saber que ela estava tão frágil desse jeito, deveria estar com dor. Logo me lembrei que essa não era a primeira vez que eu a via desse jeito. Eu não iria acreditar se ela me dissesse que tinha caído da escada novamente ou qualquer outro tipo de acidente. Não era difícil notar pelo tipo de ferimento que ela tinha que não foi isso o que aconteceu. A verdade é que depois de vê-la dessa forma, toda a raiva e mágoa foram abrandadas, não eram mais forte do que eu sentia por ela. Fui até ela.


–Elena...-Chamei. Ela manteve seu rosto baixo, evitando me olhar nos olhos. Os fios de seus cabelos caíam sobre sua face ocultando os seus ferimentos.


–Sim, Doutor? –Perguntou tentando soar formal, mas sua voz soou tão fraca e suave.


–O que aconteceu com você? Você está toda machucada. –Falei preocupado,queria levá-la dali e cuidar dela, queria que ela não sentisse nenhuma dor.


–Eu sofri um acidente. –Respondeu. –Mas eu estou bem, obrigado por perguntar.


–Ergueu o rosto timidamente, seus olhos fitaram os meus por um breve segundo até que ela desviasse o olhar.


–Você caiu da escada de novo? Eu não acredito nisso. -Eu sabia que ela estava mentindo. -Foi o seu marido que te bateu, não foi? -Perguentei enquanto afastava uma mecha de cabelo que ainda se estendia pelo rosto dela. Então, eu vi as visiveis marcas de esganadura desenhadas na pele sensível de seu pescoço. A Elena não merece tanta brutalidade.


–Por que você se importa?-Sussurrou.


Ela estava magoada. Eu não deveria tê-la tratado daquela forma tão agressiva, muito menos tê-la chamado de vagabunda. Ela não merece isso, nenhuma garota merece, ainda mais ela, que já deve passar pelas piores coisas com o covarde do marido.


–Porque eu te amo, Elena. -Falei sinceramente. -Eu não quero te ver desse jeito.


–Eu não menti para você para te magoar, eu só menti porque tenho muita vergonha do que eu passo. Eu não queria que soubesse que ele me bate quase todos os dias por qualquer coisa.-Ela tentou conter, mas não conseguiu controlar as lágrimas que vertiam de seus olhos. -Eu sinto muito.


–Você não precisa me pedir desculpas. -Levei minha mão até o rosto dela e limpei suas lágrimas. -Sou eu quem tem que pedir desculpas, se eu tivesse te ouvido ontem, você não estaria desse jeito agora. -A realidade é que eu estava me sentindo absolutamente culpado, se eu tivesse deixado com que ela me contasse a verdade em vez de ofendê-la, ela nunca teria voltado para casa e não teria apanhado desse jeito. Eu teria cuidado dela, mas eu não fiz isso. -Eu queria você me perdoasse por isso.


–Não é sua culpa. -Ela era mesmo a garota mais doce que eu já tinha conhecido. A Elena é muito boa. -Você não podia imaginar.


–Você tentou me dizer, agora deixa eu cuidar de você. -Eu estava tão aflito de vê-la assim. -Você precisa ir ao médico, você está muito machucada, isso é muito grave.


–Não é necessário. -Falou. — Eu já estou acostumada, eu já tomei um remédio para dor, eu vou ficar bem. -Se eu já estava me sentindo péssimo, fiquei pior ainda ao ouvi-la dizer que ela já estava acostumada a isso. Eu deveria ter percebido e tê-la ajudado antes.


–Nem pensar, Elena, você tem que ir ao médico. -Insisti. -Você mal consegue andar!


–Sério, não precisa. -Sorriu. -Eles vão me passar um remédio para dor e eu já estou tomando isso. Eu estou bem o suficiente para trabalhar.


–Eu não vou te deixar trabalhar. -Ela não tinha condições para isso. Ela precisava de cuidados e de carinho e não trabalhar o dia inteiro. -Eu vou te levar para a minha casa e você vai ficar descansando enquanto eu cuido de você.


–Mas você tem que trabalhar, não tem tempo para...-Nem deixei que ela continuasse falando.


–Eu sempre tenho tempo para você, Elena, eu te amo.


–É tão bom ouvir isso, sabia? Eu também te amo.


P.O.V. Elena Gilbert


Quando eu cheguei na casa do Damon fiquei impressionada com o lugar, o apartamento era lindo. Devia ser a mesma decoração que a Katherine havia deixado e bem, a casa parecia um santuário em homenagem a ela e as crianças, haviam fotos deles espalhadas por todos os lugares. Não havia um móvel onde não existisse um porta-retrato com uma foto. Eu senti uma pontada de ciúmes, mas não falei nada. Ele me levou até o quarto, eu me deitei na cama e ele se sentou ao meu lado.


–Você está confortável? –Perguntou preocupado. –Você precisa de alguma coisa?


–Eu estou bem. –Agradeci.


–Tem certeza?


–Tenho sim.


–Você está sentindo muita dor ainda?


–Não, só um pouquinho.


–Você não tem ideia do quanto eu odeio esse cara por fazer isso com você. –Eu podia perceber em seu tom, a raiva que estava sentindo. –Mas eu vou dar um jeito nele, ele merece levar uma surra bem dada para aprender a não fazer isso com uma mulher. O que ele fez com você é uma covardia.


–Eu sei. –Falei baixinho. –Por favor, não se preocupa com isso agora, fica apenas comigo, só isso.


–Eu estou com você,eu vou sempre estar com você. –Respondeu enquanto acariciava o meu rosto suavemente. –Mas eu não vou esquecer isso. –Ele realmente não iria, eu conseguia perceber. –Quando ele começou a te tratar desse jeito.


–Desde quando nós nos casamos. –Respirei profundamente, falar sobre isso é muito doloroso. –Ele sempre foi assim.


–Faz muito tempo que vocês estão casados?


–Dez anos. –Falei envergonhada.


–Você se casou aos quinze anos? –Pareceu alarmado. –Seus pais aceitaram facilmente?


–Na verdade, eu não queria me casar, foram eles que me obrigaram. –Contei, minha voz era quase sombria.


–Eles te obrigaram a casar quando você tinha quinze anos? Por que eles fizeram isso? –Damon parecia não entender uma coisa dessas. A verdade é que até hoje, nem eu entendo direito.


–A minha família estava mergulhada em dividas, nós iríamos perder o apartamento e iríamos morar na rua. –Fiz uma pausa, precisava de forças para continuar falando. –O Matt ofereceu pagar todas as nossas contas, bem como os meus estudos até a faculdade, só que com uma condição. Ele queria se casar comigo. Meus pais aceitaram.


–Como você reagiu a isso?


–Eu fiquei desesperada, eu disse que eu não queria me casar, que eu podia trabalhar para ajudar a pagar as contas. Eu tinha quinze anos, o Matt é vinte e um anos mais velho do que eu, e eu mal o conhecia. Eu não queria me casar nem com ele nem com ninguém. Eu nunca nem tinha dado o meu primeiro beijo ainda. Eu falei tudo isso para os meus pais, mas não adiantou de nada, eles falaram que ou era isso, ou seria ainda pior quando eu virasse uma mendiga. Eu não tive escolha. –Conforme eu contava, podia sentir meu coração se partir.


–Você contou aos seus pais o que ele fazia com você?


–Não, eu nunca mais tive noticias dos meus pais. Ele sumiram. –A pior parte nem tinha chegado ainda. –Anos depois, eu descobri que o Matt deposita mensalmente um dinheiro para eles. Eles lucram até hoje com o meu casamento.


–Eles lucram com a sua infelicidade, Elena. –Falou irritado.–Fez uma pausa. –Os meus filhos eram a razão da minha vida, eu nunca conseguiria fazer algo que os prejudicasse. Eu sempre pensei como seria quando eles crescessem, principalmente a menina, a Amanda. Eu iria ficar louco quando ela arrumasse um namorado! Eu não consigo entender, como os seus próprios pais te obrigaram a casar com esse cara! Eles te venderam como se você fosse uma mercadoria!


–Eu sei disso. –As lágrimas brotavam em meus olhos. –Era assim que eu me sentia enquanto meu pai me conduzia pelo altar e depois me entregava ao Matt, como se eu fosse um objeto que ele havia vendido por um bom preço. –Eu estava chorando, eu estava chorando muito. Essas lembranças me assombram até hoje. –E essa não é a pior lembrança desse dia. –Fiz uma longa pausa. –Como eu disse, eu nunca havia sequer beijado alguém, imagina...-Eu não consegui continuar.


–Ele te estuprou, Elena? –Eu podia notar o quanto o tom dele era sério, o quanto ouvir tudo isso o estava deixando cada vez mais revoltado.


–Bem, nós tínhamos nos casado, então...-Fiquei sem jeito. –Eu tinha que transar com ele.


–Você não queria, não importa se vocês eram casados ou não, continua sendo estupro. Eu tenho nojo desse cara por fazer isso a você, Elena!


–Foi horrível e é horrível até hoje. Ter que transar com ele é mil vezes pior do que qualquer surra que ele me dá. E as vezes, eu tenho que transar com ele depois de ter apanhado. –Eu chorei mais ainda enquanto contava a ele sobre a primeira vez que eu tive relações com o Matt, meu coração, aos pedaços, se contorcia de dor só de lembrar, meu corpo se arrepiava, como se as memórias estivessem gravadas nele e eu ainda pudesse sentir tudo como se fosse hoje.


–Início do Flashback-


Depois da festa de casamento, eu e o Matt fomos para o quarto. Eu me sentei na cama, não havia outro lugar onde eu pudesse ficar,eu estava tão envergonhada, mas principalmente, assustada. Ele se sentou ao meu lado na cama e começou a me tocar, eu tentei me afastar, mas ele não permitiu.


–Você é muito bonita, Elena. –Falou de um jeito depravado. –Vai ficar ainda mais bonita sem as suas roupas. –Seu sorriso era doentio.


–Por favor, não faz nada comigo. –Pedi, desesperada.


–Você é a minha esposa, eu posso fazer o que eu quiser com você.


Eu tentei fugir, mas ele era muito mais forte do que eu, eu não tinha condições de lutar contra ele. Ele tirou minhas roupas e ficou admirando o meu corpo. Eu já estava chorando. –Por favor, eu sou virgem, não faz isso comigo, eu sei que eu sou a sua esposa, mas eu não estou pronta. –Implorei. Ele não me escutou é claro.


–Virgem, que delícia. –Divertiu-se. -Ótimo saber que a minha esposa nunca teve outro homem. -Suas mãos começaram a deslizar em meu corpo, eu tentei tirá-las de mim, mas ele deu um tapa em meu rosto. Apertou os meus seios e eu gritei. –Para, por favor. –Levei outro tapa. –Ele continuou, eu tentei fugir e tudo que eu consegui foi levar outro tapa. Fechei os olhos e fiquei parada, bem quietinha. Eu chorava baixinho enquanto ele me tocava. Senti algo entrar dentro de mim com muita força como se me rasgasse e soltei um grito. –Por favor, para. –Implorei novamente. -Por favor... -Cada vez que ele se movimentava doía mais. Era horrível. Era a pior sensação que eu já tinha experimentado. E quando eu pensei que havia acabado, ele me virou de costas e entrou dentro de mim novamente. Foi ainda pior. Eu sentia tanta dor e quando ele terminou, ainda doía, eu sentia muita dor, eu sentia meu sexo arder. Matt me olhou satisfeito e se virou para o lado. Eu passei a noite inteira acordada, chorando. Eu nunca imaginei que a minha primeira vez pudesse ser desse jeito.


–Fim do Flashback-


–Eu vou matar esse cara, Elena. –Damon rosnou quando eu terminei de contar. – Você era só uma menina! –Gritou. –E em pensar que ele continuou fazendo isso com você até hoje me deixa com mais raiva ainda! –Ele estava muito alterado, eu nunca o tinha visto tão furioso.


–Por favor, calma. –Eu pedi.


–Eu não tenho como ficar calmo, Elena! –Gritou. –Esse cara te obriga a transar com ele há dez anos! Ele não fez isso com você ontem, fez?


–Não. –Menti.


–Elena, me fala a verdade.


–Ele fez. Ele me bateu e depois me forçou a transar com ele. –Sussurrei. –Mas por favor, esquece ele agora, fica só comigo.


–Claro, meu amor. –Damon me envolveu em seus braços fortes e eu me senti tão protegida e amada. Eu só precisava dele. Ele deu um beijinho carinhoso em meus lábios e eu sorri. –Você nunca mais vai passar por isso, Elena, eu vou cuidar de você agora.



Notas finais
Não tinha como o Damon nao descobrir vendo a Elena daquele jeito né?
COMENTEM POR FAVOR!
Queri agradecer a Ivana Cecília por ter recomendado a fic! Muito obrigado linda!
=*